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terça-feira, 15 de junho de 2010

A Evolução da Espécie: JPS made in USA

__Na primeira foto, a pintura (John Player Special), o design (efeito solo), o chefe/gênio (Colin Chapman), os pilotos (Andretti/Peterson) além do esmagador título de 78 dispensam comentários. Um clássico do esporte a motor. DREAM TEAM!

Em segundo, com um bom currículo na Europa (além de testes na F1, Mclaren por exemplo) Arie Luyendyk desembarcou na Indy com o cartão de visita da Provimi Veal, multinacional holandesa do ramo da agricultura. Em 1985, Arie estreou pela Bettenhaunsen (Arrows da Indy), pilotando uma espécie de "Agro-Lotus falsificada". RESULTADO: rookie do ano (tanto no campeonato quanto na Indy 500).

Por último (realmente entre os últimos) o KV do inglês James Rossister durante a pré temporada em Barber. Ele estrearia este ano na Indy, mas por "n" motivos ($$$), ficou de fora. Esse carro foi o primeiro sinal do "namoro" entre a KV e a Lotus Racing.

No fim das contas, Mario Moraes e Ernesto Viso correram com essa pintura no início do campeonato. Quando os dois voltaram para o cinza e azul tradicional do time, o terceiro piloto da equipe, "Takumikaze" Sato (que na última hora perdeu sua vaga na F1) foi "vestido" com o magnífico verde metálico e amarelo da Lotus Racing.


OBS: sempre fiz confusão com essa Lotus. Apesar de se chamar Lotus 79, foi campeã em 78, e como ela é muito citada, acaba criando uma certa confusão.

OBS2: ainda mais se for o Luciano do Valle (mito) narrando ou a Mariana Becker como repórter, ehehehe (risada triste).

OBS3: esse é mais um dos posts "vovôs" do VEL MAX. A idéia tive na primeira vez em que vi esse carro do Luyendyk, por acaso em um site de compras on line. Primeiro pensei que fosse a tal Lotus T95 com que a, er, Lotus disputaria a Indy com Al Unser Jr em 1985. Quando vi que não era, nem me passou pela cabeça salvar a foto. Porém (ainda bem) fiquei com a idéia na cabeça. Anotei no meu caderno o ínício da EVOLUÇÃO: Lotus 79>>> "Lotus Luyendyk".

Pouco tempo depois o Rossister apareceu com uma pintura preta e dourada na KV e aí... fechou! Só faltava descobrir mais sobre o carro do holandês.

Achei todas as fotos (os carros tem que estar na mesma posição, o que torna a pesquisa um pouco mais demorada) e montei tudo no Photoshop em 08/04. O post ficou salvo em rascunho aqu no VEL MAX até hoje (15/06), quando finalmente tive um tempinho para escrever este texto que você está lendo agora.

Demora, né? Mas vale a pena.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Evolução da Espécie (INDY): Green Lotus

__Para começar, voltemos para 1964: o "rookie" Jim Clark faz a pole na Indy 500 a bordo de um chassis feito especialmente para a corrida. O Lotus 34, empurrado pelo motor Ford V8 com 425 cavalos de potência (!!!) era tão canhão que derreteu os pobres pneus Dunlop. RESULTADO: CRASH!
No ano seguinte, a equipe voltou com o Lotus 38 e o resultado foi comemorado com um copo de leite e muito champagne: pole, vitória e apenas os quatro primeiros na mesma volta do escocês!

Assim como o Lotus 34 foi uma evolução do Lotus 29, pouco mais de dois anos após a morte de Colin Chapman, Gerard Ducarouge e Mike Coughlan pegaram o 95T com o qual De Angelis e Mansell disputaram o campeonato de 84 na F1, e fizeram o segundo carro dessa EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE.

Assim como nos anos 60, em 85 a Lotus voltaria à Indy com os motores Ford. Além disso e do verde na pintura, vale ressaltar outra coincidência: em 1966 e 67, Al Unser foi um dos pilotos da equipe inglesa na Indy 500. Em 1985, a Lotus chegou a fazer negociar a contratação de Al Unser Jr, mas por motivos até hoje desconhecidos, todo o projeto foi abortado. Dado o padrão de "gordura" dos chassis da Indy nos anos 80, perdemos a (belíssima) chance de ver um, er, belíssimo carro nos ovais americanos. Infelizmente o chassis foi para o museu da Lotus sem nunca ter disputado nem mesmo um treino livre...

Por último, o estiloso Dallara Honda da KV Racing, com que o japa Takuma Sato teve a proeza de enfiar na proteção de pneus em São Petersburgo. Segundo a Proton, dona da marca Lotus, a associação com a KV é apenas o primeiro passo para a volta da equipe em diversas categorias top... E QUE ASSIM SEJA!!!

OBS: para mim, parece até um sonho poder falar da Lotus usando o verbo no presente!


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br