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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Fórmula da Velocidade: Williams³ = ?

A) SANTO ANTÔNIO: primeiro carro da parceria entre a escuderia inglesa e a montadora alemã, a Williams FW 22, carro em que Jenson Button estreou (muito bem) na F1, tinha o Santo Antônio totalmente branco.
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Na época, Nelson Piquet comentou em sua coluna na revista Racing, o quanto esse modelo lembrava a Brabham BT52 BMW, carro em que o próprio Nelsão conquistou seu segundo título na F1.
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B) COCKPIT: a principal contribuição da Williams FW 23 está na parte frontal, no cockpit branco e obviamente no nariz... praticamente idêntico ao usado por todos modelos da BMW.
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De maneira mais discreta, a pintura das laterais tinham um desenho meio "quadrado", digamos um ancestral do que viria a ser usado pela montadora alemã como equipe oficial de F1.
Quanto as cores, essa Williams poderia perfeitamente ser confundida como um modelo feito pela BMW.
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C) LATERAIS: qualquer uma das Williams Rothmans (1994 a 1997), com algumas mínimas variações, tinha o azul predominando nas laterais, acompanhada por frisos dourados e vermelhos.

O desenho era levemente arredondado. A medida que se aproximava da parte traseira do carro, o azul suavemente perdia espaço para o branco.

Na BMW, só faltou o friso dourado porque o vemelho, branco e azul estavam, lá. Tudo muito parecido com as clássicas Williams Rothmans.
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__Descritas as "contribuições" de cada Williams, talvez você diga, "peraí, a BMW usa essa mesma pintura em qualquer categoria". Verdade, até no mundial de motociclismo a pintura é igual as dos carros usados por Heidfeld e Kubica... e essa é uma tradição. Mesmo na F1, as equipes que corriam com motores BMW oficias, tinham suas pinturas adaptadas ao azul escuro branco e vermelho da montadora alemã.
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Provavelmente o maior exemplo disso é a Brabham. Como você já deve ter percebido, as cores oficiais da antiga equipe de Bernie Ecclestone eram preto e branco. Com os motores (pq não dizer canhões???) da BMW, em 83 a Brabham era azul escuro e branco. Isso explica a semelhança entre as Williams e a BMW Sauber... com um acréscimo muito importate: na Williams do início desta década, os laços entre a montadora alemã e a Williams eram muito mais estreitos que entre BMW e Brabham.

É verdade que a equipe do tio Frank, sempre que possível, usou azul e branco em seus carros, mas com a excessão das Williams Rothmans, as FW 22 e 23 tinham aquele visual porque a alma do projeto era a BMW... que só saiu da equipe, porque o Tio Frank não quis vender o time para a montadora alemã.
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Por essas e outras, a pintura utilizada pela BMW Sauber entre 2006 e 2009 é apenas a evolução natural do layout usado nos tempos em que a montadora fornecia motores para a Williams.
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Dito isso, volto a perguntar: "com quantas WILLIAMS se faz uma BMW?"
Na F1 dos anos 2000, a resposta certa é...Williams³ = BMW Sauber

Se você quiser a conta real, anote aí:

3 x Williams = BMW Sauber

OBS: Talvez a pegunta não seja exatamente essa, mas que essa FÓRMULA DA VELOCIDADE, "Williams Rothmans + Williams Compaq = BMW Sauber" faz sentido, isso faz.
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OBS2: Está é apenas uma prévia do que você vai curtir aqui no VEL MAX semana que vem: O Dossiê Bávaro. AGUARDE!
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

A Fórmula da Velocidade: Williams³

__Duelo entre os carros do Tio Frank? Williams Rothmans versus Williams Compaq??
Amanhã posto a resposta.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

sábado, 25 de outubro de 2008

Vale a Pena Ver de Novo (04): Nurburgring/1995


Esse foi o retorno, em grande estilo, do famoso autódromo a F1. Na verdade o GP foi disputado em um traçado beeeeeem mais curto, uma versão "Nurburgring remix`95".
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Como de costume choveu, e pouco antes da largada. Entre os primeiros colocados, apenas Jean Alesi largou com pneus slick, apostando que pista iria secar.
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No começo o francês de concentrou em ficar na pista e a partir da décima volta começou a"jantar" todos os oponentes virando 3 segundos mais rápido por volta. Tudo isso sem falar na tensa briga entre David Coulthard, Damon Hill e Michael Schumacher. Correndo em casa, o alemão lembrou Nelson Piquet, tamanha a malícia da sua pilotagem, induzindo os oponentes a erros.
Ah, aconteceram também 3 largadas e a ultrapassagem da foto acima a duas voltas do final.
Ou seja, uma corrida digna do retorno de Nurburgring a F1.

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Final de semana sem corrida?
Então clique nos links abaixo. O GP de Nurburgring está dividida em 12 partes:

1) http://www.youtube.com/watch?v=95_qTwlqEgU

2) http://www.youtube.com/watch?v=7eP6f3ygL4E&feature=related

3) http://www.youtube.com/watch?v=5-8FinvM0Ac&feature=related

4) http://www.youtube.com/watch?v=1t1L10qpw0k&feature=related

5) http://www.youtube.com/watch?v=jp5hJhr8yQI&feature=related

6) http://www.youtube.com/watch?v=eG6ibWC6hAg&feature=related

7) http://www.youtube.com/watch?v=uz60YC2c83A&feature=related

8) http://www.youtube.com/watch?v=opJIKl6C7vI&feature=related

9) http://www.youtube.com/watch?v=-aC2s5GwBbA&feature=related

10) http://www.youtube.com/watch?v=22wf3erR1Ws&feature=related

11) http://www.youtube.com/watch?v=tvZ9-EdXBwA&feature=related

12) http://www.youtube.com/watch?v=3UWdHjUrZ4g&feature=related

OBS:Clique no link, instale o VDOWNLOAD e baixe toda a corrida. http://baixaki.ig.com.br/download/vdownloader.htm


Bom final de semana pessoal,
Fernando Ringel

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Feliz Aniversário!!!!

Ontém, 17 de setembro, o campeão de 1996 fez aniversário.

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A carreira tardia de Damon, estreou na Brabham com 32 anos e se aposentou sete anos depois como campeão, é um exemplo de que "quem ri por último ri melhor". Damon Hill.


Fernando Ringel

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Na Velocidade do Som... (01)

Damon Hill,
O Guitarrista


Por Fernando Ringel


Na adolescência o filho de Graham Hill formou uma banda punk: “Sex, Hitler and The Hormones”. Segundo o próprio Damon a banda não foi exatamente um sucesso.

Mais tarde, já na F1, Damon conheceu um de seus ídolos, freqüente nos paddocks dos Gps da Inglaterra e de Mônaco, o ex-beatle George Harrisson.Curiosamente George sempre disse que na F1 torcia por Hill e os dois se tornaram amigos.

Provavelmente por alguma cláusula contratual do ex-guitarrista dos Beatles, oficialmente, não existe nenhum a gravação da dupla, o que considero uma pena, mas duvido que Damon não tenha algumas fitas com gravações dele tocando com o seu ídolo. Se Deus quiser um dia isso cai na internet.

Alguns anos depois, em 1995, Hill abandonou o GP da Inglaterra, e vivendo o auge do seu calvário com a imprensa inglesa, pegou a sua guitarra e subiu no palco (foto ao lado) junto com Johnny Herbert (meia lua e vocais) e Eddie Jordan (bateria) para tocar Johnny Be Good, em homenagem a Herbert que havia vencido pela primeira vez na F1 naquele dia, entre outros clássicos do rock. Quem assistiu disse que foi, no mínimo, muito animado, teve até matéria do Flávio Gomes sobre o show no Fantástico.

Anos mais tarde Damon comprou uma casa em Dublin. Certo dia o então piloto da Arrows ouviu a barulheira na casa ao lado e foi ver que banda era aquela. Coincidência ou não, os vizinhos eram o pessoal do Def Leppard que estavam na capital irlandesa para a composição e gravação de “EUPHORIA”, próximo cd da banda. O campeão de 1996 foi convidado pela banda para participar de alguns ensaios e mais tarde para a participação no novo single “DEMOLITION MAN” com direito a um solo, cheio de arpejos, com duração de 10 segundos de autoria do próprio Hill.

Nas entrevistas ara divulgação do cd, Joe Elliot, vocalista do Def Lepard disse que o estilo de Damon fica “entre Slash (Guns andRoses) e Andy McCoy do Hanói Rock”. É mole?

(clique no link para ouvir a música. Solo do Hill 2:19 à 2:29) http://www.4shared.com/file/61953103/5473ca9d/Def_Leppard_-_Demolition_Man___Damon_Hill_na_guitarra__wwwvelocidademaximatotalblogspotcom.html

Em 1999, de volta a Silverstone, Hill voltou a tocar sua guitarra, acompanhado novamente pelo chefe Eddie “batera” Jordan. Dentro das pistas a temporada não foi das melhores e no final daquele ano o inglês abandonou a F1 e formou o The Conrods.

A banda era formada pelo baixista do Scatman John (daquela músíca “Bíííí,ba-bá,ba-ra, bô” lembra?) um ex-tecladista do Whitesnake e alguns membros do Bad Company. No The Conrods Hill tocava basicamente sucessos dos Beatles, Rolling Stones e Kinks (os Strokes ingleses dos anos 60). A banda se apresentou em diversos eventos ligados a F1 e programas de TV até 2003.

Por que a banda acabou? Que pergunta... se o Led Zeppelin e os Stone Roses acabaram, por que não os Conrods???????? Falando sério, Hill foi eleito presidente da BRDC e ensaiava sua volta ao automobilismo na GP Master, além do que ele mesmo disse “estou muito ocupado cuidando das crianças de dos meus animais de estimação”

Por que lembrar de tudo isso? Porque no último sábado Eddie and The Robbers tocaram em Spa. O ex-dono da Jordan Grand Prix, comemorando os 10 anos da primeira vitória da Jordan na F1, trouxe os amigos Hill e Johnny Herbert para um show.

Sente o som da banda tocando na Escócia:
http://www.youtube.com/watch?v=kQhtr0Bwnpw

Não é exatamente o som de um V12 Ferrari ou o som do motor do Audi 90, mas eu pagaria para ver Damon Hill, Johnny Herbert e Eddie Jordan desafinando, e olha que eu nem sou de ir a shows...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Textos Clássicos do Verde (02): Parte 5

A Fórmula 3000 há 20 anos
Por Leandro Verde



Após Brands Hatch, tudo o que a Fórmula 3000 queria era paz. No entanto, nada disso aconteceu em Birmingham. Na primeira largada da corrida, David Hunt, ao bater com Langes, saiu capotando, quase atingiu o jornalista brasileiro Marcus Zamponi, e aterrissou de cabeça para baixo, com labaredas de fogo saindo do seu carro. Bandeira vermelha e mais um piloto levado ao hospital, sem maiores consequências. Na segunda largada, um episódio ridículo: Russell Spence (foto ao lado), ao rodar na Bromsgrove Street, deixou seu carro morrer no meio da curva. Um guincho desavisado simplesmente ergueu o carro da pista com o piloto dentro, gesticulando feito louco! No fim das contas, Spence foi devolvido ao chão, mas uma terceira largada teve de ser dada. E Moreno venceu com facilidade mais uma vez. Com 16 pontos de vantagem para Martini, o campeonato ia ficando fácil.

O TÍTULO DE MORENO

Em Le Mans, Olivier Grouillard (foto abaixo), recuperado do acidente de Brands Hatch, venceu com facilidade, com o surpreendente Donnelly em segundo e, veja só, Jean-Denis Deletraz (foto ao lado, com seu capacete "mezzo Mansell, mezzo Patrese, no carro n 4) em terceiro. No entanto, a festa era toda de Roberto Moreno, que com o 5º lugar, garantiu o título de campeão da F3000 com duas provas de antecedência. Pierluigi Martini, seu maior adversário, estava na F1, disputando a corrida de Estoril. Depois de um ano dificílimo, Moreno consagrou-se campeão em uma equipe falida. A mídia passou a aclamá-lo e a Ferrari lhe presenteou com uma vaga como piloto de testes.

No fim das contas, as duas últimas etapas nem foram tão importantes para Moreno (Grouillard venceu em Zolder e Donnelly venceu em Dijon). O brasileiro passou a concentrar seu trabalho na Ferrari e na busca por uma vaga decente na F1 em 1989. Infelizmente, ela só veio a aparecer na Coloni.

Vários dos pilotos que correram na F3000 em 1988 conseguiram subir para a F1, ou pelo menos correr alguma prova em 1989. Herbert, recuperado, pôde estrear na Benetton. Grouillard, o vice, foi para a Ligier. Pierluigi Martini garantiu-se como primeiro piloto da Minardi. Bertrand Gachot era da Onyx. Raphanel era da Coloni, ao lado de Moreno. Weidler estreou na Rial. Até mesmo o idiota do Foitek se encontrou na Eurobrun. Alguns pilotos disputaram parte da temporada, como Alesi (Tyrrell), Bernard (Lola), Bertaggia (Coloni) e Donnelly (Arrows).
Tudo isso sem contar nos coadjuvantes de luxo, Damon Hill (foto acima, em Zolder), Johnny Dumfries ( abaixo, também na pista belga), Mick Trackwell entre outros... nessa incrível temporada de 1988, cheia de disputas, polêmicas, acidentes e, sem dúvida, uma amostra de como deve ser uma categoria de base: disputada, equilibrada e que consiga mandar muitos pilotos para a F1.
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Tudo isso em apenas 11 corridas. Não é a toa que esta foi a melhor temporada da curta história da categoria.
Sinceramente, esperamos que a F2, revitalizada pela FIA, se aproxime, pelo menos um pouco, do que foi a F3000 em seus primeiros anos.
Claro desejamos menos ossos quebrados também, ehehe.

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Fernando Ringel