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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

AEVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: 3 "quase" Estrelas

__Eddie Cheever dispensa comentários. Apesar de não ser muito popular, até mesmo os menos aprofundados no automobislimo já ouviram falar nele ou de seu belo capacete.

Completamente diferente é o caso do "piloto do meio", o português João Barbosa, basicamente o típico "famoso quem?". Vencedor da ultima edição das 24 Horas de Daytona, Barbosa não tem um mísero blog. O máximo que achei foi seu perfil no Facebook, de onde alías não encontrei nenhuma foto do seu capacete (não estou nem falando da escasses de informações sobre sua carreira)

A imagem acima é exatamente a que peguei no Google. Mesmo pequena já estava pixelizada, e (pasmém) a baixa qualidade da foto não se deve ao fato de eu estar procurando um close do capacete: a foto acima é basicamente uma das únicas que encontrei sobre João Barbosa.

Com um nome mais do que comum (o que dificulta nas pesquisas no Google), em época de cinema 3D, falta obviamente um acessor de imprensa para um piloto com uma vitória nas 24 Horas de Daytona no currículo. Basicamente (além de pouquíssima coisa no Wikipedia), as informações que consegui sobre sua carreira foram descritas pela imprensa portuguesa nas matérias sobre a vitória do português na mítica prova americana.É mole?

Por último, José Guillermo, provavelmente o mais injustiçado piloto americanos dos anos 90. José Guillermo, piloto americano? Se eu disser Memo Gidley fica menos estranho? A maioria das pessoas só o conhecem em função do video hit do Youtube, quando Gidley deu uma "carimbada" tão forte em Elkhart Lake, que o cockpit foi amassado. Memo só foi retirado do carro, com alguns ferimentos leves, após os bombeiros cerrarem o cockpit!

Correndo como tapa buraco (ou seja, sem grande abertura para opinar em nada) pela Target Chip Ganassi, extra oficialmente esse foi o fim da grande chance da versão americana do SuperSub Roberto Moreno. Muito exagerada a comparação? Olha só então...

Muito antes disso, como ninguém em sua família era milionário nem tinha grande ligação com o automobilismo, Memo começou como instrutor da famosa Jim Russell Racing School. Nas horas vagas trabalhava como mecânico para financiar sua carreira de piloto.

No início de 1999 conseguiu a sorte grande para um piloto com apenas alguns trocados no bolço: foi chamado as pressas para substituir temporariamente o jornalista/"piloto" Naoki Hattori. Como companheiro de Gil De Ferran na boa Walker Racing, Memo finalmente estreou, mas não fez nada de memorável. Como Hattori trazia ienes para o time, logo o japa voltou a dirigir o segundo carro da equipe.

Na pior da hipóteses, Gidley já tinha sentido o gostinho de correr na Indy. Muito para quem trabalha como mecânico para pagar as contas, não é?

A boa notícia veio pouco tempo depois: Memo foi convidado por Dale Coyne para correr pela Minardi da Indy (vulga Dale Coyne Racing) pelo resto da temporada! AHAHAHAHA! Estreou pelo time em Portland com um abandono. Porém já na segunda, em Cleveland chegou em décimo primeiro! Os primeiros pontos para o piloto com nome de gelatina (rsrsrs).

No decorrer de 99, Memo ainda conseguiu mais dois décimos segundos lugares, totalizando 4 pontos. Bom para quem praticamente estreou no segundo carro da (muito pobre e limpinha) Dale Coyne, não é?

Para 2000, John Della Penna, o "pai" de Jimmy Vasser e Richie Hearn (outro bom piloto sub-aproveitado) contratou Gidley. O problema é que o time corria algumas provas com apenas um carro. Sendo assim, nessas, Memo assistia a corrida dos boxes.

A estréia pelo time mexicano aconteceu em Long Beach, segunda corrida do ano. RESULTADO:
abandono. Em seu segundo GP pelo time, advinhem? O cara chegou em oitavo em Jacarepaguá!
Gidley embarcou com a equipe para o próximo GP, em Motegi, mas o americano não completou a corrida.

Aí, Memo passou longos seis GPs longe da Indy. Já na segunda parte da temporada, o americano voltou para acelerar o segundo carro da modesta Della Penna no velocíssimo oval de Michigan. Advinhem? Chegou em décimo.

Animados com Gidley, a equipe mexicana resolveu bancá-lo até o final da temporada. Advinha o que aconteceu? Nas "pistas para pilotos de verdade", Memo garantiu mais um pontinho com um décimo segundo em Mid-Ohio e... levou a modesta Della Penna a um excepcional sexto lugar em Elkhart Lake!

O cara é digno de ser comparado ao SuperSub Roberto Moreno ou não? Porém, daí para frente uma série de abandonos apagou um pouco do brilho da temporada do americano.

Isso somado ao fato fundamental de não ter um grande patrocinador ou um pai milionário para bancar sua carreira, até segunda ordem, Memo estava fora da temporada 2001.

Para a sorte do americano, desde 2000 Chip Ganassi vinha estreitando seus laços com a IRL. Após o massacre do time na Indy 500 do ano anterior, o "Tio Chip" começou a crescer os olhos para a então vira lata Indy Racing League. Em função disso apenas Jimmy Vasser tinha contrato para o ano todo. Se dividindo entre IRL e CART, correram pelo time: Tony Stewart, Vasser, Nicolas Minassian, Bruno Junqueira e no fim da fila... Memo Gidley!

Digamos que dos três, aconteceu foi um empate técnico entre Memo e Junqueira, com Minassian (dando uma de Magnussen) um pouco atrás. O brasileiro estrou bem, fazendo até pole naquela ano, mas Gidley (convenhamos, mais experiente) era mais regular.

Em Cleveland, sua segunda corrida pela Ganassi, Memo chegou em segundo! Ele ainda chegou em quinto (Chicago), décimo primeiro (Mid-Ohio), décimo (Vancouver), terceiro (Houston), segundo (Laguna Seca) e décimo em Surfers Paradise. Nada mal chegou como o patinho feio, revezando seu carro com outros dois pilotos com bons currículos na Europa, não é?

Após algumas corridas na IRL a partir de 2002, Gidley foi chamado pela Rocket Motorsports para as duas corridas canadenses da temporada 2004 da Champ Car.

Em Toronto, nota-se que ele não é bom em estréias, abandonou. Em Vancouver, (ahahahaha) marcou dois pontos com um décimo primeiro lugar, que foi sua (até agora) despedida da Indy.

Desde 2005 Memo corre na Grand-AM Rolex Sports Car Series (onde se não me engano, atualmente está Max Papis). Meu amigo Fernando De Gennaro me disse certa vez que as corridas são ótimas! (com ponto de exclamação e tudo, rsrsr).

Depois de lançar um encontro anual com direito a corrida de kart, bem parecido com o Desafio das Estrelas do Massa, e lançar um livro misturando dicas de direção para motoristas e pilotos com relatos de sua carreira no automobilismo, Memo diz que ainda não encerrou sua carreira nos monopostos.

Na Indy, sem nunca ter competido em uma temporada completa, marcou pontos em pistas completamente diferentes como Michigan, Elkhart Lake, Toronto, Jacarepaguá, Laguna Seca e Cleveland. (pilotando carros completamente diferentes)

Piloto versátil a lá Al Unser Jr, fica aí a minha esperança de que, com a revitalização da Indy e a falta de bons pilotos americanos, alguém se lembre novamente do Gidley. Se a VEL MAX Racing competisse na Indy, com certeza Memo teria novamente um lugar na categoria.

OBS: lembro de pegar um anuário sobre a temporada 1999 da Indy e achar graça do nome dele (eu não tinha a menor idéia da pronúncia correta). Fiquei curioso com o fato dele ser instrutor de pilotagem, mas principalmente o que mais me chamou atenção foi mesmo o nome dele, Memo. Me pareceu coisa de desenho animado, gelatina em pó, sei lá, kkk. Quem sabe no VEL MAX Pictures, posso até fazer um curta sobre o Gidley. O nome do video seria "PROCURANDO MEMO", ahuahuahua.

OBS2: posso estar ficando doido, mas... já vi o Gidley correndo com uma estrela idêntica a essa do logo ao lado, exatamente onde na foto acima está um círculo.

OBS3: o nome de batismo do cara é José Guillermo Gidley. Filho de canadenses e alemães, Memo nasceu em la Paz, no México, (tem cidadania americana e mexicana). Atualmente com 36 anos, basicamente o cara é o Google Maps em pessoa.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: 3 *** Estrelas

__Eddie Cheever dispensa apresentações. Um dos melhores pilotos americanos da F1 além de um dos mais tradicionais nomes da Indy, abre essa EVOLUÇÃO com seu capacete que, convenhamos, é de fato uma pintura! (adoro trocadilhos, kkk) Embora não tenha muitos fãs entre a audiência da F1, Cheever é sempre lembrado nas listas sobre os capacetes mais bonitos.

Em geral, vi aqui e alí pessoas fazendo ligação entre as pinturas de Eddie Cheever com o capacete do inglês Anthony Davidson. Porém, embora concordasse com a asemelhança, nunca me animei a fazer um post sobre elas... (sei lá, idéia dos outros é, er, dos outros,né?)

Dias atrás (procurando alguma coisa em algumas revistas velhas), encontrei a edição de março de 2001 da revista Carro. Se trata de uma edição especial sobre a temporada da F1 que se iniciava. Comecei a folheá-la porque me lembrei de uma matéria em que um piloto aparecia com um capacete parecido com o do Cheever, mas que não era igual ao usado pelo Davidson.

No meio da revista, encontrei as duas páginas que falavam sobre a pré temporada e o histórico da Benetton. Na época, achei muito bonito o capacete do piloto que guiava o último "carro das cores unidas" (em 2002 o time passou a ser a Renault), só que... em uma era distante onde não havia internet para a maioria dos brasileiros (incluindo este que vos escreve), fiquei sem saber o nome do cara.

Enquanto relia a matéria, queria apenas confirmar as minhas suspeitas: só podia ser o Davidson (ainda em início de carreira) com uma variação da sua tradicional pintura. Pensa que no texto ou na legenda da foto tinha alguma coisa sobre o piloto de testes? Neca, nem uma pista.

Porém (como estamos 2010, graças à Deus), recorri a uma coisa divina, vulgarmente conhecida como Google. Lá, consegui a lista dos pilotos que testaram os carros da Benetton desde 1986 até 2001. Peguei os nomes que testaram entre 99 e 2001 e TCHA-RÃÃÂÂÂÂ... eis que o mistério (após 9 anos) estava resolvido. Se trata do francês Laurent Rédon. Na prática, um sub resultado de uma hipotética soma entre Allan McNish (eterno piloto de testes da Mclaren) + Jean-Christophe Boullion (eterno piloto de testes da Williams).

Rédon, campeão da Fórmula 3 Francesa (1995), estreou na F3000 Internacional pela tradiconal (quase equipe de F1) DAMS. Foi bem, terminando em 8° no campeonato de 1996. No ano seguinte se transferiu para a poderosa Super Nova (então a melhor do campeonato), como companheiro de Ricardo Zonta. Enquanto o brasileiro conquistou o título, Rédon ficou em 9°, tendo como melhor resultado um terceiro lugar em A1 Ring (buááá, volta pra F1 A1 Ring, sniff, sniff, sniff).

Em 1998, abdicou da F3000 para ser piloto de testes da Minardi (ou seja, ele não fazia nada já que o time praticamente nunca tinha dinheiro para os pilotos oficias treinarem. Imagina então o piloto de testes...). No ano seguinte passou a ser o test driver da Benetton, onde fez alguns testes "de grátis" até o ano 2000.

Cansado de ver as corridas pela televisão, Rédon fez algumas corridas na IRL em 2001, na Conquest Racing. De contrato assinado, disputou toda a temporada 2002, tendo se classificado para sua primeira (e até agora única) Indy 500. Seu melhor resultado foi um terceiro lugar no Super Speedway de Fontana. No fim das contas ficou com o título de rookie do ano... e nunca mais voltou para a Indy.

Notadamente um piloto técnico, embora tenha feito mais sucesso nos carros de turismo (FIA Sports Car Championship, 24 de Le Mans, Le Mans Series e o escambau), mesmo não sendo um Jacky Ickx (aí tbm peguei pesado, né?), Rédon se caracterizou por aquele tipo de piloto que é capaz de pilotar (bem) qualquer carro.
Atualmente Laurent é o "Ron Dennis" da equipe do Sporting Clube de Portugal, na Superleague Formula.

Apesar de bela, essa pintura de "estrelas com raios saindo de suas pontas" não dá sorte. Por último, Anthony Davidson, eterno piloto de testes da BAR e Honda (praticamente a mesma coisa). Na F1, o cara correu pela Minardi (OH, NOOO!) e Super Aguri (OH, NOOOO!²).

Enquanto não volta para a categoria, Davidson se diverte como comantarista de F1 na Radio BBC 5 Live, dá uma assessoria aqui (no F1 2010, mais novo jogo oficial da categoria, feito pela Codemaster), disputa uma 24 Horas de Le Mans alí , conversa com Virgin (OH, NOOOO!³) e Lotus acolá...

OBS: no caso de Eddie Cheever, tanto as cores, quanto os efeitos e a estrela foram inspirados na bandeira do estado do Arizona, terra natal do piloto.

OBS2: na história da Indy, Rédon é o único estreante do ano que optou por não continuar correndo na categoria. Vai ver ele quis "se aposentar no auge", né?


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: que beleza!

__Primeiro o "pai de todos": Elio De Angelis, ótimo piloto que por seu estilo limpo nas pistas e pela educação fora dela (era pianista clássico!), era carinhosamente chamado de Príncipe. Na primeira foto, curiosamente vemos Elio em sua última corrida na F1, no Principado de Monaco (1986) a bordo a linda e complicadíssima Brabham BT55.

Em segundo, o mexicano Josele Garza, piloto que assombrou o mundo ao largar na primeira fila e liderar boa parte de sua primeira Indy 500 (com apenas 19 anos de idade, também a sua primeira corrida na Indy!). Nessa foto, Josele dirige o (apesar de mais convencional que a BT55) problemático Brabham BT 56. Apesar de andar em baixa velocidade, pouco antes da largada do GP do México de 1987, os hermanos adoraram. O convite foi feito por Bernie Ecclestone, que (para a alegria dos mexicanos) tinha feito o mesmo um ano antes trazendo da aposentaria Hector Rebaque.

Por último o herói trapalhão, Jean Alesi. No início de sua carreira internacional, o francês basicamente copiou o capacete do italiano De Angelis (de quem era fã), apenas acrescente um círculo azul no topo. Assim que se mudou da Benetton para a Sauber, Jean (tratado como um rei pela equipe suíça e de bem com a vida), finalmente criou "a sua cara", a sua identidade.

Para combinar com a bela pintura da Red Bull (na época principal patrocinadora da Sauber), Jean foi o primeiro da F1 a usar um capacete prateado. Pode ser meu lado fã falando alto, mas... FICOU FANTÁSTICO! Mais ainda quando o francês tomou a infeliz decisão de se transferir para a Prost.

Foi o enterro da carreira do Alesi, mas a combinação do azul marinho metálico com o capacete prateado foi algo entre o psicodélico, o fantástico e a arte no esporte a motor em seu melhor estilo.


OBS: não fosse o topo do capacete azul, teria feito uma FÓRMULA DA VELOCIDADE já que poderia-se dizer que o capacete começou branco (De Angelis), ficou cinza (Garza) e terminou prateado (Alesi).

EX: De Angelis + Garza = Alesi

No fim das contas, apesar do capacete de Josele não ter nenhuma ligação com o de Elio De Angelis, os três pilotos citados (no quesito capacete), formam uma EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE perfeita.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: genérico

__No canto esquerdo, Barrica ultrapassando Riccardo Patrese como o piloto com mais GPs disputados na história da F1. Apesar da fase azul, ecológica da Honda (iniciada em 2007 e que de certa maneira "jogou no lixo" o ano de 2008), poderia-se dizer que a comemoração dos seus 257 GPs (GP da Turquia/08) foi um raro sinal de luz em um fase negra para todo o time, especialmente um eclipse nas carreiras do brasileiro e de Jenson Button.

Na segunda foto, a pintura utilizada pelo italiano Vitantonio Liuzzi desde que se tornou piloto de testes da Force India. Oficialmente esse capacete estreou na F1 ano passado, no GP de Monza, quando Liuzzi substituiu Fisichella (que assim como eu, e provavelmente você, achava que ia se dar muito bem na Ferrari, sniff, sniff, sniff...)

Embora mantenha sempre o mesmo desenho, Liuzzi, assim como Trulli, gosta de mudar o visual do capacete. No caso desse, um lado é verde e o outro vermelho enquanto o centro é branco. Obviamente trata-se de uma alusão ao desenho da bandeira italiana (que combinou perfeitamente com as cores dos carros indianos). Coincidência ou não, o casco do Liuzzi ficou ou não ficou parecido com o do Barrica?

OBS: desde 1997, perdi a conta de quantas vezes torci e me decepcionei com o Fisico. Uma pena, porque ainda hoje acho ele um piloto muito capaz... e a Ferrari do ano passado, uma tremenda fogueira para qualquer um que não conhecesse plenamente o carro.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
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terça-feira, 15 de junho de 2010

A Evolução da Espécie: JPS made in USA

__Na primeira foto, a pintura (John Player Special), o design (efeito solo), o chefe/gênio (Colin Chapman), os pilotos (Andretti/Peterson) além do esmagador título de 78 dispensam comentários. Um clássico do esporte a motor. DREAM TEAM!

Em segundo, com um bom currículo na Europa (além de testes na F1, Mclaren por exemplo) Arie Luyendyk desembarcou na Indy com o cartão de visita da Provimi Veal, multinacional holandesa do ramo da agricultura. Em 1985, Arie estreou pela Bettenhaunsen (Arrows da Indy), pilotando uma espécie de "Agro-Lotus falsificada". RESULTADO: rookie do ano (tanto no campeonato quanto na Indy 500).

Por último (realmente entre os últimos) o KV do inglês James Rossister durante a pré temporada em Barber. Ele estrearia este ano na Indy, mas por "n" motivos ($$$), ficou de fora. Esse carro foi o primeiro sinal do "namoro" entre a KV e a Lotus Racing.

No fim das contas, Mario Moraes e Ernesto Viso correram com essa pintura no início do campeonato. Quando os dois voltaram para o cinza e azul tradicional do time, o terceiro piloto da equipe, "Takumikaze" Sato (que na última hora perdeu sua vaga na F1) foi "vestido" com o magnífico verde metálico e amarelo da Lotus Racing.


OBS: sempre fiz confusão com essa Lotus. Apesar de se chamar Lotus 79, foi campeã em 78, e como ela é muito citada, acaba criando uma certa confusão.

OBS2: ainda mais se for o Luciano do Valle (mito) narrando ou a Mariana Becker como repórter, ehehehe (risada triste).

OBS3: esse é mais um dos posts "vovôs" do VEL MAX. A idéia tive na primeira vez em que vi esse carro do Luyendyk, por acaso em um site de compras on line. Primeiro pensei que fosse a tal Lotus T95 com que a, er, Lotus disputaria a Indy com Al Unser Jr em 1985. Quando vi que não era, nem me passou pela cabeça salvar a foto. Porém (ainda bem) fiquei com a idéia na cabeça. Anotei no meu caderno o ínício da EVOLUÇÃO: Lotus 79>>> "Lotus Luyendyk".

Pouco tempo depois o Rossister apareceu com uma pintura preta e dourada na KV e aí... fechou! Só faltava descobrir mais sobre o carro do holandês.

Achei todas as fotos (os carros tem que estar na mesma posição, o que torna a pesquisa um pouco mais demorada) e montei tudo no Photoshop em 08/04. O post ficou salvo em rascunho aqu no VEL MAX até hoje (15/06), quando finalmente tive um tempinho para escrever este texto que você está lendo agora.

Demora, né? Mas vale a pena.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Fórmula da Velocidade: preto + Hogan - $$$ = ?

__Há muito tempo eu queria fazer um post sobre rápida (porém nem tão veloz assim) passagem do Lehto pela Indy (esse negócio de AAA, CART, USAC, IRL é tudo sigla para advogado. Indy é Indy). Hoje é o dia, eheheh.

O finlandês se despediu da F1 quando parecia que finalmente iria desencantar: prestes a estrear pela Benetton com o excelente B194, Lehto deu uma tremenda paulada em Silverstone e ficou de fora das duas primeiras corridas do ano. Alguns ossos quebrados mais tarde, em sua estréia pela equipe de Flavio Briatore, J.J. levou outra senhora pancada na largada do GP de San Marino.
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Lehto ainda correu pela Benetton naquele ano, marcou um ponto no Canadá e terminou a melancólica temporada voltando para a Sauber, onde não fez nada em Suzuka e Adelaide. Aquele piloto que muitos apontavam como o novo Keke Rosberg, "morreu" no acidente de Silverstone, ainda na pré temporada de 1994.

Após alguns anos, com o sucesso dos pilotos vindos da Europa nos EUA (Zanardi, De Ferran, Christian Fittipaldi, etc), a Mercedes escolheu Lehto como seu piloto oficial na Indy. DETALHE: em 1998, o motor alemão era um canhão!

A equipe escolhida foi a Hogan, uma espécie de Sauber da Indy. Além de prestígio com grandes nomes da categoria (e ligação quase íntima com a Mercedes), o time tinha no curriculo associações com times do calibre de Penske e Rahal. Porém, mesmo tendo revelado Dario Franchitti em 1997 (outra aposta européia que deu certo), a equipe nunca chegou a ser grande. Ficava entre as médias, para não dizer que era uma equipe "nanica de luxo".

Dentro da pista Lehto foi bem... em Homested. Chegou em sétimo e... (além de alguns raros resultados "mais ou menos") o encanto acabou aí, no primeiro capítulo da história. Assim como o dinamarquês Jan Magnussen, (outra aposta da montadora alemã que correu pela Hogan, substituindo o acidentado Emerson Fittipaldi no final de 96), ninguém pode dizer com exatidão se J.J. era realmente tão bom quanto parecia. O casamento da Hogan com Lehto, apadrinhado pela Mercedes acabou em diivórcio. Melhor para Helio CastroNeves que ficou com a vaga para 1999.

Na segunda foto, uma espécie de filha das Hogan de 98 e 99: a Penske utilizada por Ryan Briscoe e Will Power.
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Na sequência, o pai da Penske que Helio CastroNeves está usando este ano. A Arciero-Blair era mais uma tentativa de Frank Arciero (uma espécie de Giancarlo Minardi da Indy) para continuar na categoria. Max Wilson foi recrutado para pilotar "a parada" e fez milagres, tendo como melhor resultado um quarto lugar em Portland.

Lembra que eu disse que o Sr Arciero era o Giancarlo Minardi da Indy? Pois então, apesar dos bons resultados, a falta de grana falou mais alto e Max foi substituido pelo $$$ de Alex Baron.
No ano seguinte a equipe (como todas os times da CART que precisavam desesperadamente de dinheiro, foi seduzida pelos premios gordos + grids fracos da IRL).


Por essas e outras, nesse caso A FÓRMULA DA VELOCIDADE é:
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Preto + branco² : pitadas de vermelho = Penske 2010
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OBS: esse post poderia ter sido dividido em duas partes, a primeira onde os carros da Hogan seriam o DNA dos Penske pilotados por Briscoe e Power neste ano. Na segunda, a Arciero-Blair seria a "mãe" do carro de Helinho este ano, mas... a pintura do brasileiro acumula características de todos esses carros. É como se pegassem o carro do Lehto e por cima fossem encaixando os outros. No fim, o resultado seria muito parecido como carro do Helinho.

OBS2: na F1 permanece a dúvida, mas na Indy, "'por "n" fatores dá para perguntar: J.J. Lehto ou J.J. LENTO???


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Evolução da Espécie: HRT³

__Ehehehe, não é por ser a última EVOLUÇÃO da trilogia sobre o logo da Hispania, mas acho essa a que realmente justifica o nome EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE.

A impressão é que alguém quis transformar o logo dos Jogos Olimpicos de Beijing no logo da Texaco, e no meio do caminho o negócio virou a marca da HRT.

OBS: vasculhando no fundo do baú achei uma evolução semi pronta sobre a Hispania (seria a quarta da série!), mas essa só vai aparecer aqui se a equipe de Bruno Senna continuar na temporada... coisa que realmente eu gostaria que acontecesse.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

A Evoluação da Espécie: HRT²

__No segundo post sobre a equipe de Bruno Senna e Karun Chandhok, vemos no canto esquerdo o logo da Imagineer, produtora e criadora de jogos. Apesar de não ter muitos games em seu currículo, a Imagineer produziu o mais injustiçado jogo de corrida de todos os tempos.

Convenhamos, o Nintendo 64 sempre foi um desastre em termos de jogos de corrida. Até os que se diziam "simular as emoções de uma corrida de verdade", não passavam de arcades no melhor estilo Super Monaco GP (sem o feeling da Sega para este tipo de game).

Pra falar a verdade, quando o assunto é jogo de corrida, a Sega sempre deu um couro na Nintendo. Dito isso, após desenvolver uma pequena pérola underground no Super Nintendo chamada Racin´Drivin (gráficos poligonais para 16 bits no inicio dos anos 90!), a Imagineer estreou mal nos 64 bits fazendo uma porcaria que atende pelo nome de MRC: Multi-Racing Championship.

Sabe aqueles jogos em que você aperta um pouquinho para o lado e o carro vira com tudo? Pois então, o MRC é desse "naipe". Merecidamente os japas ouviram poucas e boas da imprensa especializada no mundo inteiro. Aí, eles aproveitarm o que valia a pena do MRC (os gráficos) e fizeram o GT Championship "com sangue nos olhos".

O resultado foi o que considero o avô do que conhecemos (e babamos) como R-Factor. A dirigibilidade assusta pela dificuldade. Aparentemente o carro s recusa a virar nas curvas, mas após algumas batidas, você pega a manhã e aí... DIGO E REPITO: GT CHAMPIONSHIP VICIA!

Tenho uma extensa experiência como "test driver de jogos de corrida", desde o Enduro do Atari até os atuais passando pelo clássicos dos fliperamas como Rad Mobile) e afirmo que GT Championship é a melhor simulação em termos de jogos com carros para Nintendo 64. Claro, salvo as deficiencias do N64 quanto a jogabilidade.

Quando o jogo foi publicado (1998), mais uma vez a Imagineer foi massacrada. Em geral a imprensa especializada deu nota 10 para a visão em primeira pessoa, atrás do capô (existem várias opções de visão), a quantidade de detalhes da traseira dos carros concorrentes, mas a "jogabilidade de macho" espantou quem estava acostumado com Mario Kart 64 (ou com aberrações em 64 bits como porcarias do tipo Monaco Grand Prix).

No terceiro logo, como advinhou o amigo Leandro "Textos Clássicos do Verde" (kkk), o logo da Hispania é a cara do logo mais recente da Texaco.

OBS: abaixo, no Nintendo 64, o bisavô do R-Factor.



OBS2: quer jogar? Desculpe a trilha sonora (nisso sim a Imagineer mereceu nota zero). Baixe a rom, o emulador e curta o campeonato japonês de Gran Turismo de 1997. Além de estrelas locais você ainda pode jogar com Erik Comas ou Aguri Suzuki em Phoenix (traçado usado pela F1) e mais 5 pistas, entre elas um tipo de "velho Nurburgring pop."

OBS3: sorry buddies, mas a rom desse jogo tem alguns bugs durante as corridas. Nos treinos, tudo ok. Para mim, encaro os probleminhas com o cenário como se fosse neblina ou chuva e "sento a botina", eheheh.

Ah, se o jogo travar, é só apertar ESC e voltar a acelerar, blz?


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Evolução da Espécie: HRT

__Faz um tempinho (+ ou - um mês) que essa EVOLUÇÃO (além de outras duas) sobre a HRT estão prontas. Por falta de tempo (e tbm pq eu estava meio enjoado das evoluções) deixei essas (e mais uns 15 posts) salvos como rascunho, apenas faltando escrever os textos.

Confesso que esses posts continuariam "na gaveta" por mais tempo, mas como parece que a Hispania não vai durar muito tempo, resolvi fazer um esforço e postá-los enquanto a equipe ainda está na ativa.

Bom, o primeiro logo é da Saturn, marca criada pela General Motors para competir com as montadoras asiáticas que invadiam os Estados Unidos a partir do final dos anos 80. Agora imaginem: se a GM está bem mal das pernas... imaginem a Saturn.

No final do ano passado Roger Penske quase comprou a marca e suas concessionárias, mas como o negócio não foi fechado, assim como a Pontiac (sniff, sniff, sniff...), a Saturn será fechada.

O logo do centro é do Bradesco, atualmente o segundo maior banco privado do Brasil.

Olhando a montagem acima, penso que poderia ter feito até uma FÓRMULA DA VELOCIDADE:
_________SATURN Cars + BRADESCO = HISPANIA

Pode ser que eu esteja viajando, mas (mesmo que por coincidêcia) esses dois logos parecem estar no DNA da marca usada pela equipe de Bruno Senna na F1.

OBS: Nos próximos dias posto as outras evoluções com a Hispania.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Evolução da Espécie: trigêmeos

__Como diriam os locutores de Boxe, "no canto esquerdo do ringue", o brasileiro Chico Serra fazendo suas melhores, e últimas corridas na F1 (Arrows/1983). Não fosse a grana de um belga chamado Thierry Boutsen, talvez Chico tivesse conseguido mais tempo para garimpar uma equipe melhor para o ano seguinte...

Falando em 1984, a segunda foto é do "Momento Agora Vai" na carreira do bom Derek Warwick. Após boas temporadas na "pobre, boa e limpinha" Toleman, o Jenson Button dos anos 80 finalmente teria um carro de ponta nas mãos. Pena foi o Renault RE 50 não ter sido nem sombra do carro do ano anterior, com o qual Prost só não foi campeão pela genialidade de Gordon Murray e pela técnica e malandragem de Nelson Piquet.

Problemas de confiabilidade, abandonos por pane seca ou simplesmente falta de velocidade da boa dupla (porém nada genial) Warwick/ Tambay, contribuiram para o fim da equipe de F1 da Renault em 1985. Sniff, sniff, sniiff.

Essa EVOLUÇÃO se chama Trigêmeos evidentemente porque os capacetes, tirando um efeito de pintura no azul do Serra, são idênticos! Essa relação fica ainda mais "familiar" porque Paul era o irmão mais novo de Derek Warwick. E muito bom piloto também, diga-se de passagem.

Paul vinha detonando o campeonato de 1991 da F3000 britânica (5 poles e 5 vitórias na s5 primeiras corridas!!!). Em Outon Park, advinha? Paul liderava a corrida quando um problema mecânico o fez bater... a mais de 200 km/h! O chassis se desintegrou, o "Warwickizinho" foi ejetado do cockpit e... chega, né? Isso aqui não é release sobre filme de terror. R.I.P.

Mesmo assim, com os pontos conquistados nas 5 primeiras corridas, Paul foi o campeão da categoria naquele ano.

OBS: Em 1986, Derek Warwick estava de contrato assinado com a Lotus. Tudo ia bem até que Senna vetou o inglês na base do "ou ele ou eu". Como todas as equipes minimamente competitivas tinham fechado suas duplas para aquele ano, Derek, o queridinho da Inglaterra na época, ficou a pé. Pior ainda, o queridinho da Inglaterra ficou sem a... LOTUS!

Na F1, para as grandes equipes, a carreira de Derek acabou ali, sendo sepultada na Arrows por anos e anos. O inglês não falou mais com Senna até a morte de Paul. O brasileiro foi o único piloto da F1 que enviou um cartão para a família Warwick, demosntrando pesar pela perda. Amigos os dois nunca foram, mas desde 1986, nos treinos de classificação, sempre que possível, Senna "puxava" os modestos Arrows Judd e Arrows Cosworth de Warwick com o vácuo da sua Mclaren.

OBS2: Paul e Derek Warwick = Ralf e Michael Schumacher vintage.

OBS3: Especialmente a foto do Derek Warwick está "pra lá de pixelizada", sorry. Idéias para posts tenho aos montes, mas o problema do VEL MAX é exatamente encontrar as fotos já que... quase sempre procuro pilotos e carros pouco famosos e o pior: todos os tais "desconhecidos" tem que estar em poses muito parecidas! Nisso gasto boas horas no Google e o resultado nem sempre fica "full HD", mas a idéia está aí. Aliás, mais uma das muitas do VEL MAX. Enjoy it!


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

terça-feira, 23 de março de 2010

A Evolução da Espécie: Família completa!

__Ayrton Senna, piloto do seleto grupo que se tornou tão ou mais famoso que a F1, após sua morte atingiu status de popstar.

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Seninnha, (talvez o embrião das charges do Bruno Mantovani), personagem criado em 1991 por Rogério Martins e Ridaut Dias Júnior, ganhou vida em fevereiro de 1994.

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A revista número zero, em que Senninha corria com carro e macacão azuis (Williams Rothmans), era um brinde da Elma Chips. Você comprava um pacote fechado com vários salgadinhos (Fandangos, Cheetos, Baconzitos, etc) e ganhava a revistinha, hoje item de colecionador. Sei disso porque comprei o pacote, comi os salgadinhos e devorei a revistinha.

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Isso aconteceu pouquíssimo tempo antes do GP do Brasil de F1, primeira etapa da temporada 94, o que aumentou ainda mais a “beatlemania” em torno do piloto. Naquele ano a expectativa era: Senna + Williams Renault = um massacre. Nesse embalo nasceu a revista, o que não foi o primeiro projeto "extra" do tricampeão.

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Nos anos 90, aparentemente a falta de um carro verdadeiramente vencedor fez com que Senna, tão veloz nos negócios quanto nas pistas, se dedicasse também em outras áreas. Daí nasceram a moto Ducatti (desenhada por Ayrton), as canetas Montegrappa, as bicicletas Carraro, o jogo Super Monaco GP 2 (supervisionado pelo piloto, inclusive contendo comentários seus para cada corrida, e até mesmo a sua pista de kart, em Tatuí, e um traçado criado pelo prórpio Ayrton), lanchas Off-Shore, a colaboração no nascimento da fabulosa Mclaren F1 entre outras coisas.

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Pouco antes do lançamento oficial do Senninha, Ayrton comentou com sua irmã, a psicóloga Viviane Senna, sobre sua vontade de fazer algo em benefício dos mais necessitados. Após sua morte, no GP de Imola daquele ano, Viviane, como diria o dono da Hispania, “resolveu pegar o touro pelos chifres” e desde então, o Instituto Ayrton Senna investiu 19 milhões de reais (fruto dos direitos de imagem das marcas Senna, Senninha e Senninha Baby) auxiliando escolas em 25 dos 26 estados do Brasil, entre outras benfeitorias.

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Onde entra Bruno Senna nessa história? Com a morte de Ayrton, por muitos anos foi produzido muito material documental sobre a vida do piloto, e em muitos deles Bruno (filho de Viviane Senna) aparecia, especialmente em Angra dos Reis.

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Com a morte de Ayrton, Bruno (até então piloto de kart) ficou longe das pistas até o início desta década. De maneira meteórica, esteve com os dois pés na F1 já no início do ano passado, mas por caprichos do destino, estreou somente este ano na categoria.

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OBS: em 1996, Flávio Lalli, pai de Bruno, morreu quando levava uma das motos que pertenceu a Ayrton Senna para uma revisão.

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OBS2: Bruno cresceu correndo de kart contra Ayrton na fazenda da família, em Tatuí. Na época, Senna dizia que Bruno tinha muito potencial como piloto.

No final de 1993, durante entrevista, Senna disse “você pensa eu sou rápido? Espera até ver o meu sobrinho Bruno”.

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OBS3: Achei mais adequado enquadrar esse post na série EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE, já que tudo nasceu do Ayrton, embora a montagem acima se enquadrasse perfeitamente como uma FÓRMULA DA VELOCIDADE: Ayrton Senna + Senninha = Bruno Senna, talvez um Senninha de carne e osso.

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Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

sexta-feira, 19 de março de 2010

A Evolução da Espécie: Indy + F1 (Plus)

__Modéstia à parte, agora sim a EVOLUÇÃO ficou perfeita! Ehehehe, poderia até fazer uma FÓRMULA DA VELOCIDADE com esses 3 carros:
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Dale Coyne/Wilson + Andretti Autosport/Andretti = Virgin Racing VR-01

OBS: Nos próximos dias postarei mais "Indy e F1 gêmeos".


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 18 de março de 2010

A Evolução da Espécie: Indy + F1

__Nas duas primeiras fotos, o inglês Justin Wilson (ex- Jaguar e mInardi na F1), duas vezes vice da Champ Car (2006 e 2007), com o patrocínio da Z- Line.

Na última, uma das mais badaladas estreantes do últimos tempos na F1, a Virgin Racing. Apesar das boas perspectivas (e até por isso), até o momento podemos chamá-la de "Simtek Remix".

OBS: Pensa que a KV foi a primeira a correr com uma pintura "John Player Special pirata" na Indy? Nos próximos dias tem mais EVOLUÇÕES Indy + F1.

Um abraço,

Fernando Ringel

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE:

__Na primeira foto, Rick Mears em 1982, para variar na Penske. Pintura bonita, né? Se alguém pode ser chamado de camalão, esse cara é o Mears. Cada vez que a "Ferrari da Indy" mudava de patrocinador, seu capacete mudava também.

Na segunda foto o escocês Anthony Reid, uma espécie de mistura entre Roberto Moreno (por ter andado em tudo quanto é tipo de carro, inclusive a F 3000 Japonesa junto com Eddie Irvine) + Chico Serra (por ter encontrado seu lar definitivo nas corridas de turismo, no caso o BTCC).

Para finalizar, Martin Brundle, em 1995 usando uma pintura estilizada em relação a que ele usou desde seus tempos de Tyrrell. Para quem não se lembra, a pintura original é praticamente idêntica a que Rick Mears está usando na primeira foto desta EVOLUÇÃO.

OBS: Já que Falamos em Anthony Reid, BTCC curta o show dado em Donnington Park, sob chuva, em 199...8 (kkkk), por uma espécie de super herói bigodudo que, fazendo apenas uma participação na categoria, largou em décimo nono e quase venceu...


OBS2: esta semana Nigel Mansell anunciou sua volta às pistas, IRRÁÁÁÁÁ!!!
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Evolução da Espécie:

__ Pessoal, como é difícil encontrar fotos de qualquer categoria que não seja F1! Ralei até achar essa (bem pequena) do capacete do Renato Martins, mas graças a um amiguinho chamado Photo Zoom Pro 3, o post está no ar, ehehehe.

Apesar de estar borrada (melhor que pixelizada, né?) repare na parte azul: até o efeito utilizado pelo Bourdais está no capacete do Renato Martins... sem falar nos tons das cores, idênticos. A diferença está na luminosidade do momento em que foram tiradas as fotos: Martins estava ao ar livre, no sol e o capacete do Bourdais foi clicado em um estúdio, com luz artificial.

Se não fosse uma pequena diferença na parte frontal, ao invés de uma EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE, esse post se chamaria, SEPARADOS NO NASCIMENTO.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

sábado, 12 de dezembro de 2009

A Evolução da Espécie: Laranja + branco + verde = Lata Velha???

__Primeiro, Christian Fittipaldi no Lola Toyota utilizado pela Newman Haas na conquista do título da Champ Car (com Cristiano Da Matta), em 2002.

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Na segunda foto, o Force India de 2009 seguido pela versão feita no Caldeirão do Hulk para um velho Fusca 1969, no quadro Lata Velha.


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Não parece que os três carros tem o mesmo patrocinador???

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OBS: Apenas como curiosidade, muitos dizem que a Volkswagen, entre 1954 a 1969, tenha mudado apenas o vigia traseiro e o parabrisa do Fusca, porém neste mesmo período foram feitas mais de 2.500 modificações em várias partes do chassis, incluindo o motor!
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Evolução da Espécie: contagem regressiva

__Por que o tema dessa EVOLUÇÃO se chama "CONTAGEM REGRESSIVA"?
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Primeiro, olhe para o símbolo dos jogos olímpicos. São 5 arcos, certo? No logo da Audi, são 4, né? Agora, muita concentração, ganha um doce quem acertar o número de círculos do logo da Olympikus.... kkk.
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Como diria o Silvio Santos, "posso perguntar ou você prefere consultar os universitários???"kkk2.
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Um abraço,
Fernando Ringel

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Evolução da Espécie: O Rei Leão

__Só faltou o Mansell e o Shadow "boca de leão" para a evolução estar completa...


Um abraço,
Fernando Ringel

domingo, 22 de novembro de 2009

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: Verde + branco + laranja


__A história do Force India VJM02 todos conhecem bem, mas e quanto a tentativa da Subaru entrar na F1?

Com o sucesso da Honda e a entrada da Yamaha na categoria, em 1989, Carlos Chitti, famoso preparador "pai" dos Motori Moderni, começou a trabalhar em um propulsor da montadora japonesa que seria usado na F1. Como Chitti tinha um longo relacionamento com a Minardi, os primeiros testes do motor Subaru aconteceram no M188, carro usado pela equipe italiana no ano anterior. Para tristeza de Giancarlo "durango" Minardi, o motor tinha muito pouca potência e foi recusado pela equipe.

Com o orgulho arranhado, Carlo Chitti começou a trabalhar em um novo motor e a proposta feita para a Minardi (com alguns upgrades) foi oferecida para a Coloni: injeção imediata de muito dinheiro (vindo de empresas japonesas) e fornecimento gratuíto de motores + ajuda técnica da própria Subaru!

Depois que de desmair (brincadeira minha, hauhauha), Enzo Coloni fechou negócio. Mais ou menos como aconteceu na compra da Brawn pela Mercedes, a Subaru comprou 51% da Coloni, embora o controle da equipe continuasse com o Sr Coloni.

A equipe passou a se chamar Subaru Coloni e a parceria foi anunciada com uma festa luxuosa no GP de Monza de 1989, mas nos meses sguintes... para desespero da montadora japonesa, a equipe italiana não conseguia fazer o chassis e o motor "conversar". O problema não foi resolvido e na véspera da primeira corrida da temporada 90, GP de Phoenix, a equipe alugou o estacionamento de um restaurante para fazer o primiero teste da Subaru Coloni C3B!!!

Antes do GP da Alemanha, a parceria foi desfeita. A equipe, voltou a se chamar Coloni, passou a correr com os convencionais Ford Cosworth, e acreditem, Bertrand Gachot começou a passar da pré qualificação, embora nunca tenha conseguido tempos rápidos o suficiente para estar entre os 26 que formavam o grid de largada.

Obviamente, a equipe italiana não conseguiu se classificar para nenhum dos 16 grandes prêmios da temporada! Não fosse uma equipe chamada Life, provavelmente a Subaru Coloni seria de longe o pior conjunto de 1990... e um dos mais lentos da F1.

Após o fiasco, o time foi para a temporada 91 com uma equipe formada por... 6 pessoas!!! Totalmente sem dinheiro, o novo Coloni C4 foi feito com a ajuda de estudantes de engenharia da Universidade de Peruggia!!! (isso sim é trabalho de faculdade, hein? O estágio dos meus sonhos, hauhauhau)
RESULTADO: logicamente a equipe não se classificou para nenhuma corrida, mas heroicamente participou das 16 pré qualificações da temporada 91.

OBS:Parece estranho como a Subaru conseguiu fazer uma motorzeco desse, capaz de ser rejeitado pela Minardi (na época uma equipe que tinha acabado de marcar seu primeiro ponto em 4 anos na F1)... motor tão fraco que conseguiu afundar um "Titanic de papel" como a Coloni!!!!!!!
Mais curioso ainda foi, apenas um ano depois, a Porshe ter conseguido se superar e quase levar a Footwork à falência. Nome não é tudo, né?

OBS: Semente do que depois ficou mundialmente conhecida como Andrea Moda F1, a Coloni deixou a categoria, mas continuou no automobilismo. Atualmente a Coloni Motorsports compete na GP2.


Um abraço,
Fernando ringel
feringel@yahoo.com.br

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: xadrez


__Em 88, finalmente Walter Brum realizou o sonho de estrear sua equipe de F1... e de uma maneira inusitada para um time novato. Vítima de uma personalidade difícilima + muito azar + politicagem da F1 = Stefano Modena, o campeão da F3000 em 87, (praticamente confirmado na Benetton) na Eurobrum!!!

Muito modesta, a equipe começou a temporada com seu carro completamente branco. Após algumas classificações somadas a atenção da mídia nos esforços desesperaos de Modena e em algumas barbeiragens do argentino Larrauri, no final do ano, o ER-188 ostentava a pintura "tabuleiro de xaderz amarelo e branco" da foto acima, rsrsrsrsrs.

Seis anos depois, a Larrousse conseguiu o patrocínio da cervejaria Kronenbourg para as primeiras corridas de 1994. Na foto acima, vemos Olivier Beretta no GP do Pacífico, um dos 6 (!!!) pilotos que dirigiram o fraco LH94 na última temporada da equipe francesa.

Olivier, piloto protegido de Nelson Piquet, é herdeiro das Armas de Fogo Beretta, multinacional italiana especializada em fabricar, er, armas de fogo e munição, pagou para correr na Larrousse e não fez feio, mas após o GP de Monza o dinheiro acabou e... The End para o francês na F1.
A Larrousse voltou ao verde com que começou a temporada e foi assim até o GP da Austrália, última corrida da equipe na categoria.

Quanto as pinturas dos modelos, são raras fotos de frente, quem dirá do alto desse Eurobrum, mas se você colocar o ER-188 e o Larrousse LH94 lado a lado, e vistos de cima, vai reparar que as pinturas são idênticas, salvo a diferença na cor...

OBS: Só para finalizar, uma coincidência entre as duas equipes com pintura xadrez: enquanto a Eurobrum iniciava sua história na categoria, com essa (bela) pintura, a Larrousse dava seus últimos suspiros.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br