Mostrando postagens com marcador Minardi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minardi. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: 3 *** Estrelas

__Eddie Cheever dispensa apresentações. Um dos melhores pilotos americanos da F1 além de um dos mais tradicionais nomes da Indy, abre essa EVOLUÇÃO com seu capacete que, convenhamos, é de fato uma pintura! (adoro trocadilhos, kkk) Embora não tenha muitos fãs entre a audiência da F1, Cheever é sempre lembrado nas listas sobre os capacetes mais bonitos.

Em geral, vi aqui e alí pessoas fazendo ligação entre as pinturas de Eddie Cheever com o capacete do inglês Anthony Davidson. Porém, embora concordasse com a asemelhança, nunca me animei a fazer um post sobre elas... (sei lá, idéia dos outros é, er, dos outros,né?)

Dias atrás (procurando alguma coisa em algumas revistas velhas), encontrei a edição de março de 2001 da revista Carro. Se trata de uma edição especial sobre a temporada da F1 que se iniciava. Comecei a folheá-la porque me lembrei de uma matéria em que um piloto aparecia com um capacete parecido com o do Cheever, mas que não era igual ao usado pelo Davidson.

No meio da revista, encontrei as duas páginas que falavam sobre a pré temporada e o histórico da Benetton. Na época, achei muito bonito o capacete do piloto que guiava o último "carro das cores unidas" (em 2002 o time passou a ser a Renault), só que... em uma era distante onde não havia internet para a maioria dos brasileiros (incluindo este que vos escreve), fiquei sem saber o nome do cara.

Enquanto relia a matéria, queria apenas confirmar as minhas suspeitas: só podia ser o Davidson (ainda em início de carreira) com uma variação da sua tradicional pintura. Pensa que no texto ou na legenda da foto tinha alguma coisa sobre o piloto de testes? Neca, nem uma pista.

Porém (como estamos 2010, graças à Deus), recorri a uma coisa divina, vulgarmente conhecida como Google. Lá, consegui a lista dos pilotos que testaram os carros da Benetton desde 1986 até 2001. Peguei os nomes que testaram entre 99 e 2001 e TCHA-RÃÃÂÂÂÂ... eis que o mistério (após 9 anos) estava resolvido. Se trata do francês Laurent Rédon. Na prática, um sub resultado de uma hipotética soma entre Allan McNish (eterno piloto de testes da Mclaren) + Jean-Christophe Boullion (eterno piloto de testes da Williams).

Rédon, campeão da Fórmula 3 Francesa (1995), estreou na F3000 Internacional pela tradiconal (quase equipe de F1) DAMS. Foi bem, terminando em 8° no campeonato de 1996. No ano seguinte se transferiu para a poderosa Super Nova (então a melhor do campeonato), como companheiro de Ricardo Zonta. Enquanto o brasileiro conquistou o título, Rédon ficou em 9°, tendo como melhor resultado um terceiro lugar em A1 Ring (buááá, volta pra F1 A1 Ring, sniff, sniff, sniff).

Em 1998, abdicou da F3000 para ser piloto de testes da Minardi (ou seja, ele não fazia nada já que o time praticamente nunca tinha dinheiro para os pilotos oficias treinarem. Imagina então o piloto de testes...). No ano seguinte passou a ser o test driver da Benetton, onde fez alguns testes "de grátis" até o ano 2000.

Cansado de ver as corridas pela televisão, Rédon fez algumas corridas na IRL em 2001, na Conquest Racing. De contrato assinado, disputou toda a temporada 2002, tendo se classificado para sua primeira (e até agora única) Indy 500. Seu melhor resultado foi um terceiro lugar no Super Speedway de Fontana. No fim das contas ficou com o título de rookie do ano... e nunca mais voltou para a Indy.

Notadamente um piloto técnico, embora tenha feito mais sucesso nos carros de turismo (FIA Sports Car Championship, 24 de Le Mans, Le Mans Series e o escambau), mesmo não sendo um Jacky Ickx (aí tbm peguei pesado, né?), Rédon se caracterizou por aquele tipo de piloto que é capaz de pilotar (bem) qualquer carro.
Atualmente Laurent é o "Ron Dennis" da equipe do Sporting Clube de Portugal, na Superleague Formula.

Apesar de bela, essa pintura de "estrelas com raios saindo de suas pontas" não dá sorte. Por último, Anthony Davidson, eterno piloto de testes da BAR e Honda (praticamente a mesma coisa). Na F1, o cara correu pela Minardi (OH, NOOO!) e Super Aguri (OH, NOOOO!²).

Enquanto não volta para a categoria, Davidson se diverte como comantarista de F1 na Radio BBC 5 Live, dá uma assessoria aqui (no F1 2010, mais novo jogo oficial da categoria, feito pela Codemaster), disputa uma 24 Horas de Le Mans alí , conversa com Virgin (OH, NOOOO!³) e Lotus acolá...

OBS: no caso de Eddie Cheever, tanto as cores, quanto os efeitos e a estrela foram inspirados na bandeira do estado do Arizona, terra natal do piloto.

OBS2: na história da Indy, Rédon é o único estreante do ano que optou por não continuar correndo na categoria. Vai ver ele quis "se aposentar no auge", né?


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fórmula Bobagem



__Bom ou não, Luca Badoer, apontado pela imprensa italiana do início dos anos 90 como "o novo Ascari", finalmente terá a chance de pilotar um carro vencedor... é, quero dizer, um bom carro (convenhamos, a Ferrari desse ano está uma m$%#@*) até porque Luca, na F1, nunca pilotou um carro decente.
_
Não lembra?
Bom, BMS Scuderia Italia em 93 (credo), segundo piloto da Minardi em 95, Forti Corse em 96 (credo 2) e Minardi (de novo) em 99 (credo ao quadrado).
E o pior foi que, cansado de ser piloto de testes na Ferrari, Badoer pediu uma liberação de um ano para correr pela Minardi em 99, onde, no GP da Europa, estava em quarto lugar quando teve que abandonar... e acabou chorando debruçado em cima do, er, carro.

A ironia é que, por estar (penando) na Minardi, a Ferrari, já no final do campeonato, desesperada com a falta de opções para substituir Schumacher após o acidnete do alemão em Silverstone, teve que recorrer ao (na época) desempregado Mika Salo... que só não venceu em Hockenheim porque a Scuderia mandou o finlandês deixar irvine passaro, no finalzinho da corrida.

Desejamos melhor sorte a esse piloto que, na nossa opinião, não merece estar na lista de pilotos do (ótimo) F1 Rejects.
_ _
Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Textos Clássicos do Verde (05): Parte 4

_
O
Fernando Alonso Desconhecido - 99/2001
_
_
Por Leandro Verde
_
Como a Minardi quase não havia feito testes de pré-temporada, ninguém esperava nada de Alonso ou de Tarso Marques. No entanto, a situação não foi tão ruim para o espanhol. Claro que o melhor carro (150cv mais potente que o de Marques) o favoreceu, mas, para os padrões da Minardi, o espanhol fez um belíssimo ano.
_
Sem quilometragem o suficiente e sem conhecer a pista, Alonso largou em 19º dos 22 carros em Mélbourne. Em Sepang, pela única vez no ano, Alonso largou atrás de Tarso Marques. Nessas duas corridas, Alonso manteve uma tocada constante e conse-guiu chegar ao fim.
Em Interlagos, 19º no grid, à frente de Jenson Button da Benetton. Em Imola, melhor ainda: 18º, à frente das duas Benetton. Nessa corrida, graças à falta de equlíbrio de seu carro, bateu na Variante Alta, destruindo toda a lateral direita.
_
Em Barcelona, Alonso obteve um de seus grandes desempenhos no ano. Largando à frente das duas Benetton e da Jaguar do outrora sensação Pedro de la Rosa, o jovem espanhol passou boa parte da corrida brigando com Giancarlo Fisichella com um carro pior. E no fim das contas, Alonso conseguiu chegar à frente! Até mesmo Galvão Bueno elogiou o piloto: "e esse Alonso é rápido, hein? Brigando no meio do grid com a Benetton. E os jornais espanhóis faziam isso, elogiavam muito o Alonso, sensação de Minardi, e criticavam o Pedro de la Rosa".
_
No entanto, o carro da Minardi não avançava e Alonso começou a dividir a última fila com Tarso Marques com frequência. Em Hockenheim, Alonso obteve sua melhor posição de chegada naquele ano, um 10º lugar.
_
Em Hungaroring, após rodar e abando-nar a prova, sofreu uma brincadeirinha (infelicíssima, diga-se) de Reginaldo Leme: "ele faz coleção de pedrinhas de brita e não tinha as da Hungria ainda". Reginaldo teve de morder a língua no futuro...
_

Em Spa, Alonso sofreu seu primeiro grande acidente na F1: durante o warm-up chuvoso, enquanto fazia a Stavelot, Alonso rodopiava em alta velocidade e atingia a barreira de pneus. Foram 4 horas de exames médicos até a liberação para a corrida.
Em Monza, Alonso se colocou em brigas no meio do grid enquanto seu carro permitia.
_
Indianápolis viu a melhor classificação de Alonso, um 17º lugar, à frente do ex-campeão Jacques Villeneuve e das duas Arrows. Em Suzuka, mais um 18º lugar no grid e uma corrida combativíssima premiada com um 11º lugar, à frente de carros muito melhores, como o Prost de Frentzen e a BAR de Olivier Panis. Sem dúvida nenhuma, uma das melhores atuações da temporada.

A grande sacada de Alonso era seu desempenho em todos os treinos, não só os oficiais. Era comum ver Alonso em 14º, 15º, 16º em warm-ups e treinos livres, o que mostrava que era um piloto que conseguia levar o Minardi a um desempenho inimaginável com outros pilotos. Suas corridas não eram tão boas em termos de resultados, mas sua combatividade o colocava no meio do grid.

Flavio Briatore percebeu isso e, ao invés de deixá-lo por mais um ano na Minardi ou aceitar uma possível transfe-rência para a Prost, decidiu manter Alonso como test-driver da "nova" equipe Renault em 2002, com boas possibilidades de efetivação para 2003.
_
Briatore raramente cumpria suas promessas naqueles tempos, mas o fato é que Alonso era tão eficiente como test-driver, mesmo sendo jovem e relativamente inexperiente, que o espanhol foi anunciado como piloto oficial da Renault muito antes do fim e 2002.
_
Ainda naquele ano, a Jaguar o requisitou para uma sessão de testes para que o espanhol aconselhasse a equipe, que tinha carros lentos e problemáticos. O conceito do espanhol estava altíssimo naquela época. _

O que veio a partir de 2003 todos já sabem. Vitórias, sucesso e títulos. Esse texto (gigantesco) foi apenas uma apresentação do que Fernando Alonso era antes da fama: um jovem muito rápido e que conseguia atuações acima de seus carros ruins.
_

X

Lembrando que Alonso conseguiu se sobressair em uma Minardi(!!!!), em 2001, um ano de altíssimo nível entre os estreantes:

Kimi Raikkonen, Juan Pablo Montoya e o meu xará Alonso._
_

__
Fernando Ringel

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Textos Clássicos do Verde (05): Parte 3

_
O Fernando Alonso Desconhecido - 99/2001
_
_
Por Leandro Verde
_
Em Dezembro de 2000, a Fórmula 1 realizou testes em Barcelona com algumas equipes, e Alonso fez um de seus primeiros testes pela Benetton. Veja a notícia que saiu na época (15/12/2000) na imprensa brasileira:

"Jovem espanhol brilha no teste da Fórmula 1

O jovem espanhol Fernando Alonso, de apenas 18 anos, foi a sensação do treino desta quinta-feira, no Circuito da Catalunha, em Barcelona. O melhor tempo do dia ficou com o piloto revelação da Fórmula 1 na última temporada, o inglês Jenson Button, da Benetton, com 1min21s294 (59 voltas), obtido às 10h01. Mas Alonso, confirmando pertencer à geração de novatos talentosos sem experiência com a F-1, registrou 1min21s479 (42) com o mesmo carro e em um horário menos favorável, 12h43. "
_
Diante disso, a equipe Minardi não mediu esforços para ter Alonso em um de seus carros. Para isso, demitiu seus dois pilotos, Marc Gene e Gaston Mazzacane após a última corrida. O problema era a falta de dinheiro que isso acarretou. Sem a PSN e a Telefonica, os dois patrocinadores dos pilotos demitidos, a Minardi simplesmente se viu sem dinheiro algum para 2001.
_
Por algum tempo, a equipe esteve simplesmente parada, sem operações comerciais que garantissem sua sobrevivência para a temporada 2001. Muitos diziam que a Minardi não participaria da temporada a não ser que algum salvador aparecesse. E ele apareceu: Paul Stoddart, magnata da aviação australiana, comprou a equipe em Janeiro de 2001, rebatizando-a para European Minardi. Não demorou muito e Fernando Alonso foi anunciado como primeiro piloto.
_
Alonso, até aquele momento, descrente da recuperação da Minardi, já negociava com equipes de ponta da Fórmula 3000 para uma segunda temporada, dentre elas a Petrobras Jr. Depois do anúncio, o espanhol chegou a participar de uma sessão de treinos da Fórmula 3000 com a nova European Minardi F3000, mas seu passaporte para a Fórmula 1, aos 19 anos, já estava carimbado. Seu companheiro de equipe seria o brasileiro Tarso Marques.
_
X
_
Segunda feira Leandro Verde fala sobre a temporada 2001 na Minardi, os testes na Jaguar, Na Renault entre outras histórias e causos, típicos do VELOCIDADE MAXIMA TOTAL.
_
_
Fernando Ringel

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Textos Clássicos do Verde (05): Parte 2

O Fernando Alonso Desconhecido - 99/2001
_

Por Leandro Verde
_
O desempenho de Alonso não foi suficiente para colocá-lo na Fórmula 1 em 2000, mas lhe deu uma vaga na Fórmula 3000 Internacional, na equipe Astromega, por intermédio do engenheiro da Sauber Joan Villadelprat. A equipe não era pouca porcaria: havia vencido uma corrida em Mônaco em 1999 e colocou Gonzalo Rodriguez na briga pelo título daquele ano. Seu carro, todo patrocinado pela Telefonica, teria um layout igual ao do carro da Minardi na F1. Seu companheiro de equipe era o experiente Fabrice Walfisch, com duas temporadas na categoria.

Imola foi aquela típica primeira corrida, onde Alonso largou e andou no meio do grid o tempo todo. Silverstone foi um fiasco, com Alonso não conseguindo se classificar para corrida. Uma corrida discretíssima em casa, no circuito de Barcelona, e um acidente patético com Ricardo Mauricio na primeira curva colocavam o desempenho do espanhol em cheque. Ao que tudo indicava, não passava de um piloto vaca-brava. Mônaco foi um álibi aos urubus: Alonso deixou o carro parado no grid por erro seu, mas conseguiu voltar e fez uma corrida esplêndida, realizando ultrapassagens nas ruas do principado e terminando em oitavo. Era muito rápido (naquele ano, o espanhol liderou treinos oficiais por nada menos que seis vezes, e isso sem conhecer as pistas!), mas não passava de um moleque, pensava o paddock. Além do mais, a equipe só ouvia o veterano Walfisch, ignorando o garoto inexperiente de 18 anos.
_
O piloto, no entanto, não desistia. Conforme a temporada passava, Alonso aprendia inglês para se comunicar com os funcionários da Astromega, que passaram a dar cada vez mais apoio, ouvindo suas reclamações e sugestões sobre o carro. Com isso, seu desempenho melhorou consideravelmente a partir da segunda metade da temporada. Em Magnycours, Alonso largou em terceiro e vinha fazendo uma ótima atuação até a bomba de combustível quebrar. Em A1-Ring, seu desempenho foi discreto, mas sua corrida foi boa o suficiente para lhe garantir o primeiro ponto na temporada.
_
Em Hockenheim, Alonso conseguiu outra boa posição, a 6ª, mas sofreu um acidente no começo da corrida. Seu primeiro grande resultado foi em Hungaroring: 3ª posição no grid de largada e um 2º lugar na corrida. Mas a corrida da sua vida, a que representaria um salto na sua carreira, viria duas semanas depois, em Spa.
A Astromega havia finalmente conseguido acertar seus dois carros e a equipe esperava ir bem, ainda mais com seu segundo piloto, o veterano belga Marc Goossens, com 5 temporadas de F3000 nas costas e conhecedor profundo de Spa. Mas Alonso estava o diabo naquele fim de semana: pole-position, com Goossens em segundo. Ainda assim, havia muitos céticos: Goossens é o piloto da Astromega neste fim de semana.
_
Os céticos erraram feio. O paddock viu uma das maiores atuações de toda a história da Fórmula 3000. Sem conhecer os truques da pista mais difícil do calendário, Alonso disparou na largada e abriu distância volta após volta com relação a seu experiente companheiro. Sua pilotagem era limpa e sem erros. Após 30 voltas, Alonso ganhava sua primeira corrida na F3000, com nada menos que 15 segundos de vantagem para Goossens. E note que todos os carros da F3000 são iguais, o que aumenta ainda mais os méritos do espanhol.
_
A F1 passou a prestar atenção no espanhol. Gabriele Rumi, insatisfeito com Gaston Mazzacane em um dos carros da Minardi, queria colocar Alonso na F1 já a partir de Monza. Benetton, e acredite, a Ferrari apareceram interessadas no passe do jovem piloto. Naquele mesmo fim de semana de Spa, Alonso assinou um contrato com Flavio Briatore: o espanhol passava a ser piloto do Briatore e poderia vir a correr pela Benetton (que viria a ser Renault) no futuro. No fim das contas, Alonso passou longe do título, que ficou com Bruno Junqueira, mas o 4º lugar no campeonato (17 pontos) valeu muito mais do que o título de Junqueira e o vice de Nicolas Minassian. Ao contrário destes dois últimos, que tiveram de ir pra CART, Alonso estava perto de estrear na F1 em 2001.

_
X
_
Na foto acima vemos Alonso entre gabriele Rumi e Giancarlo Minardi comemorando os 250 GPs da equipe na F1. Monza/2000.
_
XX
_
BASTIDORES DO POST:
Não sei se foi de propósito ou se foi erro de digitação, mas no trecho em que o Verde contava sobre o difícil começo de Alonso na F3000, no texto original, estava escrito:

" O piloto, no entanto, ANÃO desistia.".

Como se sabe o Alonso é baixinho mesmo, eheheheeh. De propósito ou não fica registrado o causo.
_
XXX

_
Amanhã postaremos a sequência de mais um dos "Textos Clássicos do Verde", será retratada a primeira, e precária, temporada de Alonso na F1.
_
_
Fernando Ringel

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Textos Classicos do Verde (05):


O
Fernando Alonso Desconhecido - 99/2001
_
Por Leandro Verde
_
Todo mundo aqui sabe quem é Fernando Alonso, o bicampeão do mundo que correu na McLaren no ano passado e que voltou à Renault este ano. Quase todo mundo aqui se lembra do espanhol desde os tempos da Renault, quando ele trouxe os primeiros resultados de expressão da equipe e massacrou (pelo menos em pontos) seu companheiro Jarno Trulli.

No entanto, pouca gente (pouquíssima, na verdade) se lembra dele antes disso. Quase ninguém se lembra dele aqui na Fórmula 3000 e pouca gente prestava atenção nele quando ele corria na Minardi. Aqui eu não vou contar toda sua vida, mas sim sua trajetória entre Dezembro de 1999 (seu primeiro teste na F1) e 2002 (como test-driver da Renault).

O PRIMEIRO TESTE NA FÓRMULA 1
_
Dezembro de 1999. Como de costume, as equipes se reuniam para os últimos testes da temporada, já objetivando a próxima temporada. A Minardi, a equipe mais pobre da F1 na época, porém, sempre utilizou estes testes de final de ano para testar possíveis pilotos titulares para a temporada seguinte ou mesmo para dar oportunidades a novos talentos. E um destes talentos que testaria um Fórmula 1 em Jerez de La Frontera era um espanhol de 18 anos, baixinho e de sobrancelhas grossas.
_
O teste de Alonso foi agendado por Adrian Campos, ex-piloto da F1 e empresário do jovem piloto, que havia sido campeão da Fórmula Nissan com 6 vitórias, 9 poles e 8 voltas mais rápidas. Uma das partes responsáveis pelo teste foi a Telefonica, patrocinadora de Alonso e da Minardi. Todos queriam saber como se portaria o piloto, uma das esperanças de um país que só possuía títulos no motociclismo. Um fator indicava que não daria para fazer muito: a chuva torrencial que caía sobre Jerez. Dificilmente Alonso impressionaria nessas condições, em um carro tão ruim.
O espanhol, no entanto, surpreendeu a todos. Dentre os sete novatos na pista, Alonso foi o mais rápido de todos, andando 3,5 segundos mais rápido que o segundo mais rápido entre os outros novatos. O ex-chefe da Minardi Cesare Fiorio deu o testemunho mais surpreendente: “Na primeira volta, no asfalto encharcado, ele freou no mesmo lugar que Barrichello, com a Ferrari, imediatamente o chamei para os boxes”, contou Fiorio. Alonso perguntou qual era o problema. ‘Nenhum, mas se você continuar assim, vai arrumar um grande acidente. Eu mandei você ir devagar!” respondeu Fiorio. E Alonso rebateu: “Mas eu estou devagar...”
_
X
_
Amanhã Leandro Verde conta sobre a passagem do espanhol pela F3000 e a sua contratação como piloto oficial da Minardi para o ano 2000. Não perca!
_
_
Fernando Ringel

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Textos Clássicos do Verde (03): Parte 6

Roberto Moreno,
O Operário do Automobilismo
Por Leandro Verde
_
_
A DECADÊNCIA NA F1 E O OSTRACISMO (1991 - 1995)
_

_
Moreno estava desanimado na Jordan, e isso era visível nas câmeras de TV. Mesmo assim, ele foi 8º nos treinos. Só que sua corrida acabou em um acidente na 2ª volta, devido a problemas nos freios (foto acima). Mesmo com essa justificativa, sua imagem ficou ainda mais arranhada. Houve ainda mais uma oportunidade, em Estoril. mas o desempenho apagado fez Moreno perder seu lugar na Jordan para Alessandro Zanardi.

_
Moreno ainda teve mais uma oportunidade, na última corrida do ano, em Adelaide. Depois que Prost foi demitido da Ferrari, a equipe italiana convocou Gianni Morbidelli, até então da Minardi, para seu lugar. E Giancarlo Minardi, sem o 2º piloto, chamou Moreno para o seu lugar. Uma corrida discreta que durou poucas voltas, devido à chuva e a uma bandeira vermelha. Terminava aí o ano de 1991.
_
Foi até um milagre que Roberto Moreno tivesse encontrado um lugar na categoria em 1992, na capenga Andrea Moda. A equipe, de Andrea Sassetti, havia contratado Alex Caffi e Enrico Bertaggia, mas ambos foram demitidos após a corrida do México. Entraram Moreno e Perry McCarthy, no lugar. O carro, feito por Nick Wirth, futuro dono da Simtek, era muito ruim, mas mesmo assim Moreno, milagrosamente, conseguiur largar uma vez, em Mônaco. Festa na equipe, que durou até a 11ª volta da corrida, depois que o motor Judd explodiu. Depois disso, só sofrimento com o Andrea Moda. A temporada terminou em Monza, depois que os caminhões da Andrea Moda foram impedidos de entrar no paddock e Sassetti foi preso.
_
__
Em 1993, Moreno disputou os campeonatos de turismo francês e italiano, ficando em 7º no francês. Em 1994, Moreno só correu de kart e tentou largar nas 500 milhas de Indianápolis, pela obscura Arizona Motorsports. Como o carro era ruim e antigo, Moreno acabou ficando de fora. Mas o sonho dele correr de monopostos não havia acabado ainda.
_
A novata Forti Corse, equipe que vinha da F3000 para disputar o campeonato de F1 de 1995, precisava de um companheiro brasileiro para Pedro Paulo Diniz. Christian Fittipaldi e Mauricio Gugelmin foram cogitados, mas Roberto Moreno acabou presenteado com a vaga.
_
A equipe era quase brasileira: um dos donos era o brasileiro Carlo Gancia, os patrocinadores eram quase todos brasileiros e ligados ao Grupo Pão de Açúcar, da família Diniz, e até as cores do carro eram as cores da bandeira brasileira, amarelo, azul e verde. Mas, apesar da esperança, o carro era um F3000 revisado.
_
O campeonato de Moreno foi patético, com situações como a da corrida da França, quando seu pé ficou preso no acelerador (convenhamos, com um carro daquele, nem precisava tirar o pé do acelerador) porque toda a cola do revestimento do pedal acabou lambuzando o pé. No final, Moreno terminou o ano zerado. Sua melhor posição no grid foi o 20º lugar na Austrália, enquanto que sua melhor posição de chegada foi o 14º na Bélgica. Sua última corrida foi tragicômica, com Moreno batendo na entrada dos boxes... No final do ano, os patrocinadores brasileiros foram embora com Diniz para a Ligier e Moreno, sem apoio algum dentro da Forti, ficou desempregado de novo. Terminava aí a passagem de Moreno pela F1.
_
X
_
Lembro que em 1995 fui um dos que acreditou que o Schumacher teria que se virar para tirar o título do Barrichello e sua incrível Jordan, imbatível nos testes da pré-temporada. Lembro também que, segundo os meios de comunicação, o Schumacher teria que brigar pelo vice campeonato com Nigel Mansell e sua Mclaren “asinha”.
E as Williams? Segundo a imprensa, a equipe não tinha piloto. Quem vencia as corrida era o carro.
Tenho que admitir que fui um dos que acreditou que a Forti Corse era brasileira e que estava correndo por fora brigando por pontos com a Ferrari.
Santa inocência... também, em 1995, eu tinha só 10 anos...
_
_
Fernando Ringel