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segunda-feira, 30 de março de 2009

***** 5 Estrelas (Austrália/2009) *****

__Hoje de manhã recebi um e-mails do Pedro Ivo, um dos nossos principais colaboradores aqui no VEL MAX:

"Depois da corrida emocionante deste último fim de semana lhe proponho em fazer uns posts em conjunto. O primeiro seria nos moldes do que vc fez sobre a primeira corrida do ano passado, onde vc atribuiu uma nota entre 1 e 5 estrelas para cada piloto. Mas proponho fazer o mesmo com as equipes, e quem sabe eleger alguns ícones por corrida, como: "o ás", "o esforçado", "o azarado", "o braço-duro", "o veloz", "o mediano", "o sortudo"... coisa do tipo, entende? Quando puder mande um e-mail dizendo o que vc achou, certo?Abração!

Como achei auma ótima idéia, respondi na hora dando o OK e à tarde recebi o belo post, escrito pelo Pedro, que vocês leem logo abaixo. Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.

Um abraço, Fernando Ringel

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Ferrari(*): Na verdade uma estrela é o máximo. Se existisse zero estrela, é o que ela merecia. Andou menos que o esperado, teve o pior início de temporada em mais de 10 anos. E Nenhum dos 2 pilotos sequer teve um desempenho consistente pra a gente poder dizer alguma coisa enfim...

McLaren (**): Andou pouca coisa melhor que a Ferrari, se levarmos em consideração que o modelo 2009 ainda é bem desequilibrado e que com esse carro Hamilton lutou bem por posições. Teria ganho mais estrelas se n fosse o desempenho apagado de Kovalainen.

BMW (***): A equipe por um lado andou mal com Heidfeld, mas quase pegou um pódio com o Kubica. Se n fosse o polonês ter sido tão afobado, teria saído da Austrália com pontos que mais tarde podem ser muito preciosos. Ao menos mostrou que pode vir forte pra as próximas corridas.

Renault(**): Pelo jeito o R29 é outro carro mal-nascido que o Alonso vai carregar nas costas. Fez exatamente isso nessa corrida. Por outro lado seu companheiro Nelsinho Piquet largou bem e andou razoavelmente bem, até a relargada onde ele rodou e culpou os pneus/freios. Ao meu ver uma desculpa das mais esfarrapadas

Toyota (***): Conseguiu um desempenho nos treinos livres e na corrida que dava pinta de quem veio com gás essa temporada, mas foi altamente prejudicada por punições. Seus dois pilotos largaram dos boxes a um deles conseguiu chegar em terceiro (ainda que na sorte), mas uma nova punição estragou a festa dos nipônicos. Pelo esforço, mereceu 3 estrelas, e pelo menos um de seus pilotos, quem diria, beneficiado pelas punições, ficou com a 4ª colocação.

Williams (***): Mostrou nos treinos livres, e um pouco menos na classificação, que veio com munição pra brigar esse ano. Na corrida, teve duas situações bem distintas, a cagada de Nakajima, e o senhor arrojo de Rosberg, que foi prejucado no final da corrida pelos pneus ultra-quebradiços da Bridgestone, já que seu carro rendia bem. Como consolo, ao menos teve a melhor volta da prova.

Brawn Racing (*****): Cinco estrelas parece redundância, mas foi uma equipe que sobrou o final de semana todo, e ainda mais sendo estreante. Button fez uma corrida no melhor estilo Schumacher na Ferrari ou Prost na sua temporada final na Williams. Barrichelo teve uma sorte que raramente se viu nos seus 16 anos de F1 e completou a dobradinha q entrou para a história

Force India (****): O conjunto motor-câmbio Mercedes-Benz deu aos indianos a vida que faltava á equipe, ainda mais se considerarmos que, como a Brawn, apresentou tarde seu carro e teve pouco tempo pra desenvolvê-lo. Andou por vezes entre os ponteiros e inicia 2009 como uma temporada promissora.

RBR (***): A exemplo da BMW, teve um piloto andando muito bem e outro com desempenho apagado. E novamente a exemplo da BMW, perdeu pontos que mais tarde poderiam ser preciosos. Destaque para Vettel, que lutou como um guerreiro, andando na mesma toada da Brawn, mas que como Kubica perdeu o pódio por um toque que não precisava ter acontecido.

STR (***): Para uma equipe que vinha desde a pré-temporada com mais desconfianças que qualquer coisa, o time B da RBR andou bem. Buemi n chegou a fazer chover, mas estreou bem, e Bourdais não andou bem.Prêmios "simbólicos".

Como promessa é dívida e, em um post digno de 5 estrelas, agora Pedro Ivo analisa os pilotos que mais chamaram atenção:

O Ás: Merecidamente Jenson Button, que fez uma corrida sem tomar conhecimento de adversário nenhum, levando apenas um calorzinho de Vettel e de Kubica no final. Por sinal, O almeãozinho da RBR e o gigante polonês da BMW também mereceriam esse título, mas o toque dos dois lhes tirou esse prêmio.

O Guerreiro: Sem dúvida esse foi Nico Rosberg. Com uma Williams que há umas temporadas não vem com gás, rendeu mais que o esperado desde os treinos livres. E, não fossem os pneus macios da Bridgestone desgastarem na velocidade da luz, ele teria ido ainda melhor. Barrichelo também seria merecedor desse título, mas seu carro lhe dava muito mais condições para tal feito que o Williams de Rosberg.

O Arrojado: Vettel leva, pois foi um dos poucos, junto com Kubica, que andou perto da Brawn Racing. Se continuar assim, num futuro bem próximo levará a RBR á sua primeira vitória, depois á segunda, depois á terceira...

O Esforçado: Alonso leva incontestavelmente esse título. Apesar de Hamilton também ter guiado um McLaren com problemas, o espanhol teve um carro muito menos regular que o McLaren, e mesmo assim andou bem.O Apagado: Esse aqui fica dividido entre três pilotos. Tanto Heidfeld quanto Webber se danificaram na primeira curva após a largada. Mas nenhum dos dois andou bem no decorrer da corrida, justo quando tinham que correr atrás do prejuízo. E Bourdais, vá entender, não fez nada de relevante a corrida toda e ainda viu seu colega estreante chegar aos pontos.

O Afobado: Robert Kubica fica com esse prêmio. Poderia muito bem lutar pelo segundo posto com Vettel numa briga bonita, mas preferiu arriscar tudo numa curva só, e ainda mais numa curva que era deveras arriscada pra se fazer isso. Resultado: um toque e nenhum ponto pra levar de recordação

O Braço-duro: Kazuki Nakajima, que nos fez recordar das trapalhadas de seu pai, ao bater sozinho num lugar onde não tinha nada. Por mais que aquela saliência na pista fosse alta, não era justificado aquele descontrole

O Bundão: Vai soar como implicância, é fato, mas esse título vai pra Nelsinho Piquet. Por razões citadas acima, ele mereceu esse prêmio.

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Texto esrcito por

Pedro Ivo

Notas sobre o GP da Austrália/2009

+ Não fosse a minha esposa me cutucar, eu nem teria ouvido o despertador. Levantei na escuridão. Liguei a TV, e como o volume estava alto, tentei abaixar rápido, mas no escuro, praticamente dormindo em pé, na pressa para abaixar o volume, não sei o que fiz... dei uma de “Barrichello da Meia Noite” e tive que assistir a corrida em preto e branco. #$%#%$@%$¨@5#¨$¨$*%¨#&$#%&!!!!

+ Enquanto eu tentava fazer a cor da TV voltar, nem vi o Barrichello ficando pra trás. Quando sintonizei a Globo, Button já estava fazendo a primeira curva e o Cleber Machado dizendo, “Acho que o Barrichello ficou”... fazia tanto tempo que o Barrichello não tinha chances de vencer que eu nem lembrava mais como era a sensação de torcer pelo Rubinho. Pensei comigo mesmo “Como é irritante torcer pro Barrica, hein?”.

+ MOMENTO FREUD: A impressão que dá é que Rubens é um cara que fica com a barriga cheia só de sentir o cheiro do banquete, que se engasga coma própria saliva... antes mesmo de por o primeiro pedaço de comida na boca... resultado “aquela largada”.

+ Após sobreviver ao strike da primeira curva, Barrichello “Duro de Matar” correu melhor com o bico quebrado do que após trocar por um novo. Vai ver é porque o aerofólio dianteiro é “tão enorme”, que, quanto mais quebrado, mais leve fica o carro...

+ Ainda sobre o strike da primeira curva, se estivesse em uma RBR, ou um carro menos robusto, duvido que o Barrichello, com ajuda divina e tudo, teria continuado na corrida.
O carro parece indestrutível, ou, sei lá, feito de Super Bonder.

+ Parabéns ao Seu Bond, Ross Bon... ops, Brawn. James Brawn, ops, Ross Brawn.

+ Desse jeito, Ferrari, e as outras choronas do grid, vão apelar à FIA mais ou menos assim: “Desse jeito não vale! O Barrichello correu com o F4 apertado”, kkkkkk. Quem já jogou alguma das edições da clássica série GRAND PRIX entendeu, kkkk. F4 = indestrutível.

+ Falando serio, o desempenho surpreendente e as cores berrantes da Brawn me lembram muito a Ônix.

+ Você não lembra da Onix? Essa era uma equipe de 1989 que era financiada por um belga maluco que parecia o Papai Noel.

+ Voltando a 2009, e o Kova, hein? Coitado, se depender da sorte, está mesmo rumo à Force Índia.

+ Falando da equipe do seu “Dhalsin” Mallya, e o pis stop do Fisichella, hein? Visualmente, foi um misto de Mansell no Estoril em 89 e Boutsen no Brasil em 90. Só não teve pneu voando pelo pit lane... Giancarlo está cada vez + com cara de “Thierry Boutsen na Ligier”.

+ Que o diga o gente fina Raphael Serafim no seu (ótimo)blog, http://full-machine.blogspot.com/2009/03/trofeu-joinha.html

+ ... mas tudo isso é explicado por uma frase do Alesi, na época, 1993, em que ele sofria com o chassis da Ferrari (novidade, né?) “O ideal é andar entre 70 e 80% do que você pode e estou sempre dando 130 % de mim para andar rápido.”. Isso explica muitas aparentes bobagens do Alesi, e claro, demonstra que, mesmo com o contrato com a Mclaren, para colocar a Force Índia andando em sétimo lugar, o Fisichella estava andando a 130%.

+ O que deu para perceber sobre o design é que, os novos carros são uma estranha mistura entre o bico gordo das Benettons dos anos 90 com uma asa dianteira que lembra um misto entre pára-choque de Fusca com pára-choque de Nascar. Já o aerofólio traseiro parece o Lola usado na Indy em 1986 comum Santo Antônio baseado no Corcunda de Nortre Dame.
Ou seja, o novo shape dos carros é um Frankstein sobre rodas.

+ VENENO MODE ON: Faltando 18 voltas para o final, Glock roda. Pensei “Glock rodando? Mas nem está chovendo...”, kkkk.

+ Aliás, a Toyota, apesar dos altos investimentos, não sai do lugar. Eles poderiam fazer propaganda da Super Bonder.

+ Apesar da desclassificação do Trulli, foi uma ótima prova da Toyota. Após a rodada, Glock iniciou uma linda recuperação, ultrapassando Alonso, passanod cheio de estilo pelo Rosberg e quem mais estivevesse pela frente...

+ Quanto a Williams. Que coisa hein? Coitado do Tio Frank. Ao menos o carro demonstrou ser muuuuuuuito melhor que o do ano passado.
Nakajima, até abandonar a lá o Papai Satoru, mais uma vez calou a boca de todo mundo.
Já o Rosberg, no final da corrida, parecia estar correndo na chuva enquanto os outros passavam por ele como se estivessem de pneus novos no seco.

+ Meu, as equipes que usam KERS, especialmente Hamilton e sua “Mclaren Alcalina”, deveriam fazer propaganda de pilhas de longa duração, tipo Duracell...

+ Buemi 8º???? Cara! O primeiro “Simpson suíço” da F1 além de marcar um ponto na sua estréia, ainda pôs tempo no Bourdais...

+ Cara, tô começando a desistir de torcer pro “Burdé”. Sei não,mas se continuar assim, é bem capaz que o francês se encha da F e volte para os EUA... como fe Michael Andretti nos anos 90.

+ Mais uma vez a Toro dá um peteleco na orelha do pessoal da RBR: “A Minardi com Chifres” marcou 3 pontos.

+ Ainda no pelotão do meio (KKKK,vou ser processado pela Scuderia) em Melborne, Massa e Raikkonen “SE FERRARI”.

+ KKKKKKK.

+ No pelotão da frente, a estréia desse Brawn GP 001 lembra a estréia do Brabham “Ventilador”, na Holanda em 78.
Até porque o Lauda venceu fácil enquanto seu companheiro, o bom John Watson, rodou no início da prova... e seguir na corrida com um ritmo bem apagado...

+ Infelizmente temos que dizer: Na Austrália/2009, Button ganhou por W.O.

+ E a Renault? “RENAULT WHO?”

+ Acompanhe o acidente entre Vettel e Kubica, “palavra-por-palavra”: Sebastian pegou o pódio e jogou dentro da privada. Kubica deu a descarga = Barrichello em segundo lugar.

+ De qualquer maneira, Rubens marcou 8 importantíssimos pontos. Se o Massa tivesse pensado no campeonato ao invés de tentar forçar uma vitória na Malásia, ano passado, não teria essa história de "sensação estranha", e, claro, o brasileiro teria conquistado o título de 2008.

+ Deus quis e, “Gilles VETTELleneuve” "ajudado" meu brother Kubica, proporcionaram à Brawn GP uma dobradinha histórica.
Duvida dessa tal ajuda divina? Afinal, está na Bíblia “os últimos serão os primeiros”.
E o que a gente tema dizer sobre isso? “Se Deus quiser”, “que seja feita a Sua vontade, amém”.
Parabéns à todos da BRAWN GP.


Um abraço,
Fernando Ringel

domingo, 16 de março de 2008

Notas - GP da Austrália

LEWIS HAMILTON (10) - Vai dizer o quê? Domínio total, desde o segundo treino de sexta. Pouco apareceu na transmissão da corrida, tamanho era o domínio com relação aos outros. Um bom jeito de fazer esquecer o lamentável fim de 2007.

NICK HEIDFELD (8) - Continua o mesmo: discreto, oportunista e extremamente eficiente. Poderia ter ido melhor nos treinos, mas o fato de ter evitado as confusões que assolaram a maioria dos pilotos faz seu conceito subir.

NICO ROSBERG (9) - Vem evoluindo a cada dia, assim como seu carro. Claro que ver seus adversários caindo como moscas-mortas ajudou bastante, mas ser rápido e evitar bobagens resultou em um belo pódio. Por fim, protagonizou a cena do fim de semana, ao abraçar Hamilton no parque fechado.

FERNANDO ALONSO (8) - O Renault não é realmente o carro dos sonhos, mas mesmo assim Alonso conseguiu um bom quarto lugar. Não sem largar no meio do pelotão, brigar com todo mundo, ganhar posições nos abandonos e ainda protagonizar um belo duelo com Kovalainen. Na pista, o piloto ainda faz a diferença.

HEIKKI KOVALAINEN (6) - Estréia morna na McLaren, com um desempenho correto nos treinos e uma corrida igualmente correta e até combativa ao brigar com Alonso e Raikkonen, mas prejudicada pelo último safety car. No fim, ainda errou e permitiu a passagem de Alonso. O 5º lugar, no fim das contas, foi um resultado justo.

KAZUKI NAKAJIMA (3) - Só chegou em 6º por causa dos abandonos. Não foi tão mal, mas esteve longe de impressionar. Se envolveu nas confusões da largada e, posteriormente, viria a tirar Kubica da corrida. Pela estupidez, perde 10 posições no grid da Malásia. Ainda se comporta como um piloto da GP2.

SÉBASTIEN BOURDAIS (7) - É um piloto esperto e que tende a errar pouco. Mas ainda precisa ser um pouco mais agressivo, especialmente nos treinos. Mais um que foi prudente o suficiente para ser beneficiado pelo alto número de abandonos. No fim das contas, a quebra do motor quando estava em 4º foi uma tremenda crueldade.

KIMI RAIKKONEN (3) - Fim de semana atípico, que começou com a liderança no primeiro treino livre e que terminou com um abandono estúpido no final da corrida. Problemas na bomba de combustível na classificação, largada fulminante, briga com Barrichello e Kovalainen e erros marcaram sua participação. Marcar pontos, no fim das contas, foi bom.

ROBERT KUBICA (7) - Não fosse aquela saída de pista, teria sido o pole com facilidade. Apesar disso, sua estratégia de fazer uma parada a mais do que os outros rapidamente o colocou em desvantagem. E a sorte também não é sua melhor amiga. Ser atingido por Nakajima terminou um fim de semana que prometia muito. Sua nota alta ficou no Sábado.

TIMO GLOCK (5) - Foi muito bem nos treinos, mas mostrou-se um tanto quanto ansioso. Foi o responsável pelo último safety car, ao errar uma curva, bater o fundo do carro em uma elevação na grama e sair voando, arrebentando o carro e rodando pela pista. Teve é sorte de não se machucar.

TAKUMA SATO (6) - Ganhou 9 posições na largada e podia ter feito pontos mesmo sem os abandonos posteriores. Mas o carro, que não é rápido e nem confiável, quebrou após o primeiro pit-stop. Mélbourne pode ter sido sua melhor chance da temporada.

NELSINHO PIQUET (1) - Estréia, no mínimo, intrigante. Verdade que sair faltando 2 minutos para acabar o Q1 da classificação explica, em parte, o 21º lugar no grid. Mas e o desempenho deplorável nos outros treinos? E sua corrida ridícula, até o abandono? A única certeza é que seu carro não é algo louvável. Mas algo no piloto precisará ser mudado, já para a Malásia.

FELIPE MASSA (2) - Que Mélbourne não é sua pista, todos já sabem. Agora, como explicar o erro bisonho na primeira curva? Sobrará para a falta do controle de tração? Depois disso, ele até vinha em uma corrida de recuperação, mas aí bateu com Coulthard, em um lance controverso. Deixou a prova, momentos depois, com o motor quebrado. Não é com um fim de semana desses que se briga pelo título.

DAVID COULTHARD (3) - Dessa vez, ele andou bem nos treinos. E ele até vinha fazendo uma corrida bastante razoável até sofrer o acidente com Felipe Massa e trazer o safety car pela segunda vez. Como de praxe, saiu falando o que lhe veio à cabeça, crucificando o brasileiro.

JARNO TRULLI (5) - Nos treinos, o velho Trulli de sempre: foi muito bem em todos e conseguiu até superar a Williams na classificação. Na corrida, o velho Trulli de sempre: problemas no carro e zero pontos. Pelo menos, um avanço: ele está otimista, o que não é típico do azarado italiano.

ADRIAN SUTIL (1) - Um punhado de erros e rodadas durante todo o fim de semana. Na corrida, deu 20 voltas e até chegou a subir para 13º, mas saiu com problemas hidráulicos. De certa forma, decepcionou.

MARK WEBBER (1) - Só decepções: treinos não tão bons, uma rodada na classificação e envolvimento na confusão da primeira volta. A torcida local já ficava sem piloto a partir da segunda volta.

JENSON BUTTON (2) - O carro é um avanço com relação ao deprimente RA107, mas o inglês, que foi superado por Barrichello na classificação, bateu no começo e não pôde fazer nada.

ANTHONY DAVIDSON (0) - Coitado. Último em quase todos os treinos, se envolveu na carambola da largada e saiu logo na primeira volta. Nem ganhar experiência com o carro conseguiu.

SEBASTIAN VETTEL (6) - A considerar pelo seu excelente desempenho nos treinos, dava pra esperar um grande resultado dele na corrida, mesmo sem os abandonos. Mas largou mal e bateu com Fisichella na largada. Já vai para a Malásia atrás de Bourdais no campeonato.

GIANCARLO FISICHELLA (3) - Teve um ótimo desempenho nos treinos, mas vê-lo brigar para não ficar logo no Q1 é melancólico. Sua corrida acabou na primeira curva, ao ser atingido por Vettel.

RUBENS BARRICHELLO (8) - Fez sua melhor atuação dos últimos anos. Superou Button na classificação, segurou Kimi Raikkonen por 18 voltas e vinha fazendo uma estratégia boa o suficiente para colocá-lo em 3º. Mas mais uma vez, foi traído pela sorte e pela falta de calma. Derrubou alguns mecânicos na sua segunda parada e saiu dos pits com luz vermelha, o que resultou em desclassificação. Uma pá de cal em cima do que vinha sendo um belíssimo fim de semana até então.

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FERRARI (*) - Fim de semana com muitos problemas nos carros e erros estúpidos, tanto da equipe quanto dos dois pilotos. No fim das contas, marcar apenas 1 ponto foi até demais para uma equipe que não pareceu estar coesa e organizada. Pelo menos, nada disso deverá se repetir nas próximas corridas.

BMW (****) - O carro não é genial, nem bonito, mas é o suficiente para colocar Heidfeld e Kubica lá entre os pontos. O polonês, mais uma vez, brilhou na classificação e teve azar na corrida, mas Heidfeld salvou o pódio da equipe. Discreta e eficiente, como sempre.

RENAULT (**) - Salva pelo quarto lugar de Alonso, que fez toda a diferença. O carro não é bom, é até meio ordinário, e a equipe deve sofrer até mais do que em 2007. Nelsinho esteve mal o tempo todo. O terceiro lugar parece longe.

WILLIAMS (****) - É um exemplo de equipe que não tem muitos fundos, mas que tem muita competência. Marcou pontos com seus dois pilotos, o promissor Rosberg e o ainda verde Nakajima e é a vice-líder entre os construtores. O semblante da equipe é outro, depois de um período sombrio.

RED BULL (**) - Prometia muito, pelos treinos de sexta. O sábado já não foi tão bom e o domingo acabou com os acidentes de Webber na primeira volta e de Coulthard com Massa no meio da corrida. Ainda assim, parece ter avançado com relação a 2007.

TOYOTA (***) - A equipe continua a mesma, mas dessa vez parece que conseguiram fazer um carro um pouco melhor, que permitiu aos dois pilotos ficarem entre os 10 melhores em alguns treinos. Porém, precisa ainda acertar o azar de Trulli e a ansiedade de Glock. Se não for o melhor ano, pelo menos não parece que será o pior.

TORO ROSSO (***) - O carro não é tão ruim e sua dupla de pilotos é explosiva. Vettel voou nos treinos e poderia ter feito uma boa corrida. Bourdais acabou subindo de posições e ia terminar em 4º quando o motor falhou. É uma equipe do pelotão do meio.

HONDA (***) - Apesar da pré-temporada risível, o carro se comportou muito bem em Mélbourne. Os pontos não vieram, mas o ânimo da equipe é outro. No entanto, a equipe ainda precisa parar de cometer alguns erros, como o da parada de Barrichello, e precisa evitar outros, como a saída dos boxes do brasileiro em luz vermelha. Mas a evolução é visível.

SUPER AGURI (*) - O carro, baseado no problemático RA107, é ruim. E é visível que a equipe só se organizou faltando dias para a corrida. Assim, não dava mesmo pra esperar muita coisa de Sato e Davidson. O negócio, agora, é trabalhar para recuperar o tempo perdido e tentar fazer o carro evoluir.

FORCE INDIA (*) - A equipe é ambiciosa, mas começou mal em Mélbourne, mostrando ter um carro instável e pouco confiável. Após 20 voltas, seus dois pilotos já estavam fora da corrida.

MCLAREN (****) - No fim das contas, é a equipe que tem de sair mais feliz da Austrália. Seu carro rendeu, durante todo o fim de semana, melhor que o da Ferrari e a vitória de Hamilton só corroborou isso. Poderia ter feito dobradinha com Kovalainen em segundo, mas o finlandês acabou prejudicado nas paradas.

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DESTAQUE POSITIVO: A corrida, em si. Se as pessoas reclamam de corridas monótonas e previsíveis, o GP da Austrália foi um alento para elas. Erros, batidas, rodadas, polêmicas e uma certa loteria animaram a madrugada.

DESTAQUE NEGATIVO: Vários. A geração precária das imagens, a transmissão um tanto quanto desorganizada da Globo, a Ferrari como um todo, o erro misturado de azar de Barrichello nos boxes e, por fim, a disputa imbecil entre Bernie Ecclestone (que quer de todo jeito uma corrida noturna) e os organizadores da corrida (que aceitam, no máximo, uma corrida à tarde).