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segunda-feira, 24 de maio de 2010

O DOSSIÊ BÁVARO:

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__"Em quatro anos de circo, a BMW teve uma trajetória de ascendência rápida, e decadência idem, como vimos na primeira parte do dossiê. Mas, ao contrário da Toyota, os bávaros nunca tiveram muitos pilotos. Aliás, muito pelo contrário. Não fosse a demissão de Jacques Villeneuve durante a temporada 2006 e o mega-acidente do Kubica em 2007, o time seria o mesmo desde sua criação.
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Isso prova, acima de tudo, que os pilotos também eram uma espécie de marca registrada da BMW Sauber. E formavam, em termos de desempenho, uma dupla de um equilíbrio raro no circo, posto que as imagens de Heidfeld e Kubica nesses quatro anos em que correram pelos bávaros sempre eram associadas aos carros brancos com detalhes vermelhos e azuis. Uma associação tão fiel quanto Schumacher com a Ferrari ou com o Senna e a McLaren. Além disso, a dupla também representava o time com performances à altura, como as 34 corridas seguidas com pelo menos um dos carros somando pontos. Óbvio que teve a pequena participação do Vettel no time, que já indicava que o garoto teria uma carreira promissora. Mas, acima de tudo, "os caras" da BMW sempre foram Nick Heidfeld e Robert Kubica.


Um abraço,
Pedro Ivo"

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__))))))________________2006 a 2009: Os Pilotos

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A BMW Sauber teve quatro pilotos nesses quatro anos: um canadense, um polonês e dois alemães. Ao contrário da Toyota – nosso primeiro time nos dossiês – aqui foram resultados somente ascendentes, onde a quebra dessa ascendência se deu em 2009, ano da saída do time do circo. Ao contrário do time japonês, os bávaros tiveram uma dupla de pilotos que foi como um símbolo da equipe durante praticamente toda sua trajetória no circo. Não só formaram um símbolo como levaram o time a resultados poucas vezes vistos em tão pouco tempo na Fórmula 1.

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Jacques Villeneuve: O campeão mundial de 1997 foi o único canadense que correu no time. Vindo da Sauber, onde estava desde a temporada de 2005, já não lembrava em nada o bom piloto que foi campeão mundial em cima de Michael Schumacher. Pontuava com certa regularidade, é fato, mas ficava aquém dos planos ambiciosos da escuderia suíço-germânica para a F1. Sem contar que nos seus anos de B.A.R., ficou clara a sua preferência pelo dinheiro que pela competitividade e pelos resultados. Villeneuve saiu ainda em sua primeira temporada pelo time, em 2006, sendo substituído por Robert Kubica.

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Nick Heidfeld: O pequenino alemão foi o piloto mais longevo do time, estando lá desde a sua criação em 2006. Por vezes mostrou boas performances em suas temporadas pelos bávaros. Tendo vindo da Williams, foi um dos dois “filhos pátrios” que correram no time nessas temporadas.

Nick está no circo desde 2000, e em todas as temporadas que correu, sempre foi comum vê-lo ser melhor que seus companheiros, sem, no entanto, conseguir oportunidades melhores (na Sauber foi melhor que Raikkonen e Massa, no entanto os dois conseguiram já um campeonato e um vice, respectivamente).

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Fernando chama o Heidfeld de “Gehrard Berger dos anos 2000”, mas pra mim ele tá mais pra “Thierry Boutsen dos anos 2000”, pois ainda que seja um bom piloto, sendo constante e cauteloso, não empolga como seu colega de equipe Robert Kubica (ainda que dê lampejos de capacidade e arrojo, como a última volta em Spa 2008, onde ultrapassou vários pilotos em poucas curvas). Tende a sair do circo da F1 como “o piloto que correu e nunca vingou”.

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Robert Kubica: O polaco com certeza foi o melhor piloto no time. Entrou por acaso, substituindo Jacques Villeneuve, ainda durante a temporada 2006, quando apenas era piloto de testes da escuderia. Kubica foi não só o primeiro polonês da BMW como o primeiro da história na F1, representando com estilo o seu país, pois já conta com uma vitória no currículo.

Ao contrário do colega Heidfeld, é marcado por um estilo bastante agressivo e arrojado, que lhe rendeu uma vitória, vários pódios e uma disputa belíssima com Felipe Massa, no Japão em 2007, um hit no Youtube. Em 2008 chegou a ser líder do campeonato por uma corrida, lutando até a penúltima etapa pelo título, tudo isso com menos de dois anos e meio de experiência na F1. Kubica pode ser considerado dos bons, mas falta saber se tem cacife pra ser campeão. Isso só o tempo dirá.

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Sebastian Vettel: A revelação da Alemanha, vice-campeão de 2009, teve sua estréia no circo correndo pela BMW Sauber, onde foi promovido a terceiro piloto após Kubica entrar pra o time principal. Foi apenas uma corrida – O GP dos Estados Unidos de 2007 – mas foi o suficiente para se tornar o piloto mais jovem a pontuar Fórmula 1. Naquela época ninguém conseguiria saber se Vettel seria dos grandes ou não, logicamente, mas o sétimo lugar em que alinhou na corrida, sem jamais ter classificado antes, sequer, já indicava muita coisa. A carreira dele foi curta como piloto pelo time, no entanto como terceiro piloto, teve bons préstimos, sempre conseguindo bons resultados nos treinos livres para os GP’s.

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OBS: como diria Moraes Moreira, "por que parou? Parou por quê?" Já, já Pedro Ivo volta com o terceiro post da série especialmente dedicado a "alma de bigode" (hauhauau) da BMW Sauber.

OBS2: a ilustração da análise do Pedro sobre o Kubica também é um wallpaper (1200 X 768). É só clicar, salvar e deixar a imagem centralizada.

Quanto a ilustração do Vettel, essa ficou "mais ou menos pronta" no início de fevereiro, pouco antes de postarmos a parte final sobre o Dossiê Nipônico, portanto não foi feita nas dimensões necessárias paa ser um papel de parede.

Qualquer dia (depois que ele for campeão?) faço um papel de parede só com o GP dos EUA de 2007 em homenagem ao cara.

Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

@FernandoRingel

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O DOSSIÊ BÁVARO:

__E aí amigos leitores, tudo bem? Eis aqui mais um exemplar dos dossiês que inauguramos com a Toyota, também chamado de “O Dossiê Nipônico”.

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Esse dossiê surgiu, na verdade, até antes do da Toyota. Só que há uma pequena diferença: a BMW avisou ainda durante a temporada que sairia da F1, e a Toyota pegou todo mundo de surpresa. Além disso, a trajetória dos japoneses foi mais longa que a dos alemães, por isso eu optei (e creio que o Fernando também acatou) de começarmos pelo dossiê maior e darmos continuidade com o menor.

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A saída da BMW pegou todo mundo de surpresa, logicamente, ainda mais pois se desconsiderarmos a temporada 2009, eles tiveram uma trajetória apenas ascendente. Mas, frente a isso vale lembrar, a BMW não é uma montadora qualquer. Tem uma história longa e corrida na Fórmula 1 e igualmente longa em outras categorias, além de ser uma das marcas de automóveis mais respeitadas no mundo.

E obviamente, caro leitor, que todo o nível de detalhes e informações que você encontrou no dossiê da Toyota, você também encontrará aqui.

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Um forte abraço a todos e boa leitura!

Pedro Ivo.

__“Pô, logo a escuderia que eu torcia?”, foi o que eu pensei naqueles meados de 2009, quando a Bayerische Motoren Werke, também conhecida por Bavarian Motor Works, ou simplesmente BMW para a maioria do povo, decidiu sair da Fórmula 1.

Fazia muito tempo que eu não tinha um time que eu torcesse pra valer na F1, e a BMW Sauber era o time que eu curtia por lá. Desde o carro, que mesclava uma pintura branca, azul e vermelha, que além de elegante lembrava a tradição dos bávaros em corridas, até a dupla de pilotos, uma das que melhor representava o time na minha opinião.

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Comecei a acompanhar a carreira deles ao voltar a me interessar por F1, em fins de 2005. Soube da compra da Sauber pelo grupo BMW, que anteriormente era parceiro da Williams. E sabendo do histórico da montadora na categoria – trazendo boas lembranças, como o título de 1983 de Nélson Piquet a bordo do belíssimo Brabham BT52, e os bons números que a Williams alcançou com os propulsores alemães entre 2000 e 2005 – imaginava que o futuro poderia reservar coisa boa.

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“Coisa boa” soa até pouco pra feitos como ter sua própria categoria nas fórmulas menores (F-BMW), que revelou bons pilotos ao redor do mundo, e também a disputa em competições como Endurances, onde foi campeã com o modelo V12 LMR, que foi construído em parceria com a Williams F1. E se não bastasse isso tudo, povoa o sonho de dois tipos bem distintos de entusiastas de carros: os que curtem esportivos (com seus modelos M3, M5, M6, Z4 M Coupé e M Roadster, X5 e X6 M, entre outros), todos frutos da Motorsport GmbH, divisão de competições da montadora, que também forneceu o know-how para o time da F1. Como os que curtem carrões luxuosos (com a Série 7, modelo de maior luxo da montadora). Sentiu o poder dos alemães?

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A trajetória do time na F1 não poderia ser das melhores. Em 2006 foram dois pódios que surpreenderam até eles próprios. Em 2007, a meta era andar na frente mais constantemente, e conseguiram. Em 2008, ao menos uma vitória, e novamente conseguiram. E em 2009... a coisa desandou, ajudada pela crise econômica mundial, pelo regulamento louco da F1, que muda de ano em ano, e pelo próprio desinteresse da montadora a partir daquela época.

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Aqui veremos um apanhado histórico de fins de 2005 até o final da temporada 2009, da meteórica ascensão, e igual queda, de uma gigante alemã das pistas e estradas, junto com Mercedes e Audi, e uma das marcas mais respeitadas quando o assunto é luxo com esportividade.

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____________________ 2006 a 2009: As temporadas e os carros

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2006: Na verdade, os primeiros esboços do que viria a ser a BMW Sauber surgem em 2005 ainda. A montadora da Bavária, depois de anos de parceria com a Williams (que se iniciaram em 99, em Le Mans, e não em 2000 na F1, como todos pensam), decidira que alçaria vôo com as próprias asas. O primeiro entrave, porém, surgiu ainda em 2005. Frank Williams, parceiro dos alemães por seis temporadas (2000-2005), não estava disposto a vender ou ceder a maioria de sua escuderia. Então, a BMW foi atrás de outro time: a Sauber.

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Peter Sauber, que tem uma história longa na F1 também – ainda que nunca tenha conseguido resultados realmente comparáveis ao esforço que seu time faz – realizou uma parceria em que um grande percentual de seu time seria vendido, mas não a totalidade (fala-se de cerca de 75%). Com isso, a sede da recém-nomeada BMW Sauber seria em Hinwill, na Suíça, e a outra sede seria em Munique, na terra dos germânicos.

Nos pilotos, veio um de cada time. Nick Heidfeld veio da ex-parceira Williams – onde correu na temporada 2005 – e da Sauber ficou Jacques Villeneuve, já que Felipe Massa iria para a Ferrari em 2006. O motor, por exigência do regulamento, já nascia V8 sob o nome de BMW P86, sigla que seria seguida nos anos posteriores: P86/7, P86/8 e P86/9.

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A dupla de pilotos mostrou que o F1.06 não estava tão aquém dos times de ponta, atingindo um 5º lugar e 36 pontos no certame daquela temporada, ou seja, pontuando bastante regularmente. Só a nível de comparação, a Toyota, na mesma temporada e com mais anos de experiência na categoria fez 35 pontos e ficou em sexto.

Ainda nessa mesma temporada Villeneuve sairia alegando uma “dor de cabeça” (que na verdade foram resultados insatisfatórios, com sua melhor atuação sendo um 6º lugar na Austrália) e fora substituído pelo veloz polonês Robert Kubica. Nessa temporada, ainda, Kubica conseguiria um terceiro lugar em Monza e Heidfeld não ficou pra trás, conseguindo a mesma posição na Hungria. A coisa pra 2007 prometia. E muito.

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2007: Mario Theissen, chefe de equipe do time, se surpreendeu com os bons resultados de 2006, e previu – com os pés no chão, logicamente – que seu time poderia crescer mais para o certame desse ano. E ele não estava errado. Em sua segunda temporada, a BMW Sauber conseguiu nada menos que 101 pontos (!) e um segundo lugar nos construtores (!!). Tudo isso pra um time que estava em sua segunda temporada, tinha um de seus pilotos que sequer havia corrido uma temporada completa e começava a correr com uma nova marca de pneus (Bridgestone, que se tornou a única fornecedora para a F1 naquele ano)!

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Nesse ano reinou a regularidade: em todas as corridas ao menos um carro terminava, e sempre nos pontos. Apenas três vezes um deles não esteve entre os ponteiros, e, além disso, houve somente três abandonos. O F1.07 mostrava que era um carro de ponta, e a BMW Sauber mostrava que era equipe grande e poderia brigar pela ponta, sim. No GP do Canadá, Kubica sofreria um terrível acidente que fez muitos se lembrarem do pesadelo que foi a morte de Ayrton Senna em 1994, e no GP seguinte um tal Sebastian Vettel o substituiria, conseguindo um ponto nos EUA.

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No somatório geral do ano, basta dizer que desbancou a Renault – campeã da temporada passada – e ainda herdou o segundo lugar da McLaren, que perdeu todos os pontos de construtores no caso de espionagem que marcou essa temporada. 2007 foi fechado com boas perspectivas para os germânicos. E Mario Theissen já falava: “não nos surpreenderá se em 2008 vencermos uma corrida”.

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2008: Com os bons resultados do ano anterior, todo mundo sabia que a BMW já estava na linha de frente da Fórmula 1, desbancando a Renault. Seus dois pilotos já tinham mostrado potencial e competência nas duas temporadas anteriores, e todo o time de engenharia se esmerava pra fazer carros melhores e mais competitivos. O F1.08 foi apresentado mostrando relativas diferenças no design em comparação ao F1.07. O carro possuía várias “asas”, tendência que foi altamente copiada e seguida por todos os times em 2008. O time estreou em Melbourne com um pódio e essa palavra seria corriqueira em 2009 para o time: foram nada menos que dez durante as dezoito corridas da temporada.

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Além de constantes pódios, veio a primeira pole, conquistada com Kubica no Barein. Não só foi a primeira pole da equipe como também a do piloto. E o melhor ainda viria no Canadá para o polonês. Depois de, no ano anterior, quase perder a vida lá, fechou a corrida com a sua primeira vitória e a primeira – e infelizmente única – da BMW Sauber. De quebra, nessa mesma corrida, Nick Heidfeld fechou a dobradinha, ainda que muitos considerem que essa corrida deveria ter sido ganha pelo pequenino alemão. Heidfeld também honraria o apelido de “Quick Nick” conseguindo duas voltas mais rápidas, na Malásia e na sua terra natal, a Alemanha.

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A temporada 2008 foi tão boa para o time que até o GP do Japão eles tinham chances reais de título de construtores, e Robert Kubica, que chegou a liderar por um curto tempo o campeonato, poderia ser campeão, mesmo que por chances mais matemáticas. As chances se tornaram mais escassas na China, quando os dois carros pontuaram, mas ficaram abaixo do pódio, com Heidfeld em 5º e Kubica em 6º.

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Estranhamente no GP do Brasil, corrida de encerramento daquele certame, nenhum dos dois carros pontuou, algo que deixou o circo e muitos torcedores – incluindo este que aqui escreve – com a pulga atrás da orelha. Com isso fechou-se uma incrível seqüência de 34 corridas onde pelo menos um dos carros pontuava, resultado digno de Ferrari nos tempos de Schumacher. 135 pontos, um terceiro nos construtores e um piloto – Kubica – que por pouco não ficou entre os 3 melhores da temporada. A expectativa era de um 2009 muito bom, mas...

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2009: Ok, a temporada já começou com tudo de pernas pro ar. Os carros, que em 2008 tinham mais asas que um triplano Fokker da primeira guerra mundial, agora haviam virado aberrações, com um design excessivamente reto e com quase completa ausência de apêndices aerodinâmicos. Os bávaros, por sinal, foram os primeiros a apresentar seu “estudo”, com esse design, que de tão estranho ganhou o nada carinhoso apelido de “tubarão-martelo”. Além disso, havia também o KERS, que deveria dar mais potência para ultrapassagens e não se mostrou tão útil assim para as equipes. Nessa temporada com tudo às avessas, a BMW Sauber projetou que brigaria novamente pelo título.

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O ano começou promissor, com Kubica brigando com Sebastian Vettel – que ironicamente o substituiu dois anos atrás numa corrida – por um segundo lugar. Os dois se tocaram e ninguém pontuou. No entanto veio o dilúvio da Malásia e, ainda que tenha vindo somente metade dos pontos, Nick Heidfeld atingiu um segundo lugar. Só que todas as corridas até então foram totalmente atípicas. E justamente quando a coisa se “normalizou”, a BMW passou a sofrer.

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Da seqüência de corridas pontuando em 2008, veio um período comprido de vacas magras, onde após nove corridas (da China até a Europa), os dois pilotos haviam somado somente 5 pontos, oriundos de dois sétimos lugares e um oitavo. Na Bélgica, onde a diferença entre os carros se dilui, a BMW deu um lampejo do bom desempenho do ano anterior e colocou seus dois carros nos pontos novamente. Nas corridas seguintes houve alguma pequena melhora, mas sempre ficava aquém do que foi em 2008, e ainda mais aquém das grandes daquela temporada (Brawn GP e RBR).

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Nesse mesmo tempo veio o anúncio de saída do time, alegando que era uma saída estratégica, em virtude da crise econômica mundial que se instalara naquele ano. No entanto, ainda viria um pódio, de uma bela exibição de arrojo de Kubica, no GP do Brasil, onde foi o último pódio do time. Heidfeld teria a “honra” de marcar os últimos pontos da BMW Sauber em Abu Dhabi, no inédito GP dos Emirados Árabes Unidos. Em 2009 foram 36 pontos e um sexto lugar nos construtores, nada menos que o pior resultado desde a sua estréia.

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OBS: na segunda parte dessa série, Pedro Ivo traz o perfil de todos os pilotos da BMW na F1. Ah, as ilustrações são de um tal Fernando Ringel. Nunca ouvi falar.
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Um abraço,
Fernando Ringel (KKKK)
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Charge: Robert Kubica, antes e depois

__Fui no supermercado fazer compras e de repente vejo o Kubica na prateleira das fraldas, ahuhauhauhauhuahuahuhauhauhauhauhauhauhauhuahauhua.

OBS: olha a coincidência... o nome da marca de fraldas é SapeKa, com "k" de Kubica, kkkkkk.


Um abraço,
Fernando Ringel
ferigel@yahoo.com.br

quarta-feira, 10 de março de 2010

GUIA VEL MAX F1/2010: Renault

RENAULT F1 Team: De volta para o futuro???

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"feringel@yahoo.com.br: e a Renault?

[c=12]Pedro Ivo: Agora com Kubica e Petrov, a equipe mudou muita coisa. Um grupo de investidores comprou o time e tal. Ela não é mais a Renault exatamente, embora o design do carro tenha ficado muito parecido com o do ano passado.

Particularmente, acho q se ele andar bem vai ser mais pelo Kubica que pela qualidade do carro.

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feringel@yahoo.com.br: e o Petrov?

[c=12]Pedro Ivo: Meio mal. O carro já não é muito bom, e ele também não conseguiu muita coisa. O problema parece ser o posto de segundo piloto da Renault... sei lá, meio amaldiçoado..."

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__Coincidência ou não, faz algum tempo que escrevo um texto sobre a equipe francesa. Sabe qual o nome? “A Maldição do Carro n°2 da Renault”. Claro, o nome da maldição é.... $$$$. Só existe dinheiro para investir no primeiro piloto, escolhido a dedo. O segundo carro serve para cumprir o regulamento e testar novos talentos na base do, “se você conseguir andar nesse carro, vc é um gênio”. O problema é que o nome Renault é muito importante, e sua história vem incinerando bons talentos nas últimas temporadas.

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No meio da falta de dinheiro (coisa comum no automobilismo top desde que os patrocinios tabagistas começaram a sofrer restrições), o time teve boa parte de suas ações compradas por um grupo russo. Vejam só como as coisas mudam: nos anos 80, por duas vezes Bernie Ecclestone tentou colocar Moscou (como circuito de rua) no calendário da F1. Considerado uma “diversão besta” pelos líderes soviéticos, não deu.

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Nos 80, quem imaginaria que a própria União Soviética estaria tão próxima do fim? Naquela época, a maior esperança do leste europeu era o húngaro Czaba Kérja, falecido em uma corrida de F3 em 1988. Não parecia haver nenhuma chance de que, em dias não muito distantes, um polonês e um russo formarem uma dupla na F1. Muito menos que fosse por uma equipe importante para a história da categoria como a Renault, equipe clássica patrocinada pela... LADA!

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Nessa “nova Renault”, a viagem pelo passado continua: a utilização das cores oficias da montadora francesa na F1, amarelo e preto, dão um recado do tipo, “nós ainda somos Renault, a primeira a desenvolver um motor turbo na F1. Nos respeitem!”.

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FIca no ar algo do tipo, "é só a pintura do carro ou o pessoal da Renault também está com um sorriso amarelo???" Digamos que... “a situação atual na Renault está russa”, kkk.

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11 - Robert KUBICA (Polônia)

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Quem é?

Eterno favorito parte para a difícil tarefa de tentar recolocar a Renault nos eixos. Demonstra muito mais capacidade do que seus (bons) resultados podem sugerir.

Apontado por muitos como uma espécie de “Clay Regazzoni sem bigode”, Kubica tem um ponto fraco de luxo, (coisa que não é para qualquer um): se assemelha muito a Jean Alesi... e não estou falando isso porque ganhou sua primeira corrida em Montreal, após todos os favoritos terem problemas, nem por “pegar na unha” uma equipe tradicionalíssima em um péssimo momento...

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Jean Alesi tinha essas mesmas características: era o queridinho de todo mundo, mas o tempo foi passando, passando, o tal carro vencedor nunca apareceu... até que o cara ficou velho demais para correr em uma equipe Top.

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Por que eu disse isso? Ao que parece, com essa Renault R30, Kubica não vai conquistar sua segunda vitoria em 2010. Te cuida brother...

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Vale o quanto pesa?

A equipe passa por uma profunda reestruturação, tão profunda que mesmo após a contratação de Kubica muito se falava sobre a possibilidade do time simplesmente abandonar a F1. Por essas e outras, obviamente o polonês terá todos os esforços da equipe, o que é fundamental para o bom desempenho de um piloto.

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Talento, experiência, agressividade, paciência, tudo Kubica tem. Só está faltando "o" carro. Tirando as pinturas do seu capacete, dá para falar que este piloto não tem defeito nenhum, eheheh.

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12 – Vitaly PETROV – (Rússia)

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Quem é?

Com nome e sobrenome estranhamente fáceis de ler e escrever (kkk), Vitaly é o primeiro russo a chegar a F1 (Stalin deve estar se revirando no tumulo, kkk). Ano passado vice campeão da GP2.

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Não foi exatamente brilhante na pré temporada... se é que dá para tirar alguma conclusão das pré temporadas (ainda mais essa em que o regulamento mudou radicalmente).

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Menção honrosa para a pintura do capacete, NOTA 10!

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Vale o quanto pesa?

Nos últimos 3 anos, este mesmo segundo carro da Renault queimou dois pilotos que aparentavam ser futuros campeões: Nelsinho Piquet e Romain Grosjean.

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Petrov vai dirigir está senta no cockpit que promete ser “a” fogueira nesta temporada. Bem ou mal, o russo está na Renault, então, não há o que se desculpar. É o preço que se paga pela grife. Se Petrov iniciasse sua carreira na F1 em uma equipe de menor expressão, talvez contasse com um carro melhor e certamente muito mais tempo para mostrar se merece estar na categoria.

Na Renault, mesmo no segundo carro, fica feio largar no final do grid... até para um iniciante.

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Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

domingo, 7 de março de 2010

Separados no Nascimento: FEBRE AMARELA

__Demorei, mas o post finalmente está no ar. "RAPAIZ", não é que você está coberto de razão??? Exceto as laterais vermelhas dos aerofólios (by Total, petrolífera que curiosamente patrociniou e forneceu combustível para a Jordan por muitas temporadas), o Renault deste ano é mesmo muuuuuuuuuito parecido com a Jordan EJ15.

Só por curiosidade, este foi o último carro da Jordan na F1. Na foto vemos o português Tiago Monteiro rumo ao seu primeiro pódio, o último da equipe, no GP dos EUA de 2005 (corrida em que a Michelin acidentalmente "assassinou" Indianápolis), lembra? Seis carros largaram e Monteiro fez a sua parte, derrotando o companheiro Karthikeyan no mano a mano.

Não estou querendo rogar praga, mas parece que assim como a dupla da Jordan em 2005, Kubica e Petrov terão que se beneficiar de situações bastante adversas para conseguir resultados de maior expressão em 2010...
RESUMINDO: Agora vamos ver se o Kubica é mesmo tão bom o quanto parece.

OBS: prestes a se aposentar, Gil De Ferran teve chances concretas para finalmente correr na F1, no Jordan EJ15. Depos de Fittipaldi, Piquet e Senna, Gil é o maior vencedor do automobilismo brasileiro (venceu onde correu), e apesar da tentação, sabiamente optou por assisitir a F1 do sofá.

OBS2: No início da temporada ninguém apostaria um real que o Jordan EJ15 com motor Toyota conseguiria um pódio, mas caso tivesse aceitado o risco, no mínimo Gil teria conseguido o pódio em Indianápolis, o que seria épico já que o brasileiro venceu a Indy 500 em 2003.


Um abraço,
Fernando Ringel

sábado, 7 de novembro de 2009

Combinação Perfeita:

__Em 1995 os "amigos do peito e irmão camaradas", Franck Arciero e Carls Wells, resolveram tornar a amizade em equipe de Fórmula Indy. De saída "contrataram o dinheiro" do japonês Hiro Matsushita (ahuahuahuah), filho do dono da Panassonic.
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Para a tempoarada 96, a dupla conseguiu o patrocínio da MCI e, apesar dos resultados pouco animadores (muito em função dos motores Toyota, na época, fraquíssimos e pouco confiáveis), nasceu uma das pinturas mais marcantes da última fase da CART.
Naquela temporada, com mais dinheiro, a equipe passou a ter dois carros. O primeiro para o ex-F1 Max Papis e outro para... Jeff Krosnof, vítima fatal de um dos acidente digno de filme de terror.

Como diria Geraldo Vandré, "pra dizer que não falei das flores", as coisas foram melhorando pouco a pouco, através dos pontinhos que o "Mad" Max Papis conquistava regularmente.
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Quando o italiano foi contratado para substituir Bobby Rahal, na Rahal (que coisa, hein???), a Arciero tinha outro nome: PPI Motorsport, e foi nela que Cristiano da Matta estreou na Indy, exatamente no mesmo ano em que o veterano Scott Pruet se despedia da categoria.
Assim como o Pruett, desde o início desta década, PPI Motorsport corre na Nascar.
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Coisas Estranhas que Você Só Vê Por Aqui (57)


_ Engraçado. Semana passada eu
estava pensando em como esse carro,
e essa temporada desatrosa da BMW, me lembram a "bela porcaria" do projeto BT 55... com motores BMW, que afundou a grande equipe Brabham de 1986 em diante...
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Vale lembrar que naquela época, o fracasso do projeto representou a saída oficial da montadora alemã da F1.
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Uma imagem fala mais que mil palavras??? Pelo menos na montagem ao lado, parece que sim.
Bye bye Ned Flande, ops, Mario Theissen... vou sentir falta de vocês...
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Um abraço,
Fernando Ringel

quinta-feira, 26 de março de 2009

Guia Velocidade Máxima F1/2009: BMW

__Tudo bem na BMW, como é normal por lá. Enquanto todos falam da falta de competitividade do novo carro da Mclaren e o pessoal da Ferrari se preocupa em não entender o desempenho da Brawn GP, a BMW trabalha quietinha desde o final do ano passado.
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Sob o comando do sempre discreto Mario Flanders, ops, Ned Theissen, ehehehehe, o “bigode”, (você sabe de quem estou falando do Mario Theissen, né?), a montadora alemã foi a primeira a “horrorizar” o mundo com as esquisitíssimas formas impostas pelo novo regulamento. A pintura segue a mesma, elegante e tudo, mas quem dera se eles usassem o layout criado pelo Bruno Mantovani. Acho que não sou o único que achou linda a combinação entre preto, azul celeste e branco. Isso embelezaria muito o chassis pra lá de feioso que, como é tradição na equipe, deve ser muito confiável e veloz.
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Sei não, mas, enquanto todo mundo está falando que o carro branco da Brawn GP pode ser a grande surpresa do início do campeonato, penso que o grande carro da temporada tem muitas chances ser branco mesmo, porém de outra equipe, no caso a BMW... coisa que considero bem mais realista.



Robert Kubica (nº5): Meu brother, separados no nascimento, começa a temporada muito bem cotado. É dos poucos do grid que dá a sensação que pode tirar tudo e um pouco mais carro e, o principal, sem destruir nenhum chassis.
Prova disso foi o desempenho da primeira metade do ano passado, quando, mesmo sem o melhor carro, o polonês chegou a liderar o campeonato pr alguns minutos, no encharcado GP da Inglaterra.

Me parece natural pensar que Kubica será o primeiro polonês campeão da F1, e não digo isso porque ele é da “minha família”, kkk.

Só para finalizar, com um estilo agressivo e seguro, se Kubica usasse bigode e nós estivessemos nos anos 70, eu diria que, na verdade, o primeiro piloto da BMW se chama Clay Regazzoni.

Nick Heidfeld (n º6): Após quase 10 anos na categoria, Heidfeld ainda é uma promessa. Por quê? Bom, o alemão dá a impressão de que ainda pode melhorar, só que ainda não venceu a sua primeira corrida na F1. Para exemplificar, você se lembra do Hulk???? Aquele super herói da Marvel? Pois então, sempre que fica nervoso, Hulk se transfomar no super herói que todos conhecemos, né? Acredito que, assim que vencer a sua primeira na F1, possa acontecer esse "Efeito Hulk" com o Heidfeld. E não estou dizendo isso porque a nova pintura do capacete dele (mais uma, afff...) é verde.

Desde 2007 Heidfeld vem correndo muito bem, só que ano passado, Nick, na BMW, sofreu do mesmo problema que o Bourdais, na STR: um companheiro de equipe muito badalado.

Só por curiosidade, vocês já repararam que, quando está barbado e vestido com o uniforme branco da BMW, Nick lembra um Jedi (do filme Guerra nas Estrelas, lembra?).

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Um abraço,

Fernando Ringel