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terça-feira, 30 de novembro de 2010

F1: notas sobre o GP


O CIRCUITO

+ A tal Yas Marina Circuit é resultado da seguinte FÓRMULA DA VELOCIDADE:

Mario Kart + $$$ = GP de Las Vegas remixado.

Por isso, nota 2 para qualquer corrida disputada alí. Até mesmo quando é palco para uma decisão de título inesperada como foi a desse ano.

+ Não que a pista seja tão tétrica assim, só que o traçado não foi feito para F1. Só isso. Basicamente ele foi criado para receber a F1... e todo o tipo de corrida que os petrodólares conseguirem atrair. Portanto, o que temos não é uma pista feita para a F1 e sim um traçado genérico capaz de sediar Moto GP, monopostos, carros de turismo e tudo mais que atrair prestígio para os Emirados Árabes.

A Yas Marina Circuit é muito mais uma desculpa para atrair público para todo o complexo “Disneylândico” que envolve suas curvas que uma pista de corrida.

Finalizando esta primeira parte da resenha, o GP de Abu Dhabi é mais ou menos como Jerez De La Frontera e Magny Cours: pistas feitas para todo tipo de corrida, e que seu traçado sinuoso, terreno plano e asfalto estreito, encontraram sua verdadeira vocação com as Motos GPs da vida.


O GRANDE PRÊMIO EM SI

Nota para a corrida: 2

+ Antes de qualquer análise, é preciso dizer que esta foi uma corrida de quatro pilotos com os pedaços do carro do Schumacher aqui, um Kubica lá, mais um Petrov enxerido acolá se intrometendo entre o “Quarteto Fantástico”.

+ Como já faz um tempinho desde a decisão do título, sugiro que você assista ao compacto abaixo para que, relembrando os fatos, o texto seja mais compreensível:



+ Alonso é o Corinthians da F1.

+ Petrov fez o seu e pronto. Mais fora que dentro da Renault para o ano que vem e com o carro andando bem (coisa rara na segunda parte da temporada), o russo fez a sua propaganda. Muito bem feita, diga-se de passagem.

+ Que culpa tem o russo se a Ferrari não consegue criar uma estratégia de box minimamente inteligente? Isso quando eles não estragam a corrida de seus pilotos durante a troca dos pneus...

Que culpa tem o resto do mundo se a Scuderia não consegue solucionar o problema com os pneus? Se os carros da vermelhos não renderam como deveriam na decisão do título, que culpa Petrov tem disso?

Será que, simplesmente por se chamar Fernando Alonso, os outros pilotos tem que sair da pista para que ele possa desfilar???? Definitivamente, o “Príncipe das Astúrias” se comporta como se fosse um herdeiro da família real.

+ O melhor de tudo foi ver o espanhol mostrando o punho cerrado para o Petrov. Embora pareça que ele estava dando uma dura no russo, na verdade só faz esse gesto quem sentiu a pancada. Então naquele momento, caiu a ficha para o piloto da Ferrari.

Por essas e outras, definitivamente, Alonso é o Corinthians da F1. Pq? Ora, assim como o “Timão” tem uma grande torcida, fervorosa, uma história vitoriosa no esporte e tudo mais, na mesma medida da paixão de seus torcedores, traz consigo uma rejeição ferrenha por parte das outras torcidas. Viu? Alonso é o Corinthians da F1. Quem curte, ama. Quem não vai com a cara, quer mais que ele entre pelo cano.

Para quem não concorda que o meu xará seja na F1 o equivalente ao Corinthians no futebol, podemos chegar a um meio termo: no mínimo, se fosse brasileiro, Alonso seria um daqueles torcedores fanáticos da Gaviões da Fiel.

O veloz piloto com que “quase ninguém vai com a cara” sempre tem que encontrar um culpado por suas derrotas.

+ Dito isso, calhou de ter uma Renault na frente dele durante todo o GP, então Petrov é o álibi perfeito para qualquer tipo de acusação quanto ao desempenho inferior da Ferrari em Abu Dhabi.

+ O punho cerrado do espanhol para o russo foi o ato de quem reconheceu a derrota. No popular, naquele momento caiu a ficha: chupa Alonso.

+ Vettel é de fato o mais rápido do ano, mas venceu o título por sorte. Sebastian erra demais para vencer se não tiver todos trabalhando a seu favor. Em uma avaliação simplesmente quanto ao trabalho do piloto, o título seria de Robert Kubica. Talvez entre Kubica e Button.

+ É aí que podemos enxergar a diferença do ótimo para o grande piloto. Os caras realmente clássicos são os que andam bem em qualquer carro. Na atualidade, Hamilton, Alonso, Kubica e Vettel fazem isso. Desses, a quantidade de erros ajuda a refinar a seleção: sobram apenas Kubica e Alonso.

Como o meu xará é um cara pra lá de antipático (lembra até os tempos áureos do Schumacher), volta e meia se envolve em polêmicas extra-pista, maracutais e o escambau, fico mesmo com o polonês da Renault como o melhor da temporada.

Acredito que só ele faria o que Alonso fez na recuperação da Ferrari e... como o espanhol perde no quesito esportividade: KUBICA WINS!

+ Sobre Mark Webber, realmente ele afinou na reta final do campeonato. A corrida em Abu Dhabi foi de dar pena... como se o carro estivesse sabotado, sei lá. Pareceu até a decisão de 2007.

Naquela ocasião, a McLaren tinha o melhor carro, Hamilton era o xodó da equipe e Alonso corria contra tudo e todos em busca do tricampeonato. Hamilton jogou tudo fora ainda na primeira volta, mas seu carro esteve veloz o suficiente (como em toda a temporada) para cravar a melhor volta em sua frustrada tentativa de recuperação.

Enquanto isso, assim como em 2010, Alonso não cometeu erros e se preocupou em terminar o GP. O problema foi o desempenho irreconhecível de sua McLaren. O espanhol ficou em terceiro o GP todo (e olha que o Petrov nem sonhava em ser piloto da Renault na época, hein???kkk). O resultado foi o mesmo de 2010: Alonso não ficou nem com o vice enquanto o cara que menos tinha chances (Raikkonen) levou a vitória e a taça.

Pode ser apenas uma teoria da conspiração, mas faltou algo que “desse asas” para a Red Bull de Mark Webber na Yas Marina Circuit, assim como parece ter faltado para a McLaren de Alonso em sua última corrida pelo time, ou na Williams (cheia de problemas mecânicos) de Carlos Reutmann em Las Vegas, 1981.

+ No mais, assim como Alonso, no lugar do Webber, provavelmente ninguém (talvez o Kobayashi) teria ido muito mais longe em uma pista tão estreita e sem retas. Enquanto Petrov leva a fama, Alonso deveria culpar Hermann Tilke.

+ Sobre Vettel, qualquer um que tivesse marcado a pole, provavelmente teria vencido. Ainda mais com o carro mais equilibrado. Não cometeu as costumeiras bobagens e no fim foi premiado com a melhor surpresa de todos os tempos: depois de cruzar a linha chegada, enquanto comemorava a vitória, foi aí que a equipe lhe informou via rádio que...” YOU ARE THE CHAMPION!”

Karai, esse pessoal da Red Bull sabe fazer uma festa como ninguém, kkk.

+ Webber merecia mais. Alonso também. No fim o título ficou com um campeão alternativo. O mais rápido sim, porém longe de ser o melhor da temporada, ao menos a conquista de Vettel satisfez a todos.

+ Esse não é o raciocínio mais natural para encerrar a resenha sobre o final da temporada 2010, mas como o VEL MAX vira e revira o lado alternativo do automobilismo... assistir a derrota de Mark Webber deixa bem claro o quanto Nelson Piquet é um gênio, ou como diria Galvão Bueno “um dos que cabem na mão”.

Reutmann, Alonso, Webber, Peterson, Villeneuve... ninguém venceu título contra a própria equipe. Quando Scheckter foi campeão em 79, ele era o número 1. Mario Andretti em 78? Número 1 também. Vettel em 2010? Número 1, oras. Sendo assim, termino a resenha do último GP deste ano com a certeza de que (hoje), Vettel é bom, muito bom, o campeão, mas como diria o Galvão “não entra entre os cinco da mão”.

Agora, puxando pela memória, qual foi o único que venceu contra tudo e todos????
Enquanto a maioria luta para ser “normal”, os gênios conseguem tirar proveito até mesmo das dificuldades. Gênio vence mesmo depois de sofrer um baita acidente em uma Tamburello da vida, vence mesmo que a equipe prefira o outro piloto e mesmo que esse outro piloto se chame Nigel Mansell.

Não sei na sua ou na mão do Galvão, mas na minha, Nelson Piquet é um dos grandes. Juro que isso não é nostalgia cheirando a barata morta, mas gênio Webber não é... e nem Sebastian Vettel.

OBS: Talvez Robert Kubica seja. Talvez.

OBS2: a temporada acabou. Que pena. Para o ano que vem, prometo continuar postando pelo menos os papéis de parede e as resenhas... sem data definida para isso. Dessa forma o VEL MAX passa a ser muito mais um anuário que um blog com postagens picadas sobre assuntos cotidianos. Entre as corridas postarei textos, uma Evolução da Espécie aqui, um Separados no Nascimento ali e por aí vai.



Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel (“Sigam-me os bons”, kkk)

sábado, 20 de novembro de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para a corrida: 8

+ Muitos (inclusive eu), viemos através dos anos falando cobras e lagartos de Interlagos. Uns por saudosismo do antigo traçado, outros (mais novos) mal acostumados com as monótonas corridas de abertura em que o circuito foi palco.

+ A má impressão foi bastante reforçada pela incrível má sorte dos brasileiros na pista. Tirando as belas performances do Massa (mesmo em seus tempos de Sauber, quando chegou liderar em uma estratégia suicida nos pit stops) até Ayrton Senna a zica perseguiu.

+ Talvez em função da melhora do asfalto, a edição 2010 do GP do Brasil foi infinitamente superior as demais edições disputadas em pista seca. Lembrando que não estou escrevendo isso por causa das alternativas abertas pela disputa do título. A corrida foi muito divertida em todo o pelotão. Isso pode ser comprovado pela dificuldade das Red Bull em ultrapassar filas de pilotos brigando por posição.

+ Dito isso, durante o GP finalmente enxerguei as qualidade do traçado. Realmente, que beleza! Interlagos é algo como um tipo de Brands Hatch tupiniquim!!! Ver o grid inteiro “se pegando” subindo pra cá, tocando rodas e descendo prá lá, dividindo curvas cegas em subidas, descidas, a “Eau Rouge brazuca invertida”, popularmente conhecida como “esse do Senna”, sem falar na eterna possibilidade de chuva... KARAI!

Ver um “trenzinho” percorrer o circuito é chato, mas vê-los dividir as curvas lado-a-lado realmente é muito emocionante. Taí um típico circuito dos anos 90 que foi muito bem adaptados aos anos 2000.

+ Como demorei muito para postar essa resenha (está pronta desde domingo passado, mas só pude revisar o texto neste final de semana), para a melhor compreensão do texto, sugiro que você assista ao compacto abaixo para relembrar os fatos da corrida:

+ Hulkemberg teve seu dia de sonho em uma pole totalmente irreal. Nada contra o alemão, apenas uma questão de análise fria dos fatos. A diferença de tração da Williams para Red Bull, Ferrari e McLaren é gritante. (Também) Por isso tantos “xis” em cima do Hulk.

+ Barrichello vinha bem, tirando tudo e mais um pouco de sua fraaaaca Williams FW32. O problema é que em Interlagos as coisas realmente não saem muito bem com ele. Mais ou menos como o Corinthians e a Libertadores. No caso do Barrica, pior ainda se ele resolve usar uma pintura comemorativa.

+ A vida é muito irônica em certas ocasiões. O mais curioso de tudo é que Rubinho é muito veloz em Interlagos, mas... sempre acontece alguma coisa. Uma pena.

+ O resultado final pode ter parecido meio decepcionante, mas apesar dos esforços do time, convenhamos, o lugar de direito dos carros do Tio Frank é a briga pelo décimo lugar. No fim das contas, Barrica apareceu menos, porém fez mais do que o Hulk na Williams (mesmo com o ótimo 8° lugar). É só ver como rapidamente o alemão caiu para a décima posição para ver a proeza do brasileiro em colocar este carro em sexto no grid.

+ Já pilotei um F1? Não. Porém acredito que Williams, Mercedes e Renault são como naqueles jogos de corrida bem arcade em que o carro é lento nas retas e ótimo nas curvas. Carro para iniciante, nível fácil.

McLaren já fica no meio do caminho. Já a Ferrari é aquele típico canhão nas retas, bastante nervoso nas curvas em que só os melhores jogadores conseguem dirigir rápido. Nível very hard, expert.

Quanto a Red Bull, trata-se daquele tipo de carro que você só consegue fazendo “manhas”, batendo recordes ou usando “aquela password”, eheheheh.

+ Completamente anos 80/90 o parágrafo acima, kkkk.

+ Na “Turma do Fundão”, quem te viu, quem te vê: Timo Glock se diz chateado por ter chegado atrás das Lotus. “AH, MULÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉKI!”

+ Implorando por uma punição, os dois da Toro Rosso bateram rodas com Deus e o mundo para no final bater cabeça. A equipe chegou a sentir o cheiro dos pontos com Alguersuari, mas morreu na praia: apesar de novamente bem, o espanhol chegou em décimo primeiro.

+ Falando das equipes que disputam as 10 primeiras posições, Schumacher está cada vez melhor. O problema é que isso (ainda) não é suficiente para bater o Rosberguinho. E olha que Nico teve problemas no boxes e tals.

+ Para o Schumacão, em 2011 não tem desculpa...ou vai ou racha.

+ Kubica fez o que deu em uma Renault que aparenta andar para trás a cada GP. Hulkemberg fez o dever de casa (como dito de maneira mais aprofundada algumas frases acima) enquanto Kobayashi marcou mais um precioso ponto na luta pela sobrevivência da Sauber.

+ Embora as estatísticas ainda (eu disse ainda) digam o contrário, finalmente podemos dizer, sem receio, este é o melhor piloto japonês da história da F1.

+ Interessante notar como a McLaren tradicionalmente não se dá bem no “novo” Interlagos. Apesar do bom trabalho dos pilotos, o carro não ajuda.

+ Hamilton fez um arroz com feijão (sem Sazon, kkk) enquanto Button, dando uma de Prost (mais uma vez), descomplicou o que parecia irremediavelmente perdido: saindo do meio do pelotão após uma classificação pra esquecer, mudou de estratégia, saiu de trás do Massa e apareceu (ISSO É UM ESPANTO by Cid Moreira) atrás do Hamilton!!!!

+ Chuck Norris. Para um piloto britânico do chá das 5 até o dedão do pé, mais uma performance a lá James Bond.

+ Sobre Sebastian Vettel, o vencedor, só tenho a dizer que... nem sempre o mais rápido é o melhor piloto. Gilles Villeneuve, Stirling Moss, Peterson e os Alesis da vida que o digam.

+ Estendo a frase acima à Lewis Hamilton.

+ A temporada 2010 da Red Bull em partes pode ser comparada a Senna e Prost em 1989. Assim como Senna, Vettel é o mais veloz... e o que erra mais, enquanto Webber se mostra mais inteligente, exatamente como Prost. O campeão de 1989.

+ Outro ponto em comum é a postura da Red Bull. Em 1989, Senna tinha menos tempo de casa, mas era o xodó da equipe. Embora pareça que a McLaren não tenha se posicionado em relação a um de seus pilotos, de maneira subliminar, Senna era o número 1. Em 89, Prost já era duas vezes vice e campeão pela equipe em um título improvável, fruto do seu talento (1986). No time desde 1984 (sendo que estreou pela McLaren em 1980), só o fato de Prost não ser explicitamente o número 1, deixava no ar, no mínimo, uma certa torcida por Senna.

+ Algo do tipo, “não favoreço ninguém, mas também não vou impedir o Senna de ser campeão”. Prost, com razão, não gostou. Webber, como sempre esteve na frente de Vettel em 2010, também não gostou.

+ A grande diferença fica por conta dos rivais. Em 89 a McLaren ainda era “o carro do outro mundo” (em 88 foi “o carro do outro universo”) enquanto em 2010 a Red Bull não é tão melhor assim que as outras.

+ A tendência natural é de que Webber seria o campeão, mas a F1 é extremamente política, o que embaralha tudo nas mãos de Bernie Ecclestone mais uns endinheirados aqui e alí. Diria até que se não houvessem corridas com chuva, os erros de pilotagem e as falhas mecânicas, os campeonatos seriam decididos antes mesmo da primeira corrida da temporada.

+ Partindo desse ponto de vista, temos que analisar também os motivos que trouxeram a Red Bull para a F1. Marketing baby, marketing. Ninguém está interessado em Vettel, Webber ou Christian Horner. Adrian Newey já conquistou o título na “sua categoria: Red Bull campeã de Construtores de 2010. A equipe venceu. Ponto final. O campeonato de pilotos vale mais pela mídia que atraí... e nesse ponto: quanto mais briga + polêmica + publicidade = $$$.

+ A base da Red Bull no esporte é a publicidade. Eles patrocinam tudo que seja tido como esporte radical. De campeonato de skate de dedo, campeonato de Air Guitar até F1 e Esqui no gelo. Daqui a pouco vão patrocinar as Olimpíadas, e se a Coca Cola não quiser largar o osso, vão patrocinar até a Coca Cola, hauhauhauha. O negócio é tão massante que esses dias olhei para uma latinha da Bad Boy (marca que conheço desde a minha infância em bonés, camisetas, cadernos, chaveiros e o escambau). Vi a famosa logo, li as letras B-a-d B-o-y, mas pensei "olha a latinha da Bad Bull", kkkk. É isso que o Mister Red Bull quer com essa tal de F1: Vettel, Webber eu e você que nos explodamos (existe essa palavra???kkkkk).

+ Money talks, baby. Deixar tudo na base da esportividade reforça a imagem positiva que a publicidade visa criar em torno da marca “que te dá asas”. No mínimo, todo esse bafa-fá se traduz em publicidade institucional.

Muito por causa disso, e em função da péssima repercussão do jogo de equipe para a Ferrari, a RBR fica em cima do muro, dando uma de santa.

+ Finalizando... por que deixei a Ferrari por último??? Digo que se Alonso for campeão, o título estará nas mãos de um cara que merece. Ele é de fato muito bom (especialmente em 2010), mas muito sortudo também. Seja pela deficiência da McLaren, pela falta de juízo dos Hamiltons e azar dos Kubicas, Alonso está com tanta sorte, mas tanta sorte que... a Red Bull insiste em não garantir o título para si. Como se Webber não fizesse parte do time. (!)

Definitivamente, se alguém está com a tal sorte de campeão, esse alguém se chama Fernando Alonso.


OBS: postarei a resenha de Abu Dhabi já, já, inclusive explicando algumas mudanças quanto ao número e freqüência de postagens no VEL MAX.

Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel (“Sigam-me os bons”, kkk)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para a corrida: 7, 8, sei lá.

OBS: Provavelmente essa nota é altamente influenciada pelo meu gosto por corridas em ciruitos estreantes + chuva. Não fosse o safety car, seria nota 9, eheheh.

+ Particularmente, gosto de corridas de estréia porque ninguém sabe direito os caminhos da pista e o resultado varia entre: vitória esmagadora do melhor time (em função de sua maior capacidade, $$$ + competência, para se adaptar mais rapidamente) ou corrida maluca com direito a muitas zebras.

+ Sobre este GP em si, na verdade a chuva lavou a alma do pessoal de Yeongam. Sob calor, sabe-se lá se o asfalto agüentaria as 65 voltas. Com a chuva, a pista foi literalmente lavada. A areia foi pelo ralo e no fim das contas, o GP foi bem divertido.

+ Este foi um Grande Prêmio tão peculiar que mesmo no compacto de 54 minutos da Globo, mais de metade da edição mostrou as voltas atrás do safety car. O mais curioso para mim foi notar como no trecho do cotovelo, apesar de estar chovendo como na época da Arca de Noé, com os pilotos no ritmo “marítimo” do carro de segurança, o “trenzinho” lembrou Mônaco, rsrsrsrsrsrs.

+ Antes de falar sobre o que aconteceu nas 65 voltas deste primeiro GP da Coréia do Sul, gostaria de começar esta resenha falando sobre a F1, suas equipes e sobre primeiros pilotos, segundos pilotos, Vettels e Webbers.

A idéia geral é de que a Red Bull tem três escolhas: Webber, Vettel ou o vice campeonato. Para alegria geral da nação (eu, você, a Mclaren e o Alonso), a equipe não se pronuncia oficialmente sobre o assunto e seus pilotos continuam se bicando, colocando em risco um título que (merecidamente) já deveria ser da Red Bull.

Isso tem um pouco de ligação com a rejeição dos EUA em relação a F1 e com a própria natureza da categoria. A F1 não é exatamente um campeonato de pilotos. Isso basicamente é importante para Senna, Massa, Schumacher, FISA, Rede Globo, e os românticos que acreditam nas corridas como (acima de tudo), um esporte. Fórmula Indy sim é campeonato de pilotos (por isso chaga ter 10 vencedores em uma temporada, 40, 50 inscritos para Indianápolis, etc). F1, é campeonato de equipe, por isso a abissal diferença técnica entre o pior carro (o Hispania F1-10 por exemplo) com qualquer dos Dallara usados por Penske ou Ganassi.

Na F1, fundamentalmente, as estrelas são os carros e numa boa parte dos casos, o piloto é apenas uma formalidade para que o carro dispute o campeonato.

Dito isso, neste primeiro GP da Coréia do Sul, já dá para afirmar que a Red Bull meio que jogou fora um título (merecido) que teve mais de uma chance para garantir.

+ Jogo de equipe pode não ser a melhor coisa do mundo, mas é assim que se constrói a equipe campeã. É como aquela frase: “daí-me coragem para mudar as coisas que posso, serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar e sabedoria para saber a diferença entre as duas”. É uma questão estrutural do esporte de competição: apenas um vence. Sendo assim, em uma dupla, sempre há um perdedor. O que a equipe pode fazer é tentar que pelo menos um de seus pilotos vença. Competição sem jogo de equipe, só se for nas olimpíadas, no atletismo, basquete, futebol, volei, etc. Isso é um fato.

Dito isso, quem seria o primeiro piloto da Red Bull? Em 2007, Webber chegou por baixo no time. Todo mundo sabia que ele seria o escudeiro de David Coulthard. Naquela altura, as portas da decadência (antes do estrelato que teimava em não chegar) Mark ficou bem satisfeito. Se pensarmos bem, Webber está mais do que no lucro porque (na Red Bull) Coulthard (contratado a peso de ouro) não teve nem 10% das chances de vitória que o australiano está tendo nos últimos anos.

Aí chegamos à pergunta: Webber merece ser o primeiro piloto do time em 2010? Segundo a tabela de classificação fria e calculista, sim. Nenhum argumento pode mudar o fato de que Webber tem mais vitórias, e por conseqüência mais pontos (mesmo com o apoio “desestimulante” da equipe).

+ Você fã de Sebastian Vettel com certeza tem argumentos para discordar das palavras escritas acima. Concordo com você. Como disse, Webber sempre foi um piloto veloz, porém nem mais, nem menos que a média da F1. Um Thierry Boutsen da vida que foi contratado, feliz da vida, como segundo piloto. Fato.

O currículo do jovem alemão (pré Red Bull), é superior ao de Mark Webber. Vettel é o piloto mais jovem da história a marcar pontos (8° lugar em sua estréia pela BMW, EUA/2007). Sebastian é O CARA que esmagou um piloto do calibre do Bourdais, O CARA que (em seu primeiro ano completo na F1), fez pole e venceu (com méritos) em uma Toro Rosso! Sem dúvida, realmente Vetttel é (sob esse ponto de vista), “O” cara.

SIMPLIFICANDO: Vettel é o piloto que 99% dos amantes do automobilismo gostariam de ser (se fossem milionários), kkkk.

Bom, esse é o histórico do piloto que chegou como estrela na Red Bull. Ao contrário da maioria das revelações, Sebastian continuou fodástico em um time de ponta, colocando (por muitas vezes) em cheque a capacidade de Webber como piloto capaz de vencer. Em 2009, o que Mark levou anos para conseguir pelo time, Vettel conquistou em seu primeiro ano na Red Bull: 4 vitórias.

Pelo currículo, Vettel merece ser o primeiro piloto. Antes do início da temporada, o alemão seria aposta óbvia até mesmo para aqueles que não conhecem muito mais que o “Filipi Maça”, o Senna e o “Rémilto”.

Porém (é aí que a coisa muda), Vettel erra demais para um piloto de ponta e (faltando apenas duas corridas para o fim da temporada), o resultado disso somado a alguns azares é : 14 pontos a menos que Webber. E não se trata de uma virada do australiano. Em 2010, Webber sempre esteve na frente. Na verdade Vettel conseguiu diminuir a diferença, mas nunca chegou a estar na frente do companheiro.

Portanto, em 2008, Vettel seria o primeiro piloto, porque de fato foi melhor, mas em 2010 o primeiro tem que ser o que tem mais chances de vencer e em um time que pretende ser campeão, tem que ser assim. Por isso, GO WEBBER!

+ Podem chorar os passionais/irracionais, mas é exatamente porque isso não acontece na Ferrari que Alonso ressurgiu para um título improvável como aconteceu com Kimi Raikkonen em 2007. Por pior que seja o jogo de equipe, é exatamente por isso que a Ferrari faturou 6 títulos e dois vices nos últimos 10 anos.

+ Nesse GP da Coréia do Sul, para a Red Bull poderia ser “NO GP” já que tinha tudo para dar certo, mas deu tudo errado.

+ O que será que o Vettel consegue fazer para estourar tantos motores Renault (mesmo sem calor)? Se ainda fosse algo frágil como um Yamaha da vida, mas estourar tantos motores Renault (fabulosamente resistentes) é coisa que não se vê desde o final dos anos 70 e início dos 80, no auge da era turbo dos franceses.

+ OK, ok, ok, estes não são mais os Renault fodásticos dos anos 90, mas embora menos potentes, continuam tão confiáveis quanto.

+ Por falar na montadora francesa, Kubica conquistou um anônimo 5° lugar. Nada mais, nada menos.

+ No segundo carro do time, enquanto esteve na pista, Petrov foi bem. O problema é que ele não permanece na pista por muito tempo, e volta e meia, entre uma escapada e outra, ele não volta. Como vimos (violentamente) em Yeongam.

+ Ainda pelo meio do pelotão, Vitantonio Liuzzy fez uma corrida de sobrevivência e surpreendentemente chegou ao final... em 6° lugar!

+ ... enquanto Sutil, andando feito um louco (como nos “velhos tempos”) foi se enfiando aqui e alí até que acabou finalmente entrando pelo cano.

+ Velhos tempos do Sutil = 3 ou 4 corridas atrás, ahuahua.

+ Não fosse o Kobayashi ser tremendamente rabudo, teria abandonado logo após a panca com o alemão da Force Índia. Aliás, como o "Sauber de borracha" (aparentemente indestrutível) do japonês agüentou o impacto????

+ Entre alguns palavrões e lágrimas, deve ter sido (mais ou menos) isso o que Timo Glock pensou enquanto voltava para os boxes...

+ A vontade que me deu foi dar uns sopapos no Buemi. Glock vinha fazendo milagres de novo, correndo próximo dos pontos até que o suíço (a lá Gregor Foitek) transformou tudo em pedaços.

+ Viu por que gosto tanto das corridas com chuva? Dá para tantos coadjuvantes mostrar serviço em pista seca???? NOT.

+ LAR DOCE LAR MODE On: ainda sobre a Sauber, Nick Heidfeld feliz da vida por ter voltado para a “sua família” garantiu mais dois pontinhos para o time. Nada contra o De La Rosa, mas o carro aparentemente ficou bom desde que Heidfeld começou a pilotá-lo. Pior para o piloto espanhol e... muito melhor para Peter Sauber e para quem torce pelo time.

+ Quem torce pela Sauber? Acho que só...eu. Hauhauhaua.

+ O caso de Heidfeld é só mais um exemplo de que, quando estamos felizes, trabalhamos mais e melhor. O psicológico conta demais, e quando a auto confiança não está 100%, até um J.J. Lehto vira reject. Portanto, De La Rosa, o grande bode expiatório de 2010, está absolvido.

+ RESUMINDO: Pedro não é gênio, mas também não é reject. Só não teve a sorte do Alonso.

+ Quanto ao resto da “Turma do Fundão”, Bruno Senna e Yamamoto fizeram bem o seu papel: o brasileiro venceu a disputa interna na Hispania enquanto o japonês completou o GP. Cada um no seu quadrado, a dupla fez o arroz com feijão que dava para fazer.

+ Na Lotus, tudo continua dando errado para o Trulli enquanto o (ex- Pé na) Kova terminou como o melhor das pequenas. Mesmo longe, ficaram a três posições dos pontos. GO LOTUS!

+ Quanto a Williams, Rubinho faz o que pôde. O cara anda numa fase em que, até na fila para o banheiro encontra o Schumacher pela frente. Pode ter muito dedo da mídia nessa “briga”, mas no fim das contas (assim como a vaga para a Copa Sul-Americana no Brasileirão, por exemplo), essa rivalidade nostálgica entre os dois ajuda a animar a briga pela décima posição...

+ Na corrida, como Rosberg, Vettel, Webber, e Button foram cartas fora do baralho, Schumacher chegou em quarto (este tenha sido seu melhor desempenho em 2010) enquanto Barrica vinha em quinto até seus pneus virarem chiclete. No fim, ao menos Schumacher pôde se gabar de ter chegado na frente do Kubica, enquanto o brasileiro finalizou em uma boa 7° colocação.

+ Lembrando que sétimo para o estágio atual da Williams está ótimo! O pontinho de Hulkemberg também ajudou. Em 2010, a temporada da equipe poderia ser definida como, “de grão em grão a galinha enche o papo”. Parecem poucos pontos, mas proporcionalmente ao orçamento deles, a equipe está no nível dos times que disputam o título.

+ No pódio, Hamilton errou sim, mas o erro se deve em parte ao fato da McLaren não estar no mesmo níel de Ferrari e RBD, ops, RBR (hauhauhauhau). Errar com o melhor carro é uma coisa, mas errar quando o piloto está tendo que dar 110% para acompanhar o ritmo dos outros é natural, ainda mais em uma pista “virgem”, totalmente encharcada.

+ No fim, o segundo garantiu uma sobrevida para a equipe quanto as esperanças do título, já que Button (sniff, sniff, sniff) é carta fora do baralho.

+ Na Ferrari, Massa sobreviveu, teve calma e, assim como Alonso, foi beneficiado pelos acontecimentos da corrida. O curioso é que teoricamente a Ferrari é a equipe que mais sofreria sob estas condições, devido ao problema no aquecimento dos pneus.

+ Sorte de campeã. Assim poderia ser definido para o resultado da Scuderia na Coréia do Sul.

+ Começo a inclinar a minha torcida para Fernando Alonso (apesar de não ir nem um pouco com a cara dele). Se Webber não conseguir, nas mãos do meu xará o título estará com quem merece. Duvido que outro piloto da atualidade estaria na posiçao que o espanhol está em um carro que se apresentou inferior durante a maior parte da temporada.

+ Na boa, coisa digna de Prost, e... se algo é digno de ser comparado ao Prost, então estamos falando de genialidade.


OBS: se o processo de "Made in Chinização" da F1 continuar, acho que vou acabar parando de escrever as resenhas sobre a F1. Na boa, ou eu não acordo (por não ouvir o despertador) ou acabo durmindo no início ou no fim dos GPs. A demora na postagem da resenha, em 50% se deve a isso.

Incrível como (quando o assunto é F1), no fim de tudo sempre está Bernie Ecclestone... como o culpado, hauhauha.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

domingo, 10 de outubro de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para o GP: 4

+ Corrida sonolenta (e isso não é uma referência à madrugada).

+ Antes de falar da corrida em sí, interessante como em Suzuka fica clara a evolução da F1. Como esta é uma pista pra lá de clássica, estamos mais do que acostumados a assistir e reassistir trechos de corridas disputadas alí. Até hoje curto alguns jogos do início dos anos 90 e a diferença na reaceleração (após a última chicane) é absurdamente clara. Os F1 de hoje simplesmente voam como se fossem Dragsters em relação aos F1 de 15, 20 anos atrás.

+ Por outro lado, isso não fez lá muito bem para Suzuka. As ultrapassagens minguaram consideralvemente com o passar do tempo. Como a pista já não tem muitas retas, se os carros voam nas reacelerações, não há pista suficiente para que o piloto que está atrás (a não ser que tenho um carro muito superior) consiga se beneficiar do vácuo e passar. Se os carros forem minimamente do mesmo nível, a ultrapassagem já se torna bastante improvável.

+ A briga entre Glock (um bom piloto) e Yamamoto (no pior carro do grid), ratificam essa certa velhice do (belo) traçado de Suzuka.

+ Por falar na Virgin, "rapaaaaaiz", me dá medo pelo Glock e pelo Di Grassi. Se eu fosse um dos dois, faria um seguro de vida rapidinho.

+ Se o "acidente" do Di Grassi tivesse ocorrido em velocidade de corrida, meu amigo...

+ Só para lembrar, ainda não inventaram Hans Devices que te salvem de coágulos no cérebro, que proteja seus órgãos da força G, etc, etc, portanto digamos que... seria bom para a saúde de qualuqer piloto, dirigir um carro seguro.

+ Quando a camera on board do Glock mostrou o alemão alinhando no grid, por um momento admirei sua coragem embora uma parte de mim condenasse sua "inconsequência". Agora, escrevendo estas palavras, vejo que a responsabilidade (ou afalta dela) é da Virgin. Seria no mínimo sensato chamar Glock para os boxes e só depois liberá-lo para a corrida.

+ Se eu fosse Nick Wirth, provavelmente teria chamado Glock para os boxes e fim de prova. Simples assim. Porém, essa seria uma confissão de incompetência, um gesto de altruismo em um mundo vigorosamente capitalista e impiedoso como a F1. Seria a auto-desmoralização de uma equipe que luta para permanecer (ou ficar) de pé.

+ Uma solução paliativa seria dizer para Glock andar com cuidado durante algumas curvas e simplesmente estacionar no meio da primeira volta em uma área de escape qualquer. Seria um abandono simulado, a equipe diria que foi um "problema hidráulico" e dos males o menor: se o carro do Glock tivesse tido algum problema como o do Di Grassi, além de alguns ossos, a imagem da equipe seria (possível e irreversivelmente) detonada.

+ Poucos lembram, mas o que de fato matou a Simtek (primeira empreitada envolvendo Nick Wirth na F1) foi a morte do Rartzemberger. Projeto decente, estrutura, marketing, apoio político, tudo existia na Simtek, mas a imagem da equipe foi manchada de sangue... e aí meu amigo, a o time apenas agonizou até meados de 1995.

+ Enquanto a Virgin se preocupa com bobagens como o tal release que o Di Grassi alterou e blá, blá, blá, talvez eles devessem gastar mais tempo e energia para que aerofólios não se desprendam e nem seus carros, e uma curva para a esquerda, subitamente virem para a direita.

+ Na Hispania, Yamamoto fez bonito. Foi realmente bem.

+ Bruno Senna também levou seu "carro" até o final. Ao menos isso a Hispania pode se "orgulhar": seus dois carros cruzaram a linha de chegada em seis GPs. Parece pouco, mas para uma "equipe de 1,99", está bom.

+ Na Lotus, euforia com o 12° lugar de Heikke Kovalainen. O (ex-) Pé na Kova continua recuperando o respeito que merece. Feito improvável a bordo do que chamam de Lotus Malaia(!!!).

+ Incrível, mas realmente (por "n" motivos) a cada GP eles estão mais próximos da zona de pontuação.

+ Ou seria, menos longe???? De qualquer maneira, GO LOTUS!

+ Na Renault, Petrov merecia uns sopapos e o Kubica... uma equipe melhor.

+ Dizem que a Lotus deste campeonato é do Paraguai, mas vc não vê o Trulli ou o Kova ficando sem uma roda traseira logo após a largada, não é? Pra falar a verdade, nunca tinha visto algo assim, nem nas F3 da vida. "Barbeiragem bem da loca", digna daqueles carrinhos que a gente compra nas banquinhas com produtos do Paraguai.

+ Além do segundo lugar (ou um resultado mais realista como um quarto, quinto lugar), com certeza alguém perdeu o emprego na Renault.

+ Enquanto a Renault vai lentamente caindo de rendimento (ou apresentando um desempenho mais compatível com sua atual fase de transição em relação ao surpreendentes resultados da equipe até algumas corridas atrás), a Sauber vai ressurgindo. Curioso notar a ligação que alguns pilotos tem com certas equipes. Em Suzuka ficou claro como a equipe suíça é a casa de Nick Heidfeld.

+ Todos temos disso: produzimos mais e melhor quando trabalhamos felizes. Agora sim, a Sauber tem uma dupla capaz de surpreender.

+ Sem falar nos "segredinhos" que Heidfeld, como piloto de testes da Mercedes, traz para os carros da Sauber.

+ Sobre o Koba, assim como escrevi na resenha sobre o GP de Cingapura, ele está no nível de evolução de onde Adrian Sutil passou (esfriou) e onde Vettel e Hamilton ainda estão: Koba varia entre altos e baixos na Escala Sen.

+ O que é isso? Calma. Koba, Vettel e Hamilton variam no que chamo de Escala Sen: muitas vezes SEN-sacional, como nesse GP do Japão, e muitas vezes SE-m Juízo (como vimos com hamilton e com o próprio Koba em Cingapura).

+ Ok, antes que um Professor Pasquale da vida venha dizer que "sem juízo" é escrito com "m" ao invés de "n", essa minha Escala Sen faz referência ao som da sílaba e ao significado das palavras. Realmente Koba alterna entre altos SEN-sacionais e baixos SEM noção.

+ Quanto a Suzuka, embora meio kamikaze, foi uma grande performance do japa. Uma beleza mesmo. De encher os olhos!

+ Quanto ao Massa, quando o emocional vai mal, aí todo o resto desenda. Como se ensina em qualquer auto escola, em um acidente, a culpa é de quem bate por trás. No caso, Felipe não foi simplesmente jogado para a grama. Rosberg estava com problemas na embreagem (por isso foi lento na largada). Felipe, como piloto do naipe da Ferrari, deveria saber que coisas assim podem acontecer. Massa não foi jogado para a grama, era basicamente isso ou encher a traseira do Rosberg.

+ Ou vai dizer que você queria que o Rosberg saisse da pista para você passar, Felipe?

+ Pior para o Liuzzi. Se tem alguém que pode se considerar azarado, amaldiçoado nessa história, esse alguém é Vitantonio Liuzzi.

+ Sabe o que separa os pilotos em atividade dos aposentados? Sorte. Quando ela acaba, Alboreto, Arnoux, Ickx e um monte de gente boa se transformam em coadjuvantes irreversíveis. Te cuida Felipe.

+ No mais, Alonso, Button e Hamilton fizeram o que dava. No fim, farantiram a sobrevivência de suas esperanças no título.

+ Na frente, a Red Bull deu asas para Vettel. Webber assistiu o cimpanheiro fazer barba, cabelo e bigode, o que dificultou a vida de quem brigava contra o sono e contra a corrida sonolenta.
Ao menos se tivesse chovido, né?

+ No fim das contas, vale ressaltar a beleza do capacete usado por Vettel. Com certeza, o mais bonito dentro o monte de pinturas (algumas muito toscas) que ele usou até hoja na F1.

+ Barrica (outro coloborador da monotonia), praticamente anônimo, marcou mais pontos preciosos na Williams.

+ Para finalizar, finalmente Schumacher andou melhor. Mesmo no sistema antigo de pontuação, Michael teria garantido seus caraminguás nesse GP. O tempo passa e a cada dia Schumacher (obviamente) pega mais a mão dos novos carros.

Ano que vem, com um carro feito com sua participação, aí sim teremos uma noção uma prova real sobre sua capacidade como piloto de F1 na atualidade. Para mim, o que mais está fazendo falta para Michael se chama... reabastecimento. Ninguém soube tirar mais vantagem disse que ele.

Quanto a sua idade, hoje as pessoas vivem mais e melhor. Para um dos pilotos com melhor condicionamento físico da hitória, não acredito que ter mais de quarenta anos seja decisivo para sua aposentadoria, ainda mais com carros cada vez mais "hidráulicos".

+ No mais, o negócio é esperar que o GP da Coréia do Sul seja realmente realizado. Fiz o papel de parede e não estou com tempo para fazer outro de última hora (rsrsrs). GO TILKE! GO! KKKK.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
("Sigam-me os bons", kkk)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para a corrida: 8

+ Spa é linda, veloz, histórica, mas o grande lance que a garantiu no coração de todos que realmente gostam do automobilismo é sua instablididade climática. Se não chovesse de " 5 em cinco minutos, a qualquer momento", junto com os Österreichring da vida, talvez ela tivesse sido limada da F1 há muuuuuito tempo.

+ Por essas e outras, adoro quando chove (e não estou falando isso só por causa das corridas).

+ Longe da briga pelo título, longe da briga pelas vitórias e distante até mesmo do pódio, o personagem principal deste GP da Bélgica foi Rubens Barrichello.

+ Tudo ótimo. Festa e tudo mais. O problema foi o tal (belo) capacete comemorativo. Históricamente, quando o Barrica aparece com uma pintura comemorativa, já penso "OH, OOOOOO!"

+ RESUMINDO: quando ele aparece (como sempre) sorridente, com um capacete estilizado , como diriam os clássicos jogos Grand Prix (do qual o Barrica é fã desde o primeiro da série) "Rubinho is out of the race".

É só ver que, em uma pista de gente grande como Spa, largando em um ótimo sétimo lugar, com previsão de chuva a qualquer momento, convenhamos, a corrida estava pra ele beliscar até um pódio ou quem sabe uma miraculosa vitória (na chuva o cara faz mágica, olha só Silverstone 2008). Porém... abandonou na primeira volta.

Aparentemente, ele comemora essas datas emocionalmente significativas antes mesmo da largada, e durante a corrida, acaba faltando a devida concentração. Muito da antipatia alimentada pela torcida contra o Barrica se deve a essas situações em que todo mundo acha que ele vai detonar e o negócio acaba antes mesmo de começar.

+ Falando sobre o homem Rubens Barrichello, fico feliz por vc cara! O Rubinho é dos poucos do automobilismo que sinto vontade de conversar pessoalmente, e... posso estar errado, mas ele é também um dos poucos caras do automobilismo que aceitariam um convite meu ou seu para "almoçar um cachorro quente feito alí na esquina".

Em suma, um cara muito legal que pagou muito caro por ser não ter vergonha de ser um brasileiro que tem sangue correndo nas veias.

+ Chegando ou não aos 400 GPs (o que não é tão absurdo assim se pensarmos que em 2008 Rubens estava comemorando a marca de 257 corridas na F1, além do quê, o número de GPs por temporada vem aumentando). Por isso, já estou bolando um presente (com a marca 400 GPs) para a hora em que o Barrica se aposentar, independente de atingir essa marca "inatingível"ou não.

+ No mais, não curto muito postar videos, mas pela ocasião e pelos depoimentos, abaixo uma homenagem feita pela TV Globo:



+ Quanto a corrida, Webber foi um pouquinho mais lento (uma sacanagem sem fim essa coisa de os caras que estão posicionados no traçado sempre se beneficiarem na largadas), mas Vettel (O Jogador de Fliperama) tratou de recolocar os pingos nos "is" e trazer o segundo piloto da Red Bull de volta à briga pela vitória.

+ No fim das contas Webber, sempre sensato, ainda se beneficiou da afobação do Kubica nos boxes, garantindo um segundo lugar que pode decidir o campeonato a seu favor. A importância em ser o mais regular possível se torna ainda maior nesse momento em que a briga está se afunilando entre ele (Webber) e Hamilton (um cara tão veloz, mas tão veloz que pode jogar uma vitória no lixo na última volta, por um erro qualquer).

+ Daqui em diante assumo meu lado torcedor: quero Webber campeão em 2010! Até pq se ele não vencer, com essa rixa entre o australiano Vettel e a Red Bull, (além de já estar meio "velho"), Mark tem tudo para descer ladeira a baixo na F1.

+ Sobre a avalanche de críticas em cima do Vettel, nessa ele abusou, mas não foi culpa única e exlcusiva dele. Foi o mesmo ponto onde o Barrica (repetindo, o Barrica) "encoxou" o Alonso. Alí, quando está molhado, vira sabão e na câmera on board é possível enxergar as gotas que caiam naquela parte do circuito no momento do acidente. Claro, Vettel sabendo de tudo isso melhor que eu e você, não devia ter tentado nada ali, naquela hora, mas o que pareceu a maior barbeiragem da década é mérito também de São Pedro.

+ FINALIZANDO: caso Sebastian tivesse conseguido controlar o carro e passar por fora, todos estariam chamando o alemão de gênio.

+ Quanto a Mclaren, (essa merece um tópico só para ela) enquanto o pessoal da F1 usa as férias para descansar, a eterna equipe de Ron Dennis (mesmo que distante, a alma da equipe) simplesmente voltou à vida no campeonato. Até o momento em que Vettel resolveu bancar o Alesi, Hamilton liderava com Button em segundo... e não era sorte.

+ Sem dúvida, essa é a equipe que mais me identifico. Lá tudo é ultra profissional, eficiente e belo. Está certo que deve ser muito difícil ter um patrão como Ron Dennis (Michael Andretti que o diga), mas se James Bond fosse piloto de F1, com certeza estaria na Mclaren.

+ Quanto aos seus pilotos, em condições adversas Hamilton leva uma certa vantagem em relação ao Doctor Button. Não em questão de velocidade, mas em termos de temperamento mesmo. Hamilton é mais Senna enquanto Button é mais Prost, se é que vocês me entendem.
Sendo naturalmente mais cuidados, obviamente no "chove e seca" Jenson vai com mais calma, o que se reflete no número muito menor de erros... e um pouco menos de velocidade tbm no molhado.

Por outro lado, é exatamente a "falta de juízo" que se traduz na maior popularidade de Hamilton e também em saídas de pista como a que quase tiraram o inglês da prova, quando liderava tranquilo.

+ Na Renault, o carro vem melhorando demais! Kubica é um caso à parte. Enquanto Vettel insiste em seguir o mesmo roteiro interpretado pelo Alesi (veloz porém pouco inteligente), Kubica encarna uma espécie de "Alesi que deu certo". Veloz em qualquer carro, pista ou condição climática, Clay Regazzoni se sentiria orgulhoso em ser comparado ao polonês.

+ No segundo carro, Petrov melhorou demais! Saindo do fim do grid, chegou em 9°, garantindo mais dois pontinhos para a Renault (made in Russia).

+ Na Mercedes, em uma corrida disputada sob condições adversas, em um ciruito pra lá de seletivo, Rosberg suou para chegar na frente do "Schumáchina".

+ Na boa, a fase pode não ser das melhores, mas "uma vez Schumáchina, sempre Schumáchina". Nos momentos de loteria pudemos ver lampejos do velho Schumacher.

+ Com um carro melhor, ainda aposto no Heptacampeão. Lembrando que esse W01 é muito mais um chassis Honda/Brawn que um Mercedes. Portanto, é um carro feito para o estilo mais calmo de Button e Barrichello, no qual Rosberg se adapta melhor. Quem dirigiu os Benetton da "Era Schumacher", garante que o carro era muito nervoso. Em 96 Berger disse, após algumas rodadas em seu primeiro teste na Benetton com que Schummy foi bicampeão em 95: "o carro é inguiável".

+ Então, de fato o primeiro chassis Mercedes para a F1 contemporânea será o W02 do ano que vêm. Esse sim um carro com o dedo do Schumacher. Então, se em 2011 ele continuar disputando o sétimo lugar, aí sim vou concordar com que diz que Greatest "já era".

+ Dentre as equipe melhores, ops (olha meu inconsciente falando alto), dentre as equipes MENORES (ehehe), a Lotus continua melhorando muuuuuito.

+ Heikke continua tirando o "Pé da Kova", enquanto Trulli fez seu melhor GP em 2010, apesar de uma rodada na frente de vários carros que (ARGH!) me fez prender a respiração!

+ Na Force India, Sutil continua dando uma de Kubica (KARAI!) e Liuzzy continua dando uma de Liuzzy (HAUAHUA).

+ Na Sauber, o Koba continua nos pontos, fazendo milagres com um carro sem patrocínio. Só mesmo a competência da Sauber (como sempre, uma equipe grande sem dinheiro) para beliscar até mesmo o Q1 em alguns GPs.

+ Quanto ao De La Rosa, o cara está de bode expiatório. Nâo há dinheiro na Sauber e obviamente, Pedro é o segundo piloto. Se o Kobayashi conta os grãos para fazer a feijoada, imagina o que sobra para o De La Rosa cozinhar?

+ Obviamente o resultado não é "muito gostoso", né?

+ Na Simtek, Glock não fez nada. Di Grassi quase nada.

+ IRONIC Mode ON: . Ah, o nome da equipe é Virgin.

+ Como dizia uma professora de matemática (não me lembro o nome), "a ordem do produto não altera o resultado".

+ Por último, bem íntima desta expressão, a Hispania fez sua melhor corrida em 2010.

+ MÉL DÉLZ Mode ON: Yamamoto não estava andando em último? Bruno Senna correndo em 18°?

+ No mais, a Ferrari não fez nada demais em Spa. Massa terminou em um discreto quarto lugar. Aparentemente o melhor que poderia ter feito.

+ Alonso teve a corrida toda prejudicada por erros seus, da equipe (como sempre) e até mesmo erros dos outros pilotos (Barrica, por exemplo).

+ Apesar de ter abandonado antes de completar a primeira volta, só deu Rubinho nesse GP da Bélgica, hein? Normal, o cara tem um tremendo carisma. Se eu fosse da Globo, mesmo antes da sua aposentadoria, tentaria contratá-lo como comentarista para as transmissões da F1.

O cara fala bem , é simpático, excelente piloto, famoso, além de praticamente ser uma enciclopédia viva do automobilismo. Começou em carros rústicos (anos 80), passando pelos "video games de verdade" dos anos 90 até os atuais. Em suma, Barrichello pilotou os melhores carros de corrida do planeta (F1), na época de maior ênfase técnológica da história. Isso há de valer algo após o término da sua carreira vocês não acham?


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
("SIgam-me os bons", kkk)

domingo, 27 de junho de 2010

F1: notas sobre o GP

+ Vai um wallpaper (1200 X 768) para o GP de Valencia?

+ Nota para o GP: 3 (muito? a nota 3 é, em 90%, mérito do safety car).

OBS: quando digo safety car, estou me referindo as "LOLtus Racing", kkkkk. Bonitinhos e ordinários, aquilo não anda! Credo...

+ Antes de falar do acidente, gostaria de começar pelo "curto-circuito" (hauhua) de Valencia. Se eu fosse fazer uma FÓRMULA DA VELOCIDADE para esta corrida, seria assim:

Valencia = lixo + luxo (?)

Nem um nem outro. Os dois somados. Essa pista é "o" extrato de lixo e luxo. Como é possível um arquiteto renomado fazer um projeto de pista onde NÃO HÁ COMO ULTRAPASSAR?

+ Pior: os caras da FIA estudam e aprovam a pista! Claro, eles olham só a segurança e infra estrutura do projeto, mas o pessoal deveria olhar mais para o espetáculo, se importar mais com os telespectadores. NÓS SOMOS 99% da audiência da F1 ("pelas minhas contas", ehehe). Embora a maioria dos telespectadores não tenha como ir aos autódromos assistir ao vivo, NÓS REPRESENTAMENOS MUITO $$$$$.

+ Por que Abu Dhabi e Valencia (além de todos os circuitos novos desde o remodelado A1 Ring) são belas porcarias? Ora, simples: são uma porcaria porque são perfeitos. É a improvisação que faz o espetáculo. Por que Michael Jackson dançava daquele jeito? Ele fez "milhares" de cursos e especializações no balé Bolshoi em Moscou? Neca, o neguinho aprendeu rebolando ao som dos clássicos da Motown. Ele curtia os dançarinos clássicos como Fred Astaire e Gene Kelly, mas como não fez escola nenhuma, simplesmente via e tentava fazer do seu jeito:
queria fazer + ñ sabia como + fez o melhor que podia =

...se auto proclamou o Rei do Pop, coisa que naquela época já era tão óbvia que ninguém ousou contestar.

Pq falei do Wacko Jacko em uma resenha sobre a F1? Sabe, nessa semana li (mais) um dos textos espetaculosos do Verde" (muita informação + humor ácido + Havoc = Textos Clássicos do Verde).

No caso, Leandro descreveu a história de Brands Hatch. Convenhamos, essa pista é uma obra de arte que "nasceu sozinha". Algumas subidas e descidas tem a ver com as próprias irregularidades do terreno, outras são herança dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. No fim das contas, Brands tem todo aquele charme porque o traçado é assim pelo bem e pelo mal ("oh, no!" by Johnny Herbert e Jacques Laffite).

Nesse caso, o homem se adaptou ao ambiente. Na F1, dos anos 90 pra cá, o homem tem adaptado o ambiente ao $$$. Os caras deixam os terrenos todos planos antes de começar a contruir tudo. Fica tudo com cara de jogo de video game. A coisa é tão grave que causa certa confusão a semelhança entre Bahrein, Istambul Park, Sakhir e até mesmo Sepang (Jerez De La Frontera made in Malásia). Os países são fundamentalmente diferentes, mas as pistas são quase idênticas, (tudo a mesma m!@#!@#).

Exatamente por isso Sandy e Junior é "aquilo". É tudo perfeito. Tudo bem tocado, afinado, bontinho e... sem gosto de nada. Por essas e outras digo:

GP de Valencia (F1) = Sandy e Junior

+ Ainda sobre os bastidores, (prometo que já começo a falar sobre o que aconteceu, ou não aconteceu, durante a a corrida). Até quando o povo vai teimar que essa não é a Lotus? Chapman morreu! THE END, MAN! E tem mais: para os Galvões Buenos da vida que dizem ser triste ver a Lotus tão mal, se nos anos 60 fosse necessário o dinheiro que as equipes gastam hoje para estar na F1, duvido que (mesmo sendo um gênio) Chapman teria tido como inventar coisas como o efeito solo.

+ Na verdade, com os gastos exorbitantes da categoria atualmente, se fosse assim na década de 60,
_
provavelmente Colin Chapman nem teria entrado
(como dono de equipe) na F1
_
+ Ah, só para lembrar, foi exatamente por causa do aumento massivo de gastos na categoria a causa da falência da Lotus, no início de 95.
_
+ Depois de bancar o Advogado do Diabo, tenho que reconhecer: a Lotus esteve muito mais para "LOLtus" em Valencia. Apesar do carro, vale resaltar a brilhane idéia da comemoração dos 500 GPs da marca. Pensa que o pessoal da Proton é como eu e você que gostariamos de ver a Lotus de novo na F1 por puro sentimetalismo? Os caras ressussitaram a marca por causa disso ($$$$), ó. Uma marca como 500 GPs na F1 vale muito din-din. Além de ser uma maneira de conseguir publicidade gratuita, a Lotus Racing ainda deu um belo tapa com luva de pelica em quem insite em afirmar que ela não tem nenhuma ligação com a velha Lotus de guerra.

+ Falando sore ícones do esporte a motor, após o apagar das cinco luzes vermelhas , vimos uma luz no fim do túnel para "a" Vermelha. Porém, a boa nova foi apenas um flash. Assim como o placar eletronico ao dar a largada, durante a corrida "As Vermelhas" (Ferrari) também... "apagaram". Alonso suando para passar Buemi e Massa pagando mico no meio do pelotão, heni? KARAI...

+ Exatamente por aí, assistimos a primeira ultrapassagem da corrida, lá pelo meio do GP (!!!). Adrian Sutil merecia um prêmio, ainda mais por ter passado por fora... onde ninguem conseguiu passar nem por dentro.

+ HUMOR NEGRO MODE On: quero dizer, Webber conseguiu passar por ali... voando. HAUHUAHAUHAU.


Sutil + Force India VJM 04 = Capelli + March 881?

+ Para mim, é sim. (só desejo melhor sorte para o alemão. Convenhamos, mais azar que o Capelli, só mesmo um Stefano Modena da vida). Além disso as semelhanças com a March Leyton House não param por aí: Liuzzy = Gugelmin remixado.

+ Sem querer, a equipe de Vijay Malhia comprova a tese de que produto original é melhor que pirata: enquanto até o Liuzzy anda bem no Force India VJM04 original, Trulli e Kovalainen estão "abaixo da linha do sofrimento" com o Force India VJM04 falsificado, vulgo Lotus T-127.

+ Quem diria que Giancarlo Fisichella faria o pior negócio da sua vida ao trocar esse carro por algumas provas na Ferrari, hein?

+ A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE "GLORIOSOS FIASCOS ITALIANOS NA FERRARI":

CAPELLI >>> BADOER >>> FISICHELLA

+ Por falar em remix, olha só:

Riccardo Patrese X Gerhard Berger (Estoril 1992)






Mark Webber X Heikke Kovalainen (Valencia 2010)





+ Por mais "energético que estivesse no tanque de gasolina", nem sempre Red Bull te dá asas...


OBS: pq não mudar o nome do time para PIT BULL?

+ No mais, bela corrida da Williams. Se fosse realmente o Hulk da Marvel, ao sair do carro Hulkemberg teria ficado verde e com uns 3 metros de altura. O cara ficou "p" da vida. Pior para a barreira de pneus... ou para o dedão do pé dele, né? Ai.

+ Ainda na equipe do Tio Frank, Barrica quase conseguiu um pódio. Não sei você, mas para mim o cara está pilotando demais!


Se a Williams sofria de alguma doença,
talvez o remédio se chame Rubens Barrichello

+ Na Mercedes, apesar das voltas mais rápidas, interessante ver o Schumacher se "Barrichellizando"... no pior sentido (ultimos anos na Ferrari) da comparação.

+ Já Nico Rosberg lembrou até o Kova na Mclaren: rema, rema, rema, mas ... não fossem as punições tinha ficado longe dos pontos.

+ Nas insossas curvas de Valencia assistimos a mais um capítulo da novela "A Maldição do Piloto n°2 da Renault": não fosse punido Petrov teria marcado pontos. No fim, 9 foram punidos, mas só Vitaly "se ferrov".

+ "Bastião" Buemi continua colocando os "pingos nos is" na Toro Rosso. Pela terceira corrida em 2010 segurou com autoridade a Ferrari de Fernando Alonso.

+ Sei não, mas... qualquer hora a STR vai acabar perdendo os motores italianos "sem saber o motivo".

+ Pode ser paranóia minha, mas a Sauber (enquanto teve os motores Petronas, antigos Ferrari) sempre se comportou se fosse propriedade da Scuderia. Maranello mandava, a equipe suiça cumpria.

+ Falando na equipe do Tio Peter, se a corrida mereceu nota 3, Kobayashi merecia bem mais que os 6 pontos bravamente conquistados pelo japa. Na verdade, nota 10 pra ele! Que garra! Quando o carro é competitivo, Koba esbanja agressividade... até a última curva!!!

+ Não concorda? A Sauber atualmente só não é mais pobre que a Hispania.

+ No mais, vitória "fácil" de Vettel, Hamilton em segundo para desespero do "Chorando" Alonso e Doctor Button mais uma vez em um "homeopático" terceiro lugar.

+ O lema de Jenson parece ser:

"Quem ri por ultimo ri melhor"

+ Pensou que eu ia escrever que o "Damon Hill", né? hauhauhauhau.

+No mais, "o Ministério da Saúde (em VEL MAX TOTAL) adverte: não use drogas,

DONNINGTON NUNCA MAIS (nem com chuva)!

+ Até Silverstone (eba!).

OBS: essa pista, principalmente o traçado dos anos 80 poderia se chamar GOLDstone, né?

Ehehehe, um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

domingo, 30 de maio de 2010

F1: notas sobre o GP

+ Nota para a corrida: 8

+ Muito alta a nota? Olha, para os padrões dos GPs de F1 disputados em Istambul Park, foi muito bom sim, ainda mais porque as ultrapassagens aocnteceram mesmo sem chuva.

+ Para começar bem este post, finalmente a Sauber saiu do zero (!), com seus dois carros completando a corrida!!

+ Depois de mais uma demonstração de talento do japa Kobayashi nos treinos, não fosse a bela recuperação de Adrian Sutil, De La Rosa também teria chegado nos pontos.

+ Dá-lhe Peter Sauber! Bora mermão, vamô virá esse jogo rapá!

+ Quanto a "Turma do Fundão", todos foram bastante apagados durante a corrida turca.

+ Trulli estreou a milionésima pintura de capacete . Nunca vi um piloto se importar tanto com o que vai na sua cabeça. Vai ver o sonho dele é ser cabelereiro, kkkk.

+ (Ainda) um pouco mais atrás, Chandhok fez número enquanto Bruno Senna vem tirando o máximo de proveito de sua vaga na Hispania. Acredito que de agora em diante a imagem de filhinho de papai (ou "sobrinho de titio"), acabou. Bruno está transformando uma dificuldade em oportunidade.

+ Como dizia Ayrton Senna "você deve transformar uma emoção ruim em uma coisa boa, fechar a viseira e usar isso a seu favor na pista".

+ Senna = Filósofo (de novela das 8, huahuahuahuahuahuahuahuahuahuha)

+ Na boa, só de não andar em ultimo, para Bruno já está bom. Melhor ainda se acompanhar o ritmo das Lotus, ultrapassar as Virgin e ainda ficar algumas voltas na frente de uma Williams (Hulkemberg)... sem se envolver em acidentes.

+ CLAP, CLAP, CLAP! Palmas porque o "Senninha" está merecendo.

+ Ainda sobre a "Turma do Fundão" (ou seria Coworth Team?), fiquei espantado ao ver o Barrica tendo que se esforçar para não ser ultrapassado pela... LOTUS DO KOVALAINEN!!!

+ Se Istambul Park revela o quanto um carro é bom, ficou claro o quanto essa FW32 é uma droga.... e olha que eu nem falei do "motor de 1,99" da Cosworth.

+ Claramente, Hulkemberg foi mais uma vez massacrado pelo Barrica, mas nenhum dos dois teve a mínima chance de conseguir um bom resultado. Poor (e teimoso) Frank Williams...

+ Deixando as estreantes e a Williams para trás, vamos falar sobre as equipes que tem motores de verdade.

+ Na "Renault made in Russia", Kubica segue fazendo seu pequeno milagre de cada GP, enquanto Petrov impressionou ao dar um calor no badalado companheiro de equipe.

+ Nunca fui com a cara do Alonso, mais ainda depois de acabar com a bela corrida do Petrov.

+ Apesar do quê, foi um acidente de corrida. Segue a novela "A Maldição do Carro N°2 da Renault".

+ Na Red Bull, vamos analisar os fatos com calma: Vettel naturalmente é melhor que Webber em condições adversas. Webber tem um estilo de pilotagem mais cauteloso. No momento da ultrapassagem pingos de chuva molhavam as cameras on board. A previsão das equipes é que iria chover em muito pouco tempo.

+ Tudo isso somado a pressão que Vettel está sofrendo (coisa que ele não está acostumado, pois até hoje ELE fez isso com seus companheiros de equipe), o alemão viu que em condições normais a coisa estava difícil, enxergou uma chance de virar o jogo e foi nela...

+ ... o problema é que ele provavelmente Sebastian passaria reto na curva, pelo ângulo muito fechado ou pela por estar na parte suja da pista. Além disso, ele quis dar um chega para lá no Webber, meio que desmoralizar o companheiro, mostrar quem é "o" cara que no mano a mano. Senna e Mansell gostavam de fazer isso.

+ Webber ficou na dele, não facilitou e CRASH! Muito além de peças voando pela pista, a manobra barbeira arranhou a imagem brilhante do Vettel.

+ Essa manobra foi muito parecida com a decisão do titulo de 97: todos apedrejaram Michael Schumacher, mas o que aocnteceu é que faltou sangue frio ao alemão. Villeneuve dificilmente passaria Schummy em uma pista sinuosa como Jerez. O canadense viu uma chance, foi com tudo e... não fosse a "ajuda" do Schumacher, teria tomado um belo X, se é que não teria acabado na brita.

+ Mudando de assunto, mas sem tirar os pés do GP da Turquia, vamos dar uma pausa.

+ MOMENTO OFF. Toda essa rivalidade entre companheiros de equipe nessa temporada me fez pensar. Não é a toa que as ultrapassagens "voltaram com a ser moda" na F1. Essa é a melhor geração de pilotos desde as revelações surgidas nos anos 80. Vejamos em detalhes essa geração Flashback:

a) Webber = Patrese (pós Monza 78) + Damon Hill
Nota zero em carismo, estilo discreto porém eficiente sendo que não afina quando alguém chega tocando roda.

b) Lewis Hamilton = Nigel Mansell
Arrojado sem ser maluco, embora em determinados momentos tome atitudes inconsequêntes, Lewis dá show. É o único que anda de lado, consertando a traseira na saída das curvas, sem falar no imenso apetite com que parte para cima dos advesários. Ao mesmo tempo em que assume a posição de predador, muitas vezes ele mesmo se prejudica.
Belo bem ou pelo mal, está sempre ligado aos posts e tópicos que "fervem" de comentários nos fóruns e comunidades espalhadas pla internet.

c) Jenson Button = Alain Prost
Aparentemente um lerdo. APARENTEMENTE. Quando quer dificultar, Jenson é tão duro quanto Trulli, sem parecer desleal. Quando precisa é agressivo e decidido como vimos quando conquistou seu titulo, em Interlagos no ano passado.
Um gentleman robótico = raramente comete algum erro, provoca ou se envolve em algum acidente.

d) Sebastian Vettel = Jean Alesi
Extremamente veloz, um admirável controle do carro, mas... asempre tem um "mas" ou um "se" quando o assunto é o jovel alemão. Vettel tem o que Alesi nunca conseguiu: um carro verdadeiramente vencedor, mas carrega, e alimenta com manobras desastradas como essa na Turquia, a imagem de "piloto do futuro". Uma maneira de falar que ele é bom demais para ser chamado de veloz barbeiro, mas que "ainda não está pronto".

e) Felipe Massa = Gerhard Berger
Alterna performances arrojadas com atuações cerebrais, até mesmo apagadas. Embora seja indiscutivelmente um piloto de ponto, sempre há quem duvide de sua capacidade como um virtual campeão. Além disso, é um piloto querido pelos Tifosi, assim como Berger foi... e olha que nem coloquei o Berger como precedente do Massa em função dos graves acidentes que cada um sofreu pela Scuderia, hein?

f) Fernando Alonso = Alan Jones/Nelson Piquet
Nesse caso, a comparação com Jones (sei que ele veio dos anos 70) fica mais conta do tom curto e grosso, até mal educado do espanhol (e por manobras "vc que se exploda" dentro da pista). Em treinos e corridas, muito mais instintivo (Jones) que inteligente (Piquet), Alonso demonstra um talento nato, nada a ver com as sensacionais táticas criadas por Piquet.

g) Robert Kubica = esse vou ficar devendo uma comparação com algum piloto dos anos 80. O único que, para mim, se assemelha exatamente ao estilo do polonês é Clay Regazzoni, mas essa fica para um post sobre os anos 70.

Talvez Kubica possa ser compara ao Berger (pré acidente em Imola 89). Arrojo, pilotagem técnica temperados por pequenos milagres e muitos pódios.

h) ainda poderia colocar Barrichello como uma atualização do Jacky Ickx, Kobayashi na Sauber como um remix do Wendlinger na March, mas aí já ia virar bagunça, né?

+ Vendo a temporada 2010 por esse ângulo, se fosse feito um filme sobre essa temporada, poderia se chamar "De Volta para o Futuro", né?

+ Ainda seguindo esse raciocínio remix, Michael Schumacher seria o "Mirraél Schumárrer" (by Galvão Bueno). Pq? Ora, um carro confiável, veloz porém longe das vitórias, empurrado com um bom motor embora não o mais potente.

+ Ainda no "alfabeto flashback 80", na letra i:
i) Michael Schumacher/ Mercedes = "Mirraél Schumárrer"/Benetton Ford (1991)

+ Voltando ao presente, de uma hora para outra Rosberg passou a ser mais lento que Schumacher. Normal. Agora tudo está normal. É assim que funciona quando Schumacher é o primeiro piloto. O negócio é que o heptacampeão demorou para pegar o ritmo enquanto Rosberg já estava "na balada" dos novos F1. Você acho que Nico tem a liberdade de ter um carro igual ao do Schumacher?

+ Se a Mercedes tivesse feito um carro tão bom quanto o da red Bull, talvez, mas como eles tem que correr atrás da concorrência, claro, todasa sinovações vão para o carro do primeiro piloto. Coisa normal no automobilismo, ainda mais se esse primeiro piloto é o Fangio + Jim Clark da nossa época.

+ Além disso, na boa, Nico está fazendo bem seu papel: não passar vergonha. Na verdade, até esta sétima estapa da tempora, o "Rosberguinho" já fez bem mais do que todos esperavam em todo esse primeiro ano dele por uma equipe realmente de ponta.

+ Falando em Mercedes, Sutil teve uma recaída quanto a sua tendência para a destruição de carros, mas (recuperado do acidente na sexta e do azar no sábado) fez mais uma vez seu pequeno milagre de cada GP: 9° (e brigado) posto, para a felicidade do Seu Vijay Malhia.

+ Pior para o Liuzzy. Se eu fosse dono de equipe, já tinha feito uma proposta para o Sutil.

+ Na Mclaren, tudo azul, ou melhor, tudo prata, da cor dos troféus e da espuma do champagne. Em condições normais, as Red Bull estavam claramente segurando Button e Hamilton. Se deve muito a isso a afobação de Vettel na tentativa de ultrapassagem em cima do australiano.

+ Hamilton mereceu a vitória pelas performances fantásticas e desastradas até este momento em 2010. Um verdadiro showman, digno de ser comparado ao Mansell.

+ Button, como sempre marcou pontos. Muito bonitas as ultrapassagens do inglês. Primeiro, por fora em cima do Schumacher, depois a mesma coisa em cima do Hamilton.

+ Montreal de volta, Schumacher de volta, Massa de volta, as ultrapassagens de volta. Este ano está servindo para sedimentar as mudanças instituidas em 2009. As coisas estão voltando ao seu devido lugar. Como escrevi no meio deste post "De Volta para o Futuro", baby.

+ Ah, e a Ferrari? Bom, digamos que o melhor piloto com motor Ferrari em Istambul foi... Jaime Alguersuari. KARAI!

+ Nos vemos no GP do Canadá. Ainda bem, tava com saudades.

OBS: não é por nada, mas... o que mais gosto no Gilles Villeneuve, é o traçado do GP do Canadá em Montreal, ehehehhehe.

OBS2: Sorry, Villeneuve Sr´s fans, kkk.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O DOSSIÊ BÁVARO:

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__"Em quatro anos de circo, a BMW teve uma trajetória de ascendência rápida, e decadência idem, como vimos na primeira parte do dossiê. Mas, ao contrário da Toyota, os bávaros nunca tiveram muitos pilotos. Aliás, muito pelo contrário. Não fosse a demissão de Jacques Villeneuve durante a temporada 2006 e o mega-acidente do Kubica em 2007, o time seria o mesmo desde sua criação.
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Isso prova, acima de tudo, que os pilotos também eram uma espécie de marca registrada da BMW Sauber. E formavam, em termos de desempenho, uma dupla de um equilíbrio raro no circo, posto que as imagens de Heidfeld e Kubica nesses quatro anos em que correram pelos bávaros sempre eram associadas aos carros brancos com detalhes vermelhos e azuis. Uma associação tão fiel quanto Schumacher com a Ferrari ou com o Senna e a McLaren. Além disso, a dupla também representava o time com performances à altura, como as 34 corridas seguidas com pelo menos um dos carros somando pontos. Óbvio que teve a pequena participação do Vettel no time, que já indicava que o garoto teria uma carreira promissora. Mas, acima de tudo, "os caras" da BMW sempre foram Nick Heidfeld e Robert Kubica.


Um abraço,
Pedro Ivo"

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__))))))________________2006 a 2009: Os Pilotos

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A BMW Sauber teve quatro pilotos nesses quatro anos: um canadense, um polonês e dois alemães. Ao contrário da Toyota – nosso primeiro time nos dossiês – aqui foram resultados somente ascendentes, onde a quebra dessa ascendência se deu em 2009, ano da saída do time do circo. Ao contrário do time japonês, os bávaros tiveram uma dupla de pilotos que foi como um símbolo da equipe durante praticamente toda sua trajetória no circo. Não só formaram um símbolo como levaram o time a resultados poucas vezes vistos em tão pouco tempo na Fórmula 1.

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Jacques Villeneuve: O campeão mundial de 1997 foi o único canadense que correu no time. Vindo da Sauber, onde estava desde a temporada de 2005, já não lembrava em nada o bom piloto que foi campeão mundial em cima de Michael Schumacher. Pontuava com certa regularidade, é fato, mas ficava aquém dos planos ambiciosos da escuderia suíço-germânica para a F1. Sem contar que nos seus anos de B.A.R., ficou clara a sua preferência pelo dinheiro que pela competitividade e pelos resultados. Villeneuve saiu ainda em sua primeira temporada pelo time, em 2006, sendo substituído por Robert Kubica.

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Nick Heidfeld: O pequenino alemão foi o piloto mais longevo do time, estando lá desde a sua criação em 2006. Por vezes mostrou boas performances em suas temporadas pelos bávaros. Tendo vindo da Williams, foi um dos dois “filhos pátrios” que correram no time nessas temporadas.

Nick está no circo desde 2000, e em todas as temporadas que correu, sempre foi comum vê-lo ser melhor que seus companheiros, sem, no entanto, conseguir oportunidades melhores (na Sauber foi melhor que Raikkonen e Massa, no entanto os dois conseguiram já um campeonato e um vice, respectivamente).

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Fernando chama o Heidfeld de “Gehrard Berger dos anos 2000”, mas pra mim ele tá mais pra “Thierry Boutsen dos anos 2000”, pois ainda que seja um bom piloto, sendo constante e cauteloso, não empolga como seu colega de equipe Robert Kubica (ainda que dê lampejos de capacidade e arrojo, como a última volta em Spa 2008, onde ultrapassou vários pilotos em poucas curvas). Tende a sair do circo da F1 como “o piloto que correu e nunca vingou”.

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Robert Kubica: O polaco com certeza foi o melhor piloto no time. Entrou por acaso, substituindo Jacques Villeneuve, ainda durante a temporada 2006, quando apenas era piloto de testes da escuderia. Kubica foi não só o primeiro polonês da BMW como o primeiro da história na F1, representando com estilo o seu país, pois já conta com uma vitória no currículo.

Ao contrário do colega Heidfeld, é marcado por um estilo bastante agressivo e arrojado, que lhe rendeu uma vitória, vários pódios e uma disputa belíssima com Felipe Massa, no Japão em 2007, um hit no Youtube. Em 2008 chegou a ser líder do campeonato por uma corrida, lutando até a penúltima etapa pelo título, tudo isso com menos de dois anos e meio de experiência na F1. Kubica pode ser considerado dos bons, mas falta saber se tem cacife pra ser campeão. Isso só o tempo dirá.

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Sebastian Vettel: A revelação da Alemanha, vice-campeão de 2009, teve sua estréia no circo correndo pela BMW Sauber, onde foi promovido a terceiro piloto após Kubica entrar pra o time principal. Foi apenas uma corrida – O GP dos Estados Unidos de 2007 – mas foi o suficiente para se tornar o piloto mais jovem a pontuar Fórmula 1. Naquela época ninguém conseguiria saber se Vettel seria dos grandes ou não, logicamente, mas o sétimo lugar em que alinhou na corrida, sem jamais ter classificado antes, sequer, já indicava muita coisa. A carreira dele foi curta como piloto pelo time, no entanto como terceiro piloto, teve bons préstimos, sempre conseguindo bons resultados nos treinos livres para os GP’s.

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OBS: como diria Moraes Moreira, "por que parou? Parou por quê?" Já, já Pedro Ivo volta com o terceiro post da série especialmente dedicado a "alma de bigode" (hauhauau) da BMW Sauber.

OBS2: a ilustração da análise do Pedro sobre o Kubica também é um wallpaper (1200 X 768). É só clicar, salvar e deixar a imagem centralizada.

Quanto a ilustração do Vettel, essa ficou "mais ou menos pronta" no início de fevereiro, pouco antes de postarmos a parte final sobre o Dossiê Nipônico, portanto não foi feita nas dimensões necessárias paa ser um papel de parede.

Qualquer dia (depois que ele for campeão?) faço um papel de parede só com o GP dos EUA de 2007 em homenagem ao cara.

Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

@FernandoRingel

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O DOSSIÊ BÁVARO:

__E aí amigos leitores, tudo bem? Eis aqui mais um exemplar dos dossiês que inauguramos com a Toyota, também chamado de “O Dossiê Nipônico”.

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Esse dossiê surgiu, na verdade, até antes do da Toyota. Só que há uma pequena diferença: a BMW avisou ainda durante a temporada que sairia da F1, e a Toyota pegou todo mundo de surpresa. Além disso, a trajetória dos japoneses foi mais longa que a dos alemães, por isso eu optei (e creio que o Fernando também acatou) de começarmos pelo dossiê maior e darmos continuidade com o menor.

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A saída da BMW pegou todo mundo de surpresa, logicamente, ainda mais pois se desconsiderarmos a temporada 2009, eles tiveram uma trajetória apenas ascendente. Mas, frente a isso vale lembrar, a BMW não é uma montadora qualquer. Tem uma história longa e corrida na Fórmula 1 e igualmente longa em outras categorias, além de ser uma das marcas de automóveis mais respeitadas no mundo.

E obviamente, caro leitor, que todo o nível de detalhes e informações que você encontrou no dossiê da Toyota, você também encontrará aqui.

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Um forte abraço a todos e boa leitura!

Pedro Ivo.

__“Pô, logo a escuderia que eu torcia?”, foi o que eu pensei naqueles meados de 2009, quando a Bayerische Motoren Werke, também conhecida por Bavarian Motor Works, ou simplesmente BMW para a maioria do povo, decidiu sair da Fórmula 1.

Fazia muito tempo que eu não tinha um time que eu torcesse pra valer na F1, e a BMW Sauber era o time que eu curtia por lá. Desde o carro, que mesclava uma pintura branca, azul e vermelha, que além de elegante lembrava a tradição dos bávaros em corridas, até a dupla de pilotos, uma das que melhor representava o time na minha opinião.

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Comecei a acompanhar a carreira deles ao voltar a me interessar por F1, em fins de 2005. Soube da compra da Sauber pelo grupo BMW, que anteriormente era parceiro da Williams. E sabendo do histórico da montadora na categoria – trazendo boas lembranças, como o título de 1983 de Nélson Piquet a bordo do belíssimo Brabham BT52, e os bons números que a Williams alcançou com os propulsores alemães entre 2000 e 2005 – imaginava que o futuro poderia reservar coisa boa.

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“Coisa boa” soa até pouco pra feitos como ter sua própria categoria nas fórmulas menores (F-BMW), que revelou bons pilotos ao redor do mundo, e também a disputa em competições como Endurances, onde foi campeã com o modelo V12 LMR, que foi construído em parceria com a Williams F1. E se não bastasse isso tudo, povoa o sonho de dois tipos bem distintos de entusiastas de carros: os que curtem esportivos (com seus modelos M3, M5, M6, Z4 M Coupé e M Roadster, X5 e X6 M, entre outros), todos frutos da Motorsport GmbH, divisão de competições da montadora, que também forneceu o know-how para o time da F1. Como os que curtem carrões luxuosos (com a Série 7, modelo de maior luxo da montadora). Sentiu o poder dos alemães?

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A trajetória do time na F1 não poderia ser das melhores. Em 2006 foram dois pódios que surpreenderam até eles próprios. Em 2007, a meta era andar na frente mais constantemente, e conseguiram. Em 2008, ao menos uma vitória, e novamente conseguiram. E em 2009... a coisa desandou, ajudada pela crise econômica mundial, pelo regulamento louco da F1, que muda de ano em ano, e pelo próprio desinteresse da montadora a partir daquela época.

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Aqui veremos um apanhado histórico de fins de 2005 até o final da temporada 2009, da meteórica ascensão, e igual queda, de uma gigante alemã das pistas e estradas, junto com Mercedes e Audi, e uma das marcas mais respeitadas quando o assunto é luxo com esportividade.

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____________________ 2006 a 2009: As temporadas e os carros

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2006: Na verdade, os primeiros esboços do que viria a ser a BMW Sauber surgem em 2005 ainda. A montadora da Bavária, depois de anos de parceria com a Williams (que se iniciaram em 99, em Le Mans, e não em 2000 na F1, como todos pensam), decidira que alçaria vôo com as próprias asas. O primeiro entrave, porém, surgiu ainda em 2005. Frank Williams, parceiro dos alemães por seis temporadas (2000-2005), não estava disposto a vender ou ceder a maioria de sua escuderia. Então, a BMW foi atrás de outro time: a Sauber.

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Peter Sauber, que tem uma história longa na F1 também – ainda que nunca tenha conseguido resultados realmente comparáveis ao esforço que seu time faz – realizou uma parceria em que um grande percentual de seu time seria vendido, mas não a totalidade (fala-se de cerca de 75%). Com isso, a sede da recém-nomeada BMW Sauber seria em Hinwill, na Suíça, e a outra sede seria em Munique, na terra dos germânicos.

Nos pilotos, veio um de cada time. Nick Heidfeld veio da ex-parceira Williams – onde correu na temporada 2005 – e da Sauber ficou Jacques Villeneuve, já que Felipe Massa iria para a Ferrari em 2006. O motor, por exigência do regulamento, já nascia V8 sob o nome de BMW P86, sigla que seria seguida nos anos posteriores: P86/7, P86/8 e P86/9.

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A dupla de pilotos mostrou que o F1.06 não estava tão aquém dos times de ponta, atingindo um 5º lugar e 36 pontos no certame daquela temporada, ou seja, pontuando bastante regularmente. Só a nível de comparação, a Toyota, na mesma temporada e com mais anos de experiência na categoria fez 35 pontos e ficou em sexto.

Ainda nessa mesma temporada Villeneuve sairia alegando uma “dor de cabeça” (que na verdade foram resultados insatisfatórios, com sua melhor atuação sendo um 6º lugar na Austrália) e fora substituído pelo veloz polonês Robert Kubica. Nessa temporada, ainda, Kubica conseguiria um terceiro lugar em Monza e Heidfeld não ficou pra trás, conseguindo a mesma posição na Hungria. A coisa pra 2007 prometia. E muito.

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2007: Mario Theissen, chefe de equipe do time, se surpreendeu com os bons resultados de 2006, e previu – com os pés no chão, logicamente – que seu time poderia crescer mais para o certame desse ano. E ele não estava errado. Em sua segunda temporada, a BMW Sauber conseguiu nada menos que 101 pontos (!) e um segundo lugar nos construtores (!!). Tudo isso pra um time que estava em sua segunda temporada, tinha um de seus pilotos que sequer havia corrido uma temporada completa e começava a correr com uma nova marca de pneus (Bridgestone, que se tornou a única fornecedora para a F1 naquele ano)!

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Nesse ano reinou a regularidade: em todas as corridas ao menos um carro terminava, e sempre nos pontos. Apenas três vezes um deles não esteve entre os ponteiros, e, além disso, houve somente três abandonos. O F1.07 mostrava que era um carro de ponta, e a BMW Sauber mostrava que era equipe grande e poderia brigar pela ponta, sim. No GP do Canadá, Kubica sofreria um terrível acidente que fez muitos se lembrarem do pesadelo que foi a morte de Ayrton Senna em 1994, e no GP seguinte um tal Sebastian Vettel o substituiria, conseguindo um ponto nos EUA.

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No somatório geral do ano, basta dizer que desbancou a Renault – campeã da temporada passada – e ainda herdou o segundo lugar da McLaren, que perdeu todos os pontos de construtores no caso de espionagem que marcou essa temporada. 2007 foi fechado com boas perspectivas para os germânicos. E Mario Theissen já falava: “não nos surpreenderá se em 2008 vencermos uma corrida”.

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2008: Com os bons resultados do ano anterior, todo mundo sabia que a BMW já estava na linha de frente da Fórmula 1, desbancando a Renault. Seus dois pilotos já tinham mostrado potencial e competência nas duas temporadas anteriores, e todo o time de engenharia se esmerava pra fazer carros melhores e mais competitivos. O F1.08 foi apresentado mostrando relativas diferenças no design em comparação ao F1.07. O carro possuía várias “asas”, tendência que foi altamente copiada e seguida por todos os times em 2008. O time estreou em Melbourne com um pódio e essa palavra seria corriqueira em 2009 para o time: foram nada menos que dez durante as dezoito corridas da temporada.

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Além de constantes pódios, veio a primeira pole, conquistada com Kubica no Barein. Não só foi a primeira pole da equipe como também a do piloto. E o melhor ainda viria no Canadá para o polonês. Depois de, no ano anterior, quase perder a vida lá, fechou a corrida com a sua primeira vitória e a primeira – e infelizmente única – da BMW Sauber. De quebra, nessa mesma corrida, Nick Heidfeld fechou a dobradinha, ainda que muitos considerem que essa corrida deveria ter sido ganha pelo pequenino alemão. Heidfeld também honraria o apelido de “Quick Nick” conseguindo duas voltas mais rápidas, na Malásia e na sua terra natal, a Alemanha.

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A temporada 2008 foi tão boa para o time que até o GP do Japão eles tinham chances reais de título de construtores, e Robert Kubica, que chegou a liderar por um curto tempo o campeonato, poderia ser campeão, mesmo que por chances mais matemáticas. As chances se tornaram mais escassas na China, quando os dois carros pontuaram, mas ficaram abaixo do pódio, com Heidfeld em 5º e Kubica em 6º.

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Estranhamente no GP do Brasil, corrida de encerramento daquele certame, nenhum dos dois carros pontuou, algo que deixou o circo e muitos torcedores – incluindo este que aqui escreve – com a pulga atrás da orelha. Com isso fechou-se uma incrível seqüência de 34 corridas onde pelo menos um dos carros pontuava, resultado digno de Ferrari nos tempos de Schumacher. 135 pontos, um terceiro nos construtores e um piloto – Kubica – que por pouco não ficou entre os 3 melhores da temporada. A expectativa era de um 2009 muito bom, mas...

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2009: Ok, a temporada já começou com tudo de pernas pro ar. Os carros, que em 2008 tinham mais asas que um triplano Fokker da primeira guerra mundial, agora haviam virado aberrações, com um design excessivamente reto e com quase completa ausência de apêndices aerodinâmicos. Os bávaros, por sinal, foram os primeiros a apresentar seu “estudo”, com esse design, que de tão estranho ganhou o nada carinhoso apelido de “tubarão-martelo”. Além disso, havia também o KERS, que deveria dar mais potência para ultrapassagens e não se mostrou tão útil assim para as equipes. Nessa temporada com tudo às avessas, a BMW Sauber projetou que brigaria novamente pelo título.

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O ano começou promissor, com Kubica brigando com Sebastian Vettel – que ironicamente o substituiu dois anos atrás numa corrida – por um segundo lugar. Os dois se tocaram e ninguém pontuou. No entanto veio o dilúvio da Malásia e, ainda que tenha vindo somente metade dos pontos, Nick Heidfeld atingiu um segundo lugar. Só que todas as corridas até então foram totalmente atípicas. E justamente quando a coisa se “normalizou”, a BMW passou a sofrer.

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Da seqüência de corridas pontuando em 2008, veio um período comprido de vacas magras, onde após nove corridas (da China até a Europa), os dois pilotos haviam somado somente 5 pontos, oriundos de dois sétimos lugares e um oitavo. Na Bélgica, onde a diferença entre os carros se dilui, a BMW deu um lampejo do bom desempenho do ano anterior e colocou seus dois carros nos pontos novamente. Nas corridas seguintes houve alguma pequena melhora, mas sempre ficava aquém do que foi em 2008, e ainda mais aquém das grandes daquela temporada (Brawn GP e RBR).

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Nesse mesmo tempo veio o anúncio de saída do time, alegando que era uma saída estratégica, em virtude da crise econômica mundial que se instalara naquele ano. No entanto, ainda viria um pódio, de uma bela exibição de arrojo de Kubica, no GP do Brasil, onde foi o último pódio do time. Heidfeld teria a “honra” de marcar os últimos pontos da BMW Sauber em Abu Dhabi, no inédito GP dos Emirados Árabes Unidos. Em 2009 foram 36 pontos e um sexto lugar nos construtores, nada menos que o pior resultado desde a sua estréia.

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OBS: na segunda parte dessa série, Pedro Ivo traz o perfil de todos os pilotos da BMW na F1. Ah, as ilustrações são de um tal Fernando Ringel. Nunca ouvi falar.
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Um abraço,
Fernando Ringel (KKKK)
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel