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terça-feira, 21 de setembro de 2010

INDY: notas sobre o GP


Fernando Ringel + nota para a corrida: 5
Wellington Lucas – nota para a corrida: 7

WL - Corrida interessante em Motegi, com a vitória do Castroneves e também a manutenção da liderança do Will Power (12 pontos de diferença para o Franchitti).

FR – Motegi é para os ovais da Indy o que Barcelona é para os circuitos mistos da F1. Chaaaaatooooo, embora eu goste do desenho afunilado das curvas 3 e 4. Infelizmente é exatamente esse trecho que acaba com as corridas. Raramente alguém passa ali, e sendo assim, o cara que está atrás tem dificuldades em cruzar a reta principal colado no piloto da frente.

RESULTADO = muito menos ultrapassagens.

WL – Dentro da pista, a prova começou com um acidente...

FR – ...e por incrível que pareça, não envolveu o Sato!

WL - Betrand Baguette, guiando muito com a sua Conquest, rodou sozinho. Apesar do erro, o belga está fazendo bonito nos ovais. Vale lembrar que ele foi formado na escola européia de pilotagem. Na teoria deveria andar bem apenas nos mistos.

FR –Lembrando que o comentário acima não faz referência à Will Power. Agora, por falar no Sato, ele não destruiu meu amado “KVerde” Lotus!!! Irrá!

WL - Hideki Mutoh também não bateu.

FR – Troféu Joinha “pro cêis”. Sobre o comentário da Bia Figueiredo sobre a fama do Sato no Japão, isso é característico da cultura deles. Antes de Takuma, apenas Ayrton Senna competia em popularidade com Satoru Nakajima como piloto preferido.

RESUMINDO: nesse caso, a ordem dos fatores não altera o resultado.

WL – Mudando de assunto, dessa vez Tony Kanaan não largou ao estilo “Power Ranger”.

FR – A Andretti melhorou demais desde a entrada de Ryan Hunter-Reay. Em Motegi (onde conquistou sua única vitória na Indy), Danica voltou a andar como nos velhos tempo terminando em um ótimo 5° lugar.

WL - Corridaça da Danica!

FR - A única coisa que considero estranha na Andretti Autosport é a maneira ultra agressiva que seus pilotos se comportam na pista. O estranho é que a agressividade acaba em disputas com o resto grid. O quebra pau só acontece quando é Danica X Kanaan X Hunter-Reay.

Para evitar um embaraço maior, resolve isso aí seu Andrettiinho!

WL – Na luta pelo título, Franchitti começou a corrida com tudo, na tentativa de diminuir a diferença para o australiano ou até mesmo chegar a Homestead na ponta do campeonato.

FR – Não foi perfeito, mas o escocês cumpriu seu papel.

WL - Vale ressaltar que Ryan Briscoe não facilitou a vida do Franchitti. Para piorar, Power, que estava mal no começo, melhorou muito no final, terminando em terceiro

FR – ... e na cola do Franchitti! É mole?

WL – Aparentemente houve jogo de equipe entre o Briscoe e o Power, mas acho compreensível nessa altura do campeonato.

FR - Pior para o Franchitti...

WL - ... que está praticamente sozinho na disputa já que Dixon está mais apagado do que nunca. Não lembra nem um pouco o campeão avassalador de 2008.

Ainda sobre a Ganassi, Dixon não merece o carro que tem. Deveriam colocar o Rahal lá ou o Mario Moraes.

FR – Por falar no (ex-Super) Mario... Moraes, definitivamente esse não é o ano dele. E nem da KV Technology.

WL - Simona deu uma de Milka Duno em um dia onde a venezuelana andou razoavelmente melhor do que costuma em ovais.

FR – Na boa, essa foi de doer, hein dona Simona? Pô, só por que eu comecei a torcer abertamente por você? Assim eu até começo a olhar com mais simpatia pelo Alex Loyd na disputa do Rookie of the Year.

WL – Ainda sobre a “turma do fundão”, Roger Yasukawa é (definitivamente) um pereba. E olha que ele só corre em Motegi.

FR – Huahuhauhauha, imagina se corresse em pistas onde não conhece...

WL - Paul Tracy fez uma corrida tão discreta junto com o Yasukawa, Rahal e Wilson que só apareceu na transmissão da Nihon TV quando abandonou.

FR – O bicho vai pegar! Nunca fui com a cara de Homested, mas ano lá foi o palco da melhor corrida em oval que já ví! Foi uma aula de pilotagem do Briscoe, Dixon e Franchitti!

FR – Segundo gente próxima, essa foi a penúltima corrida da carreia do Tracy. Será que ele voltou só para sentir o gostinho pela última vez? Provavelmente não, mas como disse Nelson Piquet, para um piloto acostumado a andar na frente, ficar no fundo do grid (ainda mais pulando de equipe em equipe) é muito chato... e perigoso.

WL - Tomara que a situação do Tracy se reverta em Homestead. Aliás , a pultima corrida do ano será pra lá de animada. Todo mundo vai querer mostrar serviço, ainda mais os Ed Carpenter e os Grahams Rahals da vida que precisam de equipes para 2011.

FR + Por falar nele, como de costume em 2010, Graham rahal foi muito bem: 8° lugar (para salvar a pátria da Newman Haas, a Williams da Indy).

WL – Sobre os bastidores da corrida, sem falar do “Gentlemans, starts your engines” “ajaponezado”, foi uma baita transmissão do Téo José com os ótimos comentários do Mario Romancini e da Bia Figueiredo. Supriram bem a falta do Giaffone que estava na Argentina para correr horas depois na Truck.

FR + Abaixo o compacto do GP:


FR – Apesar da corrida monótona, foi sem dúvida a melhor transmissão do ano. Depois de se aposentar, se existisse a VEL MAX TV, eu faria uma proposta para o Romancini ser meu comentarista de Fórmula Indy.

Mas enquanto isso não acontece, continuo jogando na Mega Sena e esperando os próximos GPs...

WL- Até Homestead, onde não vai ter horário eleitoral por causa que será na véspera da eleição. E a corrida será em full.

Um Abraço,
Fernando Ringel/Wellington Lucas

domingo, 8 de novembro de 2009

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: WAR

__Além de centenas de mortos e um tremendo rombo financeiro, a Guerra das Malvinas (Argentina X Inglaterra) sepultou a carreira internacional de toda uma geração de pilotos argentinos. Apesar de não ser um Reutemann, Mansilla chegou a disputar o título da F3 Inglesa, onde inclusive trocou alguns safanões com Ayrton Senna.
Após algumas conversas com equipes de F1, inclusive um teste na Mclaren, Enrique foi para os EUA onde, entre outras categorias, disputou três corridas na Indy, sendo um nono lugar, em Elkhartlake, seu melhor resultado.

Zak Morioka, ou Zaqueu, é um piloto brasileiro chamado por muito como "japonês voador". Ganhou de tudo um pouco nas categorias menores dos EUA, mas faltou dinheiro para disputar pra valer a Indy. Em 2000, disputou o GP do Texas (seu único GP na categoria), terminando em décimo quinto lugar.

Quanto a pintura dos capacetes, a de Morioka é baseada na bandeira de guerra usada pelo exército japonês na Segunda Guerra Mundial. A semelhança com o capacete do Mansilla é apenas uma coincidência.


Um abraço,
Fernando Ringel

domingo, 4 de outubro de 2009

Notas sobre o GP do Japão /2009/

+ Gostou da montagem? É só clicar para aumentar e salvar. Este é mais um papel e parede, para você!

+ Nota para o GP: 2,0 (estou sendo bonzinho, hein?)
+ Esse chatésimo GP em Suzuka, o mais manótono dos que já vi ao vivo, reforça aminh a teoria de que, a decisão de um campeonato faz a fama de qualquer pista. Olhem só Interlagos. Nunca gostei do GP do Brasil e hoje entendo o motivo. A corrida sempre foi disputada no inicio do campeonato então, uma equipe, a que se deu melhor na pré-temporada, sempre dominava a corrida sem chances para ninguém.
Bastou Interlagos ser a última ou uma das últimas da temporada, para as corridas se tornarem ótimas. Até mesmo a volta de uma pista de verdade como Suzuka, sem a decisão do campeonato, ficou sem sal.

+ Button segue correndo como quem não merece o título, mas ele está como que Carlos Reutmann e Sitirling Moss nunca tiveram: SORTE DE CAMPEÃO.

+ Tudo graças ao Andrea De Sutil, perdão Adriam De Cesaris, ops, “PINBALL SUTIL”. O cara parece que tem que se envolver em alguma confusão, se não, “não tem graça”

+ Se tem uma coisa que o Sutil não é... sutil

+ Huhuhauahuahua

+ Não bastasse ter conquistado duas posições de graça, Button ainda teve a sorte... que raramente o Barrichello teve. Prova disso foi o acidente do “Alguerseiláoquê”.

+ Acidente que pareceu premeditado para pôr o Rosberg bem na fita. Pior para o Barrichello.

+ Também, né? Suzuka, com pista seca, sempre foi um circuito de poucas ultrapassagens, a não ser que você estivesse em 1988, em uma McLaren e durante a garoa...

+ Só assim para cruzar a primeira volta em 14 quarto e ganhar a corrida, né seu Ayrton?

+ Com certeza o pessoal do Box ficou enchendo a cabeça do Barrichello, diznedo para ele passar o Raikkonen...

+ Barrichello deve ter pensado algo do tipo “Como vc KERS que eu passe o Raikkonen na reta????”

+ Huhauhauahuauahu, coitado, missão impossível, né? Só se fosse o Stalone naquele filme horrível dele sobre Fórmula Indy, para passar uma Ferrari equipada com KERS em uma pista praticamente sem pontos de ultrapassagem...

+ Há alguma semanas tive uma experiência que dá uma noção de como deve encher essa pressão do box. Baixei o Woody Woodpecker, jogo do Playstation 1, cópia do Mario Kart 3D com os personagens do Pica Pau. Como a jogabilidade é uma b%$#%$#, e meu sobrinho não sabia jogar, lá fui eu de test driver. Enquanto eu me virava com o carrinho do Pica Pau, fiquei ouvindo o tempo todo, "vai mais rápido", "por que você bateu?", "por que você não passa o Leôncio?", "por que você está devagar?", "vira para cá", "faz isso", "aquilo"...

+ Te garanto que isso irrita.

+ Huahuahuahuahuahua.

+ Voltando à F1, e o Webber? Carta totalmente fora do baralho. O cara entrou tantas vezes nos boxes que até pareceu que ele estava correndo na Fórmula Superliga.

+ Se tem algo mais bizarro que um campeonato de automobilismo com equipes de futebol, são os pit stop “Deus nos acuda” da categoria. Entrar no pit, na Superliga, é como ser cego e estar no meio de um tiroteio.

+ Coitado, e é “nisso” que o Bourdais foi parar.... tsc, tsc, tsc.

+ Como se fossem casadas, “tanto na tristeza quanto na alegria”, em 2009, se a BMW se dá bem, TCHARANÃNÃÃÂ, a Toyota... também!

+ O Trulli é de lua. Quando ele está em um bom dia, “o céu é o limite”.

+ Que renascimento de Toyota e BMW, hein? Quando as duas já eram vistas como "ex-equipes de F1". De fato "A volta dos mortos vivos" ou " A volta dos que não foram", ehehehe.

+ Hamilton vai na dele. Mais um terceirinho, salvando oque parecia ser uma temporada perdida para a McLaren e reafirmando que ele é sim do nível do Alonso.

+ Nível do Alonso = anda bem mesmo com carro problemático.

+ Quanto ao Fisichella, serei rápido já que posto ainda nessa semana um texto que se chama “PROMESSA É DÚVIDA” sobre algumas gloriosas decepções e boas surpresas na história da F1.

+ Voltando ao presente, sobre o Físico, o que dá para aprender é que não existe meio termo na Ferrari, ou você vira ídolo e se torna parte da história da F1 ou é destruído.

+ Ferrari = Prova de fogo. Chuck Norris diria “é aqui que se separam os meninos dos homens (cuspida e coçada no saco)”

+ Hhauhauhauahuahuahua

+ Será que no final do campeonato o Nelsinho estaria tão mal quanto o Grosjean????

+ O que salva o “Salsicha” o Alonso ficou longe da zona de pontuação...

+ Grosjean = Franck Lagorce remixado????? Até o momento, acho que sim. Mais dois casos de desperdício de talento, sendo fritados pelas circunstâncias.

+ Pelo Buemi, parabéns para a Suíça. Depois de quase 30 anos, vocês tem um piloto veloz e agressivo a ponto de lembrar o bigodudo Clay Regazzoni.

+ Que bom negócio a Toro Rosso é para a Red Bull, hein? A equipe funciona como um vestibular, visando garimpar “estagiários” como Vettel, Buemi e boa supresa “Alguerseiláoquê”.

+ Lembrando que, se você vai bem na Toro, tem boas chances de “sair do estágio” e ser “contratado com carteira assinada” pela Red Bull.

+ Te cuida Webber.

+ Ainda falando da equipe “que te dá asaaaaas”, final de semana perfeito para o “Schumaquinho”.

+ Vettel venceu sem chances para ninguém.

+ E o Barrichello? Ser vice é motivo de orgulho, ainda mais nas condições em que Rubinho começou este ano.

+ Como diria a Marta Suplicy "relaxa e goza". O negócio é torcer por uma vitória em Interlagos, com certeza,

um dos sonhos do Barrica.

+ Vitória do Rubinho + torcida brasileira = festa como se fosse a conquista do título (e o Rubinho chorando).

+ Huhauahuahuah.

Um abraço e BOA SORTE, BARRICA!

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A Evolução da Espécie: Larrousse + Suzuki

__Vejamos:
a) Os dois são japoneses, os capacates tem até uma diferencinha aqui e ali, mas no geral são muito parecidos.
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b)As duas fotos foram tiradas em Suzuka, nos anos 90, os dois na Larrousse, com o mesmo patrocinador.
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c)Dois pilotos do mesmo país e com o mesmo sobrenome... mas, acreditem se quiserem, Aguri e Toshio não tem nenhum parentesco. Tudo é apenas uma coincidência.
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No caso, Toshio pagou pelo seu primeiro e único GP na F1 enquato Aguri, através do apoio da Mugen Honda, corria na Footwork. Curioso como os ienes proporcionaram outra estréia naquele GP do Japão de 1993, um tal Eddie Irvine.
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

sábado, 11 de abril de 2009

Feliz Páscoa!


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Takuma Sato, o pessoal da BAR e o VEL MAX lhe desejam uma
FELIZ PÁSCOA!!!
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Um abraço,
Fernando Ringel

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Monocromático e as Histórias da F1 (03):

"Os mais novos, ou os que acompanham a Fórmula 1 há poucos anos, devem achar engraçado uma equipe do fundão do grid chamada Super Aguri. Por trás da equipe-cliente da Honda na Fórmula 1 está o ex-piloto japonês Aguri Suzuki; o nome da equipe é o seu apelido entre os fãs japoneses de automobilismo, e o nome tem sua história.

Suzuki foi piloto de Fórmula 1 entre 1988 e 1995. Disputou 88 provas, a maioria das quais em equipes pequenas, ou em condições adversas (como quando foi "entronizado" na Ligier em 1995 por força dos propulsores anglo-nipônicos Mugen Honda, ou quando substituiu o suspenso Eddie Irvine na Jordan para o GP do Pacífico de 94). Ao longo da carreira, como se supõe, teve desempenhos muito pouco notáveis. Em 1989, por exemplo, não se classificou para um único GP a bordo de uma Zakspeed.

1990, por outro lado, foi o seu grande ano, a bordo da despretensiosa Larrousse, cujo dono, Gerard Larrousse, também ex-piloto, havia sido diretor técnico da Renault em seus bons anos. Não que o seu carro fosse especialmente bom naquele ano. De fato, a Larrousse passou o ano de 89 largando no bolo (com Philippe Alliot, e o competente piloto de turismo Yannick Dalmas, que, entretanto, foi um zero à esquerda na Fórmula 1, não poderia ter sido diferente), e manteve o nível no ano seguinte. Na época, a Larrousse era mais lembrada pelas cores aleatórias de seus carros (foto abaixo), e pelos macacões dos pilotos, que com cada parte da roupa de uma cor, pareciam roupas de palhaço. Suzuki contribuiu para o caixa da equipe com o patrocínio da Toshiba.

Enfim, Suzuki tinha como companheiro de equipe Eric Bernard, que foi esquecido pela história após 1994, quando conquistou um pódio pela Ligier em Hockenheim, após quase metade do grid (a metade da frente) ter se acidentado na primeira curva. Os dois andaram no mesmo passo quase todo o ano, e das 16 provas da temporada, Suzuki largou melhor em 7. Mas a décima quarta etapa, em Jerez de la Frontera, apenas em Silverstone Suzuki havia tido algum destaque - largou em nono, chegou em sexto - mas vinha sendo eclipsado por Bernard, que àquela altura havia somado 5 pontos, inclusive 3 pelo quarto lugar, também em Silverstone, contra um do japonês.

Em Jerez, Alain Prost venceu, com Ayrton Senna em terceiro, alimentando esperanças de disputar o título com o brasileiro nas duas provas finais. Naquele dia, uma sólida pilotagem colocou Aguri Suzuki na sexta posição, e o mais notável, na mesma volta do líder - apesar do que os saudosistas mais fanáticos dizem, as diferenças de desempenho entre uma equipe de ponta e uma do meião como a Larrousse era tão grande quanto o que é hoje entre uma McLaren e uma finada Spyker. E então, veio Suzuka.

As semanas que antecederam a corrida foram incomuns. Alessandro Nannini havia se acidentado com um helicóptero e teve o braço decepado. Nélson Piquet, seu companheiro na Benetton, influenciou na decisão de tirar seu amigo Roberto Pupo Moreno da falida Eurobrum e lhe dar uma oportunidade. Johnny Herbert era a novidade da Lotus, onde permaneceria por mais duas temporadas, em substituição a Martin Donnelly, seriamente ferido em acidente em Jerez. Enquanto isso, Senna e Prost travaram uma batalha psicológica no momento decisivo do campeonato, até a noite anterior à largada.

Num dos treinos, Jean Alesi, um dos cotados a pontuar bem na corrida, machucou o pescoço numa batida e não largou. Na largada, Prost partiu melhor, e Senna nem sequer fez menção de contornar a primeira curva, (foto ao lado)abalroando a Ferrari e garantindo matematicamente o título mundial ali. Gerhard Berger, o terceiro favorito, abandonou após cometer um erro ainda na segunda volta ao escorregar na terra levantada pelo acidente da primeira curva, e no meio da prova, Nigel Mansell, com a outra Ferrari, fez das suas ao "fritar" o câmbio enquanto arrancava de um pit stop. As duas Benetton pularam na frente, deixando suas rivais diretas, as Williams-Renault, para trás. A surpresa, no entanto, estava bem entre os carrinhos verdes e os amarelinhos: o carrinho feio da Larrousse número 30 de Aguri Suzuki, na terceira posição, após o pit stop das Williams a dez voltas do fim! Não apenas Suzuki manteve o terceiro até o final da prova, como o quarto colocado, Riccardo Patrese, nem chegou a ver a cor do seu aerofólio, terminando 14 segundos atrás. O japonês também marcou a segunda melhor volta da prova. Claro, Suzuka favorecia aos pilotos japoneses, que tinham conhecimento íntimo de seu traçado, assim como Interlagos proporciona alguns milagres aos pilotos criados no automobilismo brasileiro (que hoje são raros). Satoru Nakajima, por exemplo, terminou em sexto. Naquele dia, Suzuki desbancou Nakajima-san com o melhor resultado da história do automobilismo japonês, com um desempenho desproporcional às limitações do equipamento, independente dos acasos que ocorreram naqueles dias.

Nos anos seguintes, Suzuki teve uma carreira obscura, pilotando mais um ano pela Larrousse (apesar de estabelecer contatos com a Benetton depois de Suzuka) e outro pela Footwork, e terminando como "tapa-buracos" em Jordan e Ligier. Mas todos que trabalham com paixão têm o seu dia de glória. Os mais novos conhecem Aguri apenas pela Super Aguri, mas lembrem-se que esse nome não é um nome bobo de fantasia, mas o nome do comandante, o Super Aguri Suzuki."
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Nesse 21 de outubro de 1990 deu tudo tããããããããããããããão certo entre Aguri e Suzuka que "eles" poderiam até fazer uma dupla sertaneja: Suzuki e Suzuka... ehehehe.


Fernando Ringel