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terça-feira, 30 de novembro de 2010

F1: notas sobre o GP


O CIRCUITO

+ A tal Yas Marina Circuit é resultado da seguinte FÓRMULA DA VELOCIDADE:

Mario Kart + $$$ = GP de Las Vegas remixado.

Por isso, nota 2 para qualquer corrida disputada alí. Até mesmo quando é palco para uma decisão de título inesperada como foi a desse ano.

+ Não que a pista seja tão tétrica assim, só que o traçado não foi feito para F1. Só isso. Basicamente ele foi criado para receber a F1... e todo o tipo de corrida que os petrodólares conseguirem atrair. Portanto, o que temos não é uma pista feita para a F1 e sim um traçado genérico capaz de sediar Moto GP, monopostos, carros de turismo e tudo mais que atrair prestígio para os Emirados Árabes.

A Yas Marina Circuit é muito mais uma desculpa para atrair público para todo o complexo “Disneylândico” que envolve suas curvas que uma pista de corrida.

Finalizando esta primeira parte da resenha, o GP de Abu Dhabi é mais ou menos como Jerez De La Frontera e Magny Cours: pistas feitas para todo tipo de corrida, e que seu traçado sinuoso, terreno plano e asfalto estreito, encontraram sua verdadeira vocação com as Motos GPs da vida.


O GRANDE PRÊMIO EM SI

Nota para a corrida: 2

+ Antes de qualquer análise, é preciso dizer que esta foi uma corrida de quatro pilotos com os pedaços do carro do Schumacher aqui, um Kubica lá, mais um Petrov enxerido acolá se intrometendo entre o “Quarteto Fantástico”.

+ Como já faz um tempinho desde a decisão do título, sugiro que você assista ao compacto abaixo para que, relembrando os fatos, o texto seja mais compreensível:



+ Alonso é o Corinthians da F1.

+ Petrov fez o seu e pronto. Mais fora que dentro da Renault para o ano que vem e com o carro andando bem (coisa rara na segunda parte da temporada), o russo fez a sua propaganda. Muito bem feita, diga-se de passagem.

+ Que culpa tem o russo se a Ferrari não consegue criar uma estratégia de box minimamente inteligente? Isso quando eles não estragam a corrida de seus pilotos durante a troca dos pneus...

Que culpa tem o resto do mundo se a Scuderia não consegue solucionar o problema com os pneus? Se os carros da vermelhos não renderam como deveriam na decisão do título, que culpa Petrov tem disso?

Será que, simplesmente por se chamar Fernando Alonso, os outros pilotos tem que sair da pista para que ele possa desfilar???? Definitivamente, o “Príncipe das Astúrias” se comporta como se fosse um herdeiro da família real.

+ O melhor de tudo foi ver o espanhol mostrando o punho cerrado para o Petrov. Embora pareça que ele estava dando uma dura no russo, na verdade só faz esse gesto quem sentiu a pancada. Então naquele momento, caiu a ficha para o piloto da Ferrari.

Por essas e outras, definitivamente, Alonso é o Corinthians da F1. Pq? Ora, assim como o “Timão” tem uma grande torcida, fervorosa, uma história vitoriosa no esporte e tudo mais, na mesma medida da paixão de seus torcedores, traz consigo uma rejeição ferrenha por parte das outras torcidas. Viu? Alonso é o Corinthians da F1. Quem curte, ama. Quem não vai com a cara, quer mais que ele entre pelo cano.

Para quem não concorda que o meu xará seja na F1 o equivalente ao Corinthians no futebol, podemos chegar a um meio termo: no mínimo, se fosse brasileiro, Alonso seria um daqueles torcedores fanáticos da Gaviões da Fiel.

O veloz piloto com que “quase ninguém vai com a cara” sempre tem que encontrar um culpado por suas derrotas.

+ Dito isso, calhou de ter uma Renault na frente dele durante todo o GP, então Petrov é o álibi perfeito para qualquer tipo de acusação quanto ao desempenho inferior da Ferrari em Abu Dhabi.

+ O punho cerrado do espanhol para o russo foi o ato de quem reconheceu a derrota. No popular, naquele momento caiu a ficha: chupa Alonso.

+ Vettel é de fato o mais rápido do ano, mas venceu o título por sorte. Sebastian erra demais para vencer se não tiver todos trabalhando a seu favor. Em uma avaliação simplesmente quanto ao trabalho do piloto, o título seria de Robert Kubica. Talvez entre Kubica e Button.

+ É aí que podemos enxergar a diferença do ótimo para o grande piloto. Os caras realmente clássicos são os que andam bem em qualquer carro. Na atualidade, Hamilton, Alonso, Kubica e Vettel fazem isso. Desses, a quantidade de erros ajuda a refinar a seleção: sobram apenas Kubica e Alonso.

Como o meu xará é um cara pra lá de antipático (lembra até os tempos áureos do Schumacher), volta e meia se envolve em polêmicas extra-pista, maracutais e o escambau, fico mesmo com o polonês da Renault como o melhor da temporada.

Acredito que só ele faria o que Alonso fez na recuperação da Ferrari e... como o espanhol perde no quesito esportividade: KUBICA WINS!

+ Sobre Mark Webber, realmente ele afinou na reta final do campeonato. A corrida em Abu Dhabi foi de dar pena... como se o carro estivesse sabotado, sei lá. Pareceu até a decisão de 2007.

Naquela ocasião, a McLaren tinha o melhor carro, Hamilton era o xodó da equipe e Alonso corria contra tudo e todos em busca do tricampeonato. Hamilton jogou tudo fora ainda na primeira volta, mas seu carro esteve veloz o suficiente (como em toda a temporada) para cravar a melhor volta em sua frustrada tentativa de recuperação.

Enquanto isso, assim como em 2010, Alonso não cometeu erros e se preocupou em terminar o GP. O problema foi o desempenho irreconhecível de sua McLaren. O espanhol ficou em terceiro o GP todo (e olha que o Petrov nem sonhava em ser piloto da Renault na época, hein???kkk). O resultado foi o mesmo de 2010: Alonso não ficou nem com o vice enquanto o cara que menos tinha chances (Raikkonen) levou a vitória e a taça.

Pode ser apenas uma teoria da conspiração, mas faltou algo que “desse asas” para a Red Bull de Mark Webber na Yas Marina Circuit, assim como parece ter faltado para a McLaren de Alonso em sua última corrida pelo time, ou na Williams (cheia de problemas mecânicos) de Carlos Reutmann em Las Vegas, 1981.

+ No mais, assim como Alonso, no lugar do Webber, provavelmente ninguém (talvez o Kobayashi) teria ido muito mais longe em uma pista tão estreita e sem retas. Enquanto Petrov leva a fama, Alonso deveria culpar Hermann Tilke.

+ Sobre Vettel, qualquer um que tivesse marcado a pole, provavelmente teria vencido. Ainda mais com o carro mais equilibrado. Não cometeu as costumeiras bobagens e no fim foi premiado com a melhor surpresa de todos os tempos: depois de cruzar a linha chegada, enquanto comemorava a vitória, foi aí que a equipe lhe informou via rádio que...” YOU ARE THE CHAMPION!”

Karai, esse pessoal da Red Bull sabe fazer uma festa como ninguém, kkk.

+ Webber merecia mais. Alonso também. No fim o título ficou com um campeão alternativo. O mais rápido sim, porém longe de ser o melhor da temporada, ao menos a conquista de Vettel satisfez a todos.

+ Esse não é o raciocínio mais natural para encerrar a resenha sobre o final da temporada 2010, mas como o VEL MAX vira e revira o lado alternativo do automobilismo... assistir a derrota de Mark Webber deixa bem claro o quanto Nelson Piquet é um gênio, ou como diria Galvão Bueno “um dos que cabem na mão”.

Reutmann, Alonso, Webber, Peterson, Villeneuve... ninguém venceu título contra a própria equipe. Quando Scheckter foi campeão em 79, ele era o número 1. Mario Andretti em 78? Número 1 também. Vettel em 2010? Número 1, oras. Sendo assim, termino a resenha do último GP deste ano com a certeza de que (hoje), Vettel é bom, muito bom, o campeão, mas como diria o Galvão “não entra entre os cinco da mão”.

Agora, puxando pela memória, qual foi o único que venceu contra tudo e todos????
Enquanto a maioria luta para ser “normal”, os gênios conseguem tirar proveito até mesmo das dificuldades. Gênio vence mesmo depois de sofrer um baita acidente em uma Tamburello da vida, vence mesmo que a equipe prefira o outro piloto e mesmo que esse outro piloto se chame Nigel Mansell.

Não sei na sua ou na mão do Galvão, mas na minha, Nelson Piquet é um dos grandes. Juro que isso não é nostalgia cheirando a barata morta, mas gênio Webber não é... e nem Sebastian Vettel.

OBS: Talvez Robert Kubica seja. Talvez.

OBS2: a temporada acabou. Que pena. Para o ano que vem, prometo continuar postando pelo menos os papéis de parede e as resenhas... sem data definida para isso. Dessa forma o VEL MAX passa a ser muito mais um anuário que um blog com postagens picadas sobre assuntos cotidianos. Entre as corridas postarei textos, uma Evolução da Espécie aqui, um Separados no Nascimento ali e por aí vai.



Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel (“Sigam-me os bons”, kkk)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para a corrida: 7, 8, sei lá.

OBS: Provavelmente essa nota é altamente influenciada pelo meu gosto por corridas em ciruitos estreantes + chuva. Não fosse o safety car, seria nota 9, eheheh.

+ Particularmente, gosto de corridas de estréia porque ninguém sabe direito os caminhos da pista e o resultado varia entre: vitória esmagadora do melhor time (em função de sua maior capacidade, $$$ + competência, para se adaptar mais rapidamente) ou corrida maluca com direito a muitas zebras.

+ Sobre este GP em si, na verdade a chuva lavou a alma do pessoal de Yeongam. Sob calor, sabe-se lá se o asfalto agüentaria as 65 voltas. Com a chuva, a pista foi literalmente lavada. A areia foi pelo ralo e no fim das contas, o GP foi bem divertido.

+ Este foi um Grande Prêmio tão peculiar que mesmo no compacto de 54 minutos da Globo, mais de metade da edição mostrou as voltas atrás do safety car. O mais curioso para mim foi notar como no trecho do cotovelo, apesar de estar chovendo como na época da Arca de Noé, com os pilotos no ritmo “marítimo” do carro de segurança, o “trenzinho” lembrou Mônaco, rsrsrsrsrsrs.

+ Antes de falar sobre o que aconteceu nas 65 voltas deste primeiro GP da Coréia do Sul, gostaria de começar esta resenha falando sobre a F1, suas equipes e sobre primeiros pilotos, segundos pilotos, Vettels e Webbers.

A idéia geral é de que a Red Bull tem três escolhas: Webber, Vettel ou o vice campeonato. Para alegria geral da nação (eu, você, a Mclaren e o Alonso), a equipe não se pronuncia oficialmente sobre o assunto e seus pilotos continuam se bicando, colocando em risco um título que (merecidamente) já deveria ser da Red Bull.

Isso tem um pouco de ligação com a rejeição dos EUA em relação a F1 e com a própria natureza da categoria. A F1 não é exatamente um campeonato de pilotos. Isso basicamente é importante para Senna, Massa, Schumacher, FISA, Rede Globo, e os românticos que acreditam nas corridas como (acima de tudo), um esporte. Fórmula Indy sim é campeonato de pilotos (por isso chaga ter 10 vencedores em uma temporada, 40, 50 inscritos para Indianápolis, etc). F1, é campeonato de equipe, por isso a abissal diferença técnica entre o pior carro (o Hispania F1-10 por exemplo) com qualquer dos Dallara usados por Penske ou Ganassi.

Na F1, fundamentalmente, as estrelas são os carros e numa boa parte dos casos, o piloto é apenas uma formalidade para que o carro dispute o campeonato.

Dito isso, neste primeiro GP da Coréia do Sul, já dá para afirmar que a Red Bull meio que jogou fora um título (merecido) que teve mais de uma chance para garantir.

+ Jogo de equipe pode não ser a melhor coisa do mundo, mas é assim que se constrói a equipe campeã. É como aquela frase: “daí-me coragem para mudar as coisas que posso, serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar e sabedoria para saber a diferença entre as duas”. É uma questão estrutural do esporte de competição: apenas um vence. Sendo assim, em uma dupla, sempre há um perdedor. O que a equipe pode fazer é tentar que pelo menos um de seus pilotos vença. Competição sem jogo de equipe, só se for nas olimpíadas, no atletismo, basquete, futebol, volei, etc. Isso é um fato.

Dito isso, quem seria o primeiro piloto da Red Bull? Em 2007, Webber chegou por baixo no time. Todo mundo sabia que ele seria o escudeiro de David Coulthard. Naquela altura, as portas da decadência (antes do estrelato que teimava em não chegar) Mark ficou bem satisfeito. Se pensarmos bem, Webber está mais do que no lucro porque (na Red Bull) Coulthard (contratado a peso de ouro) não teve nem 10% das chances de vitória que o australiano está tendo nos últimos anos.

Aí chegamos à pergunta: Webber merece ser o primeiro piloto do time em 2010? Segundo a tabela de classificação fria e calculista, sim. Nenhum argumento pode mudar o fato de que Webber tem mais vitórias, e por conseqüência mais pontos (mesmo com o apoio “desestimulante” da equipe).

+ Você fã de Sebastian Vettel com certeza tem argumentos para discordar das palavras escritas acima. Concordo com você. Como disse, Webber sempre foi um piloto veloz, porém nem mais, nem menos que a média da F1. Um Thierry Boutsen da vida que foi contratado, feliz da vida, como segundo piloto. Fato.

O currículo do jovem alemão (pré Red Bull), é superior ao de Mark Webber. Vettel é o piloto mais jovem da história a marcar pontos (8° lugar em sua estréia pela BMW, EUA/2007). Sebastian é O CARA que esmagou um piloto do calibre do Bourdais, O CARA que (em seu primeiro ano completo na F1), fez pole e venceu (com méritos) em uma Toro Rosso! Sem dúvida, realmente Vetttel é (sob esse ponto de vista), “O” cara.

SIMPLIFICANDO: Vettel é o piloto que 99% dos amantes do automobilismo gostariam de ser (se fossem milionários), kkkk.

Bom, esse é o histórico do piloto que chegou como estrela na Red Bull. Ao contrário da maioria das revelações, Sebastian continuou fodástico em um time de ponta, colocando (por muitas vezes) em cheque a capacidade de Webber como piloto capaz de vencer. Em 2009, o que Mark levou anos para conseguir pelo time, Vettel conquistou em seu primeiro ano na Red Bull: 4 vitórias.

Pelo currículo, Vettel merece ser o primeiro piloto. Antes do início da temporada, o alemão seria aposta óbvia até mesmo para aqueles que não conhecem muito mais que o “Filipi Maça”, o Senna e o “Rémilto”.

Porém (é aí que a coisa muda), Vettel erra demais para um piloto de ponta e (faltando apenas duas corridas para o fim da temporada), o resultado disso somado a alguns azares é : 14 pontos a menos que Webber. E não se trata de uma virada do australiano. Em 2010, Webber sempre esteve na frente. Na verdade Vettel conseguiu diminuir a diferença, mas nunca chegou a estar na frente do companheiro.

Portanto, em 2008, Vettel seria o primeiro piloto, porque de fato foi melhor, mas em 2010 o primeiro tem que ser o que tem mais chances de vencer e em um time que pretende ser campeão, tem que ser assim. Por isso, GO WEBBER!

+ Podem chorar os passionais/irracionais, mas é exatamente porque isso não acontece na Ferrari que Alonso ressurgiu para um título improvável como aconteceu com Kimi Raikkonen em 2007. Por pior que seja o jogo de equipe, é exatamente por isso que a Ferrari faturou 6 títulos e dois vices nos últimos 10 anos.

+ Nesse GP da Coréia do Sul, para a Red Bull poderia ser “NO GP” já que tinha tudo para dar certo, mas deu tudo errado.

+ O que será que o Vettel consegue fazer para estourar tantos motores Renault (mesmo sem calor)? Se ainda fosse algo frágil como um Yamaha da vida, mas estourar tantos motores Renault (fabulosamente resistentes) é coisa que não se vê desde o final dos anos 70 e início dos 80, no auge da era turbo dos franceses.

+ OK, ok, ok, estes não são mais os Renault fodásticos dos anos 90, mas embora menos potentes, continuam tão confiáveis quanto.

+ Por falar na montadora francesa, Kubica conquistou um anônimo 5° lugar. Nada mais, nada menos.

+ No segundo carro do time, enquanto esteve na pista, Petrov foi bem. O problema é que ele não permanece na pista por muito tempo, e volta e meia, entre uma escapada e outra, ele não volta. Como vimos (violentamente) em Yeongam.

+ Ainda pelo meio do pelotão, Vitantonio Liuzzy fez uma corrida de sobrevivência e surpreendentemente chegou ao final... em 6° lugar!

+ ... enquanto Sutil, andando feito um louco (como nos “velhos tempos”) foi se enfiando aqui e alí até que acabou finalmente entrando pelo cano.

+ Velhos tempos do Sutil = 3 ou 4 corridas atrás, ahuahua.

+ Não fosse o Kobayashi ser tremendamente rabudo, teria abandonado logo após a panca com o alemão da Force Índia. Aliás, como o "Sauber de borracha" (aparentemente indestrutível) do japonês agüentou o impacto????

+ Entre alguns palavrões e lágrimas, deve ter sido (mais ou menos) isso o que Timo Glock pensou enquanto voltava para os boxes...

+ A vontade que me deu foi dar uns sopapos no Buemi. Glock vinha fazendo milagres de novo, correndo próximo dos pontos até que o suíço (a lá Gregor Foitek) transformou tudo em pedaços.

+ Viu por que gosto tanto das corridas com chuva? Dá para tantos coadjuvantes mostrar serviço em pista seca???? NOT.

+ LAR DOCE LAR MODE On: ainda sobre a Sauber, Nick Heidfeld feliz da vida por ter voltado para a “sua família” garantiu mais dois pontinhos para o time. Nada contra o De La Rosa, mas o carro aparentemente ficou bom desde que Heidfeld começou a pilotá-lo. Pior para o piloto espanhol e... muito melhor para Peter Sauber e para quem torce pelo time.

+ Quem torce pela Sauber? Acho que só...eu. Hauhauhaua.

+ O caso de Heidfeld é só mais um exemplo de que, quando estamos felizes, trabalhamos mais e melhor. O psicológico conta demais, e quando a auto confiança não está 100%, até um J.J. Lehto vira reject. Portanto, De La Rosa, o grande bode expiatório de 2010, está absolvido.

+ RESUMINDO: Pedro não é gênio, mas também não é reject. Só não teve a sorte do Alonso.

+ Quanto ao resto da “Turma do Fundão”, Bruno Senna e Yamamoto fizeram bem o seu papel: o brasileiro venceu a disputa interna na Hispania enquanto o japonês completou o GP. Cada um no seu quadrado, a dupla fez o arroz com feijão que dava para fazer.

+ Na Lotus, tudo continua dando errado para o Trulli enquanto o (ex- Pé na) Kova terminou como o melhor das pequenas. Mesmo longe, ficaram a três posições dos pontos. GO LOTUS!

+ Quanto a Williams, Rubinho faz o que pôde. O cara anda numa fase em que, até na fila para o banheiro encontra o Schumacher pela frente. Pode ter muito dedo da mídia nessa “briga”, mas no fim das contas (assim como a vaga para a Copa Sul-Americana no Brasileirão, por exemplo), essa rivalidade nostálgica entre os dois ajuda a animar a briga pela décima posição...

+ Na corrida, como Rosberg, Vettel, Webber, e Button foram cartas fora do baralho, Schumacher chegou em quarto (este tenha sido seu melhor desempenho em 2010) enquanto Barrica vinha em quinto até seus pneus virarem chiclete. No fim, ao menos Schumacher pôde se gabar de ter chegado na frente do Kubica, enquanto o brasileiro finalizou em uma boa 7° colocação.

+ Lembrando que sétimo para o estágio atual da Williams está ótimo! O pontinho de Hulkemberg também ajudou. Em 2010, a temporada da equipe poderia ser definida como, “de grão em grão a galinha enche o papo”. Parecem poucos pontos, mas proporcionalmente ao orçamento deles, a equipe está no nível dos times que disputam o título.

+ No pódio, Hamilton errou sim, mas o erro se deve em parte ao fato da McLaren não estar no mesmo níel de Ferrari e RBD, ops, RBR (hauhauhauhau). Errar com o melhor carro é uma coisa, mas errar quando o piloto está tendo que dar 110% para acompanhar o ritmo dos outros é natural, ainda mais em uma pista “virgem”, totalmente encharcada.

+ No fim, o segundo garantiu uma sobrevida para a equipe quanto as esperanças do título, já que Button (sniff, sniff, sniff) é carta fora do baralho.

+ Na Ferrari, Massa sobreviveu, teve calma e, assim como Alonso, foi beneficiado pelos acontecimentos da corrida. O curioso é que teoricamente a Ferrari é a equipe que mais sofreria sob estas condições, devido ao problema no aquecimento dos pneus.

+ Sorte de campeã. Assim poderia ser definido para o resultado da Scuderia na Coréia do Sul.

+ Começo a inclinar a minha torcida para Fernando Alonso (apesar de não ir nem um pouco com a cara dele). Se Webber não conseguir, nas mãos do meu xará o título estará com quem merece. Duvido que outro piloto da atualidade estaria na posiçao que o espanhol está em um carro que se apresentou inferior durante a maior parte da temporada.

+ Na boa, coisa digna de Prost, e... se algo é digno de ser comparado ao Prost, então estamos falando de genialidade.


OBS: se o processo de "Made in Chinização" da F1 continuar, acho que vou acabar parando de escrever as resenhas sobre a F1. Na boa, ou eu não acordo (por não ouvir o despertador) ou acabo durmindo no início ou no fim dos GPs. A demora na postagem da resenha, em 50% se deve a isso.

Incrível como (quando o assunto é F1), no fim de tudo sempre está Bernie Ecclestone... como o culpado, hauhauha.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

F1: notas sobre o GP

+ Nota para a corrida: 8

+ Antes que me apedrejem, vou explicar. Essa foi (de longe) a melhor corrida da F1 em Cingapura. A nota 8 deve-se (também) a isso até porque mesmo sem olhar por esse lado, a corrida foi legal sim. Se analisarmos segundo os padrões históricos do Marina Bay Street Circuit então, (como diria o locutor da apuração dos votos das escolas de samba): "NOTA 10".

+ Antes de falar sobre a corrida, só mais uma coisa: pode não ser a melhor pista para se ultrapassar, mas o traçado é bom... e belo! Com certeza, esse é o GP dos sonhos dos fotógrafos da F1.

+ Dentro da pista, não sei exatamente o motivo, mas me senti bem ao ver a Sauber e ler na legenda "Heidfeld/ BMW Sauber - Ferrari". Como companheiro do Kubica realmente não deu para o alemão, mas a verdade é que Nick tem gabarito suficiente para estar na F1. Ele sempre foi um dos bons. Espero que o eclipse tenha acabado na carreira do Heidfeld.

+ De La Rosa foi embora, mas zica parece estar mesmo no segundo carro da Sauber. No popular, esse carro leva mais porrada que mulher de malandro.

+ Pior para o o Tio Peter porque o Koba, após mais uma stunning qualification acabou com as esperanças do time no guard rail.

+ É bom o Sr Peter Sauber ter mesmo um bom patrocinador na manga (como se diz por aí) porque senão, cada um desses possíveis pontos que seus pilotos transformam em carros destruídos significam menos tempo ($$$) de vida para a equipe.

+ Realmente deve existir um investidor já de contrato assinado, apenas esperando a hora certa para ser anunciado. Quem sabe a Panassonic, né seu Kobayashi?

+ Antes de falar sobre as Force India da vida, "MÉL DÉLZ"! Que desempenho fodástico do Glock!

+ Posso estar ficando louco, mas andar no bolo (sem fazer feio e sem ser desleal) com uma Virgin, em um circuito difícil como esse de Cingapura, é um dos feitos mais heróicos dos últimos tempos. Talvez a melhor performance em um carro realmente ruim desde o segundo lugar do Rubinho com a Honda em Silverstone/2008.

+ Heróico, simplesmente heróico. Torci demais por ele e talvez até por isso esse GP tenha me parecido o melhor dentre os disputados até aqui em Cingapura.

+ Bom demais para o Glock, pior para o Di Grassi (que, por "n" motivos, na Virgin anda bem a cara do Rosset na Arrows).

+ Di Grassi a cara do Rosset na Arrows = um arroz com feijão beeeeeeeem sem tempêro. Não é tão ruim, mas não tem gosto de nada, infelizmente.

+ Ainda no pelotão de trás, coitado do Bruno Senna. Ao menos teve a sorte de não se machucar já que praticamente não teve chance de frear. O brasileiro teve o azar de encontrar o Seu Koba exatamente quando o japa tinha acabado de fazer cair os últimos fios de cabelo do já hiper careca Peter Sauber.

+ PERGUNTA: alguém topa fazer uma vaquinha para que a Hispania compre uma nova suspensão para arrumar o carro do Bruno Senna?

+ FIM DAS DÚVIDAS Mode ON: atualmente, esse horrendo Hispania F1-10 é o pior carro do mundo se levarmos em consideração as categorias Top.

+ O chassis por "n" motivos é uma cáca, mas a pintura tinha que ser uma b*sta tbm? É só puxar pela memória as Simtek e as Pacific. Carros nota 0, pinturas nota (entre) 7 (e 9). É só o pessoal da Hispania olhar para o lado no grid: as Virgin e as Lotus são exemplos de que, se não dá para ser rápido, pelo menos não precisa ser feio.

+ Hispania F1-10 = "sou feio, mas tô na moda", afinal estar na F1, mesmo que em último , é estar na moda.

+ Mesmo que aos trancos e barrancos, a Hispania está em uma vitrine midiática chamada F1 (evento que abrange desde as apenas quem curte esporte até quem aprecia tecnologia, moda, etc). A F1 em termos de publicidade é meio qu um Google ambulante. Um exemplo disso foram as montadoras que encheram a categoria (e os nossos sacos) nesta década. A Honda por exemplo se dava ao luxo de desprezar patrocínio e bancar seu próprio time visando basicamente a propagando institucional gerada apenas por sua presença na F1. Sendo assim, os carros são nesse ponto de vista, comerciais a 300 km/h.

Dito isso, se não há um patrocinador majoritário e o que mais sobra na equipe é espaço na carenagem, por que não dar o devido valor a esse trunfo?

+ Entendo que alguns conseguem enxergar beleza na carenagem coberta pelo "cinza sola de tênis" da Hispania (o Verde, a Viviane Senna e a mãe do seu Carabante, kkk), mas bem ou (muito) mal, a Hispania é (ainda) uma equipe de F1. Se a única coisa que sobra no time é um espaço tão cobiçado por multinacionais do mundo inteiro, por que não criar uma promoção do tipo "faça a pintura da Hispania no próximo GP"?

+ É só puxar pela memória os lindos layouts alternativos que o Bruno Mantovani criou para as equipes de F1 no ano passado (apenas o primeiro exemplo de talento "desconhecido" que me lembrei), para ver que a beleza da pintura e os flashs estariam garantidos.

+ Mais ou menos como as pinturas diferenciadas (e de gosto duvidoso) que volta e meia a Red Bull faz (como aquela com milhares de pequenas fotos), esse tipo de promoção gera publicidade gratuíta para o time, sem falar no precioso espaço nos meios de comunicação do mundo inteiro (onde a Hispania por sempre ser a última, nunca aparece) que iniciativas como essa garimpariam.

+ Se a promoção fosse focada apenas no país onde será disputado o próximo GP (EX: no Japão, só os japoneses concorrem para escolher a pintura da Hispania), além de popularizar o time naquele país, isso facilitaria a captação de patrocínios locais.

+ Só para fechar a idéia, a Sprite está promovendo em seu site algo parecido: você cria a latinha, manda sua sugestão e, se aprovada, seu layout estampará as latinhas do refrigerante (obviamente o vencedor ganha algo além do prazer de ter criado a "obra de arte, né? No caso da Hispania, que fosse uma visita aos boxes, já deixaria qualuqer um feliz).

Pensa bem seu Carabante. "Contrata eu", rsrsrsrsr. Pode não ser a melhor sugestão do mundo, mas o que não se pode é "morrer" sem tentar. Pela originalidade, interatividade e pelo custo praticamente zero, essa iniciativa (talvez não fosse a salvação), mas no mínimo ajudaria o time a encher a cabeça das pessoas com algum assunto que não seja piadas sobre o desempenho de Bruno Senna, Yamamoto, Klien, Mãe Diná, o vencedor da última Mega Sena, etc, etc, etc ou quem possa pagar para um test drive de luxo na F1.

+ Na Force India (agora sim chegou a hora dela, afinal estamos exatamente no meio da resenha, ou seja, no meio do pelotão), Sutil fez o que pôde, marcando um pontinho. Prefiro ele estudando bem o adversário antes de uma ultrapassagem do que terminar como o Hamilton. Adrian fez o certo com o Glock e no fim das contas saiu de Cingapura com mais alguns pontinhos.

+ Sutil evoluiu da etapa que o Kobayashi, Vettel e Hamilton ainda estão: agressividade ou falta de juízo?

+ No segundo carro da Force India, nada contra o Liuzzi, mas de repente seria interessante tentar uma experiência com um Bourdais da vida, um "pop star" como o Bruno Senna ou mesmo alguém novo, tipo o Álvaro Parente.

+ Com certeza alguma coisa ($$$) segura o italiano no time, que perdeu muito em rendimento desde que começou a se envolver com pendengas judiciais (o que pode ser a explicação para um segundo carro bem inferior que o usado pelo Sutil). Te cuida Seu Mallya.

+ CURIOSIDADE: sabe como se escreve Silvio Santos em indiano? VI-JAY MA-LLYA. Portanto, apesar dos problemas, dinheiro não será lá um problema (pelo menos por enquanto).

+Na Renault, Petrov chegou a estar na frente do Kubica, mas no fim da prova o polonês passou o russo. Prova ruim da equipe, lentamente andando para trás volta após volta.

+ Na Williams, Hulkemberg foi agressivo e conquistou seus caraminguás na corrida (apesar da punição), Já o Barrica foi basicamente invisível durante todo o GP até cruzar a linha de chegada em 6°.

+ Mais um passo importante para a ressurreição da Williams, coisa que (tenho certeza), deixa TODOS satisfeitos.

+ No pelotão da frente, Hamilton, como sempre, luta contra... Hamilton.

+ Assim como em Monza, o resultado desse "combate" foi: HAMILTON LOOOOOOOSE.

+ Sobre Vettel (8 ou 80), ele está cada vez mais a cara do Paul Tracy. Veloz, agressivo, ídolo e muitas vezes... burro. Em Cingapura não fez nenhuma grande bobagem, mas a "pinta" de papa tudo está desbotando. A não ser que pegue algo do tipo "Williams do outro mundo", Sebastian aparenta ser o tipo de grande piloto que não ganha título a não ser que esteja em uma situação muuuuuito favorável

+ EX: Manssell em 92 ou Tracy na Champ Car, ganhando um título por "WO" em 2003.

+ Por essas e outras, Webber segue para o título. Essa foi a melhor corrida do australiano na Red Bull. Desde os tempos de Jaguar, Webber não dirigia assim (lembrando que ele foi o único milagreiro que conseguiu ser veloz naquela, literalmente, bela porcaria).

+ Claro, Webber foi agressivo, dentro do seu estilo (calmo). O australiano e Doctor Button seguem naquele "ritmo baiano" de sempre: devagar e sempre.

+ Se o título vai ficando cada vez mais complicado, terminar a temporada na frente de Lewis "Mclaren Boy" Hamilton, já estaria de bom tamanho, não é? GO DOCTOR BUTTON!

+ Na Ferrari, duvido que Felipe pudesse ter feito mais. No início, arriscou (como de fato tinha que ter feito) e deu sorte. Pulou para o décimo lugar, onde permaneceu mais ou menos até o final. No fim, chegou em 9°. Nada mal para uma recuperação em pista de rua.

+ Parece pouco se comparado ao companheiro Alonso, vencedor do GP, mas na verdade, em um curcuito como esse onde a missão dos pilotos é tentar sobreviver até o fim, fazer um GP inteiro atacando os adversários, com apenas uma troca, é coisa apara Chuck Norris. Só de não bater, já foi um lucro. Os pontos serviram apenas como um brinde.

+ RESUMINDO: em uma pista de rua, largar em último é quase uma pena de morte para qualquer pretensão de grandes resultados. Apesar de lutar, fica claro que o acidente do ano passado ainda repercute na pilotagem do brasileiro. É só ver como Gerhard Berger virou outro piloto após seu acidente em Ímola para perceber como esse é um processo natural.

+ Quando você se machuca, você tenta evitar, mesmo que inconscientemente, aquela situação. Coisas que só Freud explica.

+ EX: Danny Sullivan virou um bundão depois de quebrar uma perna na Indy. Após uma pancada mais forte em Indianápolis e alguns ossos quebrados (treinos/92), até mesmo o grande Rick Mears resolver se aposentar. Isso acontece com todos, até com os mais velozes.

+ Garanto que se o Peterson ou o Senna tivessem sobrevivido, em uma volta à F1, não seriam mais tão agressivos. O negócio Massa, é continuar lutando e torcer para que no ano que vem.

+ Gostaria de desejar boa sorte ao Felipe, mas se alguém nesse momento crucial do campeonato encarna o que se chama "Sorte de Campeão", esse alguém é Fernando Alonso.

+ O que faz Keke Rosberg vencer um título improvável com um carro aspirado (e nunca mais chegar perto do bi com carros turbo)? O que faz um fabuloso Stirling Moss quatro vezes vice campeão? Talvez o azarado Carlos Reutmann (o "quase" em pessoa na F1) responderia: "sorte, hermano".

Basicamente, o que separa um grande piloto de um reject é a sorte. Aposto que Timo Glock pilotou tão bem ou melhor neste ano (em relação a esta corrida), para chegar em ultimo servindo de motivo para chacota e desconfiança. Foi um acontecimento do acaso que o colocou em uma posição de destaque, uma posição desse ao alemão a mínima chance de ao menos arriscar (pq até agora, nem isso a Virgin proporcionou à seus pilotos). Glock viu a chance, arriscou, deu sorte e abraçou com unhas e dentes seus quinze minutos de fama em 2010. Gol!

Provavelmente, em 2010 mesmo, teve muito Liuzzi e Pedros De La Rosas da vida, pilotando tão bem quanto o Alonso em Cingapura, para cruzar a linha de chegada lá atrás. É como no futebol, auqnto a bola não quer entrar, até mesmo a Holanda da Copa de 74 não ganha o título.

+ Como escrevi há um tópico, "gostaria de desejar boa sorte ao Felipe, mas se atualmente alguém está com o que se chama "Sorte de Campeão", esse alguém é Fernando Alonso.

OBS: se vencer o campeonato, com uma ressurreição a lá Highlander como essa, pela Ferrari, seria para lá de épico. Mesmo assim GO WEBBER! GO DOCTOR BUTTON! GO GLOCK!

OBS2: pessoal, a resenha estava pronta, faltava apenas uma revisada no texto, mas o Blogspot FDP (não por qual motivo), não salvou o post. Portanto a resenha que fui escrevendo de hora do almoço em hora do almoço foi apagada, sniff, sniff, sniff. (Também) por isso, todo esse atraso. Sorry, buddies, demorou, mas está aí.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("SIgam-me os bons", kkk)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para a corrida: 7,5

+ Olhe bem para a imagem acima. Embora faça sentido, não é exatamente porque Monza tem um (inativo) traçado oval que vou escrever as linhas abaixo. Monza (mesmo em seu traçado misto, com ou sem chicanes) é o mais próximo que uma pista de F1 chegou do que são os ovais americanos. Talvez por isso não seja um dos meus preferidos embora eu entenda seu valor histórico e por que não dizer, entendo seu valor emocional para a categoria.

Assim como toda pista de alta (altíssima?) velocidade, trata-se de uma corrida onde os menores não tem como se defender, onde (salvo algum fato inesperado) apenas o melhor carro vence, sem falar que... em caso de acidente, o negócio é rezar pq não há safer barrier ou Hans Device que te salve da força G brutal que seus órgãos sofrem na desaceleração provocada por impactos em torno dos 300 km/h (velocidade que os pilotos atingem consideravelmente antes do final das retas italianas).

No mais, corridas em circuitos de alta velocidade também não costumam ser muito emocionantes para mim porque os mais rápidos passam sem dificuldades e disparam.

Sem querer ser nostálgico, mas... antigamente quando todas as equipes sofriam com quebras, (e não apenas Lotus e Hispania) ainda existia um algum suspense. O líder sempre poderia abandonar no final (Senna em 89 ou as Williams em 92 por exemplo). Hoje porém... só mesmo um Vettel ou um Hamilton para jogar tudo fora por nada.

+ Outro ponto peculiar dos GPs da Itália disputados em Monza, é o fato da corrida ser encarada (nas arquibancadas) como se fosse um grande clássico do futebol, onde a torcida do Corinthians ou do Flamengo vai torcer "até a morte" pelo seu time.

A maneira como os Tifosi comemoram as ultrapassagens da Scuderia como se fossem gols, as buzinas de gás que mais parecem vuvuzelas, a invasão de campo (ops, pista) e por que não dizer, o tom alegre do hino italiano somado ao vermelho tipicamente Ferrari, tudo isso tem muito mais cheiro cerveja em estádio que aquela coisa britânica da F1.

Qualquer dia a Ferrari vai acabar disputando a Superleague Formula junto com o "Todo Poderoso Timão" (rsrs).

+ Só para fechar o assunto, sabe como se fala Gaviões da Fiel em italiano? REPOSTA: TIFOSI

Eu como torcedor das Lotus da vida e da Mclaren, pergunto à você que não é corinthiano: é difícil aguentar os corinthianos, náo é???

+ Apesar do que disse acima, não sou contra a Ferrari. Ah e também não estou falando isso por causa do julgamento sobre o Hockenheim e blá, blá, blá. Isso tava na cara. Como disse meu amigo Wellington Lucas, "Julgamento do Sítio do Quebra Pau Maranello". Fiquei de fazer algo para isso, mas... por falta de tempo ficamos na apenas na intenção.

Voltando ao julgamento, a Ferrari é a Ferrari. SImples assim. Na Indy os pilotos da Ganassi e da Penske historicamente também costumam receber punições mais brandas. Money talks, pessoal.

+ Sobre a corrida, como não choveu e os pilotos ainda sofrem muito por não poderem andar colados nos carros da frente, foi bom. Sem muitas ultrapassagens, mas cheia de alternativas.

+ Que é chato ver o Doctor Button correr, isso todo mundo sabe, mas ele é fodástico (isso só eu e a mãe dele aparentemente percebemos). Talvez a calma seja o maior trunfo de Jenson. Impressionante a calma do inglês, dirigindo em 90% do GP como se não tivesse se estivesse sozinho na pista.

+ Sem desmerecer a pilotagem maliciosa a lá Nelson Piquet do Alonso, mas andar atrás, pressionando é emocionalmente mais fácil. Você tem na sua frente uma referência visual, só olha para frente, seu foco é mais nítido.

Para quem vai na frente, aí o negócio complica. Quem dirige sabe o quanto é chato quando alguém cola na sua traseira. Você tem que fazer a habitual aeróbica que o carro exige para andar (embreagem, marcha, aceleração, freio, embreagem, marcha, seta, etc) prestando atenção no que está acontecendo na rua (pista) olhando constantemente para os retrovisores por causa do cara chato que está colado em você.

Isso a mais de 300 km/h por hora, sob um calor de quase 60 graus, trepidando dentro do carro, sendo espremido pra lá e pra cá no cockpit pela força G... deve ser muuuuuuuuuuuito mais difícil. Ainda mais se o acerto do seu chassis exige que você dê tudo nas curvas, como Jenson fez.

RESUMINDO: Doctor Button não teve um momento de descanso em Monza. Arriscou tudo para continuar na briga pelo campeonato e saiu premiado com mais um pódio. O cara é ou não é digno de ser comparado ao Prost?

+ Apenas para exemplificar, abaixo um curioso upgrade "inaugurado" nos video games no clássico Nigel Mansell's World Championship (Super Nintendo).

No jogo, você tinha a opção de ter uma aulinha com o próprio Mansell em cada um dos circuitos. No caso, ele ia na sua frente lhe indicando as velocidade médias de cada curva e o melhor traçado para contorná-las.

OBS: apesar de saber que era impossível, confesso que bati muito tentando passar ele, rsrsrs



+ A visão do Alonso nesse GP de Monza foi essa: um carro na sua frente a corrida inteira, como se fosse um jogador de Super Monaco GP tentando de tudo para tentar (em vão) passar o mito G. Ceara.

Convenhamos, se você é minimamente racional, é muito mais difícil ser o piloto da frente. (Por isso G. Ceara é mito, kkk)

+ As insistentes saídas de pista do Hulkemberg se devem muito a essa sensação de estar prestes a ser abocanhado pelo leão. Com um motor Cosworth, em uma pista de alta, o alemão foi muito bem. No fim das contas, quando se está dentro de um F1, é mais que normal o cara errar algumas freadas (ainda mais) quando tem que guiar olhando mais para os retrovisores que para frente.

+ Nas demais... nada demais (meu humor está meio Mister Bean hoje, eu sei já estive mais inspirado). Sei lá, sobre as Toro Rosso, Buemi quase conseguiu um ponto. Na Sauber, nada.
Force India, nada e por aí foi.

+ Nico foi bem de novo, Kubica na de sempre, Schumacher também, etc, etc.

+ Barrichello foi outro que ficou no normal. Aliás, Schummy e Barrica demonstram claramente o quanto era cruel o sistema antigo de pontuação apenas entre os 6 primeiros. Se estivessemos nos anos 90, ninguém estaria aplaudindo (tanto) o Barrica e talvez o Schummy tivesse até sido substituído.

+ Apesar de ter discaracterizado um bocado a F1, o novo sistema de pontuação é mais justo.

+ No mais, Massa segue raçudo, mas longe da briga pelo título. Por mais que ele se esforce, não dá para negar o acidente sofrido ano passado na Hungria. Trauma é trauma e por mais que uma ferida não doa mais, a cicatriz (por vezes) persiste.

Isso não é culpa do Felipe, faz parte do comportamento humano. Ano passado, não sei se o Alonso seria mais rápido que o Massa, mas em 2010 até mesmo o maior fã do brasileiro (no fundo) sabe: Alonso tem sido (um pouquinho) melhor. Um pouquinho, mas o necessário para ser considerado primeiro piloto da Scuderia, convenhamos.

+ Para falar do Hamilton tenho que começar na quinta passada. Calma, já explico. Meu amigo Jorge Pezzolo fez um post/prévia para o GP da Itália desenterrando de sua videoteca os compactos do Gps de Monza disputados em 93 e 96. O de 93 é clássico por ser o único pódio do Michael Andretti na F1 (além de sua última corrida na categoria). Não sei exatamente o motivo, mas curto demais qualquer história sobre o Andrettinho e a Mclaren.

Dito isso, chegamos ao ponto: o segundo video mostrava a prova de 96. Dessa corrida não lembrava nada além da vitória do Schummy. Meio sem vontade apertei o play e... o ALESI (em mais uma daquelas largadas dragster a lá Gilles Villeneuve) antes da primeira curva já estava em primeiro! Irrá! Empolgado continuei assistindo como se a corrida fosse ao vivo. Pior para mim porque logo após a segunda chicane (enquanto eu pensava "o Alesi é fod#"), aquela anta francesa errou sozinho a primeira curva de lesmo e perdeu a primeira posição. PRONTO. Meio p da vida fechei a página.

O que o Hamilton tem com isso? Bom, digo que Webber está bem na fita quanto ao título porque ele não complica as coisas para si e, principalmente, porque antes de vencer os outros, Hamilton luta contra ele mesmo.

+ Quando o inglês tentou aquela "ultrapassagem de fliperama antigo" (onde os carros passavam uns por dentro dos outros, lembra?) fiquei com a mesma sensação que tive ao ver o video do Alesi.

+ No mais, outro que luta contra si, Vettel, foi genial! Construindo a fama de especialista em Monza, Sebastian fez mágica! Ah, a estratégia foi algo entre o maluco e o genial.

+ Tão veloz quanto estabanado (assim como era o Alesi), pena o obscuro do francês sobrassair tanto na pilotagem do alemãozinho.

+ Por essas e outras, ainda acredito no bi do Doctor Button, sem falar em um lado meu que diz sem parar: Go Webber!

OBS: desculpem pela demora na postagem. Na verdade, desde a noite de segunda faltava apenas esse último trecho sobre o o do Alesi (vc acha que eu ia perder a oportunidade de citar o Alesi????)

O blog passará por algumas mudanças entre setembro e outubro. Nos próximos dias explico melhor a história. Aliás, história mesmo, VEL MAX em livro para ser mais preciso.
Assim que der, conto para vocês.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

CHARGE: editorial VEL MAX Pictures

__Pensa que esqueci do VEL MAX PICTURES? Essa é uma dica de como ele será, em breve.
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OBS: durante o dia o amigo Jorge Pezzolo me passou um wallpaper. No corpo do link estava escrita a palavra vergonha (sobre a ferrari em Hockenheim). Li e fiquei com essa palavra na cabeça o dia inteiro. De noite, vendo o Jornal do SBT, sem querer fiz a ligação óbvia: quem dá notícias e volta e meia fala "isso é uma vergonha"???
OBS2: e convenhamos, a falta de sutileza da Ferrari quando o assunto é jogo de equipe é digno de um editorial do Boris Casoy, claro, encerrado com seu famoso bordão.
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Um abraço,
Fernando Ringel
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Charge: "e agora, quem poderá nos defender???"

__ "O VEL MAX ADVERTE: bom humor faz (muito) bem à saúde".
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OBS: levanta acabeça Felipe!
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Um abraço,
Fernando Ringel,
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

F1: notas sobre o GP

+ Nota sobre o GP: 6,5

+ Demorou, mas finalmente me caiu a ficha. O novo Hockenheim tem seus defeitinhos (virou pista para menores de idade se comparado ao traçado antigo a lá Chuck Norris), mas até que é bastante trabalhoso para o piloto. Muito sinuoso, inclusive ensaiando algumas inclinações (cotovelo no Estádio), além de alguns leves aclives e declives.

+ Como sempre o GP foi chato (já era mesmo antes de Hermann Tilke passar a faca no traçado), mas isso se deve em parte as saídas de pista asfaltadas. Virou video game. Se a escapadinha do Button na primeira curva tivesse ocorrida no velho Hockenheim, teria sido um belo crach test.

+ No fim das contas, se salva vidas e evita fraturas, palmas. Porém...
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"O VEL MAX ADVERTE: saídas de escape asfaltadas podem causar monotonia. Use com moderação".

+ No GP, até que para o padrão Hockenheim (com pista seca), teve bons momentos.

+ Schumacher está sentindo na pele o que ele mesmo fez Nelson Piquet sentir em 1991. Parece não haver jeito do heptacampeão segurar o tal jovem e promissor alemão (Rosberg). O máximo que o piloto que o ex-campeão decadente consegue é andar junto, vá lá chegar na frente do jovem comapnheiro em uma ou outra corrida.

Schumacher 2010 = Piquet 1991

+ Só para lembrar, o tal alemãozinho promissor "aposentou" o tal grande ex-campeão em 1991. Seria um remake o que estamos vendo na Mercedes este ano?

+ Na Williams, ao menos Barrichello conseguiu chegar na frente de Hulkemberg (com uma versão melhorada do Cosworth em relação ao motor usado pelo Rubinho). O brasileiro (como sempre) se classificou bem. Na corrida, chegou pertinho dos pontos, mas não deu.

+ Na Red Bull, Webber não fez nada de especial. Vettel, lutou, mas em Hockenheim, para surpresa geral e decepção dos alemães, acabou em terceiro.

+ Pelo menos terminou nos pontos, né? Para o padrão de bobagens cometidas pelo alemão nos últimos tempos, já está ótimo.

+ Na "hora H", a impressão é que (dentre os grandes), Vettel ainda está meio verde. É aí que Mark Webber cresce na briga interna dos dois da equipe.

+ No fim das contas, (apesar de Vettel e Webber formarem uma dupla veloz, cada um a sua maneira), parece que falta um piloto mais completo para o time, alguém mais equilibrado (velocidade + juízo) para fazer a Red Bull finalmente bater suas asas... e voar.

+ Na Renault, Petrov fez seu papel. Muito pressionado, Vitaly foi agressivo e marcou mais um pontinho.

+ A luta do russo é para ficar na Renault. Muitos dizem que essa é uma luta perdida pois a equipe teria se cansado dele. Sendo assim, o jeito é Vitaly fazer o melhor possível para conseguir uma equipe decente para o ano que vem.

+ Uma equipe decente = qualquer uma que não seja Hispania, Virgin, Villeneuve Racing, VEL MAX Racing (etc)
OBS: do jeito que aparentemente qualquer um parece estar concorrendo à 13° vaga para 2011, daqui a pouco até eu vou me inscrever, rsrssr

+ Além do quê, o $$$ do Petrov seria muito útil para qualquer equipe, especialmente para a minha modesta VEL MAX Racing (kkk).

+ Falando sério, considero um erro uma possível dispensa do russo. Vitaly é bom piloto, traz dinheiro, além de não ser uma ameaça para Kubica. Assim, Petrov não causa dores de cabeça para a equipe (como acontece entre Vettel e Webber na RBR) e a Renault pode continuar investindo tudo no polonês... que realmente faz por merecer uma atenção especial, né?

+ MOMENTO MÃE DINÁ: de repente o destino pode mudar tudo e aí... em exatamente um ano, de não qualificado na Brabham, Damon Hill venceu sua primeira corrida na F1 (Hungria/93). Vejo Petrov como um Damon Hill russo. Ninguém dá nada por ele, mas ele não é bobo.

+ Assim como a Williams, a Sauber quase chegou nos pontos. Koba fez o que pôde. De La Rosa parecia estar fazendo mais do que era possível até que... fiquei com a maior pena do cara.

+ Impressionante! Se um raio cair na pista durante um GP de F1, com certeza acertará o carro branco do espanhol.

+ Apesar da reclamação de Kamui quanto a aderência do carro, olha só como esse chassis é bom. Sem dinheiro (do nível de pindaíba da Hispania) a Sauber anda bem, marca pontos... tem seus bons momentos e tal. Imagina se a BMW ainda estivesse na F1. Esse chassis + todo o dinheiro da montadora no desenvolvimento + Kubica no primeiro carro...

+ No mais...
um desastre a "LOLtus" com suas "Caixas de Pandora", ops, caixas de marcha (hauahua).
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+ Finalizando (quanto as outras equipes), mas um pouco distante do fim desta resenha, o assunto (óbvio) é a Ferrari. O texto "QUEM MERECE VENCER? PILOTO OU EQUIPE?", na verdade fazia parte desta resenha sobre o GP da Alemanha. Acredito que alí expressei o que penso sobre o assunto e principalmente sobre a comoção sobre o ocorrido.

+ No texto só faltou citar uma coisa: ALONSO FOI MAIS RÁPIDO DURANTE TODO O FINAL DE SEMANA. (e nem coloquei ponto de exclamação, hein?). Não vou nem um pouco com a cara do espanhol, não gosto de politiqueiros, mas nem mesmo o mais xiita entre os fãs do Massa podem negar que o meu xará estava mais veloz. ISSO É UM FATO.

+ Embora pareça um erro grave da Ferrari ter contratado Alonso (um piloto com características muito parecidas com as de Felipe), temos que entender que o espanhol é enjoado, mas é muito bom dentro da pista. Kimi Raikkonen cansou da F1 (antes mesmo de anunciar sua saída) e ninguém sabia se Massa voltaria acelerando como antes (vide Wendlinger e Lehto que nunca mais foram os mesmos). Sendo assim, correu-se o risco de contar com um grande piloto (ainda que situações como esse embaraço em Hockenheim fossem previsíveis), o que assegurou para a Ferrari a possibilidade de disputar o título de 2010. Agora o Massa chora de raiva, mas se pensarmos bem, a vinda do Alonso (por consequência) foi até benéfica para Felipe.

+ Se Alonso não estive próximo dos líderes (no campeonato), duvido que a imprensa já não teria levantado dúvidas quanto a recuperação do brasileiro, sobre sua capacidade após o acidente na Hungria. Duvido que não teriam culpado Felipe pelo desempenho abaixo do esperado da Ferrari em 2010.

+ Felipe tem que se sentir feliz por estar vivo e poder mostrar seu novo troféu para sua esposa (que é bem "ajeitada", convenhamos) e para seu filho. Só para lembrar, Didier Pironi lutou muito, mas não teve essa oportunidade.

+ Quanto a anulação do resultado do GP, aham, vão sim.
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Igualzinho a "anulação" do vice campeonato do Schumacher em 97 (quando ele bateu propositalmente no Villeneuve).
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+ Tá, vou ser bonzinho. Talvez tirem só os pontos da Ferrari. De vez em quando eles usam essa saída paliativa/política. EX: Interlagos/ 95.

+ Se Alonso e Massa pilotassem por uma Sauber da vida, até acreditaria que a FIA mudaria alguma coisa, mas quando a acusada é a Ferrari... a$ coi$a$ $$$ão diferente$$$.
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OBS: sobre a multa de 100 mil, isso não é nem o dinheiro do troco do cafézinho para a Scuderia. No fim das contas, isso essa tal multa é muito mais uma maneira de punir a equipe sem punir ninguém que uma penalização.

Um abraço,
Fernando Ringel
@FernandoRingel ("SIgam-me os bons", kkk)

TEXTO:


Quem merece ganhar?
Piloto ou equipe?


Por Fernando Ringel

__Antes de falar sobre a corrida em si (postarei logo as notas sobre o GP da Alemanha), gostaria de falar sobre "a ultrapassagem que escandalizou a moral e os bons costumes".

Tá, não foi legal com o Felipe, certo? Aham, ok. Só que, imaginem se a Mclaren obrigasse o Senna a andar atrás do Berger em 1991. Seria melhor para o austríaco? Seria. Ele teria vencido mais corridas? Provavelmente sim, mas não tantas quanto o brasileiro... e seguramente a Mclaren não teria vencido os campeonatos de pilotos e construtores daquela ano.

Por quê? Ora, por que simplesmente Ayrton (por "n" fatores) estava conseguindo tirar mais daquela Mclaren que já não era mais o bicho papão de outras temporadas. O time de Ron Dennis estava correndo atrás do prejuízo em relação a primeira das "Williams do outro mundo". Isso lembra um pouco a Ferrari em relação a RBR?

Em 2010, a situação da Ferrari é pior que a da Mclaren em 91. A Scuderia está atrás da RBR e também da Mclaren. São dois rivais, 4 pilotos dispostos a estragar a festa de Maranello (sem falar que já estamos na metade da temporada).
_
Não é uma situação como a do GP da Áustria de 2002,
onde realmente a equipe italiana sacaneou o Barrica.

Naquela época, a Ferrari estava em uma situação muito mais confortável, com Schumacher liderando o campeonato. Rubinho foi de fato mais rápido que o alemão durante a maior parte do final de semana (incluindo toda a corrida, fato comum em A1 Ring). Naquela época, a ordem dos boxes foi muito mais um capricho infantil de Michael Schumacher que cautela por parte da equipe.
Voltando para 2010, quem (em sua vida profissional) nunca passou pela situação do Felipe?
Emprego = engolir sapos por dinheiro. Apesar desse ar de rock star dos pilotos criado por Bernie Ecclestone (junto com a "Hollywoodização" da F1 a partir dos anos 80), piloto é funcionário e equipes são empresas.

Apesar de multi milionários, Schumacher, Alonso e Massa não são os chefes. As experências de Alain Prost, Emerson Fittipaldi, Lauda (entre outros) como chefes, demonstra que apesar (outro apesar?) do talento acelarando, isso não significa que (mesmo os campeãos) sejam melhores que pilotos frustados como Colin Chapman, Ron Dennis ou Ecclestone são (eram) fora das pistas.

Na verdade, o que ocorreu em Hockenheim é um fato comum no automobilismo.

Este é um problema criado quando o primeiro chefe de equipe disse, "quero ter dois carros disputando o campeonato". Se apenas um vence, claro que em uma dupla de pilotos alguém vai ficar chateado.

Uma solução para essa característica do esporte a motor seria ter apenas um piloto por equipe,

o que considero mais justo, sem falar nas chances infinitamente maiores para a entrada de novas equipes e pilotos. Isso reforçaria a união do time, seria algo do tipo "somos nós contra o resto do mundo".

Porém (tem sempre um porém, né?), enquanto os cabeças do automobilismo não chegam a essa conclusão, isso será uma grande idéia apenas quando o presidente da FIA pensar nisso, daqui há uns 50 anos...

Se eu fosse dono de uma escuderia, a negociação seria a seguinte: "você vai ser o segundo piloto. Fará parte do time, porém sem regalias e sem reclamações. Aqui o primeiro piloto é o Alesi. (kkk) Você topa ser o segundo?" Se o cara topar, coloca no contrato que não tem essa de reclamar pela imprensa. Trato é trato.

Só o Mansell ficou com fama de chorão, (o Barrica tbm), mas a grande maioria dos pilotos são chorões. Piloto adora se fazer de vítima. Ayrton Senna, só para citar um famoso, é um exemplo máximo disso. É só não vencer que o mundo inteiro é culpado, tem que sempre alguém mal no caminho lhe impedindo de ser o melhor da Via Láctea e blá, blá, blá, buááá pra cá e buááá pra lá. Salvo um Kimi Raikkonen aqui e ali, isso se deve em parte pelo fato de que, ser piloto é coisa para milionários.

Os caras não tem experiência como funcionários. Enquanto o sonho do brasileiro é ter um carrinho popular usado e vá lá sua casinha própria, quem é piloto paga centenas de milhares de reais (euros, dólares) apenas por um teste, uma corrida em uma categoria de destaque. Aí quando a (empresa) Ferrari resolve pensar nos seus interesses (o título = o $$$, inclusive para pagar o salário do Alonso e do Massa), os pilotos (e os que só não são pilotos pq não são milionários, nós) acham ruim.

Um exemplo disso aconteceu ontém na Indy, em Edmonton.

A Penske tinha tudo para conseguir a dobradinha. Dominaram todo o final de semana. Pole para Will Power, corrida quase de ponta a ponta liderada por Helio Castroneves. Faltando 3 míseras voltas, bandeira verde e Power parte para cima do brasileiro. Helinho óbviamente se defende, os dois quase tocam rodas, o que, além de causar um possível abandono da dupla (!), ainda deu a chance de Scott Dixon assumir a segunda posição.

RESULTADO: em menos de duas voltas, por falta de um posicionamento da equipe, a dupla jogou todo um final de semana (dobradinha = prêmios $$$), tudo no vaso sanitário. Helinho foi punido, caiu para a décima posição. E Power? Estava em segundo para ficar com a vitória? Neca, Scott Dixon venceu. Chip Ganassi agradeceu pelo din-din enquanto Roger Penske ficou chupando o dedo.
Todos vemos a briga entre os pilotos como uma falha da equipe. O que tem seu fundo de verdade. Porém, dou a mão à palmatória: imagina o quanto deve ser difícil conciliar os interesses da equipe com os egos ultra inflados dos pilotos? Poor Domenicalli, poor Christian Horner. O descontrole do Helio Castroneves em Edmonton, após a punição, dá uma noção do quanto de estrelismo envolve o automobilismo.

De que adianta ter dois pilotos choramingando a perda do título merecido pela equipe enquanto um outro time saboreia o champagne? Reutmann X Jones, Montoya X Ralf, Mansell, Frank Williams é doutor nisso. O jogo de equipe sempre existiu e como disse Schumacher, não é errado, só deve ser feito com descrição. O que aconteceu com Massa não foi legal, mas...

pilotos são contratados (e muuuuito bem pagos) para defender os interesses da equipe. Já pensou se a equipe tivesse qye pagar milhões para defender os interesses dos pilotos. Seria meio estranho, não seria?

Em Hockenheim, Alonso saiu perdendo, Felipe (no seu ponto de vista) também, mas Ferrari fez uma bela dobradinha.


OBS: já posto a resenha completa sobre o GP de Hockenheim.

Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@Fernando Ringel ("Sigam-me os bons", kkk)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Notas sobre o GP:

+ LOUVADA SEJA A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL! O negócio feito pela f1 nos últimos tempos foi ter contido os custos, o que trouxe de volta as Hispanias da vida.

Por essas e outras, sem dúvida esta é a melhor temporada desde 1991.

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+ Pq estou feliz com as equipes nanicas? Sem elas, a F1 virou muito mais um Campeonato Mundial de Marcas. (o que por um lado é ótimo, vide a espetacular Classe C, mas Mundial de Marcas não é F1).

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+ Tudo muito bom, mas falando sobre o que aconteceu nesse GP do Bahrein, OLHA LOTUS AÍ GENTE! Quem dera que essa pintura verde e amarela da Lotus fosse usada em uma equipe brasileira...

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+ Para o desespero de quem não é daltônico, qualquer equipe brasileira, inclusive a seleção de futebol, privilegia o “amarelo histérico” ao invés do verde bandeira e do azul.

Pior para os nossos olhos, né seu Emerson Fittipaldi???

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+ Complementando, o post sobre a volta da equipe no GUIA VEL MAX F1/2010, essa é sim a Lótus, apenas não o TEAM LOTUS. Só para exemplificar, se a F1 tivesse dado um tempo em 94 e só retornado agora, todo mundo diria, “apenas o noe é o mesmo, não é aquela F1. Tudo está diferente”. Óbvio meu caro! O mundo é outro, a tecnologia é fantasticamente mais evoluída (naquela época jogávamos Top Gear e achávamos o máximo, lembra?) então hoje, a F1 é sim a mesma, embora esteja completamente diferente, assim como a Lotus.

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+ Para os que ainda assim não aceitam a equipe de Trulli e Kova como Lotus, a Mclaren tbm não tem mais nada a ver com Bruce Mclaren, nem com Teddy Meier, e por isso elas deixou de ser a Mclaren?

Equipes são empresas e empresas mudam de dono com o tempo. O carro tem as cores oficias da equipe, a benção da família Chapman, o nome do modelo começa com a letra T (T127)... o que mais o pessoal quer? Será necessário uma mãe de Santo incorporar o Colin Chapman nos boxes da equipe? O cara morreu pessoal, mas a marca não. Aceitem isso e sejamos todos felizes!

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+ (Falta de modéstia MODE ON) Após terminar de ler este post, favor depositar os meus honorários por esta analise psicanalítica, eheheh.

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+ Ainda sobre equipes clássicas e decadentes, Kubica, como de sempre nos últimos tempos, mostrou o seu jeito “Jean Alesi de ser”.

Defendendo uma equipe da importância da Renault, em um carro mais ou menos, largou bem, rodou no início, veio ultrapassando todo mundo, mas no fim das contas, morreu na beira da praia: 11° lugar e nenhum ponto para a Renault..

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+ Se alguém quiser fazer um tributo para essa fase do Kubica, favor usar Beatuful Loser do Suede como trilha sonora.

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+ Sobre os alemães, muito se falou sobre a volta da equipe e dos motores Mercedes, uma certa decepção com o desempenho do Schumacão (embora ele tenha sido veloz o suficiente para marcar pontos mesmo no regulamento dos anos 90, sexto lugar = 1 ponto), Rosberg impressionando, mas pelos lados do alemão da Force Índia, tudo na mesma: “Andrea De Sutil“ largou bem e jogou suas chances na privada, logo nas primeiras curvas.

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+ Digo e repito: de todas as suas características, SUTIL, é exatamente uma coisa que este alemão não é.

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+ Ainda sobre os alemães, como sempre, Vettel fez das suas: “quando uma porta se fecha, eles seguem abrindo outras”. Se o carro não anda na reta, que tal andar com a faca nos dente no miolo do circuito? Conquistou um quarto lugar que poucos conquistariam. Sem dúvidas, um cara que facilmente se adapta as condições para atingir sua meta, se candidata a gênio.

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+ Para Gerhard Berger, essa era a grande virtude de Ayrton Senna...

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+ Finalmente o Riannov Albinov tem por quem torcer na F1 atual: Dá-lhe Petrov!

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+ KKKK

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+ No Bahrein, a “Maldição do Carro n°2 da Renault” teve mais um capítulo. Situação Russa para o... er, russo.

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+ Na Williams, melhor colocar algo para diferenciar os carros de Hulk e Barrica. Quando o alemão rodou, poderia apostar a minha casa que, com certeza, tinha sido o Rubinho.

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+ Por falar no brasileiro, estava assistindo a corrida (no momento das paradas para troca de pneus) quando minha esposa passou pela sala. Comentei que o Barrichello estava entre os primeiros. Ela olhou para a TV e disse, “olha só, ele está passando aquele carro azul”, kkkk.

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+ FAIL: naquele momento Hamilton ultrapassava o tal carro azul (Barrica). HUAHUHAUHAUHAUHUAH.

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+ No fim das contas, como sempre, foi cerebral e voltou com mais 1 pontinhos para os boxes. Com o que tinha nas mãos (a até agora decepcionante FW32), foi muito bem.

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+ Ainda sobre as equipes médias, Liuzzy finalmente pontuou. Com isso, se tornou o primeiro grunge a marcar pontos na história da F1.

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+ Não entendeu? Se alguém me disse que Eddie Vedder é o estilista que cuida do visual do Liuzzy, eu acreditaria.

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+ Por falar em grunge, Liuzzy e rock stars, o italiano poderia ter uma banda cover do Thin Lizzy: Thin Liuzzy.

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+ Putz,essa foi podre. Esqueçam o que acabaram de ler, “sorry, fail detected. Fatal error”, kkkk.

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+ Falando sério, a Force India segue melhrando. No final de 2007, quem apostaria um real que a equipe de Seu Vijay Mallya seria uma equipe média, hein?

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+ Se o assunto é equipes médias, claro, temos que falar da Sauber, que aliás voltou muito bem. Não fossem os problemas hidráulicos Koba e de La Rosa certamente teriam conquistado pontos para a equipe.

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+ Já reparou como o novo Sauber C29 é tão narigudo quanto o Pinóquio?

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+ No pessoal de trás, as Virgin foram bem melhor do que se esperava... até Glock e Di Grassi abandonar o GP.

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+ Na Hispania fica, fica a pergunta: antes de entrar no carro Bruno Senna e Chandhock colocam macacões ou King Kongs????

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+ Para mim, é apenas um mico mesmo... Poderia até fazer uma EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: antes de entrar no carro os pilotos colocam o macacão >>> dentro do carro eles pagam um King Kong.

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+ A FÓRMULA DA VELOCIDADE: Macacão da Hispaina + Mico na pista = King Kong histórico.

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+ Na boa, a Hispania se apresentou tão precária que... não sei como Roberto Moreno não foi chamado para pilotar (de última hora) o segundo carro da equipe, kkkk.

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+ ESCLARECENDO: nada contra a Hispania, muito menos contra um lutador como Roberto Moreno.

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+ Falando sobre pilotos dos anos 80 e 90, semana passada Nigel Mansell disse que, dependendo da proposta, assim como Schumacher, voltaria. Alesi apareceu nos boxes da Ferrari. Se o francês voltasse, na boa, eu tirava a roupa e saia comemorando, pela rua.

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+ KKKK

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+ Falando sério, não seria má idéia deixar um Mansell da vida como teste driver de luxo. Talvez os Prosts da vida não aceitem, mas garanto que muitos Stefans Johanssons aceitariam “correndo”, kkk..

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+ De repente poderia até ser o embrião de uma GP Master remix, algum tipo de competição realizado com esses test drivers de luxo na quinta e sexta feira antes dos GPs.

Sei que é uma idéia meio simplista, mas olhando pelo lado bom, no mínimo aumentaria muito o número de torcedores nas arquibancadas nesses dias considerados “mortos”...

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+ Revezando a minha atenção entre o treino da Indy e o GP do Bahrein de F1, impossível não comprar os dois traçados. O circuito de rua do Anhembi tem seus (muitos) defeitos, mas é até heróico em apenas 3 meses fazer um traçado de rua (para uma categoria top) dentro de São Paulo. Analisando nessas proporções, poças de água e nuvem de poeira na reta são o de menos.

Agora, o que pensar se os melhores engenheiros do mundo em construção de autódromos tem todo o dinheiro necessário, tempo, tecnologia de ponta, terreno virgem, pronto para acomodar qualquer tipo de traçado... e o resultado são coisas como esse circuito que hospeda o GP do Bahrein???

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+ Na boa, ou eu sou um gênio ou esses caras são burros...

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+ ... e sinceramente, não sou gênio e muito menos esses caras burros, então, NÃO DÁ PARA ENTENDER! Não fosse o início da temporada, a volta do Schummy, Lotus, Bruno Senna, Button X Hamilton, Massa X Alonso e o escambau, seguramente essa seria uma das corridas mais chatas do ano.

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+ Ah, ia me esquecendo, fui convidado pelo gente finíssima Bruno Santos (vaeu cara!) para participar do BOLÃO LOUCOS POR F1, do ótimo Blogsport. Abaixo o meu palpite:

Pole: Felipe Massa

Volta mais rápida: M Schumacher

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RESULTADO FINAL

1 Massa

2 Schumacher

3 Vettel

4 Hamilton

5 Barrichello

6 Kobayashi

7 Rosberg

8 Hulkemberg

9 Sutil

10 Trulli

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+ Mostrei o meu palpite para o Wellington Lucas e recebi a seguinte resposta, “ vc é doido”.

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+ KKKKKK.RESULTADO DO BOLÃO: 39° posição. Não achei tão ruim pois eram 47 inscritos. Alguns segundos depois, olhei para a classificação novamente e percebi que na verdade fui o último entre os que mandaram os palpites dentro do prazo estipulado.KKKKK, (pausa para retomar o fôlego), HUAHUAHAUHAUAUHAU.

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Tá bom, não ligo. Você já deve ter percebido que sou muito mais as Lotus Racings da vida que os bichos papões. “Nóis capota, mas num bréka”.

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OBS: Sem querer ser vingativo, mas... o Wellington Lucas achou a corrida muito boa e eu é que sou doido????

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KKKKK, até o próximo GP!

Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

sexta-feira, 12 de março de 2010

GUIA VEL MAX F1/2010: Ferrari

Scuderia Ferrari: Alonso + Massa - catshup = MAMMA MIA!!!

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"feringel@yahoo.com.br: e a Ferrari?

[c=12]Pedro Ivo: Pra mim, por mais que Alonso e Massa falem que tá tudo bem, vai ter uma guerra declarada, principalmente depois da metade do campeonato


feringel@yahoo.com.br: Vai mesmo. Estranho seria se um dos dois aceitasse ser o segundo sem reclamar.”



__Se estivessemos em um cassino, de longe a Ferrari seria a favorita, por tanto, a aposta que menos daria lucro em caso de vitória. Caso os tempos da pré temporada sejam confirmados durante a temporada, Schumacher vai ter que se contentar com o pódio, porque provavelmente veremos uma reedição do que aconteceu em 1988, quando a McLaren conquistou 15 das 16 corridas.

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Na pré temporada, tudo OK: Pilotos OK, Carro, Ok. Pintura, agora sim OK porque nos últimos anos, (não sei vc, mas...) eu via o carro com aquela pintura “vidro de catshup” e pensava, “oh, my eyeeeeees!”, kkkk.

Alonso na equipe? Ok. Massa na equipe? Ok. Os dois serão companheiros???? OH, NOOOOO! Sinceramente, em um esporte em que só um ganha, ter dois pilotos do mesmo calibre é uma aposta pouco inteligente. Recentemente, a McLaren, com o próprio Alonso, perdeu um titulo certo por ter dois pilotos do mesmo nível se digladiando... enquanto Kimi Raikkonen (como sempre, na dele) faturou a taça.

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Como diria Luciano Hulk, “loucura, loucura, loucura”.

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7 - FELIPE MASSA (Brasil)

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Quem é?

Por muitos anos tido como o sucessor do Zacarias, Felipe trabalhou duro na Ferrari. Com humildade aprendeu o que pôde com Schumacher e após algumas corridas “muito massa” (kkk), conquistou o devido respeito da torcida brasileira.

A evolução de Felipe parece até caso de doping: de “peixe fora d`aguá”, já há algum tempo, até na chuva o cara “tira onda”, kkk.

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Vale o quanto pesa?

Em condições normais... claro! Os únicos “problemas” são, o nascimento do filho e obviamente o acidente sofrido na Hungria. Lembra como Nelson Piquet começou a entrar em decadência, após o acidente na Tamburello em 87? Já reparou como o Berger ficou meio anestesiado após seu acidente em 89? Poucas pessoas são como Niki Lauda, um cara que literalmente ressurgiu da cinzas... (hehehe, humor negro).

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Antes que você me pergunte por que o nascimento de um filho pode ser um problema, Gerhard Berger responde, “um piloto fica meio segundo mais lento para cada filho que nasce”. Se é assim, Felipe está meio segundo mais lento que no início do ano passado.

Parece que na F1, Felipe veio para ser eternamente provado.

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8 - FERNANDO ALONSO (Espanha)

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Quem é?

Pô, rapaz! Tá de brincadeira comigo? Quem é o Alonso? A pergunta certa seria: “quem é o cara?” ou “Alonso é O cara?” Eheheh, meu xará é realmente um dos grandes, basta dizer que peitou e conquistou (um de seus dois títulos) em cima de... um tal de Michael Schumacher.

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Na Ferrari, vai ter que ser inteligente. Felipe Massa tem muito tempo de casa e é querido por todos. Isso vai exigir uma certa humildade que não me lembro de ter visto no Alonso nem em seus tempos de desconhecido, quando corria pela Minardi.

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Vale o quanto pesa?

Pode-se dizer que Alonso faz parte do clube dos pilotos milagreiros. O espanhol anda bem em qualquer situação e é sempre candidato a vitória.

Se alguém ainda tem dúvidas sobre Felipe Massa, Alonso é o comparativo perfeito para mostrar quão veloz é o brasileiro.

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Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br