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sábado, 23 de outubro de 2010

Papel de Parede: carros que ainda vou dirigir

__Vai um wallpaper (1024X768)? Nessa semana o post novo de uma das minhas séries preferidas do VEL MAX: Carros que Ainda Vou Dirigir. As ilustrações ficam por conta deste que vos escreve. Já o texto, é de autoria do meu amigo Pedro Ivo. AGUARDE!

OBS: centralize a imagem deixando as laterais em preto.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Carros que ainda vou dirigir: Mitsubishi Lancer Evo VI

Por Pedro Ivo

Após um longo e tenebroso inverno (entenda-se final de período na universidade e um sem-fim de trabalhos para terminar), finalmente entrei de férias. Com isso posso quitar os débitos que tenho com a todo mundo que lê o VEL MAX. Digo aos amigos leitores que aguardem por boas novidades, pois ainda teremos boas novas nesse período que antecipa a temporada 2010 da F1. Tem novos posts da série "Carros que ainda vou dirigir" pra sair, e entre dezembro e janeiro teremos aqui no VEL MAX um dossiê sobre os recentes desfalques de montadoras da F1: Toyota e BMW.

Mas... dando início ao post do Lancer...

O Lancer é uma espécie de sedã esportivo da Mitsubishi, que rende 280 cv. Numa hora dessas você, caro leitor, deve estar falando "peraí, esse cara do blog pirou! Onde que um carro com 280 cv entraria nessa lista?!". Mas calma lá, ele tem, muitas e boas, qualidades. Hoje em dia ficou relativamente depreciado pelos entusiastas de automobilismo por ser um modelo muito visado por adeptos do "tuning".



Ele segue uma tendência comum nos carros japoneses, de tirar muita potência de motores pequenos. No caso, ele é equipado com um motor 2.0 16 válvulas, de quatro cilindros (como comparação, um Renault Mégane que você vê andando na rua tem um motor de mesmas dimensões). Mas a Mitsubishi colocou um turbo e um intercooler, aliados à modificação de várias peças para "aguentar o tranco", e com isso temos um motor de carro de rali num veículo feito pra se transitar nas ruas! Lógico que, num carro com um motor desses, a engenharia falou mais forte que o design. Ainda que não seja um carro feio, possui vários furos e entradas de ar para refrigerar o motor.

Além disso, o Lancer conta com uma caixa de marchas de seis velocidades com relações curtas e engates justos. Isso quer dizer que o motor trabalha o tempo todo com força máxima (torque de 38 kgfm, o mesmo de uma Ferrari 360 Modena), jogando o motorista contra o banco a cada acelerada. Não à toa, no teste que a revista Quatro Rodas fez com o Evo (como é carinhosamente chamado, pronunciando-se "Ivo") em janeiro de 2001, marcou 5,83 segundos para ir de 0 a 100 km/h (mais rápido que a Audi RS4 2001, que é 100 cavalos mais forte!).

Some-se a esse motor um conjunto de freios que o deixa em pé de igualdade com uma Ferrari F355, pneus grandes (225/45 , com rodas de aro 17) e um aerofólio traseiro que permite regulagens internas - de 0 a 40 graus de inclinação - e temos um carro que tem extrema estabilidade em curvas. E ele tem uma coisa que nenhum outro carro dessa série teve até hoje. Possui todos esses atributos em qualquer tipo de terreno, seja no asfalto, na neve, no cascalho ou na terra.
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Hoje o Evo está em sua 10ª "geração". Mas preferi falar do VI por ser o mais nostálgico das suas gerações, ao meu ver. Ele é do tempo que a Mitsubushi era bicho-papão do mundial de rali (WRC), conquistando quatro títulos com o piloto finlandês Tommi Makinen, que foi exatamente o nome da série especial dessa versão.

De certa forma, hoje em dia a Mitsubishi no WRC é como a Williams na F1, um time que tem seu prestígio e sua marca histórica, mas que não tem conseguido mais os bons resultados de outrora. Uma pena...

E, para aqueles que se interessam em comprar um desses, ele, pasme, é o modelo mais acessível que já surgiu nessa seção do blog, custando a partir de 25.000 euros (em Portugal, uma vez que não foram encontrado modelos à venda aqui)!

Um abraço a todos e até o próximo post!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Carros que ainda vou dirigir (06): Audi RS4 2000

Imagine a cena: você está numa estrada, numa velocidade relativamente alta, quando um vulto ultrapassa seu carro sem que você consiga ver nada dele. Alguns quilômetros mais a frente (e isso se considerando que você tem um carro que anda - e muito! - bem!), você consegue ver a traseira desse carro, e então vê que era... uma perua.
Mas peraí, UMA PERUA?!
É meu caro, se foi uma perua, provavelmente você deve ter sido ultrapassado pela...


Audi RS4!

Para muitos ferraristas e amantes de outros supercarros por aí, ela não passa de uma Parati anabolizada, mas está longe de ser assim. Além de carregar o símbolo das quatro argolas, essa perua carrega o aval de ninguém menos que a Cosworth (sim, a responsável por tantas e tantas vitórias de tantas equipes e pilotos na F1!) em sua preparação. E se na aparência ela engana um pouco, parecendo uma pacata perua, ainda que da Audi, em pequenos detalhes ela revela sua índole animal: note que os pára-lamas dela são relativamente largos, e que os pára-choques têm entradas de ar nas laterais. Note também que ela possui pneus largos e de perfil baixo (medida 255/40) e rodas de aro de 18 polegadas. Só esses detalhes estéticos já denunciam uma boa parte do caráter dela. A principal diferença dela para um superesportivo "comum" é que ela, mesmo com um interior pra lá de esportivo, conta com "mimos" como ar-condicionado digital, disqueteria e um bom sistema de som. Além do fato de a carroceria de perua permitir transportar bastante carga e qualquer pessoa com conforto - e, no caso dela, em altas velocidades.

Mecanicamente, a união da Audi com a Cosworth resultou num carro que não faz feio frente a Ferrari nenhuma. O motor V6 2.7 da Audi S4 - que já rendia respeitáveis 265 cv - foi retrabalhado e ganhou dois turbos, gerando agora 380 cv e 44,9 kgfm de torque. Se isso já parece muito, ainda convém lembrar que ela estava no mesmo nível de muitos esportivos de sua época, como, só pra citar um exemplo, o Corvette Z06 da geração C5, de 2000, que tinha o mesmo valor de potência. A suspensão teve uma leve redução na altura, proporcionando assim maior estabilidade, juntamente com o conjunto pneus/rodas citado mais acima e o sistema de tração integral Quattro da Audi. Some-se a isso discos de freio maiores e uma calibragem esportiva nos freios. O resultado disso tudo é um modelo que voa baixo, mas que anda nos trilhos e frea primorosamente bem.

Numa linha do tempo, ela sucedeu a lendária Audi RS2, que ganhou a alcunha de perua mais rápida do mundo, chegando aos 100 km/h em 5,4 segundos e batendo os 262 km/h de velocidade máxima. O modelo 2000, segundo dados da Audi, faz o 0-100 km/h em 4,9 segundos e atinge 250 km/h, limitados eletronicamente. Porém a revista Quatro Rodas bateu os 264 km/h num teste em julho de 2001.
Vale lembrar que há uma RS4 mais nova, que consegue ser ainda mais potente (420 cv) que o modelo apresentado aqui, e que também foi totalmente preparada pela Audi, se valendo da experiência adquirida com as vitórias em Le Mans. Mas, a RS4 de 2000 é um modelo à parte, mais nostálgico (ao menos pra mim). Os mais antigos dirão que a RS2 era mais esportiva e bruta, e os mais novos dirão que a RS4 mais recente tem uma performance superior. Mas, pra mim, a B5 (assim é chamada entre entusiastas da marca das quatro argolas, sendo a mais nova chamada de B7) é a mais memorável. Não só pela união com a Cosworth, mas também pela nostalgia que ela me traz, pois foi um dos primeiros supercarros que li mais informações e conheci melhor. Comparo essa perua com o disco "Californication", do Red Hot Chilli Peppers. Não só por ter sido um disco que me fez gostar da banda no mesmo tempo que comecei a gostar de carros, mas também pelo fato de ser um disco "intermediário", que muitos não consideram melhor que o anterior (Bloodsugarsexmagik), nem que o posterior (By the Way), mas que pra mim ainda é o melhor.



Comparada com os outros modelos já apresentados na série "carros que ainda vou dirigir" a RS4 é o modelo menos potente, mas fica longe de ser desmerecida por isso. Além de ser a única perua a entrar nessa lista até hoje, é o modelo "mais acessível", uma vez que os 250.000 reais cobrados por uma em 2001 já caíram bem, sem contar que ostentar o logo da Audi na frente sempre é sinônimo de desempenho com conforto. Com toda certeza o mais diferente exemplar da série "Carros que ainda vou dirigir"!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Carros que Ainda Vou Dirigir (05): Gumpert Apollo

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Por Pedro Ivo
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_Este aqui é o um exemplar diferente da série "carros que ainda vou dirigir". Ele é um modelo feito para andar (se bem que o mais apropriado seria para ele seria correr) nas ruas que tem muito em comum com o Audi 90 ou a Ferrari F50 GT - ou seja, dois modelos de competição puros (e que já estiveram aqui na seção "carros que ainda vou dirigir").
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O Gumpert Apollo é a criação de um ex-engenheiro da Audi, chamado Roland Gumpert, que iniciou o desenvolvimento desse esportivo em meados de 2005. Ele já tinha planos ambiciosos para seu carro, como usar um V8 4.2 da Audi para equipá-lo. Hoje em dia, passados quase 4 anos entre o desenvolvimento e a entrega das primeiras unidades do Apollo, o carro realmente está usando o V8 da Audi, e o design, agora em versão definitiva, não nega seu parentesco com corridas. Não só pelo enorme aerofólio que ele ostenta atrás, como também pelo design em si, com uma profusão de entradas de ar integradas à carroceria, pára-lamas bastante largos, rodas de parafuso único e pneus ultra-largos, de medida 255 na frente e 345 atrás, calçados em rodas de 19 polegadas.
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Falando em design, percebe-se que a Gumpert fez um modelo muito bonito. Largo e baixo, como convém a um bom esportivo, mas com uma carroceria angulosa, misturando várias superfícies curvas com algumas partes retas, e detalhes como as portas que se abrem em "asa de gaivota", deixando um resultado visual bastante harmonioso.
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As semelhanças com um carro de corrida se confirmam de vez ao se olhar para o interior do carro, a começar pelo banco, que é de competição e fixado na carroceria, sendo que os pedais são ajustáveis, assim como o volante (destacável, como nos carros de corrida) também é ajustável em altura e profundidade. Seu interior é bem mais espartano que uma Ferrari 599 GTB, um Porsche Carrera GT ou um Aston Martin DBS, apesar de contar com um sistema de navegação e um CD-player. Mas essa é a intenção do Apollo mesmo. Seu câmbio é sequencial de 6 marchas, com uma alavanca para se engatar as marchas, diferentemente dos sistemas acionados por borboletas de seus concorrentes.

O motor, que de série já é bem poderoso, no Apollo sofreu maiores aprimoramentos, como a adição de um ou mais turbos e a localização centra-traseira, o que fez com que ele ganhasse três versões com diferentes: Apollo (641 cv), Apollo S (de Sport, com 690 cv) e R (de Race, com nada menos que 789 cv). Basta perceber que a versão menos potente dele conseguiria enfrentar de igual pra igual pelo menos um dos exemplares daqui da seção "carros que ainda vou dirigir", e que sua versão mais potente supera todos os outros carros que já estiveram nessa seção aqui do blog. Quem já ouviu esse motor funcionando, disse que lembra muito o motor do R8 LMP1 que venceu várias vezes em Le Mans. Em dados de desempenho, a versão S do Apollo atinge 100 km em 3 segundos e chega a 360 km/h. Imagine só o que a versão R consegue fazer então...

Para domar tamanha potência e velocidade, o carro conta com um controle de tração desenvolvido pela Racelogic, que pode atuar em várias porcentagens, mesmo que seu chassi seja bastante trabalhado para oferecer estabilidade e segurança. Mas, em virtude do desempenho do Apollo, talvez seja recomendável que ele sempre fique ligado e em 100%...

Como este é o primeiro modelo realmente de produção (mesmo que artesanal) que integra a seção "carros que ainda vou dirigir" do blog, ele tem um preço. E este preço é de nada menos que 275.000 libras, ou 510.000 dólares na versão S. É muito, mas considerando que com esse preço você compra um carro que bate até a mítica Ferrari Enzo, e talvez ande de igual para igual com o igualmente mítico McLaren F1, não seja um preço muito algo a se pagar.

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Quer ver o carro em ação? Saiba o que o pessoal do jornalismo achou do carro:

Auto Esporte (Rede Globo) http://www.youtube.com/watch?v=oDP0d8Xw8kU

Fifth Gear http://www.youtube.com/watch?v=tHuu0HoF9ZY

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Só um pequeno comentário sobre Gumpert Apollo: SENSACIONAL
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Um abraço,
Fernando Ringel

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"Carros Que Ainda Vou Dirigir" (04): Peugeot Oxia/1988



Por Pedro Ivo

__Este é um carro-conceito da Peugeot feito em 1988 chamado Oxia. Parece meio estranho eu colocar nessa lista que já entraram o Audi IMSA-GTO e a Ferrari F50 GT, mas... veja alguns dados:
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O motor era um V6 2.8 de 24 válvulas, mas some-se a isso dois turbocompressores e vc já tem um carro muito mais potente que os concorrentes da época. Ele desenvolvia 680 hp de potência e 74 kgf de torque. Se você comparar com o mais rápido carro de rua da época - ngm menos que a Ferrari F40 - ele era muito superior. Atingia 348 km/h de máxima e não sei ao certo o número do 0-100 dele, mas com certeza era na casa de 3 a 3,5 segundos.. Na verdade ele tinha o desempenho da "tríade" Ferrari Enzo, Mercedes SLR McLaren e Porsche Carrera GT mais ou menos uns 15 anos antes deles três serem lançados.Se não bastasse isso, caso você olhe bem as fotos, veja que a Peugeot fez um carro bem bonito (como é costume nos conceitos dela dos anos 80 pra cá). Só mudaria a cor pra para um azul-petróleo, hehehehe), que consegiu deixar muito mais agressivas e elegantes as linhas sem-graça e sisudas do sedã 405 (os faróis são iguais).
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O painel (foto abaixo), além de muito bem-acabado para os padrões de um esportivo (só achei a marcha feia) tinha visores digitais (acho q na verdade um computador de bordo simplificado) e um CD player (isso em 1988!).
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Esse Peugeot chegou a ir á pista para mostrar os seus dotes, mas infelizmente não chegou a ser produzido. Reza a lenda que uma variação de seu motor equipou os Peugeot 905 que venceram em Le Mans nos anos de 1992 e 1993 (cuja a equipe era comandada por Jean Todt). Se for verdade mesmo, prova categoricamente que seu motor estava bem acima dos da concorrência naqueles tempos.
Bom, espero que voces curtam esse achado meu.
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CURIOSIDADE: Sente o Peugeot Oxia no GTA http://www.youtube.com/watch?v=djh8ctEUXoc
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O Pedro ainda dá uma dica para você: clique em www.supercars.net/cars/1437.html.
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Nesse site vão mais algumas informações técnicas sobre o Peugeot Oxia, um exemplar legítimo da nossa série "Carro que ainda vou Dirigir".
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Quando o Pedro me mandou o e-mail com as informações desse post, na primeira vez em que vi as fotos, achei o carro meio estranho, largo e baixo demais. Achei até que a foto acima estava distorcida, porém, olhando bem para o carro, lembrei os tempos em que eu jogava Top Gear no Super Nintendo, com aqueles carrinhos velozes, baixos e largos.
Vai ver o pessoal que fez o Top Gear se inspirou no Oxia...
Vendo a foto acima, logo me lembrei do Audi 90, e rapidamente comecei a achar muito bonitas as linhas do Oxia, sem dúvidas, um carro com o padrão Peugeot de beleza.
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Fernando Ringel