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quarta-feira, 2 de junho de 2010

INDY 500: notas sobre o GP

Wellington Lucas - Uma corrida para entrar na história do IMS (Indianapolis Motor Speedway)

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Fernando Ringel + Como você disse, tentei torcer para o Franchitti para ver se ele quebrava, mas que nada, o cara é um rabudo.

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WL - Dario fez uma ótima largada, deixando a liderança apenas no fim da prova, nas paradas de box.

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FR + E o Kanaan, hein? Quase repetiu o milagre do André Ribeiro em Michigan (1996): saiu em último para vencer (em um carro mais ou menos).

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WL - O Kanaan fez uma excelente prova de recuperação, não fosse o Spash and Go... poderia ter feito história. Um ótimo premio pela quase não classificação .

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FR + É só olhar o desempenho do pessoal da Andretti Autosport. Tony fez milagre. Na boa, esse negocio de ter 3 carros e ganhar título é só para Roger Penske. A equipe já vem meio capenga pelo campeonato e ainda vão colocar um quarto carro na Indy 500? Assim tu força a amizade Seu Michael Andretti...

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WL - Castroneves fez uma ótima corrida, uma pena o motor não ter ajudado no final da prova. Mais um que poderia ter ganho, não fosse o Splash and Go.

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FR + Por essas e outras não dou a mínima atenção para quem faz a pole em ovais. As corridas tem no mínimo 200 voltas e quase sempre umas 10 bandeiras amarelas. O piloto não tem como evitar uma ultrapassagem (como acontece nos circuitos mistos).

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Pole em oval é só para tirar foto e aparecer nos jornais. Na Indy 500 ainda se justifica pois Indy 500 é Indy 500, mas nas outras... se eu fosse chefe de equipe mandaria meus pilotos aliviar nos treinos, evitando acidentes, visando o acerto para a corrida. Nada atrasa mais a evolução no acerto quanto um acidente (além de desperdiçar alguns milhares de dólares).

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No caso da Indy, em uma equipe minha (um time pequeno), só aí diria para os meus pilotos dar o sangue nos treinos. Isso traz publicidade (mídia > patrocinador > $$$) além do quê, o pole sempre ganha algo em torno de 100 mil dólares como prêmio.

Como falta de dinheiro não é o caso da Penske, apenas por satisfação pessoal é que se jsutifica todo o esforço da equipe para colocar seus 3 carros no Fast 9, se possível os três na primeira fila (coisa que quase aconteceu).

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WL – Uma pena, mas a Penske estava no seu melhor. Teve tudo e perdeu tudo. Power nos boxes (no começo da corrida), Briscoe com a porrada na curva 4 e o Helinho no Splash and Go.

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FR + Pra falar a verdade, Power fez uma parada nos boxes meio “ejaculação precoce”. Entrou (EPA!) nos pits (AH, BOM...), saiu antes da hora (OH, NO!!!) e quase levou o mecânico do reabastecimento de volta para a pista. Mais ou menos como aconteceu com o ótimo Raphael Matos.

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O brasileiro vinha impressionando na simpática equipe de Gil De Ferran, mas saiu antes do mecânico ter tempo para apertar a porca do pneu esquerdo traseiro e aí... já era. Por ser muito longa, a Indy 500 permite recuperações, mas aí a cabeça do Matos já estava “bolada”. Na ânsia por recuperar posiões, rodou e bateu sozinho pouco depois da relargada.

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WL- Falando sobre as equipes menores que fizeram bonito, menção honrosa para Bobby Rahal. De volta como chefe de equipe (a Rahal foi ressussitada só para a Indy 500), Bobby tinha chances reais de ganhar com seu filho Graham. Seria bonito ver os rostos de pai e filho no Borg Warner Trophy.

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Parabéns também para a FAZZT que (pelas circunstancias) fez uma ótima corrida com o Alex Tagliani.

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FR + Ta aí uma equipe com uma nome bizarro... que deu certo! A pronúncia de FAZZT é fast, veloz em inglês. KV, HVM, FAZZT, a Indy parece ser o paraíso de todas as siglas no automobilismo. PQP! (que tbm é uma sigla, mas que eu saiba, ainda não é nome de equipe da Indy, KKKKKK)

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WL - Ainda sobre a FAZZT, uma pena Bruno Junqueira ter abandonado no começo. Poderia ter ganhado uma prova muito emocionante.

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FR + Quanto ao Graham e o Bobby Rahal, esse negócio de pai e filho na Indy 500 as vezes dá azar. Michael Andretti tentou e quase conseguiu vencer várias vezes, mas só o rosto do papai Mario aparece no genial Borg Warner Trophy (para mim o mais imponente, criativo e belo troféu do automobilismo). Esse negocio de acrescentar o rosto dos vencedores é uma idéia sensacional. Primeiro por ser simples, segundo porque faz o troféu ficar cada vez maior, ou seja, mais imponente.

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FR+ Sobre o Bruno Junqueira, estava torcendo por ele e fiquei decepcionado com seu abandono pré maturo, claramente fruto da falta de testes com o carro no tráfego. Junqueira tem lugar no grid da Indy. Se eu tivesse uma equipe, já teria feito uma oferta para o brasileiro.

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WL - Os brasileiros tiveram momentos de tensão nessa Indy 500: Junqueira, Matos, Moraes e Meira abandonaram. Bia Figueiredo rodou no final para não bater em Conway e Hunter-Reay.

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FR + Estava distraído assistindo a corrida quando ouvi o Té José falando "vi torneira no meio do bolo". Olhei para aTV com "cara de velha surda" e aí entendi: "vi torneira no bolo" na verdade era Vitor Meira no tráfego, hauhauhauhauhuahuahuauauahuahuahuahuhauhau.

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WL - O discreto Mario Romancini apenas completou a corrida na pequena equipe do ex-piloto Eric Bachelart. Sobre Tony e Hélio nem preciso comentar.

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FR + Pode ter parecido apenas um susto, mas Bia demonstrou muito reflexo ao tirar seu Dallara Honda do caminho ao ver Conway voando de encontro ao alambrado. Mais reflexo ainda (além de sorte) teve Helio Castrneves. O brasileiro se salvoou milagrosamente de todas as peças voando, além do carro da Bia rodando bem na sua frente. Helinho levou seu Penske intacto até a bandeirada final em uma tremenda demonstração de ocntrole do carro. DO KARAI!

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WL – Por falar nele, Mike Conway resolveu brincar de Stan Fox e mudou ainda mais o resultado final da prova. Graças à segurança de hoje, ele está meio zuado (três meses fora das pistas), mas vivo. Se fosse o acidente tivesse acontecido até 1990, seria morte instantânea.

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FR + Pode crer, Stan Fox não conta porque ninguém sabe como ele sobreviveu, muito menos, sem perder nenhum membro. Coisa esquisitíssima. Teve também aquela paulada da Tom Sneva (+ ou - um Villeneuve

+ De Cesaris da Indy), na Indy 500 de 1975. Outro milagre, mas ali o americano pegou alambrado de traseira. No caso do Conway, o cockpit foi atingido de lado.

Kenny Brack deve ter ficado com inveja do inglês ficar apenas 3 meses fora das pistas. O Sueco ficou 18 e nunca mais voltou a ser o mesmo.

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Uma coisa garanto: Conway vai voltar bem mais bunda mole. Isso acontece com todo piloto que “quase morre nas pistas”. Tem gente inclusive, Nelson Piquet por exemplo, que aponta o acidente em Imola 94 como um dos possíveis motivos da falta de agressividade de Rubens Barrichello.

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Freud chama isso de Pulsão de Morte. O cara quase morreu, não quer passar por isso de novo então por mais que ele queira, o pé do acelerador não pisa mais tão fundo como antes do acidente. Faz parte do Instinto de Preservação, uma tática do seu corpo para aumentar as suas chances de continuar vivo... ou pelo menos evitar ao máximo a dor.

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WL – Sobre os que completaram a corrida, não fosse a bandeira amarela no final, Dan Wheldon poderia ter ganho a Indy 500 outra vez . O inglês tinha mais etanol que Franchitti e poderia facilmente ultrapassar o escocês na looooooonga reta oposta.

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FR + Se isso tivesse acontecido, troca de liderança na última volta, aí sim diria que essa foi uma tremenda prova. Tudo estava lá, a massa, o glacê, recheio, as velinhas (94 anos de idade, né?), os convidados, mas faltou a cereja do bolo... pelo menos para mim, achei um pouco monótona essa Indy 500. No mínimo, já vi melhores. A de 1993 é hour concour.

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No mais, Alex (Debi?) Loyd conseguiu um milagroso terceiro lugar! Ninguém sabe como, mas ele conseguiu!! Isso deve ajudar a (muito) pobre e limpinha Dale Coyne.

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WL - Para finalizar, quero que a TV Bandeirantes respeite o seu telespectador. Quando for um bilionário como o Bill Gates, vou montar minha própria emissora com padrão internacional e comprar os direitos da Indy e da SP Indy 300 (quem assina o contrato é a Band e não a prefeitura de São Paulo). Viva ao Terra que passou a corrida completa. Assisti lá quando a Band inventava de passar o futebol quando tinha bandeira amarela.

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FR + $$$$, meu caro. Tudo é uma questão de $$$, né seu Money George? Ops, Tony George, kkkk.

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Um abraço,

Welington Lucas/Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

@FernandoRingel

terça-feira, 25 de maio de 2010

Papel de Parede: Indy 500 Deluxe!

__Vai um wallpaper (1200 X 768)?
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OBS: ia deixar para postar amanhã, mas "num resisti". Como sempre, sugiro que você centralize a imagem e blá, blá, blá, você já decorou, né?
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KKK, um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

INDY: Pole Day/Bump Day


Wellington Lucas - Mais uma pole-position de Hélio Castroneves na Indy 500. Esse ano promete muito!

WL - Finalmente a Ganassi se achou na Indy em 2010. Franchitti e Dixon se classificaram no “Fast 9” com o escocês levando o 10T a terceira colocação e Dixon com o carro nº9, larga em sexto.

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WL - A FAZZT do canadense Alex Tagliani está muito bem! Para quem pagava para correr ano passado, largar em quinto na Indy 500 é uma bela demonstração de força. Convenhamos, transformar o espólio da antiga Roth e uma coisa competitiva não é para qualquer um .

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WL - Ainda sobre a FAZZT, se Bruno Junqueira tivesse disputado o Pole Day, ficaria no “Fast 9” facilmente.

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+ Fernando Ringel – Para mim, o Brasil tem cinco grandes talentos desperdiçados (em nível internacional) nos últimos 20 anos: Tarso Marques, Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi, Max Wilson e Bruno Junqueira.

Fico feliz vendo o mineiro fazendo jus ao seu talento e a sua vocação, o automobilismo top.

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WL - Quanto a Newmann-Haas, Hideki Mutoh ficou no “Fast 9” junto com a Rahal Lettermann do Graham Rahal. Aproveito esta nota para apontar esses como dois dos qua considero favoritos para a vitória na Indy 500.

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WL - A Penske conseguiu colocar no “Fast 9” seus três pilotos. Destaque para Will Power que divide com Helio CastroNeves a primeira fila. Queria que a Penske dominasse a primeira fila, mas não deu. Torci para o Briscoe roubar o terceiro lugar do Franchitti, mas o australiano do carro n°6 ficou mesmo em uma honesta quarta posição.

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WL – Menção honrosa para o Ed Carpenter, da Panther, mais um que se classificou no seleto “Fast 9”. Depois que a equipe dele foi para o saco, o cara não teve muito o que fazer. Na Indy 500, Carpenter está atrás de um bom resultado, visando angariar fundos e moral para voltar a correr em tempo integral na Indy.

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FR + PERGUNTA CRETINA MODE On: Sabe aquela banda, os Carpenters? Esse Ed Carpenter é aquele que cantava Mr Postman com a irmã?

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WL – Dãããa. Mudando de assunto, estou muito decepcionado com a Andretti Autosport, uma equipe que ficaria facilmente no “Fast 9”. Como se não fosse o bastante se classificar no meio do pelotão, Tony Kanaan quase foi bumpeado.

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WL – Falando "turma do fundão", Paul Tracy foi o único bumpeado que não curti. Enquanto fez frio, o canadense tinha sido o segundo mais rápido (na sexta-feira), mas no Pole Day a temperatura aumentou na região de Indianápolis e o carro perdeu muito em desempenho.

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FR + O carro do Tracy não rendeu no calor? Tremendo pé frio esse cara, hein? KKK. Falando sério, essa era a grande chance de Tracy conseguir um bom resultado, e com isso patrocínio para continuar na Indy. Com quase 50 anos e a fama de destruidor de carros... ADEUS PAUL TRACY! Vejo você nas minhas revistas antigas, sniff, sniff, sniff...

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WL – Quanto ao resto do pelotão, tudo normal, incluindo aí dona Milka Duno, aquela piloto que é um perigo...

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FR + ... para os outros pilotos

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WL – Vou ficar devendo o comentário sobre a rabeira do grid, pois são posições justas. Nada a declarar.

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FR + Não torci por ele, mas fiquei satisfeitissimo com classificação do Sato, vai ser legal ver a "Lotus" de novo na Indy 500. Agora é torcer para ele demorar para destruir o carro, assim dá para apreciar a belíssima pintura por mais tempo.

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FR+ Podem me chamar de viúva da CART (embora eu goste mesmo é do período entre a USAC e a CART, anos 80 até 1995), mas tenho saudades da época em que quase 50 inscritos disputavam as 33 vagas no grid...

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WL – Apesar de frustrar as minhas expectativas (esperava a Bia Figueiredo no Bump Day facilmente junto com a Simona De Silvestro), temos que dar os parabéns para a brasileira, a novata mais bem colocada no grid de largada em toda a história da Indy 500.

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WL – No mais, nos vemos semana que vem na resenha da corrida que finalmente vai ser narrada pelo Téo José e não com o Bolacha.

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FR + Buááá, eu queria o Luciano, pô! Na boa, Téo José é o cara para narrar a Fórmula Truck, mas na Indy (apesar de trocar o nome dos pilotos), dá-lhe Luciano do Valle!

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Não é por nada, mas eu torcia por três nessa Indy 500: Robby Gordon (nem participou), Paul Tracy (não se classificou) e Luciano do Valle. KARAI! Acho que assim como me sugeriu o Wellington, vou torcer pro Franchitti... aí o Helinho vai ganhar! KKKK.

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Por Wellington Lucas/Fernando Ringel

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OBS: a imagem no início deste post é um papel de parede (1200 X 768). É só clicar, salvar, centralizar, deixar as laterais em preto e esperar a corrida!

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Um abraço,

feringel@yahoo.com.br

@FernandoRingel (“Sigam-me os bons” by Chapolin, O Filósofo)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Evolução da Espécie (INDY): Green Lotus

__Para começar, voltemos para 1964: o "rookie" Jim Clark faz a pole na Indy 500 a bordo de um chassis feito especialmente para a corrida. O Lotus 34, empurrado pelo motor Ford V8 com 425 cavalos de potência (!!!) era tão canhão que derreteu os pobres pneus Dunlop. RESULTADO: CRASH!
No ano seguinte, a equipe voltou com o Lotus 38 e o resultado foi comemorado com um copo de leite e muito champagne: pole, vitória e apenas os quatro primeiros na mesma volta do escocês!

Assim como o Lotus 34 foi uma evolução do Lotus 29, pouco mais de dois anos após a morte de Colin Chapman, Gerard Ducarouge e Mike Coughlan pegaram o 95T com o qual De Angelis e Mansell disputaram o campeonato de 84 na F1, e fizeram o segundo carro dessa EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE.

Assim como nos anos 60, em 85 a Lotus voltaria à Indy com os motores Ford. Além disso e do verde na pintura, vale ressaltar outra coincidência: em 1966 e 67, Al Unser foi um dos pilotos da equipe inglesa na Indy 500. Em 1985, a Lotus chegou a fazer negociar a contratação de Al Unser Jr, mas por motivos até hoje desconhecidos, todo o projeto foi abortado. Dado o padrão de "gordura" dos chassis da Indy nos anos 80, perdemos a (belíssima) chance de ver um, er, belíssimo carro nos ovais americanos. Infelizmente o chassis foi para o museu da Lotus sem nunca ter disputado nem mesmo um treino livre...

Por último, o estiloso Dallara Honda da KV Racing, com que o japa Takuma Sato teve a proeza de enfiar na proteção de pneus em São Petersburgo. Segundo a Proton, dona da marca Lotus, a associação com a KV é apenas o primeiro passo para a volta da equipe em diversas categorias top... E QUE ASSIM SEJA!!!

OBS: para mim, parece até um sonho poder falar da Lotus usando o verbo no presente!


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

domingo, 21 de março de 2010

A Evolução da Espécie: Laranja + Preto = $$$?

__Na primera foto, Danica Patrick liderando por 10 voltas a Indy 500 de 2009. A pintura foi feita especialmente para esta corrida, já que no restante do campeonato a americana correu com o "azul sabonete" (kkk) e preto da Motorola.

Na segunda foto o escocês Dario Franchitti, rumo ao título no último ano da cisão entre Indy e Champ Car (ex-CART). Franchitti, além de alguns acidentes espetaculares e da Ashley Judd, conquistou o título último da IRL.

Por último, a HVM Racing da suiça Simona De Silvestro (isso não é uma gozação minha, kkk). Esta equipe aparentemente anônima teve várias "encarnações" importantes nas últimas décadas: o que conhecemos atualmente como HVM (pq na Indy o pessoal gosta tanto de siglas???) foi a Bettenhausen Motorsports (80 e 90), Herdez Competition e Minardi Team USA (Champ Car).
Nesse caso a ordem dos fatores mudou, e muito o produto. Não é apenas o nome que está diferente, tirando jogadas de marketing, em 2010 dificilmente a HVM rivalizará com os bons anos do time no passado.

OBS: Pelo título do Franchitti, pela mídia gerada por Simona e Danica (ainda que esta conquiste bons resultados) essa EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE pergunta, "preto + laranja = $$$?"

Pelo menos entre os carros que me lembro, quando o assunto é Fórmula Indy, preto + laranja atrai bastante $$$, com certeza. Na esmagadora maioria dos casos, diria que atrai até sorte, como veremos em outro post no decorrer da semana.

OBS2: Caso os dois Andretti Green suas laterais completamente pretas, ao invés de EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE, esse post seria uma legítima FÓRMULA DA VELOCIDADE.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

domingo, 7 de março de 2010

Separados no Nascimento: FEBRE AMARELA

__Demorei, mas o post finalmente está no ar. "RAPAIZ", não é que você está coberto de razão??? Exceto as laterais vermelhas dos aerofólios (by Total, petrolífera que curiosamente patrociniou e forneceu combustível para a Jordan por muitas temporadas), o Renault deste ano é mesmo muuuuuuuuuito parecido com a Jordan EJ15.

Só por curiosidade, este foi o último carro da Jordan na F1. Na foto vemos o português Tiago Monteiro rumo ao seu primeiro pódio, o último da equipe, no GP dos EUA de 2005 (corrida em que a Michelin acidentalmente "assassinou" Indianápolis), lembra? Seis carros largaram e Monteiro fez a sua parte, derrotando o companheiro Karthikeyan no mano a mano.

Não estou querendo rogar praga, mas parece que assim como a dupla da Jordan em 2005, Kubica e Petrov terão que se beneficiar de situações bastante adversas para conseguir resultados de maior expressão em 2010...
RESUMINDO: Agora vamos ver se o Kubica é mesmo tão bom o quanto parece.

OBS: prestes a se aposentar, Gil De Ferran teve chances concretas para finalmente correr na F1, no Jordan EJ15. Depos de Fittipaldi, Piquet e Senna, Gil é o maior vencedor do automobilismo brasileiro (venceu onde correu), e apesar da tentação, sabiamente optou por assisitir a F1 do sofá.

OBS2: No início da temporada ninguém apostaria um real que o Jordan EJ15 com motor Toyota conseguiria um pódio, mas caso tivesse aceitado o risco, no mínimo Gil teria conseguido o pódio em Indianápolis, o que seria épico já que o brasileiro venceu a Indy 500 em 2003.


Um abraço,
Fernando Ringel

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

COMBINAÇÃO PERFEITA:

__Na foto original Al Unser, pai da Al Unser Jr, liderava pela última vez as 500 Milhas de Indianápolis. No fim, Al Unser Sr (como passou a ser chamado após a estréia do filho em 83), marcou seu último ponto.

Era o fim de uma era: Rick Mears estava recém aposentado, Al Unser estava indo pelo mesmo caminho, Mario Andretti se aposentaria ano depois...

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A foto acima é ainda mais emblemática por ser a última Indy 500 da Chevrolet como fornecedora de motores para a Indy.

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A Honda anunciou sua entrada na categoria em 1994 e alguns dias depois (setembro de 1993), a GM comunicou sua saída. Só para relembrar, os motores da Chevrolet eram fabricados pela Ilmor, sendo que 25% de suas ações pertenciam a General Motors. Os outros 75% eram divididos entre Mario Illien e Paul Morgan (fundadores da empresa) e uma raposa chamada Roger Penske.

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Como a GM pagava o desenvolvimento dos motores, o nome e o logo da Chevrolet eram colocados na tampa dos propulsores... construídos pela Ilmor.

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Para se ter uma noção de como foi uma perda muito sentida pela categoria, entre 88 e 93 a Chevrolet conquistou seis vitórias consecutivas na Indy 500 além de cinco campeonatos entre 88 e 92!!!

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Pensa que as despedidas pararam por aí? Um ano depois Mansell voltou para a F1 e quem também foi embora foram os motores Buick, com seu V6, potente como um canhão e tão resistente quanto um algodão doce...

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A própria equipe de Al Unser em 93, a King Racing fechou na pré temporada de 1995, quando Arie Luyendyk já estava de contrato assinado e tudo (olha outro piloto famoso indo embora)...

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Por fim, a cisão entre a CART e Tony George levou da categoria Indianápolis e (entre outras equipes) uma das mais simpáticas do grid, a MENARDS..

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De repente a Indy ficou sem algumas das principais "cerejas do bolo", virou CART e... isso a gente comenta em outro post, sempre por aqui, em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL!

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OBS: Apesar da saída da Chevrolet, algum tempo depois a Ilmor voltou para a categoria, dessa vez atrás dos motores Mercedes.

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OBS2: O nome Illmor se deve a uma junção dos sobrenomes de Mario Illien e Paul Morgan: ILLien + MORgan = ILLMOR

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OBS3: Ralf na Menards, disputando a Indy 500 de 93?????? Sou só eu ou parece que o capacete do "Schumaquinho" e esse carro foram feitos um para o outro?

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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

COMBINAÇÃO PERFEITA: Making Of


__Ok, sei que essa ficou meio pixelizada, especialmente na região do capacete. Na verdade não ia postar essa COMBINAÇÃO aqui no blog, já que peguei uma foto (bem pequenininha) apenas para tornar "real" o sonho que o Wellington Lucas teve e que virou texto aqui no VEL MAX.
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Ontém mostrei a montagem acima, ainda sem legendas, para um amigo. No meio da conversa e farejei um causo, um novo post: pq não contar para vocês como a montagem abaixo foi feita?

No caso, a COMBINAÇÃO foi feita sem grandes preocupações, já que eu sabia que iria recortar todo o carro (que teria seu tamanho diminuido), apenas para encaixa o FW31 ao lado da Penske em Indianápolis...
Acima a ilustração que fiz para o post, já prontinha, do jeito que foi ao ar. Na última hora ainda tive que "construir" um pneu dianteiro para a Williams. Se vocês repararem na COMBINAÇÃO (Rahal FW31), vocês vão ver que a foto foi tirada exatamente do lado do carro, e para o meu desespero percebi isso quando coloquei a Williams ao lado da Penske... que estava em um ângulo mais em diagonal.
Uma hora de trabalho depois, (além do "pneu dianteiro extra") o bico da Williams foi alongado, abaixado e um novo aerofólo dianteiro foi feito...
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Ufa! Esse negócio de blog não é tão fácil quanto parece, mas quando aquela idéia que estava na sua cabeça aparece prontinha no monitor do seu computador... GOOOOOOL!!!
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OBS: Como o texto nasceu de um sonho descrito por um leitor, usei tons esbranquiçados na foto, para dar uma sensação de "imaginação", sonho... além do efeito ajudar a esconder o capacete do Helio CastroNeves (no texto, é o Briscoe quem cruza a linha de chegada colado na Williams), eheheh.
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Leitores VIP: TEXTO

Por Wellington Lucas

__O que é “Smailliw”? Esse foi o pensamento de quase todos que viram o nome da equipe na tabela de inscrição para as 500 milhas de Indianápolis. Enquanto o pessoal da imprensa se virava para descobrir qual era a pronúncia correta do que mais parecia um erro de digitação que o nome de uma equipe, no paddock, começavam a surgir boatos sobre o time estreante.

Dentre várias histórias, a versão que mais fazia sentido dizia que a Smailliw seria apenas um time de fachada, uma espécie de testa de ferro, um “teste pra valer” de uma das mais importantes equipes da F1, na Indy.

Agora, se isso é verdade ou não, você vai ter que ler este texto até a última linha para descobrir, até porque muito antes disso, a equipe teria de disputar os treinos para TENTAR se classificar.

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Por motivos contratuais e pelo conflito de datas entre os calendários da F1 e da Indy, tudo foi feito em sigilo. Por isso, foi criado um novo nome, uma brincadeira usando as letras do nome da tradicionalíssima equipe da F1. Coisa de James Bond.

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Tudo pronto! O chassis usado na F1 em 2009 foi “tunnado” para o regulamento da Indy e pintado de azul escuro, para a festa dos fotógrafos e curiosos que ainda não tinham a mínima idéia de que equipe era aquela, e muito menos como se pronunciava Smailliw.

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Atrá$$$$ do máximo de atenção da mídia, a idéia era contratar uma dupla de pilotos americanos, de preferência com muita experiência em ovais, especialmente superspeedways... e que estivessem desempregados (pelo menos a filosofia pão dura quanto aos pilotos a equipe trouxe intacta da F1). A solução não saiu tão barata como se pensava, mas satisfez tanto os mecânicos quanto o pessoal que tentaria conseguir patrocínio para o time: no primeiro carro Graham Rahal e como seu companheiro o supercampeão da Nascar, Jeff Gordon.

Algum tempo depois, Gordon disse que aceitaria pilotar até de graça, pois queria ter a sensação de correr em Indianápolis pela última vez...

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Mas isso aconteceu depois da corrida, né? Voltando um pouquinho o “filme”, no Pole Day, surpreendendo a todos, a Smailliw classifica seus dois pilotos: Graham Rahal em quarto (!!!) e Jeff Gordon, qualificado no Second Day, em décimo oitavo.

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Dia 23 de Maio, tudo estava pronto para largada da Indy 500, mas as nuvens de chuva deram um banho de água fria na torcida... encharcando a pista.

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Empolgados com a classificação de seus dois carros, o pessoal da Smailliw, em tom de brincadeira, esnobou as equipes da Indy (AO VIVO PELA TV AMERICANA!), “voltem aqui seus covardes! Por que vocês estão guardando os carros? Aqui nos Estados Unidos os carros são feitos de açúcar? Coloquem pneus de chuva e disputem a corrida como homens!”

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No paddock teve muita gente que não gostou nem um pouco da “brincadeira”, mas como corridas são disputados dentro da pista, longe de qualquer bate boca, na segunda, deu para sentir no corpo a vibração do som, quando o locutor disse, “ladies and Gentleman, start your engines!”.

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Os gritos vindos das arquibancadas quase abafavam os motores dos 33 carros que se preparavam para a largada. Após a curva 4, já na reta principal, os pilotos cruzaram em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL (eheheh, olha o merchandising do Fernando... hauahuah) e finalmente bandeira verde!

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Rahal saindo em quarto, antes da primeira curva já estava na liderança. Jeff Gordon pegando muitas posições já está em quinto lugar! Como a Smailliw estaa estreando na Indy, correndo pela primeira vez com seu chassis em um oval, niguém estava dando muita atenção para ela. Muitos acreditavam que seu desempenho se tratava de uma armação: ser o mais veloz possível enquanto os carros não quebrassem.

No mais, salvo algumas mudanças de posição, o pelotão da frente continuou assim até que na volta 57, Hideki Mutoh testou os soft walls da curva 1.

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A bandeira amarela perdurou até a volta 72 e a corrida foi reiniciada com Graham Rahal na ponta e Hélio CastroNeves, “babando”, em segundo.

Quando o brasileiro se preparava para ultrapassar o piloto da Smailliw ... advinha o que aconteceu? Outra bandeira amarela, dessa vez provocada por um enrosco entre Scott Dixon da Ganassi e Oriol Servia da Newmann-Haas Lanigan.

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Nos boxes Vitor Meira da A.J. Foyt e Danica Patrick da Andretti Green resolveram brincar de “bate-bate”. RESULTADO: bandeira amarela até a volta 95.

Neste momento, o pelotão da frente era composto por Graham Rahal e Ryan Briscoe (correndo com o número 3), seguidos por Jeff Gordon e Robby “Flash” Gordon, em um breve retorno Indy.

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Aí... como diria Téo José, “recomeçamos em altíssima velocidade”. BANDEIRA VERDE! Rahal não suportou nem uma volta após a relargada: Hélinho ultrapassou o americano na curva 3, por fora!

Na volta seguinte numa disputa roda a roda a lá Al Unser Jr e Emerson Fittipaldi na Indy 500 de 89, Hélio dá um “beijinho” no muro de Brickyard. Após o “selinho”, o brasileiro parou nos boxes e voltou para a pista desesperado para não levar uma volta dos líderes.

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Enquanto o piloto da Penske percorre a reta oposta em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL (olha aí mais um “merchin” do Fernando, ahuahuahau) o resto do grid faz a curva 4, todos colados...

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Na reta principal, volta 175, é dada a bandeira verde! A partir daí o que se viu foi uma luta volta a volta entre Briscoe e Rahal. Você já ouviu falar de uma disputa roda a roda que durasse 25 voltas? Sem acidente? Foi o que o pilotos da Penske e Smailliw fizeram até que... bandeira branca!! Última volta!!!

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Assim como fez Gordon Johncock em cima de Rick Mears na Indy 500 de 1982, Rahal fecha a porta discriminadamente para Briscoe na curva 1. Já na reta oposta, se aproveitando do vácuo, Briscoe tenta mais uma vez por fora. Os dois fazem a curva três emparelhados. Ultima curva! Lado a lado, os dois se aproximam rapidamente da retardatária Milka Dulno. Rahal faz a curva por fora enquanto Briscoe tenta ultrapassar os dois por dentro.

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Na saída da curva 4, todos de pé. Como se pudesse entrar na pista e empurrar o carro do filho, quase entrando na pista, Bobby Rahal pula e grita nos boxes da Smalliw...

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Como se fossem Al Unser Jr e Scott Godyear na Indy 500 de 1992, os carros cruzam a linha de chegada sem que se tenha plena certeza de quem ganhou... porém, os números não mentem e a Smailliw venceu em sua estréia em Indianápolis! Os gritos da torcida chegavam a abafar o som dos carros! A sensação geral era de que presenciamos momentos históricos!

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Nas cerimônias pós-corrida, Briscoe foi atrás de Rahal. Durante o bate-boca, não fossem separados pelos fiscais, os dois teriam saído no braço! Como nenhum dos pilotos foi bobo de tirar o capacete, apesar dos palavrões, ninguém saiu machucado.

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Já no pódio, limpando o “bigode de leite”, finalmente Graham Rahal desfez o mistério: “Smailliw nada mais é que Williams escrito ao contrário.”

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Em uma mão, o piloto amercicano levou o troféu e na outra a garrafa de leite. Se despedindo das câmeras, mandou um tchauzinho e um abraço para um senhor chamado... Frank Williams.

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OBS: Essa corrida é fictícia. Tudo aconteceu em um sonho que tive de madrugada.

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OBS2: Eu á falei para o Wellington parar de tomar metanol enquanto lê seus antigos anuários da Indy, huahuahua.

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Depois de vencer em Monaco e Indianápolis, só falta Le Mans para a equipe do tio Frank conquistar a Triplice Coroa do automobilismo. Já pensou? Quando o Wellington Lucas sonhar com a corrida da Williams em Le Mans a gente posta a continuação da “SAGA SMAILLIW” aqui no VEL MAX, eheheh.

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Um abraço,

Criação da história: Wellington Lucas Costa

Adaptação do texto (+ alguns upgrades): Fernando Ringel


feringel@yahoo.com.br