segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Notas sobre o GP da Hungria


+ Finalmente consegui chegar em casa a tempo de ver a largada.
Eu sabia que, em se tratando de Hungaroring e com a Mclaren aparentando estar muito melhor que a Ferrari, se eu não visse a largada praticamente não teria mais o que ver. Deixei o leite esquentando e fui ver a tão esperada largada. Cara, nunca achei que fosse vibrar com um lance do Massa. Ele vem se comportando como um legítimo piloto da Ferrari. Vendo os replays, aquela fritada de pneus e a maneira como ele foi com tudo por fora me lembrou Gilles Villeneuve indo para cima de Arnoux em Dijon 79.

+ Enquanto pensava nisso o meu leite derramou, lambusando o fogão, mas tudo bem. Depois eu limpei, valeu a pena.

+ É aquela história, se ele tivesse perdido o aerofólio teria sido crucificado, já que passou... parabéns. A única diferença entre o De Cesaris e o Villeneuve e Schumacher e Barrichello é o resultado. O ímpeto é o mesmo.

+ Durante toda a corrida tive uma série de flashbacks.
Os seguidos problemas nos boxes me lembraram o reabastecimento da Benetton, em Interlagos 94.
Massa na largada me lembrou Villeneuve em Dijon. Vi Hamilton devagar e achei que ele tinha apertado o neutro de novo, como aqui no Brasil ano. Depois com o pneu furado entrando nos boxes me lembrei dele atolando na brita, na entrada dos boxes na China.
Quando o inglês foi fazer a curva para entrar no pit lane lembrei do Moreno e do Coulthard batendo na entrada dos boxes na Austrália em 95.
Quando o Hamilton saiu dos boxes e encontrou o Coulthard lembrei do Gp da Alemanha, há duas semanas atrás, da batida do escocês e do Barrichello e mentalmente falei: “Cuidado Hamilton! Esse é o Coulthard!!!”

+ Nem sei por que pensei nisso. Não torço para o Hamilton.

+ Curioso que a Mclaren venha tendo seguidos problemas com estouros de pneus e suspensões dianteiras desde o ano passado. Carrinho perigoso, hein? Quero ver se acontecesse algo assim na Parabólica em Monza... outro Flashback: Derek Warwick e Martin Donnelly, ou seja, a Lotus e seus acidentes em 90.

+ Quando o Glock entrou nos boxes tive um outro Flashback: Lembrei das outras paradas e fiquei torcendo para dar tudo certo, que todo o combustível fosse injetado “com o mínimo de fogo possível...”

+ Por sorte o fogo aconteceu , de novo, no carro do coitado do Bourdais. Como disse o Cléber Machado: Será que é estratégia?

+ Em se tratando de STR e de Red Bull não duvidaria disso.

+ Por falar no pessoal da Globo. Boa narração do Cléber. Deu um frescor, um bom humor de quem não sabe tudo que contagiou o Luciano Burti e até o Reginaldo Leme, bem menos formais que de costume.

+ Deixando claro que gosto das narrações do Galvão. Com asneiras e tudo, são clássicas e ponto final.

+Quando o Piquet saiu dos boxes e o Trulli deu uma de Jack Bauer vindo com tudo por fora,
o Burti disse:
_ O Trulli é casca grossa – O Nelsinho deu um chega pra lá no italiano e manteve a posição. Aí o Cleber disse:
_ O Trulli é casca grossa e o Nelsinho também – eh, eh, eh, boa.

+ Antes que comecem a falar, não, não sou da família do Cléber Machado.

+ Timo Glock foi muuuuuuuuuito bem. Homem show, seja rodando, batendo ou chegando em um sólido segundo lugar.
Candidato favorito a Heinz Harald Frentzen dessa década, além de gente boa, meu amigo e um dos cabeças da comunidade F1, no Orkut.

+Eu já estava pensando no que escrever sobre o GP da Hungria, sobre a coragem, ou loucura, e principalmente sobre a sorte de campeão que o Massa estava tendo quando o motor Ferrari explodiu. Juro que foi uma das coisas mais broxantes que já vi em uma corrida de F1.

+ Nesse momento tive outro flashback: Alemanha 96. Berger lutava com unhas e dentes para manter a ponta quando o motor Renault de sua Benetton explodiu, segundo o austríaco, “sem nenhum sinal de que isso iria acontecer”. A vitória caiu no colo de Damon Hill.
Lembrei também do próprio Hill com a Arrows em 97, outro momento em que fiquei puto em frente a TV, Hakkinen abandonando inacreditavelmente no meio da última volta na Espanha em 2001...

+ No fim outro Flashback: A Mclaren prateada pilotada por um finlandês mais a sensação de marmelada me lembraram Jerez 97. A primeira vitória de Mika Hakkinen, totalmente sem brilho.
_
+ No pódio, Kova, ainda com as marcas do capacete no rosto, todo descabelado, vermelho e com um baita sorrisão. A camera estava dando um close no rosto do finlandês quando a minha esposa passou e disse:
_ Nossa que cara feio - kkkkkkkkkkkkkkkkk.

+ Tomara que o Kova tenha a mesma sorte de Mika. A vitória ele merecia, mas de outra maneira. De qualquer forma veio na hora certa, quando todos estavam começando a surgir pretendentes ao seu lugar na Mclaren e alguns começavam a questionar sua capacidade como piloto.

+ Agora é esperar o GP de Valência. Vi uns videos on boards de algumas corridas lá e a pista me lembrou uma mstura entre Dallas e Phoenix. Não é tão ruim assim. Só me pareceu um pouco espremido demais. Vamos ver o que dá. Na minha opinião, tem tudo para ter favorito no muro e zebra no pódio.


Fernando Ringel

Um comentário:

Rianov Albinov disse...

E ai Fernando,

Que largada essa do Massa hein!!!

Você lembrou muito bem o Villeneuve em Dijon, mas na hora, lembrei de outro fato, guardadas as devidas proporções, ali mesmo naquela curva, a 22 anos atras, a famosa ultrapassagem de Piquet em Senna.
Ele colou, tentou ir por dentro, foi pra fora,travou as rodas, e segurou muito bem o carro. Só faltou o "slice" como que o Piquet fez.

Outro fato foi o público,fanáticos pela F1, lotaram o circuito.
Por mais que essa corrida não seje tão emocionante assim, acho que ela não pode ficar de fora do campeonato, ainda bem que renovaram até 2016.

Saudações Soviéticas
Rianov Albinov