sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Roberto Moreno e suas andanças em 1991

Como se sabe, Roberto Moreno foi o piloto mais "reject" da história da F1. O "baixo", como é conhecido, teve seu auge entre 1990 e 1991 por dois motivos: 

* Correu pela melhor equipe de sua carreira, a Benetton;
* Foi quando zanzou por mais equipes.


Moreno começou a temporada de 1990 correndo pela fraquíssima Eurobrun, equipe de propriedade do milionário italiano das máquinas de jogo, Walter Bruni. Moreno, milagrosamente, emcaixa o carro no grid duas vezes, nos GP's dos Estados Unidos, San Marino e México (nesse, ele queimou a largada e foi desclassificado).

Parecia tudo muito mal, como tinha sido em 1987 e 1989, mas o acidente de Alessandro Nannini, da Benetton, às vésperas do GP do Japão, muda completamente o destino de Moreno. Nelson Piquet, o outro piloto da Benetton, recomenda Moreno para Flavio Briatore, chefe da equipe. Briatore, sem muita escolha, decide chamar Moreno para correr as duas últimas corridas de 1990 e ainda podendo correr em 1991. No GP do Japão, Moreno larga em oitavo e se aproveitando dos abandonos dos pilotos de Ferrari e Mclaren e da estratégia ruim da Williams consegue chegar em segundo, completando a dobradinha com o amigo Piquet. No GP da Austrália, larga novamente em oitavo e chega em sétimo. A Benetton fica surpresa com o desempenho e decide ficar com Moreno para 1991.

Mas essa é uma temporada frustante para ele. Moreno até que consegue boas posições de largada, saindo constantemente entre os 10 primeiros, mas seu desempenho em corridas não é tão bom. Do GP dos EUA até o GP da Itália, Moreno tem 8 pontos e uma volta mais rápida, no GP da Bélgica. Mas um fenômeno, chamado Michael Schumacher, faz com que Briatore dispense Moreno uma semana antes do GP da Itália, alegando problemas de saúde com o brasileiro.

Para Moreno, não resta outra alternativa a não ser ir para a Jordan ocupar o lugar de Schumacher (alguns dizem que Bernie Ecclestone ofereceu uma boa quantia em dinheiro para Moreno não processar a Benetton). Moreno larga em nono e décimo-sexto nas duas corridas pela equipe, mas só termina a segunda, em Portugal (10º).

Mas outra vez o destino lhe apronta outra: Alessandro Zanardi chega com patrocínios e Moreno é dispensado dos GP's do Oriente (Japão e Austrália). Mas Alain Prost é demitido da Ferrari no GP do Japão e Gianni Morbidelli, piloto de testes da escuderia e piloto da Minardi, é chamado para substituir Prost na corrida. Então, Moreno muda novamente de equipe, correndo pela Minardi no GP da Austrália. Larga em 18º e chega em 16º na curta corrida de 14 voltas.

Moreno correu por 4 equipes entre 1990 e 1991, sendo que conseguiu nesse tempo um pódio e uma volta mais rápida.

Rodrigo Klango

Um comentário:

Rianov Albinov disse...

E ainda chegou a testar a McLaren no final do ano