Mostrando postagens com marcador Jordan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jordan. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VEL MAX Games: o que é, o que é?

__Amarelo com detalhes em vermelho, piloto europeu, equipe de um ex-piloto (reject), não é a Jordan e também não é F1?
_ RESPOSTA: o Dallara usado (com a pintura da segunda metade do campeonato deste ano) pelo belga Bertrand Baguette da Conquest Racing. Equipe do ex-Indy Reject, Eric Bachelart.

OBS: já há algumas corridas assisti a Indy pensando comigo, "mas aquele carro amarelo e vermelho parece um da F1... mas qual?"

OBS2: além do VEL MAX Games (basicamente uma "EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE + ou - interativa"), em breve, mais estréias por aqui.
_
_
Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

domingo, 7 de março de 2010

Separados no Nascimento: FEBRE AMARELA

__Demorei, mas o post finalmente está no ar. "RAPAIZ", não é que você está coberto de razão??? Exceto as laterais vermelhas dos aerofólios (by Total, petrolífera que curiosamente patrociniou e forneceu combustível para a Jordan por muitas temporadas), o Renault deste ano é mesmo muuuuuuuuuito parecido com a Jordan EJ15.

Só por curiosidade, este foi o último carro da Jordan na F1. Na foto vemos o português Tiago Monteiro rumo ao seu primeiro pódio, o último da equipe, no GP dos EUA de 2005 (corrida em que a Michelin acidentalmente "assassinou" Indianápolis), lembra? Seis carros largaram e Monteiro fez a sua parte, derrotando o companheiro Karthikeyan no mano a mano.

Não estou querendo rogar praga, mas parece que assim como a dupla da Jordan em 2005, Kubica e Petrov terão que se beneficiar de situações bastante adversas para conseguir resultados de maior expressão em 2010...
RESUMINDO: Agora vamos ver se o Kubica é mesmo tão bom o quanto parece.

OBS: prestes a se aposentar, Gil De Ferran teve chances concretas para finalmente correr na F1, no Jordan EJ15. Depos de Fittipaldi, Piquet e Senna, Gil é o maior vencedor do automobilismo brasileiro (venceu onde correu), e apesar da tentação, sabiamente optou por assisitir a F1 do sofá.

OBS2: No início da temporada ninguém apostaria um real que o Jordan EJ15 com motor Toyota conseguiria um pódio, mas caso tivesse aceitado o risco, no mínimo Gil teria conseguido o pódio em Indianápolis, o que seria épico já que o brasileiro venceu a Indy 500 em 2003.


Um abraço,
Fernando Ringel

sábado, 8 de agosto de 2009

A Evolução da Espécie: A Fase "Animal" da Jordan Grand Prix

Cobra >>>>>>>>>>>>>>> Abelha >>>>>>>>>>>>>>> Tubarão
_
__Cansado de ficar no quase, Eddie Jordan “soltou os bixos” e mudou tudo na equipe para a temporada 97. A cabeça de cobra mostrou um lado mais ameaçador da equipe, especialmente encarnado no excesso de agressividade de Ralf Schumacher em seu ano de estréia.
_
Em 98, contando com o talento do campeão Damon Hill, a simpática equipe passou a ostentar uma abelha em seu nariz, e começou a “ferroar” a concorrência com pódios mais freqüentes e a primeira vitória, com direito a dobradinha e tudo em Spa.
_
A “Fase Abelha” teve seqüência em 99, com a brilhante temporada do alemão Heinz Harald Frentzen, ressurgindo das cinzas após dois anos apagadíssimos na Williams (a lá Kova na Mclaren). Não fosse alguns azares no final do ano, como a falha mecânica que tirou a vitória do alemão, quando ele estava liderando com folga o clássico GP de Nurburgring, tio Eddie teve grandes chances de ter tomado muito champagnhe na taça de campeão daquele ano.
_
A partir de 2000 as coisas já não foram mais as mesmas. Você deve ter notado que a partir de 2000, o chassis passou a ser chamado EJ (Eddie Jordan), né? Isso se deu em função da saída de Gary Anderson, que tinha ido para a Stewart em 99 e permanecia na Jaguar no início dos anos 2000. *
Nessa época Eddie Jordan mudou o bico dos seus carros. Agora a Jordan tinha uma cabeça de tubarão. Seria uma cutucada em Gary Anderson? Por quê? Bom, em 94, Gary recusou uma oferta da Mclaren e disse em uma entrevista “Prefiro lutar contra os tubarões que me juntar a eles”. Brincadeira ou não, a partir da saída de Anderson a Jordan teve uma “cabeça de Tubarão” no aerofólio dianteiro de seus carros. Foi a última fase ameaçadora da equipe.
_
Passada a fase “animal’ da Jordan, a equipe continuou apenas com a cor amarela (sem as pinturas estilizadas de animais) e entrou em um rápido declínio até ser vendida.

OBS*: Na temporada 99, Gary Anderson já estava trabalhando na Stewart, mas como foi ele quem criou o excelente chassis da Jordan, a equipe irlandesa seguiu chamando o carro com o nome dado por Anderson, J199.
Naquele ano, Gary dizia estar muito satisfeito pois tinha criado dois carros vencedores em uma mesma temporada. O primeiro, claro, o Jordan "abelha" que disputou o título através do talento de Frentzen. O segundo carro vencedor criado por Anderson em 99 foi o surpreendente Stewart SF 03, que bateu na trave várias vezes com Rubinho (poles e pódios) e finalmente conquistou a única vitória do time do tricampeão Jackie Stewart, com Johnny Herbert, no GP da Europa daquele ano.
_
_

Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Yes, Nós Gostamos + dos Carros Bonitos (06)

Mais uma bela colaboração do Speeder 76:
Jordan 191

O Jordan 191 foi um carro tão eficiente, mas tão eficiente, que ressussitou a carreira de Andrea de Cesaris, proporcionou a Bertrand Gachot, um reject de luxo, a volta mais rápida em Hungaroring e, fundamentalmente, revelou Michael Schumacher ao mundo... sem o apoio de montadoras, nem dinheiro de "misteriosos investidores" (coisa mais ou menos comum na F1 té os anos 90).

Repare no bico do carro. O chassis era bem arroz com feijao, mas a inteligentíssima mistura entre o "nariz de tubarão" da Benetton e Tyrrell + o aerofólio dianteiro da Williams fez do carro verde a grande surpresa da temporada: 5º colocada no mundial de contrutores de 1991... e olha que isso em sua temporada de estréia, contando com pilotos medianos (apesar de mito, gênio o De Cesaris não era) e dispondo apenas do pouco dinheiro pago pela 7UP.
Reza a lenda que Eddie Jordan queria um carro bonito à qualquer custo, mesmo que fosse por um preço mais baixo que o habitual na categoria. Dito e feito, foi isso mesmo o que aconteceu, além de tudo o verde e branco ainda casou com o a "pintura italiana" do capacete do De Cesaris...

De fato o Tio Eddie conseguiu. Dezessete anos depois, estamos todos aqui falando, entusiasmadamente, sobre um carro que sequer chegou ao pódio.
Simplificando, JORDAN 191 = CLÁSSICO, um belo clássico diga-se de passagem.


A beleza do carro custou o ano de 1992 para a Jordan, mas isso a gente explica melhor em outro post, sempre aqui no VEL MAX.

X

Pessoal, tentei terminar o post ontém, mas sempre que eu estava no Blogspot acontecia alguma coisa para me tirar da frente do computador.... como diria um velho hit dos anos 80 " A Vida Tem dessas Coisas", ehehehehe.
Mudando de assunto, o Eduardo Alves (valeu cara!!!) mandou um pacote de fotos de outras categorias. Por isso vou ter que furar a fila, mas é por uma boa causa, acredito que vocês vão gostar.

Quer ver o "seu carro" favorito aqui no VEL MAX?
Qual é a melhor combinação entre capacete e chassis na sua opinião??
Mande a sua colaboração para feringel@yahoo.com.br.
Sábado pósto a Toro Rosso STR-03 enviada pelo Wellington Lucas, do http://formulaoneaddict.blogspot.com/. Phillip Alliot na Mclaren fica para semana que vem. Até aqui no VEL MAX todo mundo deixa o Alliot para trás... que coisa hein???

Um abraço, Fernando Ringel

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Textos Clássicos do Verde (03): Parte 6

Roberto Moreno,
O Operário do Automobilismo
Por Leandro Verde
_
_
A DECADÊNCIA NA F1 E O OSTRACISMO (1991 - 1995)
_

_
Moreno estava desanimado na Jordan, e isso era visível nas câmeras de TV. Mesmo assim, ele foi 8º nos treinos. Só que sua corrida acabou em um acidente na 2ª volta, devido a problemas nos freios (foto acima). Mesmo com essa justificativa, sua imagem ficou ainda mais arranhada. Houve ainda mais uma oportunidade, em Estoril. mas o desempenho apagado fez Moreno perder seu lugar na Jordan para Alessandro Zanardi.

_
Moreno ainda teve mais uma oportunidade, na última corrida do ano, em Adelaide. Depois que Prost foi demitido da Ferrari, a equipe italiana convocou Gianni Morbidelli, até então da Minardi, para seu lugar. E Giancarlo Minardi, sem o 2º piloto, chamou Moreno para o seu lugar. Uma corrida discreta que durou poucas voltas, devido à chuva e a uma bandeira vermelha. Terminava aí o ano de 1991.
_
Foi até um milagre que Roberto Moreno tivesse encontrado um lugar na categoria em 1992, na capenga Andrea Moda. A equipe, de Andrea Sassetti, havia contratado Alex Caffi e Enrico Bertaggia, mas ambos foram demitidos após a corrida do México. Entraram Moreno e Perry McCarthy, no lugar. O carro, feito por Nick Wirth, futuro dono da Simtek, era muito ruim, mas mesmo assim Moreno, milagrosamente, conseguiur largar uma vez, em Mônaco. Festa na equipe, que durou até a 11ª volta da corrida, depois que o motor Judd explodiu. Depois disso, só sofrimento com o Andrea Moda. A temporada terminou em Monza, depois que os caminhões da Andrea Moda foram impedidos de entrar no paddock e Sassetti foi preso.
_
__
Em 1993, Moreno disputou os campeonatos de turismo francês e italiano, ficando em 7º no francês. Em 1994, Moreno só correu de kart e tentou largar nas 500 milhas de Indianápolis, pela obscura Arizona Motorsports. Como o carro era ruim e antigo, Moreno acabou ficando de fora. Mas o sonho dele correr de monopostos não havia acabado ainda.
_
A novata Forti Corse, equipe que vinha da F3000 para disputar o campeonato de F1 de 1995, precisava de um companheiro brasileiro para Pedro Paulo Diniz. Christian Fittipaldi e Mauricio Gugelmin foram cogitados, mas Roberto Moreno acabou presenteado com a vaga.
_
A equipe era quase brasileira: um dos donos era o brasileiro Carlo Gancia, os patrocinadores eram quase todos brasileiros e ligados ao Grupo Pão de Açúcar, da família Diniz, e até as cores do carro eram as cores da bandeira brasileira, amarelo, azul e verde. Mas, apesar da esperança, o carro era um F3000 revisado.
_
O campeonato de Moreno foi patético, com situações como a da corrida da França, quando seu pé ficou preso no acelerador (convenhamos, com um carro daquele, nem precisava tirar o pé do acelerador) porque toda a cola do revestimento do pedal acabou lambuzando o pé. No final, Moreno terminou o ano zerado. Sua melhor posição no grid foi o 20º lugar na Austrália, enquanto que sua melhor posição de chegada foi o 14º na Bélgica. Sua última corrida foi tragicômica, com Moreno batendo na entrada dos boxes... No final do ano, os patrocinadores brasileiros foram embora com Diniz para a Ligier e Moreno, sem apoio algum dentro da Forti, ficou desempregado de novo. Terminava aí a passagem de Moreno pela F1.
_
X
_
Lembro que em 1995 fui um dos que acreditou que o Schumacher teria que se virar para tirar o título do Barrichello e sua incrível Jordan, imbatível nos testes da pré-temporada. Lembro também que, segundo os meios de comunicação, o Schumacher teria que brigar pelo vice campeonato com Nigel Mansell e sua Mclaren “asinha”.
E as Williams? Segundo a imprensa, a equipe não tinha piloto. Quem vencia as corrida era o carro.
Tenho que admitir que fui um dos que acreditou que a Forti Corse era brasileira e que estava correndo por fora brigando por pontos com a Ferrari.
Santa inocência... também, em 1995, eu tinha só 10 anos...
_
_
Fernando Ringel