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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: 3 *** Estrelas

__Eddie Cheever dispensa apresentações. Um dos melhores pilotos americanos da F1 além de um dos mais tradicionais nomes da Indy, abre essa EVOLUÇÃO com seu capacete que, convenhamos, é de fato uma pintura! (adoro trocadilhos, kkk) Embora não tenha muitos fãs entre a audiência da F1, Cheever é sempre lembrado nas listas sobre os capacetes mais bonitos.

Em geral, vi aqui e alí pessoas fazendo ligação entre as pinturas de Eddie Cheever com o capacete do inglês Anthony Davidson. Porém, embora concordasse com a asemelhança, nunca me animei a fazer um post sobre elas... (sei lá, idéia dos outros é, er, dos outros,né?)

Dias atrás (procurando alguma coisa em algumas revistas velhas), encontrei a edição de março de 2001 da revista Carro. Se trata de uma edição especial sobre a temporada da F1 que se iniciava. Comecei a folheá-la porque me lembrei de uma matéria em que um piloto aparecia com um capacete parecido com o do Cheever, mas que não era igual ao usado pelo Davidson.

No meio da revista, encontrei as duas páginas que falavam sobre a pré temporada e o histórico da Benetton. Na época, achei muito bonito o capacete do piloto que guiava o último "carro das cores unidas" (em 2002 o time passou a ser a Renault), só que... em uma era distante onde não havia internet para a maioria dos brasileiros (incluindo este que vos escreve), fiquei sem saber o nome do cara.

Enquanto relia a matéria, queria apenas confirmar as minhas suspeitas: só podia ser o Davidson (ainda em início de carreira) com uma variação da sua tradicional pintura. Pensa que no texto ou na legenda da foto tinha alguma coisa sobre o piloto de testes? Neca, nem uma pista.

Porém (como estamos 2010, graças à Deus), recorri a uma coisa divina, vulgarmente conhecida como Google. Lá, consegui a lista dos pilotos que testaram os carros da Benetton desde 1986 até 2001. Peguei os nomes que testaram entre 99 e 2001 e TCHA-RÃÃÂÂÂÂ... eis que o mistério (após 9 anos) estava resolvido. Se trata do francês Laurent Rédon. Na prática, um sub resultado de uma hipotética soma entre Allan McNish (eterno piloto de testes da Mclaren) + Jean-Christophe Boullion (eterno piloto de testes da Williams).

Rédon, campeão da Fórmula 3 Francesa (1995), estreou na F3000 Internacional pela tradiconal (quase equipe de F1) DAMS. Foi bem, terminando em 8° no campeonato de 1996. No ano seguinte se transferiu para a poderosa Super Nova (então a melhor do campeonato), como companheiro de Ricardo Zonta. Enquanto o brasileiro conquistou o título, Rédon ficou em 9°, tendo como melhor resultado um terceiro lugar em A1 Ring (buááá, volta pra F1 A1 Ring, sniff, sniff, sniff).

Em 1998, abdicou da F3000 para ser piloto de testes da Minardi (ou seja, ele não fazia nada já que o time praticamente nunca tinha dinheiro para os pilotos oficias treinarem. Imagina então o piloto de testes...). No ano seguinte passou a ser o test driver da Benetton, onde fez alguns testes "de grátis" até o ano 2000.

Cansado de ver as corridas pela televisão, Rédon fez algumas corridas na IRL em 2001, na Conquest Racing. De contrato assinado, disputou toda a temporada 2002, tendo se classificado para sua primeira (e até agora única) Indy 500. Seu melhor resultado foi um terceiro lugar no Super Speedway de Fontana. No fim das contas ficou com o título de rookie do ano... e nunca mais voltou para a Indy.

Notadamente um piloto técnico, embora tenha feito mais sucesso nos carros de turismo (FIA Sports Car Championship, 24 de Le Mans, Le Mans Series e o escambau), mesmo não sendo um Jacky Ickx (aí tbm peguei pesado, né?), Rédon se caracterizou por aquele tipo de piloto que é capaz de pilotar (bem) qualquer carro.
Atualmente Laurent é o "Ron Dennis" da equipe do Sporting Clube de Portugal, na Superleague Formula.

Apesar de bela, essa pintura de "estrelas com raios saindo de suas pontas" não dá sorte. Por último, Anthony Davidson, eterno piloto de testes da BAR e Honda (praticamente a mesma coisa). Na F1, o cara correu pela Minardi (OH, NOOO!) e Super Aguri (OH, NOOOO!²).

Enquanto não volta para a categoria, Davidson se diverte como comantarista de F1 na Radio BBC 5 Live, dá uma assessoria aqui (no F1 2010, mais novo jogo oficial da categoria, feito pela Codemaster), disputa uma 24 Horas de Le Mans alí , conversa com Virgin (OH, NOOOO!³) e Lotus acolá...

OBS: no caso de Eddie Cheever, tanto as cores, quanto os efeitos e a estrela foram inspirados na bandeira do estado do Arizona, terra natal do piloto.

OBS2: na história da Indy, Rédon é o único estreante do ano que optou por não continuar correndo na categoria. Vai ver ele quis "se aposentar no auge", né?


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: genérico

__No canto esquerdo, Barrica ultrapassando Riccardo Patrese como o piloto com mais GPs disputados na história da F1. Apesar da fase azul, ecológica da Honda (iniciada em 2007 e que de certa maneira "jogou no lixo" o ano de 2008), poderia-se dizer que a comemoração dos seus 257 GPs (GP da Turquia/08) foi um raro sinal de luz em um fase negra para todo o time, especialmente um eclipse nas carreiras do brasileiro e de Jenson Button.

Na segunda foto, a pintura utilizada pelo italiano Vitantonio Liuzzi desde que se tornou piloto de testes da Force India. Oficialmente esse capacete estreou na F1 ano passado, no GP de Monza, quando Liuzzi substituiu Fisichella (que assim como eu, e provavelmente você, achava que ia se dar muito bem na Ferrari, sniff, sniff, sniff...)

Embora mantenha sempre o mesmo desenho, Liuzzi, assim como Trulli, gosta de mudar o visual do capacete. No caso desse, um lado é verde e o outro vermelho enquanto o centro é branco. Obviamente trata-se de uma alusão ao desenho da bandeira italiana (que combinou perfeitamente com as cores dos carros indianos). Coincidência ou não, o casco do Liuzzi ficou ou não ficou parecido com o do Barrica?

OBS: desde 1997, perdi a conta de quantas vezes torci e me decepcionei com o Fisico. Uma pena, porque ainda hoje acho ele um piloto muito capaz... e a Ferrari do ano passado, uma tremenda fogueira para qualquer um que não conhecesse plenamente o carro.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Evolução da Espécie (INDY): Green Lotus

__Para começar, voltemos para 1964: o "rookie" Jim Clark faz a pole na Indy 500 a bordo de um chassis feito especialmente para a corrida. O Lotus 34, empurrado pelo motor Ford V8 com 425 cavalos de potência (!!!) era tão canhão que derreteu os pobres pneus Dunlop. RESULTADO: CRASH!
No ano seguinte, a equipe voltou com o Lotus 38 e o resultado foi comemorado com um copo de leite e muito champagne: pole, vitória e apenas os quatro primeiros na mesma volta do escocês!

Assim como o Lotus 34 foi uma evolução do Lotus 29, pouco mais de dois anos após a morte de Colin Chapman, Gerard Ducarouge e Mike Coughlan pegaram o 95T com o qual De Angelis e Mansell disputaram o campeonato de 84 na F1, e fizeram o segundo carro dessa EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE.

Assim como nos anos 60, em 85 a Lotus voltaria à Indy com os motores Ford. Além disso e do verde na pintura, vale ressaltar outra coincidência: em 1966 e 67, Al Unser foi um dos pilotos da equipe inglesa na Indy 500. Em 1985, a Lotus chegou a fazer negociar a contratação de Al Unser Jr, mas por motivos até hoje desconhecidos, todo o projeto foi abortado. Dado o padrão de "gordura" dos chassis da Indy nos anos 80, perdemos a (belíssima) chance de ver um, er, belíssimo carro nos ovais americanos. Infelizmente o chassis foi para o museu da Lotus sem nunca ter disputado nem mesmo um treino livre...

Por último, o estiloso Dallara Honda da KV Racing, com que o japa Takuma Sato teve a proeza de enfiar na proteção de pneus em São Petersburgo. Segundo a Proton, dona da marca Lotus, a associação com a KV é apenas o primeiro passo para a volta da equipe em diversas categorias top... E QUE ASSIM SEJA!!!

OBS: para mim, parece até um sonho poder falar da Lotus usando o verbo no presente!


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Combinação "mais ou menos" Perfeita: making of

__Esta foi a minha segunda montagem, ainda engatinhando no Photoshop. Ficou esquecida desde agosto do ano passado porque, embora eu tenha gasto umas boas horas nela, achei o resultado muito artificial.
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Por acaso achei ela em um pen drive e como hoje entendo um pouquinho a mais de Photoshop que naquela época, fiz o que pude para balancear as tonalidades de branco e vermelho do carro e do capacete. Como o resultado acima foi uma espécie de "remendo" da montagem antiga, não sei se sou eu, mas acho que ainda poderia ficar ter ficado melhor... (por isso considero essa montagem uma Combinação "mais ou menos" Perfeita)
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De qualquer maneira, está aí, Nelson Piquet finalmente na Mclaren.
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OBS: como a montagem na Mclaren de 92 foi temporariamente abandonada, e eu queria muito ver o Piquet na equipe do Tio Ron Dennis, logo em seguida fiz a montagem abaixo, um dos meus xodós. Essa sim eu gosto.
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Um abraço,
Fernando Ringel

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Combinação Perfeita

__Piquet na Mclaren, é? Se o Nelsão tivesse aceitado a proposta do Tio Ron Dennis ao invés de ir para a Lotus, toda a história da F1, de 1988 para frente provavelmente seria completamente diferente...

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Um abraço,

Fernando Ringel

sábado, 8 de agosto de 2009

A Evolução da Espécie: A Fase "Animal" da Jordan Grand Prix

Cobra >>>>>>>>>>>>>>> Abelha >>>>>>>>>>>>>>> Tubarão
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__Cansado de ficar no quase, Eddie Jordan “soltou os bixos” e mudou tudo na equipe para a temporada 97. A cabeça de cobra mostrou um lado mais ameaçador da equipe, especialmente encarnado no excesso de agressividade de Ralf Schumacher em seu ano de estréia.
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Em 98, contando com o talento do campeão Damon Hill, a simpática equipe passou a ostentar uma abelha em seu nariz, e começou a “ferroar” a concorrência com pódios mais freqüentes e a primeira vitória, com direito a dobradinha e tudo em Spa.
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A “Fase Abelha” teve seqüência em 99, com a brilhante temporada do alemão Heinz Harald Frentzen, ressurgindo das cinzas após dois anos apagadíssimos na Williams (a lá Kova na Mclaren). Não fosse alguns azares no final do ano, como a falha mecânica que tirou a vitória do alemão, quando ele estava liderando com folga o clássico GP de Nurburgring, tio Eddie teve grandes chances de ter tomado muito champagnhe na taça de campeão daquele ano.
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A partir de 2000 as coisas já não foram mais as mesmas. Você deve ter notado que a partir de 2000, o chassis passou a ser chamado EJ (Eddie Jordan), né? Isso se deu em função da saída de Gary Anderson, que tinha ido para a Stewart em 99 e permanecia na Jaguar no início dos anos 2000. *
Nessa época Eddie Jordan mudou o bico dos seus carros. Agora a Jordan tinha uma cabeça de tubarão. Seria uma cutucada em Gary Anderson? Por quê? Bom, em 94, Gary recusou uma oferta da Mclaren e disse em uma entrevista “Prefiro lutar contra os tubarões que me juntar a eles”. Brincadeira ou não, a partir da saída de Anderson a Jordan teve uma “cabeça de Tubarão” no aerofólio dianteiro de seus carros. Foi a última fase ameaçadora da equipe.
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Passada a fase “animal’ da Jordan, a equipe continuou apenas com a cor amarela (sem as pinturas estilizadas de animais) e entrou em um rápido declínio até ser vendida.

OBS*: Na temporada 99, Gary Anderson já estava trabalhando na Stewart, mas como foi ele quem criou o excelente chassis da Jordan, a equipe irlandesa seguiu chamando o carro com o nome dado por Anderson, J199.
Naquele ano, Gary dizia estar muito satisfeito pois tinha criado dois carros vencedores em uma mesma temporada. O primeiro, claro, o Jordan "abelha" que disputou o título através do talento de Frentzen. O segundo carro vencedor criado por Anderson em 99 foi o surpreendente Stewart SF 03, que bateu na trave várias vezes com Rubinho (poles e pódios) e finalmente conquistou a única vitória do time do tricampeão Jackie Stewart, com Johnny Herbert, no GP da Europa daquele ano.
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

terça-feira, 17 de março de 2009

Olha Só Essa Foto (13)

Sempre vejo essa foto no blog do "Sr Continental Circus", o nosso amigo Speeder 76.
É uma imagem bonita, né? Pois vejo nela mais do que beleza. Hum, vamos analisar:

_O planeta está pegando fogo? Será por causa da poluição e do aquecimento global? Será por causa da crise econômica? Como pode uma equipe tão rica à ponto de, no esporte mais caro do mudo, dispensar os patrocindores, estar jogando a toalha e se retirando? Será essa foto um exemplo de como está a F1 "por dentro"? Ou seria essa uma definição de como o projeto ecológico da Honda torrou milhões de euros e queimou as carreiras de Button, Barrichello, Brawn e mais um punhado de gente boa???
Sinceramente, bem mais que a situação da categoria, dos pilotos ou da própria Honda, essa foto define a época em que estamos vivendo.

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Até amanhã,
Fernando "com vontade de ser Aristóteles" Ringel
(se bem que ao invés de Aristóteles eu gostaria mais ainda de ser o Sócrates, pois além de filósofo, o cara ainda jogava na seleção brasileira, eheheheeheheheeh)
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sexta-feira, 13 de março de 2009

F1 (com cara de HotWheels) 2009

BRAWN GP, a bela ou a fera?
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Por Pedro Ivo
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__Como a gente ficará cerca de uma semana sem notícias da F1 até o GP de Melbourne, decidi continuar com uma série de posts que havia parado na Ferrari F60.
Vamos falar do carro que tem causado o maior rebuliço no grid antes mesmo de sua estréia: o Brawn Racing BGP 001.
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O grande espanto que esse carro causou reside em que essa equipe até poucas semanas atrás - sequer estava confirmada para a temporada 2009. Tudo que sabíamos era que a equipe vinha das "sobras" da Honda, que se retirou do circo assim que acabou a temporada 2008. Sabíamos também que o único piloto confirmado nela era Jenson Button e haviam fortes especulações de que Bruno Senna entraria na segunda vaga. E eis que, uns 15 dias atrás, a história toda teve um desfecho, e um desfecho bem diferente do esperado...
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Primeiramente, essa não é equipe de montadora nenhuma, e sim do próprio Ross Brawn (seria essa uma equipe de "gargaristas", assim como um dia foram Tyrrell, Brabham foram e a Williams ainda é?), Bruno Senna foi descartado como segundo piloto e Rubens Barrichello, que já era considerado carta fora do baralho, foi chamado novamente para disputar a temporada 2009 com o cacife de piloto mais experiente da categoria ao lado de Jenson Button. Embora o motor que equipa o BGP 001 não um Honda, e sim Mercedes, o carro conta com a caixa de câmbio da Honda.
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Mesmo antes de ir à pista para os testes coletivos, a equipe já parecia promissora. Afinal, tem como chefe o cara que foi o anjo da guarda de Michael Schumacher em todos seus títulos mundiais, desde os tempos de Benetton, que tem reconhecimento como o melhor - ou um dos melhores - engenheiros do circo, e que foi uma das principais peças da re-ascenção da Ferrari e seu retorno ás vitórias e títulos no final dos anos 90 para o começo do século 21. Esse mesmo cara dividiu opiniões de muitos aficionados por F1 mundo afora ao preferir a experiência e conhecimento técnico de Barrichelo à juventude e sobrenome de Bruno Senna.
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Porém, para provar se Ross Brawn acertou em suas escolhas, só vendo nos testes coletivos mesmo. Bom, e o que se viu foi algo inimaginável... O carro apareceu em Montmeló fazendo um verdadeiro massacre em cima das três melhores equipes da temporada passada - Ferrari, McLaren e BMW - baixando o tempo cada vez que entrava na pista e relegando as "três grandes" do grid a meras coadjuvantes nos treinos, a ponto de receber elogios de Felipe Massa e declarações de espanto de outros pilotos, além de gente que já aposta nela até como potencial concorrente ao título já desta temporada!
Se a Brawn Racing vingará ou não no decorrer da temporada, isso ainda é uma icógnita. Mas que teve um excelente começo, isso teve!

CONFIRA PASSA A PASSO A TRANSIÇÃO DA EQUIPE:

1 - Ross Brawn tirou (ou reduziu muito o cargo) o Nick Fry da equipe.
2 - Teve uma idéia - apesar de muitos não concordarem - boa em manter os mesmos pilotos. Brawn precisa de experiência pra desenvolver o carro. Como já conta com algum suporte financeiro (entenda-se Bernie Ecclestone), manter o Barrica e o Button me pareceu coerente
3 - Fechou um acordo com uma ÓTIMA fornecedora de motores, a Mercedes
4 - Lembrou de calibrar o túnel de vento, ou pelo menos de comprar um túnel de vento calibrado
5 - Chamou um projetista (se é que o projetista n ão foi ele mesmo) pra fazer um carro sem falhas na aerodinâmica
6 - Se usou o que seria o RA109 da Honda, pelo menos pegou aquilo que seria o melhor do projeto dele
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X
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Em função de todas as equipes já estarem treinando há algum tempo, mais o fato de que, até algumas semanas atrás, a tal ex-Honda nem tivesse um nome ou uma dupla de pilotos, ainda acredito que o desempenho da Brawn GP tem grandes chances de variar entre Andrea Moda e Lola Mastercard...
Sendo beeeeeem realista, mesmo lendo as notícias e o texto do Pedro, esse Brawn GP 001 me lembra o desempenho impressionante que a Jordan teve na pré temporada de 1995, quando Irvine e Barrichello puseram todo mudo pra correr...
Sendo mais poético, será que da casca envelhecida da lagarta (Honda), nasceu uma borboleta chamada Brawn GP?
Não perca os próximos capítulos de F1, novela escrita por Bernie Ecclestone. (eheheh)
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Fernando Ringel

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

R.I.P (05): Bye, bye Honda


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Sei não, mas acredito que, neste momento, o Barrichello não sabe se ri ou se chora, eheheh.
Afinal, Button, o queridinho da equipe, e Ross Brawn também estão desempregados...
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Como dizia o meu avô " Parece que tem caveira de burro enterrada alí". Esse "alí" seria o espólio da Honda que em outros anos foi usado por BAR e Tyrrell. Por quê?
Apesar do dinheiro, a BAR, encarnação anterior da equipe japonesa, nunca deu certo efetivamente, assim como aconteceu com a Honda. Curiosamente isso já vinha desde o inicio dos anos 90 com a Tyrrell, avó de BAR e Honda.
Deve ser um problema genético, coisa de familia. Eheheh.
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Fernando Ringel

terça-feira, 25 de novembro de 2008

BRUNO SENNA, O Desabafo...


Por Stallone Cobra

Faz muito tempo que estava querendo escrever esse texto..e fiquei extremamente motivado a escrever o mesmo porque de uns tempos para cá o que se percebe é um movimento anti Bruno Senna vindo das cabeças pensantes de certas comunidades de Formula 1 existentes em sites de relacionamentos.
Durante muito tempo fiquei apenas observando o que se falava em tais lugares sobre este rapaz. Bom, li coisas como ”Nossa, o Bruno vai tomar dois segundos do Di Grassi”, ”Bruno só esta lá pelo sobrenome do tio”, ou “Bruno é mais um boneco da mídia criado pela rede Globo”, “Bruno não tem condições e nem talento pra sentar num F1, está lá só pelo nome e porque a Petrobras vai lançar uma gasolina com o sobrenome Senna” ETC, ETC E ETC..

Bom, agora lembremos que Bruno Senna ficou afastado das competições por DEZ ANOS...e voltou a ativa há apenas quatro anos. Neste curto período, mostrou ser um piloto muito talentoso e EM APENAS QUATRO ANOS, mesmo depois de dez parados, chegou a F1. Será que isso é só por causa do sobrenome SENNA?

Enfim..eis que então chega segunda feira e os teste começam..fim dos testes e Bruno esta a frente de Di Grassi..eis que então os corneteiros atacam..”Ta na cara que o Bruno ta mais leve”, “Di Grassi deve ter outra configuração no carro pra ter andado mais lento” ETC, ETC, E ETC..

Terça feira, Di Grassi treina sozinho e vai bem. Lembremos que Di Grassi é piloto de testes da Renault e tem um bom conhecimento sobre um F1 e lembremos que a Renault é um carro melhor que o da Honda também ..

Quarta feira até o fim dos testes Bruno ficou a apenas três décimos do companheiro de equipe Button, que inclusive melhorou seu tempo em relação ao dia anterior, e tem quase dez anos de f1..

Agora eu pergunto: como pode o povo brasileiro agir desta forma? Porque o povo “conhecedor” de Fórmula 1 é tão invejoso? Porque o nome Senna causa tanto revolta? Porque os corneteiros simplesmente não assumem que Bruno é sim um ótimo piloto? ou no mínimo, um cara que está a quatro anos competindo e a primeira vez que senta a bunda em um F1, vai extremamente bem ficando, muito próximo do seu companheiro de equipe, que já possui uma vasta experiência na categoria...por que tudo isso??
Por que tantos corneteiros torcendo contra o rapaz? Por que é tão difícil para as pessoas assumirem que o cara tem talento?

Claro, muitos ainda não vão dar o braço a torcer e vão continuar a dizer que Bruno estava mais leve, ou que o Di Grassi foi forçado a andar mais lento porque a vaga tem que ser do Bruno, ou sei lá eu. Não duvido que se diga que a Honda deve ter equipado o carro com um V10 pro Bruno e um V8 pro Di Grassi, pra que, assim o sobrinho do eterno Ayrton andasse melhor.. sei lá, não duvido de mais nada..

Bruno calou muitos corneteiros e invejosos essa semana, provou que é sim um piloto extremamente competente e que pode ter um futuro brilhante se continuar trabalhando da mesma forma. Agora, gostaria de saber realmente a pergunta que não quer calar: por que tantos odeiam o nome Senna? Porque existem tantos “amargos” pseudo entendedores de F1 que não suportam ouvir esse nome? Por que menosprezar um nome que nos deu talvez o maior ídolo do esporte nacional de todos os tempos ao invés de torcer para que Bruno chegue logo a F1 e tenha sucesso? Por que? Essa é a pergunta que não quer calar..

Bom, Bruno provou que o sobrenome pode abrir portas sim, mas que é ele quem guia o carro e não o sobrenome Senna.

Apenas aceitem e parem de secar um brasileiro. Torçam para que o mesmo tenha sucesso e guardem seus sentimentos de inveja e amargura para si próprios.

Abraço a todos..


X
Concordando ou não com o Stallone Cobra, lembremos que os filhos de Niki Lauda e Alain Prost também são pilotos e nem por isso em apenas 4 anos de automobilismo chegaram aonde Bruno Senna chegou.
Eu mesmo admito que não sou um grande admirador do Bruno, mas chegar a F1, mesmo que para um teste, em apenas 4 anos... PUTZ!
Claro que o sobrenome ajuda sim, mas ele, no mínimo, não e tão fraco quanto se fala por aí
Sinceramente, pelo tipo físico magro e pelo jeito tímido nas entrevistas, Bruno me lembra muito Pedro Paulo Diniz, outro bom piloto soterrado pela fama de filhinho de papai, coisa que na F1 99% dos pilotos são. Se Bruno for do Top do Diniz já tera ido bem. Vale lembrar que Pedro Paulo andou no mesmo ritmo e Damon Hill em 97 e fez mais pontos que seu companheiro Jean Alesi em 99.

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Vale frisar duas perguntas levantadas pelo Stallone: " Porque o povo “conhecedor” de Fórmula 1 é tão invejoso? Por que o nome Senna causa tanto revolta? "

O motivo do "conhecedor" de F1, em sua maioria, ser tão arrogante, acredito, tenha alguma ligacão com o fato do automobilismo ser um esporte de elite, e que Bernie Ecclestone vem tornando cada vez mais popular entre as massas.

Quanto a segunda pergunta: "Por que o nome Senna causa tanto revolta?"

Acredito que o mito criado e alimentado em torno do Senna, sobre a capacidade dele fazer milagres dentro da pista, não previa que ele, um dia, também morreria. Existe um certo rancor por Senna ter "traído" o povo ao morrer.... e de certa maneira esse rancor, essa coisa de achar que o Schumacher é mau, que o Barrichello é uma porcaria porque não foi melhor que o Senna, são uma maneira, inconsciente, de manter o Ayrton vivo. Dessa maneira ele sempre faz parte do assunto do dia.

XXX

Resolvi postar esse texto aqui no VELOCIDADE MÁXIMA porque esse é um ponto de vista muito diferente dos que lemos por aí. Não tem ódio nem inveja, além de ser cheio de detalhes de quem aompanha e entende o que é automobilismo, coisa de quem tem noção do quanto uma pessoa tem que ser capacitada apenas para segurar um carro de F1 na pista.
Principalmente, postamos este texto porque nele o sobrenome Piquet não aparece ligado a sentimentos de ódio (aliás nem apareceu, um milgare), não usa o sobrenome Senna com amor desvairado e, fundamentalmente, não utiliza a imagem publica "imaculada" do Ayrton para justificar uma obrigação nacional em amar o Bruno Senna.
Parabéns Stallone, tem que ser "cobra" para escrever um texto que defenda um ponto de vista sem atacar nem ofender a outra parte.

Fernando Ringel

sábado, 1 de novembro de 2008

20 anos depois...

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Aproveitei para, através dessa montagem, fazer a minha homenagem. A ficha técnica foi copiada do Continental Circus, blog do nosso brother "portuga", Speeder 76.
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Aproveitando a ocasião, estou postando a fantástica Mclaren MP4/4 em escala 1:45 para imprimir e colar.

Mclaren MP4-4 (1988, Gordon Murray, Ayrton Senna, Ron Dennis, Alain Prost, Suzuka, Honda, F1, model, paper) www.velocidademaximatotal.blogspot.com.pdf

Mclaren MP4-4, 2 (1988, Gordon Murray, Ayrton Senna, Ron Dennis, Alain Prost, Suzuka, Honda, F1, model, paper) www.velocidademaximatotal.blogspot.com.pdf

Mclaren MP4-4, 3 (1988, Gordon Murray, Ayrton Senna, Ron Dennis, Alain Prost, Suzuka, Honda, F1, model, paper) www.velocidademaximatotal.blogspot.com.pdf

OBS: Se você não for _
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Claro que vou fazer isso o GP do Brasil. De todo o coração, desejamos boa sorte ao Felipe Massa.

+ Bom foi ver o "Burdé" no Q1. Pena foi ee ter fcado novamente atrás do Vettel...

+ E o Kova hein? Que m...

+ Hamilton está na dele. Massa tem que deixar o Trulli para trás na largada. Se isso acontecer, Hamilton tera que ultrapassar Trulli e Raikkonen, o que aconteceria, se acontecer, nas paradas de box... quando Massa já estiver beeem longe.
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+Vai Massa!!! Vai Massa!!! Vai Massa!!! Vai Massa!!! Vai Massa!!! Vai Massa!!!

+ Aqui em frutal, no Triângulo Mineiro está chovendo, coisa que não acontecia a quase dois meses. Se chover na hora do GP Brasil, ainda aposto no Massa. Largando na pole e em Interlagos Massa é muito ameaçador.

+ Ele não chega a ser um Barrichello na chuva, mas já não é mais aquilo que ele era em pista molhada. Os GPs de Monaco e de MOnza deste ano provam e comprovam isso._

+Uma pena é o GP acontecer na mesmo hora em que passa o ALTO FALANTE da CULTURA. Mesmo assim... Vai Massa!!! Vai Massa!!! Vai Massa!!! Vai Massa!!! Vai Massa!!! Vai Massa!!!

Fernando Ringel