sexta-feira, 23 de outubro de 2009
ANTES E DEPOIS: Série Nova
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Na Velocidade do Som... (01)
Por Fernando Ringel
Na adolescência o filho de Graham Hill formou uma banda punk: “Sex, Hitler and The Hormones”. Segundo o próprio Damon a banda não foi exatamente um sucesso.
Mais tarde, já na F1, Damon conheceu um de seus ídolos, freqüente nos paddocks dos Gps da Inglaterra e de Mônaco, o ex-beatle George Harrisson.Curiosamente George sempre disse que na F1 torcia por Hill e os dois se tornaram amigos.
Provavelmente por alguma cláusula contratual do ex-guitarrista dos Beatles, oficialmente, não existe nenhum a gravação da dupla, o que considero uma pena, mas duvido que Damon não tenha algumas fitas com gravações dele tocando com o seu ídolo. Se Deus quiser um dia isso cai na internet.
Alguns anos depois, em 1995, Hill abandonou o GP da Inglaterra, e vivendo o auge do seu calvário com a imprensa inglesa, pegou a sua guitarra e subiu no palco (foto ao lado) junto com Johnny Herbert (meia lua e vocais) e Eddie Jordan (bateria) para tocar Johnny Be Good, em homenagem a Herbert que havia vencido pela primeira vez na F1 naquele dia, entre outros clássicos do rock. Quem assistiu disse que foi, no mínimo, muito animado, teve até matéria do Flávio Gomes sobre o show no Fantástico.
Anos mais tarde Damon comprou uma casa em Dublin. Certo dia o então piloto da Arrows ouviu a barulheira na casa ao lado e foi ver que banda era aquela. Coincidência ou não, os vizinhos eram o pessoal do Def Leppard que estavam na capital irlandesa para a composição e gravação de “EUPHORIA”, próximo cd da banda. O campeão de 1996 foi convidado pela banda para participar de alguns ensaios e mais tarde para a participação no novo single “DEMOLITION MAN” com direito a um solo, cheio de arpejos, com duração de 10 segundos de autoria do próprio Hill.
Nas entrevistas ara divulgação do cd, Joe Elliot, vocalista do Def Lepard disse que o estilo de Damon fica “entre Slash (Guns andRoses) e Andy McCoy do Hanói Rock”. É mole?
(clique no link para ouvir a música. Solo do Hill 2:19 à 2:29) http://www.4shared.com/file/61953103/5473ca9d/Def_Leppard_-_Demolition_Man___Damon_Hill_na_guitarra__wwwvelocidademaximatotalblogspotcom.html
Em 1999, de volta a Silverstone, Hill voltou a tocar sua guitarra, acompanhado novamente pelo chefe Eddie “batera” Jordan. Dentro das pistas a temporada não foi das melhores e no final daquele ano o inglês abandonou a F1 e formou o The Conrods.
A banda era formada pelo baixista do Scatman John (daquela músíca “Bíííí,ba-bá,ba-ra, bô” lembra?) um ex-tecladista do Whitesnake e alguns membros do Bad Company. No The Conrods Hill tocava basicamente sucessos dos Beatles, Rolling Stones e Kinks (os Strokes ingleses dos anos 60). A banda se apresentou em diversos eventos ligados a F1 e programas de TV até 2003.
Por que a banda acabou? Que pergunta... se o Led Zeppelin e os Stone Roses acabaram, por que não os Conrods???????? Falando sério, Hill foi eleito presidente da BRDC e ensaiava sua volta ao automobilismo na GP Master, além do que ele mesmo disse “estou muito ocupado cuidando das crianças de dos meus animais de estimação”
Por que lembrar de tudo isso? Porque no último sábado Eddie and The Robbers tocaram em Spa. O ex-dono da Jordan Grand Prix, comemorando os 10 anos da primeira vitória da Jordan na F1, trouxe os amigos Hill e Johnny Herbert para um show.
Sente o som da banda tocando na Escócia:
http://www.youtube.com/watch?v=kQhtr0Bwnpw
Não é exatamente o som de um V12 Ferrari ou o som do motor do Audi 90, mas eu pagaria para ver Damon Hill, Johnny Herbert e Eddie Jordan desafinando, e olha que eu nem sou de ir a shows...
terça-feira, 15 de julho de 2008
Textos Clássicos do Verde (02): Parte 4
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Enna ainda foi uma corrida tranquila, apesar do acidente estúpido que tirou Roberto Moreno da corrida, causado por Gregor Foitek na largada, que ainda viria a fazer merdas consideráveis na temporada. No fim, Pierluigi Martini (foto ao lado) deu à March sua primeira vitória na temporada, com os carros da GBDA de Grouillard e Trollé colados logo atrás. Em seguida, Brands Hatch.
A corrida começou tranquila para a EJR, com Herbert e Donnelly desaparecendo na liderança. Em um segundo pelotão, Martini, o sempre selvagem Foitek, Moreno e Grouillard disputavam a terceira posição. Na volta 24, ao tentar uma ultrapassagem por fora na curva Paddock, Moreno foi fechado criminosamente por Foitek, indo parar na barreira de pneus e destruindo seu
Reynard. Era a segunda vez que Foitek tirava Moreno. Bandeira vermelha. Moreno foi ter uma conversa com Foitek nos boxes. Apesar da destruição, um alívio para o brasileiro: daria pra consertar o carro. Caso isso não fosse possível, seria fim de temporada para o brasileiro.Mas o que viria por aí seria muito pior. Na segunda largada, 35 minutos depois, Herbert largou mal e perdeu a liderança para Donnelly e o segundo lugar para Martini. Foitek vinha logo atrás. O suiço estava louco atrás do inglês, e chegou até a tocar seu carro na traseira do EJR de Herbert na Druids. Mas o que importa é o que veio a ocorrer na curva Surtees.
Desespero no autódromo. Pilotos, como David Hunt e Cor Euser, estacionaram seus carros para ajudar os feridos. Foitek estava inconsciente dentro do carro. Grouillard era o que estava em
No fim das contas, Foitek e Grouillard foram levados ao centro médico do circuito. O suíço quebrou uma mão, pouco até para o acidente, e Grouillard realmente havia quebrado o tornozelo. Já Herbert, após um longo atendimento na pista, foi levado ao hospital. Lá começava um longo processo de recuperação e fisioterapia.
A corrida só foi realizada por formalismo. Com apenas seis carros largando, Donnelly venceu com extrema facilidade, com Martini e Blundell no pódio. A champanhe, no entanto, não foi aberta.
domingo, 13 de julho de 2008
Textos Clássicos do Verde (02): Parte 2
Por Leandro Verde
A próxima corrida foi em Pau. Aqui, a Bromley de Moreno conseguiu encontrar patrocinadores para correr, (foto abaixo) o que ajudava muito, ainda mais após duas corridas não tão boas. E, sem dois fortes adversários na pista (Herbert não participava devido ao acidente de Valleunga, e Foitek não conseguiu largar por acidente e problemas no carro), Moreno largou na ponta e venceu com extrema facilidade, com Alesi em segundo e Martini em terceiro, o primeiro pódio da March. Surpreendente foi Mike Thackwell. O veterano, campeão da F2 em 1984, disputava sua última corrida da vida, e terminou em um ótimo 7º lugar com um deficiente Ralt. Mais um bom piloto com participação na temporada 1988.
A Bromley, com isso, começou a erguer um pouco de dinheiro para continuar na temporada. E Moreno conquistava cada vez mais força. Em Silverstone, após largar em segundo, Moreno demorou apenas duas voltas para ultrapassar Bertrand Gachot e sumir na liderança em pista úmida. O piloto já sumia também na liderança do campeonato. A F3000 começava a ficar assustada com a atuação do brasileiro.
Depois de quatro etapas tranquilas, Monza viu o primeiro acidente grave da temporada: Fabien Giroix (atualmente no Speedcar) bateu de frente no guard-rail após se tocar com Massimo Monti. O francês arrebentou as duas pernas e a corrida teve de ser reiniciada. Roberto Moreno venceu mais uma, com Apicella e Herbert no pódio. Apesar do domínio absoluto, a Bromley ameaçava deixar o campeonato, por falta de patrocinadores. A equipe só se sustentava com patrocínios locais e a premiação das corridas passadas.
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