Mostrando postagens com marcador Helio Castroneves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Helio Castroneves. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de setembro de 2010

INDY: notas sobre o GP


Fernando Ringel + nota para a corrida: 5
Wellington Lucas – nota para a corrida: 7

WL - Corrida interessante em Motegi, com a vitória do Castroneves e também a manutenção da liderança do Will Power (12 pontos de diferença para o Franchitti).

FR – Motegi é para os ovais da Indy o que Barcelona é para os circuitos mistos da F1. Chaaaaatooooo, embora eu goste do desenho afunilado das curvas 3 e 4. Infelizmente é exatamente esse trecho que acaba com as corridas. Raramente alguém passa ali, e sendo assim, o cara que está atrás tem dificuldades em cruzar a reta principal colado no piloto da frente.

RESULTADO = muito menos ultrapassagens.

WL – Dentro da pista, a prova começou com um acidente...

FR – ...e por incrível que pareça, não envolveu o Sato!

WL - Betrand Baguette, guiando muito com a sua Conquest, rodou sozinho. Apesar do erro, o belga está fazendo bonito nos ovais. Vale lembrar que ele foi formado na escola européia de pilotagem. Na teoria deveria andar bem apenas nos mistos.

FR –Lembrando que o comentário acima não faz referência à Will Power. Agora, por falar no Sato, ele não destruiu meu amado “KVerde” Lotus!!! Irrá!

WL - Hideki Mutoh também não bateu.

FR – Troféu Joinha “pro cêis”. Sobre o comentário da Bia Figueiredo sobre a fama do Sato no Japão, isso é característico da cultura deles. Antes de Takuma, apenas Ayrton Senna competia em popularidade com Satoru Nakajima como piloto preferido.

RESUMINDO: nesse caso, a ordem dos fatores não altera o resultado.

WL – Mudando de assunto, dessa vez Tony Kanaan não largou ao estilo “Power Ranger”.

FR – A Andretti melhorou demais desde a entrada de Ryan Hunter-Reay. Em Motegi (onde conquistou sua única vitória na Indy), Danica voltou a andar como nos velhos tempo terminando em um ótimo 5° lugar.

WL - Corridaça da Danica!

FR - A única coisa que considero estranha na Andretti Autosport é a maneira ultra agressiva que seus pilotos se comportam na pista. O estranho é que a agressividade acaba em disputas com o resto grid. O quebra pau só acontece quando é Danica X Kanaan X Hunter-Reay.

Para evitar um embaraço maior, resolve isso aí seu Andrettiinho!

WL – Na luta pelo título, Franchitti começou a corrida com tudo, na tentativa de diminuir a diferença para o australiano ou até mesmo chegar a Homestead na ponta do campeonato.

FR – Não foi perfeito, mas o escocês cumpriu seu papel.

WL - Vale ressaltar que Ryan Briscoe não facilitou a vida do Franchitti. Para piorar, Power, que estava mal no começo, melhorou muito no final, terminando em terceiro

FR – ... e na cola do Franchitti! É mole?

WL – Aparentemente houve jogo de equipe entre o Briscoe e o Power, mas acho compreensível nessa altura do campeonato.

FR - Pior para o Franchitti...

WL - ... que está praticamente sozinho na disputa já que Dixon está mais apagado do que nunca. Não lembra nem um pouco o campeão avassalador de 2008.

Ainda sobre a Ganassi, Dixon não merece o carro que tem. Deveriam colocar o Rahal lá ou o Mario Moraes.

FR – Por falar no (ex-Super) Mario... Moraes, definitivamente esse não é o ano dele. E nem da KV Technology.

WL - Simona deu uma de Milka Duno em um dia onde a venezuelana andou razoavelmente melhor do que costuma em ovais.

FR – Na boa, essa foi de doer, hein dona Simona? Pô, só por que eu comecei a torcer abertamente por você? Assim eu até começo a olhar com mais simpatia pelo Alex Loyd na disputa do Rookie of the Year.

WL – Ainda sobre a “turma do fundão”, Roger Yasukawa é (definitivamente) um pereba. E olha que ele só corre em Motegi.

FR – Huahuhauhauha, imagina se corresse em pistas onde não conhece...

WL - Paul Tracy fez uma corrida tão discreta junto com o Yasukawa, Rahal e Wilson que só apareceu na transmissão da Nihon TV quando abandonou.

FR – O bicho vai pegar! Nunca fui com a cara de Homested, mas ano lá foi o palco da melhor corrida em oval que já ví! Foi uma aula de pilotagem do Briscoe, Dixon e Franchitti!

FR – Segundo gente próxima, essa foi a penúltima corrida da carreia do Tracy. Será que ele voltou só para sentir o gostinho pela última vez? Provavelmente não, mas como disse Nelson Piquet, para um piloto acostumado a andar na frente, ficar no fundo do grid (ainda mais pulando de equipe em equipe) é muito chato... e perigoso.

WL - Tomara que a situação do Tracy se reverta em Homestead. Aliás , a pultima corrida do ano será pra lá de animada. Todo mundo vai querer mostrar serviço, ainda mais os Ed Carpenter e os Grahams Rahals da vida que precisam de equipes para 2011.

FR + Por falar nele, como de costume em 2010, Graham rahal foi muito bem: 8° lugar (para salvar a pátria da Newman Haas, a Williams da Indy).

WL – Sobre os bastidores da corrida, sem falar do “Gentlemans, starts your engines” “ajaponezado”, foi uma baita transmissão do Téo José com os ótimos comentários do Mario Romancini e da Bia Figueiredo. Supriram bem a falta do Giaffone que estava na Argentina para correr horas depois na Truck.

FR + Abaixo o compacto do GP:


FR – Apesar da corrida monótona, foi sem dúvida a melhor transmissão do ano. Depois de se aposentar, se existisse a VEL MAX TV, eu faria uma proposta para o Romancini ser meu comentarista de Fórmula Indy.

Mas enquanto isso não acontece, continuo jogando na Mega Sena e esperando os próximos GPs...

WL- Até Homestead, onde não vai ter horário eleitoral por causa que será na véspera da eleição. E a corrida será em full.

Um Abraço,
Fernando Ringel/Wellington Lucas

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Indy: notas sobre o GP

Wellington Lucas: nota 11 para a corrida!!!

_

Fernando Ringel: nota 8 (o que equivale a uma nota 10 já que não vou com a cara dos ovais²³²)
_
WL - Uma corridaça, emocionante do começo até o final (seja na surpreendente pole de Ed Carpenter quanto na inesperada a vitória do Helinho)!

_

Para mim tudo isso foi uma surpresa já que, sinceramente, eu esperava uma vitória do Dario Franchitti ou do Dan Wheldon.

FR + Não fosse a bobagem da Penske em Edmonton e o acidente de kart indoor do Helinho em Toronto, talvez finalmente em 2010 o brasileiro estivesse na briga pelo título.

_

WL - Tony Kanaan continua com suas largadas “Power Ranger”. Passar 10 pilotos com pneus frios e tanque de combustível cheio, definitivamente não é coisa para qualquer um.

_

FR + Durante a transmissão da corrida, enquanto o Kanaan vinha melhorando cada vez mais cessaram as últimas dúvidas que eu ainda tinha sobre ele ser ou não um grande piloto. O cara é fodástico (!), "só" isso. Anda demais e da maneira mais inteligente possível.

_

Tanto pelo tamanho do nariz quanto pela velocidade e inteligência, pode-se chamá-lo de “Prost brasileiro”.

_

WL - Tiro o chapéu para o Kanaan e para o (dessa vez) bom carro da Andretti. Aliás, já que estamos falando em Andretti, Marco Andretti foi outro que fez bonito em Kentucky. Deveria ter chegado no pódio.

_

FR + THANKS by You Tube MODE ON: já o Al Unser Jr remixado, popular Ryan Hunter-Reay, remou, remou e remou, mas não saiu muito do lugar. Ao menos uma rodada estilosa a prova rendeu para rechear os vídeos tributo de seus fãs.

_

WL – É, o cara não estava no seu melhor dia. Enquanto os três da Andretti são protagonistas de muitos dos melhores momentos da corrida, Danica continua aparecendo apenas no meio de confusões... e desaparecendo na hora do "vamo vê", ou seja, nas últimas 50 voltas.

_

FR + Realmente, 2010 é o ano Cryptonita para ela. Para mim, a decepção do ano junto com o Sato. Danica precisa desesperadamente trocar de equipe. Claramente ela não anda muito feliz no time e seus resultados minguados somados a declarações irritadiças, como as de Indianápolis, apenas refletem o que ela anda sentindo nos bastidores da Andretti Autosport.

_

WL - Michael Andretti deveria usar o $$$ da Danica para investir no carro do Tony Kanaan e do Ryan Hunter-Reay.

_

FR + Já que falei do japa mais doido da Indy desde Shigeaki Hattori, pra começar, acabou a minha paciência com o "Takumikaze Sato". Bater antes mesmo da segunda volta? Na boa, quando vi meu carro preferido mais uma vez destruído, as primeiras palavras que me vieram a cabeça foram palavrões.
_
Sinceramente, se fosse piloto da minha equipe, teria sido demitido assim que chegasse aos boxes.
_
WL - Sato fez (mais) uma visita ao seu amiguinho, o soft wall. Atualmente a KV não lembra em nada aquela equipe boa e consistente do final de 2009 com o Mario Moraes.

_

FR + Se não existe um gênio no comando da equipe, geralmente menos dinheiro = menos velocidade, na mesma proporção em que menos velocidade = mais acidentes. Está certo que o Sato não colabora, mas os acidentes andam sendo uma constante na KV. Mario Moraes que o diga.

_

WL - Milka Duno não largou na última posição e nem atrapalhou ninguém. Dessa vez o aviso da IRL foi sério e ao que parece (depois de anos na Indy) ela entendeu o recado.

_

Apesar da “melhora”, a moça continua sendo motivo de piada. Um jornalista gringo disse que ela é uma amadora em uma coisa profissional. Milka deveria sair da Indy e voltar para o turismo onde é o forte dela ou então para a construção naval, onde ela é PHD.

_

FR + Apesar dos pesares, Milka Duno segue melhorando. Torço muito por ela, primeiro porque gosto (mais) dos inteligentes (mais ainda DAS inteligentes, rsrsr, afinal ser PHD não é para qualquer um).

_

Segundo porque gosto dos rejects. Terceiro porque ela até que é bem gostosinha (143145131, prometo que essa é a milionésima e última vez que escrevo isso) e torço por ela (fundamentalmente) porque claramente a Milka precisa (muuuuuuuito) de apoio.

_

Os esporros que estão no Youtube, onde outros pilotos simplesmente a humilham de um jeito que chega a dar pena... meio que me "comoveram". A maneira como ela aparenta estar morta de vergonha no bate boca com a Danica, ou então o jeito "vc é a merda do universo" do Hunter-Reay em Watkins Glen... hum, essas coisas mais as milhares de piadas e comentários "Chuck Norrianos" postados diariamente na internet, tudo isso me sensibilizou um pouco.

_

Gosto de história ligadas a aprendizado, redenção. Seria muito interessante ver ela melhorando. Com uma equipe menos deficiente ela não seria tão lenta. OK, talvez seria apenas menos lenta, mas me parece estranho que a partir do momento em que a IndyCar engrossou o tom pra cima da venezuelana, ela começou a andar melhor.

_

Sugiro que você (meu amigo leitor) leia o livro “Mais que vencedor” do ex-F1 Alex Dias Ribeiro. Naquelas páginas pode-se ler uma das muitas histórias sobre a malandragem que rola nos bastidores das equipes. Verbas de patrocínio que desaparecem, dinheiro que não é usado como o combinado, etc. Na boa, a Dale Coyne precisa muito do dinheiro da Duno. Não duvido que o dinheiro dela estivesse todo no carro do Loyd... que aliás “desapareceu” dos primeiros lugares mais ou menos desde que a Duno deu uma melhorada, não é????

_

Se a Duno continuasse como estava, não teria mais dinheiro vindo da Venezuela e talvez isso seria o fim da Dale Coyne. Esquisito como essa possibilidade ser tornou real e a Milka começou a andar bem melhor, não é? Mais estranho ainda como, após a brinca da IndyCar, em poucos treinos ela aprendeu o que aparentava não saber em 4 anos (!!!) na categoria.


Ou seja, "me engana que eu gosto". Enquanto o mundo cai em cima das costas dela, volto a repetir: Automobilismo = $$$. Por essas e outras (pequenas sacanagens de cada dia)... GO MILKA!

_

WL – No surpreendente GP de Kentucky, além de Carpenter, Bertrand Baguette impressionou ao largar em... terceiro! Na corrida até que não foi mal, embra tenha caído de posição com o passar das voltas. Para quem é da escola européia (e ainda muito verde), até que não foi ruim.

_

FR + Levando em consideração o carro e a pouca experiência, foi uma ótima corrida do belga.

_

Digo e repito, esse cara de nome perfeito para fazer piada, é bom! Bertrand simplesmente humilhou a concorrência na temporada 2009 da Le Mans World Series by Renault. Para mim, é o tipo de piloto que pode se tornar um Sebastian Bourdais ou uma ilustre decepção como Jan Magnussen.

_

OBS: até hoje acho que ninguém sabe (pelo menos eu não entendo) o que aconteceu com esse que era tido como um geniosinho dinamarquês.

_

WL – Na parte da frente do grid, Scott Dixon continua irreconhecível em 2010, nem parece aquele bicho papão de 2008 ou o bom piloto de 2007 e 2009. Se eu fosse o Chip Ganassi, demitiria o neozelandês e contrataria alguém como o Ryan Hunter-Reay ou Mario Moraes. Em suma, alguém que em uma corrida ou outra sempre se destaca.

_

FR + Realmente, mesmo que tenha feito o seu papel na tabela de classificação, Dixon anda muito apagado... embora eficiente. Está por ali, longe do título, mas não muito atrás do companheiro Franchitti.

_

Ainda aposto nele, mas tendo Franchitti em um dos carros, não seria mal uma aposta barata em sangue novo.

_

WL - Will Power fez uma corrida descente no oval de Kentucky. Tomara que ele continue assim em Motegi e Homestead para levantar o caneco... para ele e para o Roger Penske!

_

FR + Como sempre torço pelo mais fraco, e se no caso o cara realmente tem talento e ainda por cima é piloto da Penske... aí fechou! Power nos ovais não é a aposta para se faturar uma fortuna, e por isso mesmo é por quem torço na disputa pelo título.

_

OBS: é, sei que tem um lado meu meio burro e talvez seja esse meu lado que curte tanto o Alesi. No melhor estilo “nós se fod%, mas se diverte”, como diria o Sr Omar: “trágico”.

_

WL – Finalizando, não se pode esquecer a baita transmissão que o Téo José e o Felipe Giaffone fizeram. Quando a Bandeirantes dá as condições, eles matam a pau e deixam a coisa muito boa.

_

FR + Nessa realmente foi nota 10. No mais, (mesmo que seja no fundão) bom ver Paul Tracy de novo.

_

WL - Pois é. Até o Grande Prêmio do Japão, depois Homestead e... acabou a Indy esse ano.

_

FR + Nessa volta da categoria às suas origens americanas, que tal fazer um calendário com 40 GPs a lá Nascar? Seria legal ter corrida (quase) todo final de semana, né? Tá, sei que 40 é demais. Com 25 eu (e provavelmente vc) já estaríamos muito satisfeitos.

_

Enquanto eu não for o chefão da IndyCar, vamos nos virando com o que temos, rsrs. Abaixo o compacto do ótimo (até para mim que não sou fá de ovais) GP de Kentucky:

_

WL - SAIONARA e até o GP do Japão!

_

_

Um abraço,

Fernando Ringel/Wellington Lucas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

INDY: notas sobre o GP

Wellington Lucas - Uma corrida que absolutamente prefiro esquecer (menos o final da prova). A corrida foi tão ruim que nem os toques de pista e algumas ultrapassagens me animaram.
_
Fernando Ringel – Achei que só eu não curtia “Edmorte” (convenhamos, a gente “morre” de tédio com as corridas disputadas alí). "Né" por nada, mas do jeito que as coisas andam na IndyCar, se eu pagar 40 milhões, eles vem correr aqui no quintal da minha casa.
_
WL - Começando pela largada assistimos a mais um “incidente” com a Milka Duno.
_
FR + Vi um carro derrapar como se estivesse na chuva e até achei o slide bonito, plástico (bom para ser usado em vinhetas ou vídeos para o Youtube). Porém, o que era plástico se transformou em (quase) trágico (by Senhor Omar).
_
Sem querer ser machista, mas a Dulno é muito melhor sem o macacão (pensei em escrever que ela era muito mais “boa” sem o macacão, mas achei melhor “ficar quieto”, kkk). Se é tão importante para o país do Seu Hugo ("ninguém tem paciência comigo) Chaves ter um piloto em uma categoria top nos EUA, invistam no Pastor Maldonado, então. Não que eu curta o cara ou que ele seja um gênio, mas detesto desperdício (principalmente desperdício de dinheiro).

OBS: sem falar no estrago irreparável que está sendo feito na imagem da Milka.
_
WL – No turismo, ela não é "isso" o que vemos na Indy. Logo depois outro incidente, dessa vez entre Paul Tracy e o Raphael Matos.
_
FR + Aproveito para deixar o compacto oficial da IndyCar (caso vc não tenha assistido ao vivo pela internet ou em compacto na BAND). Repare no trecho 0:34 (logo após a rodada da Milka), quando o mito (Tracy) fez um remake. Olha só:

_
Agora olha só o “gordinho” ano passado, (Tracy X Mario Moraes):

RESULTADO: Paul Tracy wins! Brazillians looooose.
_
WL – Falando sério, Tracy fez uma corridaça, se mantendo com constância nas primeiras posições. Deveria ter uma vaga para o ano de 2011 inteiro.
_
FR + Como sempre, “veloz e furioso”. Um beijo do gordo. UOU! (kkk). GO, TRACY! GO, TRACY!! GO, TRACY!!!
_
WL – Tirando esse pessoal que varia entre “a vergonha alheia”, o cômico e o trágico... a corrida não tem muito assunto, tirando “gran finale”: o tal drive through do Hélio Castroneves. Sinceramente, o brasileiro foi o maior prejudicado por uma coisa que sequer existiu.

FR - É no que dá fazer corrida em pista de autorama...
_
WL - No final de tudo, a Ganassi levou a vitória com Dixon...
_
FR + Só para queimar a língua de quem tinha dito que ele, em 2010, não lembrava em nada o piloto rápido de outras temporadas (resumindo, eu)
_
WL - .... o neozelandês estava na hora e lugar certo para aproveitar o enrosco do Hélio com Will Power. Ultrapassou o australiano e ganhou a prova graças a punição do brasileiro. Foi nojento ver o Dixon comemorar uma vitória que não era dele, que ele não merecia.
_
FR – Nojento? Fernando Alonso não concorda com você.
_
WL – Mas o Massa, sim (rsrsrsrs). Já aconteceu isso com o Castroneves em Detroit/2008. Curiosamente com o mesmo diretor de prova que o puniu em Edmonton. Seria perseguição ao brasileiro?
_
FR + Muitos dizem que essa foi apenas a gota d´água que faltava para entornar o caldo. Pelo que a gente fica sabendo, poderia colocar os ingredientes dessa confusão em uma FÓRMULA DA VELOCIDADE. Vejamos:
_
jogo de nervos entre o brasileiro e gente da IndyCar Nos bastidores + punição em Edmonton =
Helinho na Nascar em 2011(?)
_
OBS: Parece que a Danica vai mesmo embora (pra Nascar), e não vai sozinha....
_
WL - Como a corrida não teve absolutamente mais nada de interessante, encerro por aqui. Até Mid-Ohio, onde algo vai ter que acontecer para comentar.
_
FR – Nó! Mid-Ohio significa Brands Hatch versão USA. Irrá! Desde meus tempos como "piloto da IndyCar Racing" (joguei muito o 1 e principalmente o 2), adoro essa pista! A loooooooonga reta a lá velho Hockenheim seguido por um meio saca rolha... seguido pelo miolo “Brands Hatchiano” somado a um cotovelo inclinado (e cego) como é o Estádio (Hockenheim)... além da paisagem. Ah, (suspiro), Mid-Ohio é como se fosse uma montanha russa cheia de pontos de ultrpassagem, (suspiro2) rodeada por... ÁRVORES E COLINAS!
_
Com todas essas qualidades, por que não “MAX-Ohio????” Melhor ainda se fosse "VEL MAX-Ohio", ehehehe.
_
_

Um abraço e até lá!
Fernando Ringel/Wellington Lucas

segunda-feira, 26 de julho de 2010

TEXTO:


Quem merece ganhar?
Piloto ou equipe?


Por Fernando Ringel

__Antes de falar sobre a corrida em si (postarei logo as notas sobre o GP da Alemanha), gostaria de falar sobre "a ultrapassagem que escandalizou a moral e os bons costumes".

Tá, não foi legal com o Felipe, certo? Aham, ok. Só que, imaginem se a Mclaren obrigasse o Senna a andar atrás do Berger em 1991. Seria melhor para o austríaco? Seria. Ele teria vencido mais corridas? Provavelmente sim, mas não tantas quanto o brasileiro... e seguramente a Mclaren não teria vencido os campeonatos de pilotos e construtores daquela ano.

Por quê? Ora, por que simplesmente Ayrton (por "n" fatores) estava conseguindo tirar mais daquela Mclaren que já não era mais o bicho papão de outras temporadas. O time de Ron Dennis estava correndo atrás do prejuízo em relação a primeira das "Williams do outro mundo". Isso lembra um pouco a Ferrari em relação a RBR?

Em 2010, a situação da Ferrari é pior que a da Mclaren em 91. A Scuderia está atrás da RBR e também da Mclaren. São dois rivais, 4 pilotos dispostos a estragar a festa de Maranello (sem falar que já estamos na metade da temporada).
_
Não é uma situação como a do GP da Áustria de 2002,
onde realmente a equipe italiana sacaneou o Barrica.

Naquela época, a Ferrari estava em uma situação muito mais confortável, com Schumacher liderando o campeonato. Rubinho foi de fato mais rápido que o alemão durante a maior parte do final de semana (incluindo toda a corrida, fato comum em A1 Ring). Naquela época, a ordem dos boxes foi muito mais um capricho infantil de Michael Schumacher que cautela por parte da equipe.
Voltando para 2010, quem (em sua vida profissional) nunca passou pela situação do Felipe?
Emprego = engolir sapos por dinheiro. Apesar desse ar de rock star dos pilotos criado por Bernie Ecclestone (junto com a "Hollywoodização" da F1 a partir dos anos 80), piloto é funcionário e equipes são empresas.

Apesar de multi milionários, Schumacher, Alonso e Massa não são os chefes. As experências de Alain Prost, Emerson Fittipaldi, Lauda (entre outros) como chefes, demonstra que apesar (outro apesar?) do talento acelarando, isso não significa que (mesmo os campeãos) sejam melhores que pilotos frustados como Colin Chapman, Ron Dennis ou Ecclestone são (eram) fora das pistas.

Na verdade, o que ocorreu em Hockenheim é um fato comum no automobilismo.

Este é um problema criado quando o primeiro chefe de equipe disse, "quero ter dois carros disputando o campeonato". Se apenas um vence, claro que em uma dupla de pilotos alguém vai ficar chateado.

Uma solução para essa característica do esporte a motor seria ter apenas um piloto por equipe,

o que considero mais justo, sem falar nas chances infinitamente maiores para a entrada de novas equipes e pilotos. Isso reforçaria a união do time, seria algo do tipo "somos nós contra o resto do mundo".

Porém (tem sempre um porém, né?), enquanto os cabeças do automobilismo não chegam a essa conclusão, isso será uma grande idéia apenas quando o presidente da FIA pensar nisso, daqui há uns 50 anos...

Se eu fosse dono de uma escuderia, a negociação seria a seguinte: "você vai ser o segundo piloto. Fará parte do time, porém sem regalias e sem reclamações. Aqui o primeiro piloto é o Alesi. (kkk) Você topa ser o segundo?" Se o cara topar, coloca no contrato que não tem essa de reclamar pela imprensa. Trato é trato.

Só o Mansell ficou com fama de chorão, (o Barrica tbm), mas a grande maioria dos pilotos são chorões. Piloto adora se fazer de vítima. Ayrton Senna, só para citar um famoso, é um exemplo máximo disso. É só não vencer que o mundo inteiro é culpado, tem que sempre alguém mal no caminho lhe impedindo de ser o melhor da Via Láctea e blá, blá, blá, buááá pra cá e buááá pra lá. Salvo um Kimi Raikkonen aqui e ali, isso se deve em parte pelo fato de que, ser piloto é coisa para milionários.

Os caras não tem experiência como funcionários. Enquanto o sonho do brasileiro é ter um carrinho popular usado e vá lá sua casinha própria, quem é piloto paga centenas de milhares de reais (euros, dólares) apenas por um teste, uma corrida em uma categoria de destaque. Aí quando a (empresa) Ferrari resolve pensar nos seus interesses (o título = o $$$, inclusive para pagar o salário do Alonso e do Massa), os pilotos (e os que só não são pilotos pq não são milionários, nós) acham ruim.

Um exemplo disso aconteceu ontém na Indy, em Edmonton.

A Penske tinha tudo para conseguir a dobradinha. Dominaram todo o final de semana. Pole para Will Power, corrida quase de ponta a ponta liderada por Helio Castroneves. Faltando 3 míseras voltas, bandeira verde e Power parte para cima do brasileiro. Helinho óbviamente se defende, os dois quase tocam rodas, o que, além de causar um possível abandono da dupla (!), ainda deu a chance de Scott Dixon assumir a segunda posição.

RESULTADO: em menos de duas voltas, por falta de um posicionamento da equipe, a dupla jogou todo um final de semana (dobradinha = prêmios $$$), tudo no vaso sanitário. Helinho foi punido, caiu para a décima posição. E Power? Estava em segundo para ficar com a vitória? Neca, Scott Dixon venceu. Chip Ganassi agradeceu pelo din-din enquanto Roger Penske ficou chupando o dedo.
Todos vemos a briga entre os pilotos como uma falha da equipe. O que tem seu fundo de verdade. Porém, dou a mão à palmatória: imagina o quanto deve ser difícil conciliar os interesses da equipe com os egos ultra inflados dos pilotos? Poor Domenicalli, poor Christian Horner. O descontrole do Helio Castroneves em Edmonton, após a punição, dá uma noção do quanto de estrelismo envolve o automobilismo.

De que adianta ter dois pilotos choramingando a perda do título merecido pela equipe enquanto um outro time saboreia o champagne? Reutmann X Jones, Montoya X Ralf, Mansell, Frank Williams é doutor nisso. O jogo de equipe sempre existiu e como disse Schumacher, não é errado, só deve ser feito com descrição. O que aconteceu com Massa não foi legal, mas...

pilotos são contratados (e muuuuito bem pagos) para defender os interesses da equipe. Já pensou se a equipe tivesse qye pagar milhões para defender os interesses dos pilotos. Seria meio estranho, não seria?

Em Hockenheim, Alonso saiu perdendo, Felipe (no seu ponto de vista) também, mas Ferrari fez uma bela dobradinha.


OBS: já posto a resenha completa sobre o GP de Hockenheim.

Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@Fernando Ringel ("Sigam-me os bons", kkk)

terça-feira, 25 de maio de 2010

INDY: Pole Day/Bump Day


Wellington Lucas - Mais uma pole-position de Hélio Castroneves na Indy 500. Esse ano promete muito!

WL - Finalmente a Ganassi se achou na Indy em 2010. Franchitti e Dixon se classificaram no “Fast 9” com o escocês levando o 10T a terceira colocação e Dixon com o carro nº9, larga em sexto.

_

WL - A FAZZT do canadense Alex Tagliani está muito bem! Para quem pagava para correr ano passado, largar em quinto na Indy 500 é uma bela demonstração de força. Convenhamos, transformar o espólio da antiga Roth e uma coisa competitiva não é para qualquer um .

_

WL - Ainda sobre a FAZZT, se Bruno Junqueira tivesse disputado o Pole Day, ficaria no “Fast 9” facilmente.

_

+ Fernando Ringel – Para mim, o Brasil tem cinco grandes talentos desperdiçados (em nível internacional) nos últimos 20 anos: Tarso Marques, Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi, Max Wilson e Bruno Junqueira.

Fico feliz vendo o mineiro fazendo jus ao seu talento e a sua vocação, o automobilismo top.

_

WL - Quanto a Newmann-Haas, Hideki Mutoh ficou no “Fast 9” junto com a Rahal Lettermann do Graham Rahal. Aproveito esta nota para apontar esses como dois dos qua considero favoritos para a vitória na Indy 500.

_

WL - A Penske conseguiu colocar no “Fast 9” seus três pilotos. Destaque para Will Power que divide com Helio CastroNeves a primeira fila. Queria que a Penske dominasse a primeira fila, mas não deu. Torci para o Briscoe roubar o terceiro lugar do Franchitti, mas o australiano do carro n°6 ficou mesmo em uma honesta quarta posição.

_

WL – Menção honrosa para o Ed Carpenter, da Panther, mais um que se classificou no seleto “Fast 9”. Depois que a equipe dele foi para o saco, o cara não teve muito o que fazer. Na Indy 500, Carpenter está atrás de um bom resultado, visando angariar fundos e moral para voltar a correr em tempo integral na Indy.

_

FR + PERGUNTA CRETINA MODE On: Sabe aquela banda, os Carpenters? Esse Ed Carpenter é aquele que cantava Mr Postman com a irmã?

_

WL – Dãããa. Mudando de assunto, estou muito decepcionado com a Andretti Autosport, uma equipe que ficaria facilmente no “Fast 9”. Como se não fosse o bastante se classificar no meio do pelotão, Tony Kanaan quase foi bumpeado.

_

WL – Falando "turma do fundão", Paul Tracy foi o único bumpeado que não curti. Enquanto fez frio, o canadense tinha sido o segundo mais rápido (na sexta-feira), mas no Pole Day a temperatura aumentou na região de Indianápolis e o carro perdeu muito em desempenho.

_

FR + O carro do Tracy não rendeu no calor? Tremendo pé frio esse cara, hein? KKK. Falando sério, essa era a grande chance de Tracy conseguir um bom resultado, e com isso patrocínio para continuar na Indy. Com quase 50 anos e a fama de destruidor de carros... ADEUS PAUL TRACY! Vejo você nas minhas revistas antigas, sniff, sniff, sniff...

_

WL – Quanto ao resto do pelotão, tudo normal, incluindo aí dona Milka Duno, aquela piloto que é um perigo...

_

FR + ... para os outros pilotos

_

WL – Vou ficar devendo o comentário sobre a rabeira do grid, pois são posições justas. Nada a declarar.

_

FR + Não torci por ele, mas fiquei satisfeitissimo com classificação do Sato, vai ser legal ver a "Lotus" de novo na Indy 500. Agora é torcer para ele demorar para destruir o carro, assim dá para apreciar a belíssima pintura por mais tempo.

_

FR+ Podem me chamar de viúva da CART (embora eu goste mesmo é do período entre a USAC e a CART, anos 80 até 1995), mas tenho saudades da época em que quase 50 inscritos disputavam as 33 vagas no grid...

_

WL – Apesar de frustrar as minhas expectativas (esperava a Bia Figueiredo no Bump Day facilmente junto com a Simona De Silvestro), temos que dar os parabéns para a brasileira, a novata mais bem colocada no grid de largada em toda a história da Indy 500.

_

WL – No mais, nos vemos semana que vem na resenha da corrida que finalmente vai ser narrada pelo Téo José e não com o Bolacha.

_

FR + Buááá, eu queria o Luciano, pô! Na boa, Téo José é o cara para narrar a Fórmula Truck, mas na Indy (apesar de trocar o nome dos pilotos), dá-lhe Luciano do Valle!

_

Não é por nada, mas eu torcia por três nessa Indy 500: Robby Gordon (nem participou), Paul Tracy (não se classificou) e Luciano do Valle. KARAI! Acho que assim como me sugeriu o Wellington, vou torcer pro Franchitti... aí o Helinho vai ganhar! KKKK.

_

_

Por Wellington Lucas/Fernando Ringel

_

OBS: a imagem no início deste post é um papel de parede (1200 X 768). É só clicar, salvar, centralizar, deixar as laterais em preto e esperar a corrida!

_

_

Um abraço,

feringel@yahoo.com.br

@FernandoRingel (“Sigam-me os bons” by Chapolin, O Filósofo)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

INDY: notas sobre o GP

WL - Uma corrida muito animada esse GP do Alabama.

_

WL - Grande vitória do CastroNeves, fez um ótimo uso da estratégia e acabou com o domínio do Will Power

_

WL - Por falar nele, Power não perdoa nem Warm-up: o australiano ganharia a corrida... não fosse a bandeira amarela do Takuma Sato.

_

FR - Sato continua dando uma Shigeaki Hattori: ienes + muito blá, blá, blá da imprensa, e na pista...

Apesar disso, continuo torcendo pelo cara, que estava bem no início da corrida. Apesar de ter trazido da F1 seu estilo "meio De Cesaris", continua veloz como nos tempos de B.A.R.

GO SATO!

_

WL - Marco Andretti colocou o Hélio para fora da pista em uma ultrapassagem. Por essas e outras, digitei no Twitter que nunca apostaria uma vitória do Marco Andretti, nem faltando pouco para acabar uma corrida.

_

FR - Marco me lembra o Michael Andretti nos anos 90 e o Al Unser Jr no início da carreira (anos 80).

_

WL - Os pilotos brasileiros estavam muito apagados nessa corrida.

_

WL - Justin Wilson, ao se mudar para a Dreyer & Reinbold deu um tremendo salto de qualidade. Melhor para a equipe que já estava crescendo com o bom Mike Conway.

_

FR - É Wellington, para mim a melhor dupla de pilotos entre tirando a Penske. Algo como a Red Bull na F1: cada piloto é veloz no seu estilo, o que aumenta muito as chances da equipe e evita probleas entre a dupla.

_

WL - Sinto pena da tradicional Dale Coyne. No ano passado estava no meio do pelotão com o Justin Wilson, mas este ano, está mal com Alex Lloyd e aquela venezuelana que (apesar de gostosa) é um perigo (para os outros) dentro.

_

FR - Well, well, Wellington, vc falou tudo! Se fizéssemos uma apostila sobre "Como não pilotar uma Fórmula Indy", poderiamos falar muito sobre a Milka. Infelizmente, já que a coisa não é tão "simples" como aparenta jogando Indy Car Racing 2 (se o jogo já é dificil, imagina lá dentro do carro???).

_

Sem falar que o carro é fraco, "Padrão Dale Coyne de Qualidade". Apesar disso, Milka deixa claro o uanto a Danica corre bem, mas... queria ver ela correndo com o pior carro da Dale Coune, como faz a Dulno...

Apesar dos pesares, volto a perguntar: a Milka Dulno é venezuelana ou venezue-LENTA???

-

WL - É Fernando, mudando de assunto, queria matar o Ryan Hunter-Reay por fazer a Simona de Silvestro rodar na pista nas ultimas voltas.

_

FR - Me too, buddy.

_

WL - E um Troféu Joinha para a TV Bandeirantes por só mostrar as 5 ultimas voltas da corrida. Porém, viva o Terra que fez a transmissão em full e com qualidade.

_

FR - Te cuida BAND! KKK

_

_

Wellington Lucas Costa "feat" Ringel, Fernando Ringel

OBS: ficou até parecendo crédito de CD de Hip Hop, kkkk

_

Um abraço

e até o GP de Long Beach!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Leitores VIP: TEXTO

Por Wellington Lucas

__O que é “Smailliw”? Esse foi o pensamento de quase todos que viram o nome da equipe na tabela de inscrição para as 500 milhas de Indianápolis. Enquanto o pessoal da imprensa se virava para descobrir qual era a pronúncia correta do que mais parecia um erro de digitação que o nome de uma equipe, no paddock, começavam a surgir boatos sobre o time estreante.

Dentre várias histórias, a versão que mais fazia sentido dizia que a Smailliw seria apenas um time de fachada, uma espécie de testa de ferro, um “teste pra valer” de uma das mais importantes equipes da F1, na Indy.

Agora, se isso é verdade ou não, você vai ter que ler este texto até a última linha para descobrir, até porque muito antes disso, a equipe teria de disputar os treinos para TENTAR se classificar.

_

Por motivos contratuais e pelo conflito de datas entre os calendários da F1 e da Indy, tudo foi feito em sigilo. Por isso, foi criado um novo nome, uma brincadeira usando as letras do nome da tradicionalíssima equipe da F1. Coisa de James Bond.

_

Tudo pronto! O chassis usado na F1 em 2009 foi “tunnado” para o regulamento da Indy e pintado de azul escuro, para a festa dos fotógrafos e curiosos que ainda não tinham a mínima idéia de que equipe era aquela, e muito menos como se pronunciava Smailliw.

_

Atrá$$$$ do máximo de atenção da mídia, a idéia era contratar uma dupla de pilotos americanos, de preferência com muita experiência em ovais, especialmente superspeedways... e que estivessem desempregados (pelo menos a filosofia pão dura quanto aos pilotos a equipe trouxe intacta da F1). A solução não saiu tão barata como se pensava, mas satisfez tanto os mecânicos quanto o pessoal que tentaria conseguir patrocínio para o time: no primeiro carro Graham Rahal e como seu companheiro o supercampeão da Nascar, Jeff Gordon.

Algum tempo depois, Gordon disse que aceitaria pilotar até de graça, pois queria ter a sensação de correr em Indianápolis pela última vez...

_

Mas isso aconteceu depois da corrida, né? Voltando um pouquinho o “filme”, no Pole Day, surpreendendo a todos, a Smailliw classifica seus dois pilotos: Graham Rahal em quarto (!!!) e Jeff Gordon, qualificado no Second Day, em décimo oitavo.

_

Dia 23 de Maio, tudo estava pronto para largada da Indy 500, mas as nuvens de chuva deram um banho de água fria na torcida... encharcando a pista.

_

Empolgados com a classificação de seus dois carros, o pessoal da Smailliw, em tom de brincadeira, esnobou as equipes da Indy (AO VIVO PELA TV AMERICANA!), “voltem aqui seus covardes! Por que vocês estão guardando os carros? Aqui nos Estados Unidos os carros são feitos de açúcar? Coloquem pneus de chuva e disputem a corrida como homens!”

_

No paddock teve muita gente que não gostou nem um pouco da “brincadeira”, mas como corridas são disputados dentro da pista, longe de qualquer bate boca, na segunda, deu para sentir no corpo a vibração do som, quando o locutor disse, “ladies and Gentleman, start your engines!”.

_

Os gritos vindos das arquibancadas quase abafavam os motores dos 33 carros que se preparavam para a largada. Após a curva 4, já na reta principal, os pilotos cruzaram em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL (eheheh, olha o merchandising do Fernando... hauahuah) e finalmente bandeira verde!

_

Rahal saindo em quarto, antes da primeira curva já estava na liderança. Jeff Gordon pegando muitas posições já está em quinto lugar! Como a Smailliw estaa estreando na Indy, correndo pela primeira vez com seu chassis em um oval, niguém estava dando muita atenção para ela. Muitos acreditavam que seu desempenho se tratava de uma armação: ser o mais veloz possível enquanto os carros não quebrassem.

No mais, salvo algumas mudanças de posição, o pelotão da frente continuou assim até que na volta 57, Hideki Mutoh testou os soft walls da curva 1.

_

A bandeira amarela perdurou até a volta 72 e a corrida foi reiniciada com Graham Rahal na ponta e Hélio CastroNeves, “babando”, em segundo.

Quando o brasileiro se preparava para ultrapassar o piloto da Smailliw ... advinha o que aconteceu? Outra bandeira amarela, dessa vez provocada por um enrosco entre Scott Dixon da Ganassi e Oriol Servia da Newmann-Haas Lanigan.

_

Nos boxes Vitor Meira da A.J. Foyt e Danica Patrick da Andretti Green resolveram brincar de “bate-bate”. RESULTADO: bandeira amarela até a volta 95.

Neste momento, o pelotão da frente era composto por Graham Rahal e Ryan Briscoe (correndo com o número 3), seguidos por Jeff Gordon e Robby “Flash” Gordon, em um breve retorno Indy.

_

Aí... como diria Téo José, “recomeçamos em altíssima velocidade”. BANDEIRA VERDE! Rahal não suportou nem uma volta após a relargada: Hélinho ultrapassou o americano na curva 3, por fora!

Na volta seguinte numa disputa roda a roda a lá Al Unser Jr e Emerson Fittipaldi na Indy 500 de 89, Hélio dá um “beijinho” no muro de Brickyard. Após o “selinho”, o brasileiro parou nos boxes e voltou para a pista desesperado para não levar uma volta dos líderes.

_

Enquanto o piloto da Penske percorre a reta oposta em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL (olha aí mais um “merchin” do Fernando, ahuahuahau) o resto do grid faz a curva 4, todos colados...

_

Na reta principal, volta 175, é dada a bandeira verde! A partir daí o que se viu foi uma luta volta a volta entre Briscoe e Rahal. Você já ouviu falar de uma disputa roda a roda que durasse 25 voltas? Sem acidente? Foi o que o pilotos da Penske e Smailliw fizeram até que... bandeira branca!! Última volta!!!

_

Assim como fez Gordon Johncock em cima de Rick Mears na Indy 500 de 1982, Rahal fecha a porta discriminadamente para Briscoe na curva 1. Já na reta oposta, se aproveitando do vácuo, Briscoe tenta mais uma vez por fora. Os dois fazem a curva três emparelhados. Ultima curva! Lado a lado, os dois se aproximam rapidamente da retardatária Milka Dulno. Rahal faz a curva por fora enquanto Briscoe tenta ultrapassar os dois por dentro.

_

Na saída da curva 4, todos de pé. Como se pudesse entrar na pista e empurrar o carro do filho, quase entrando na pista, Bobby Rahal pula e grita nos boxes da Smalliw...

_

Como se fossem Al Unser Jr e Scott Godyear na Indy 500 de 1992, os carros cruzam a linha de chegada sem que se tenha plena certeza de quem ganhou... porém, os números não mentem e a Smailliw venceu em sua estréia em Indianápolis! Os gritos da torcida chegavam a abafar o som dos carros! A sensação geral era de que presenciamos momentos históricos!

_

Nas cerimônias pós-corrida, Briscoe foi atrás de Rahal. Durante o bate-boca, não fossem separados pelos fiscais, os dois teriam saído no braço! Como nenhum dos pilotos foi bobo de tirar o capacete, apesar dos palavrões, ninguém saiu machucado.

_

Já no pódio, limpando o “bigode de leite”, finalmente Graham Rahal desfez o mistério: “Smailliw nada mais é que Williams escrito ao contrário.”

_

Em uma mão, o piloto amercicano levou o troféu e na outra a garrafa de leite. Se despedindo das câmeras, mandou um tchauzinho e um abraço para um senhor chamado... Frank Williams.

_

_

OBS: Essa corrida é fictícia. Tudo aconteceu em um sonho que tive de madrugada.

_

OBS2: Eu á falei para o Wellington parar de tomar metanol enquanto lê seus antigos anuários da Indy, huahuahua.

_

Depois de vencer em Monaco e Indianápolis, só falta Le Mans para a equipe do tio Frank conquistar a Triplice Coroa do automobilismo. Já pensou? Quando o Wellington Lucas sonhar com a corrida da Williams em Le Mans a gente posta a continuação da “SAGA SMAILLIW” aqui no VEL MAX, eheheh.

_

_

Um abraço,

Criação da história: Wellington Lucas Costa

Adaptação do texto (+ alguns upgrades): Fernando Ringel


feringel@yahoo.com.br

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Splash and Go!: O DIA EM QUE TONY GEORGE LEVOU UM CHUTE "NAS PARTES"


Por Wellington Lucas
www.formulaoneaddict.blogspot.com
_

__A edição de 85 da Indy 500, no sexto ano de cisão de CART e IRL, as equipes Green, Ganassi e Penske voltaram a participar da corrida mais tradicional do automobilismo americano. Tudo era festa, porém, as equipes da CART não poderiam usar o chassis tradicionais por causa das especificações da IRL e, a Penske, não poderia estampar em seus carros a marca Marlboro por causa de uma lei que permite apenas uma marca de cigarro por categoria.

Na corrida, Scott Sharp o pole, a esparança que Tony George tinha de ver um piloto da IRL vencendo as equipes da CART, bateu na curva um... na primeira volta. A corrida seguiu com os pilotos de Penske, Green e Ganassi dominando até começar a chover entre as voltas 109 e 149, causando a interrupção da prova por 17 minutos.

Com os carros de novo na pista, já seca, os pilotos da CART voltaram a “fazer chover”. Hélio Castroneves da Penske venceu com seu companheiro Gil de Ferran em segundo. Michael Andretti da Green em terceiro, Jimmy Vasser em quarto, Bruno Junqueira em quinto e Tony Stewart (fazendo uma breve volta a IRL) em sexto, todos da Ganassi. Entre os pilotos da IRL, o melhor foi o chileno Eliseo Salazar( sim, aquele que levou uns sopapos do Piquet em Hockenhein, 1982!!!!) que chegou em... sétimo colocado com a A.J Foyt Enterprises.

Esse dia deve ter sido muito frustrante para Tony George e o pessoal da IRL.

Ao lado, a prova incontestável do

"Massacre de 2001,

na Indy 500"