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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

AEVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: 3 "quase" Estrelas

__Eddie Cheever dispensa comentários. Apesar de não ser muito popular, até mesmo os menos aprofundados no automobislimo já ouviram falar nele ou de seu belo capacete.

Completamente diferente é o caso do "piloto do meio", o português João Barbosa, basicamente o típico "famoso quem?". Vencedor da ultima edição das 24 Horas de Daytona, Barbosa não tem um mísero blog. O máximo que achei foi seu perfil no Facebook, de onde alías não encontrei nenhuma foto do seu capacete (não estou nem falando da escasses de informações sobre sua carreira)

A imagem acima é exatamente a que peguei no Google. Mesmo pequena já estava pixelizada, e (pasmém) a baixa qualidade da foto não se deve ao fato de eu estar procurando um close do capacete: a foto acima é basicamente uma das únicas que encontrei sobre João Barbosa.

Com um nome mais do que comum (o que dificulta nas pesquisas no Google), em época de cinema 3D, falta obviamente um acessor de imprensa para um piloto com uma vitória nas 24 Horas de Daytona no currículo. Basicamente (além de pouquíssima coisa no Wikipedia), as informações que consegui sobre sua carreira foram descritas pela imprensa portuguesa nas matérias sobre a vitória do português na mítica prova americana.É mole?

Por último, José Guillermo, provavelmente o mais injustiçado piloto americanos dos anos 90. José Guillermo, piloto americano? Se eu disser Memo Gidley fica menos estranho? A maioria das pessoas só o conhecem em função do video hit do Youtube, quando Gidley deu uma "carimbada" tão forte em Elkhart Lake, que o cockpit foi amassado. Memo só foi retirado do carro, com alguns ferimentos leves, após os bombeiros cerrarem o cockpit!

Correndo como tapa buraco (ou seja, sem grande abertura para opinar em nada) pela Target Chip Ganassi, extra oficialmente esse foi o fim da grande chance da versão americana do SuperSub Roberto Moreno. Muito exagerada a comparação? Olha só então...

Muito antes disso, como ninguém em sua família era milionário nem tinha grande ligação com o automobilismo, Memo começou como instrutor da famosa Jim Russell Racing School. Nas horas vagas trabalhava como mecânico para financiar sua carreira de piloto.

No início de 1999 conseguiu a sorte grande para um piloto com apenas alguns trocados no bolço: foi chamado as pressas para substituir temporariamente o jornalista/"piloto" Naoki Hattori. Como companheiro de Gil De Ferran na boa Walker Racing, Memo finalmente estreou, mas não fez nada de memorável. Como Hattori trazia ienes para o time, logo o japa voltou a dirigir o segundo carro da equipe.

Na pior da hipóteses, Gidley já tinha sentido o gostinho de correr na Indy. Muito para quem trabalha como mecânico para pagar as contas, não é?

A boa notícia veio pouco tempo depois: Memo foi convidado por Dale Coyne para correr pela Minardi da Indy (vulga Dale Coyne Racing) pelo resto da temporada! AHAHAHAHA! Estreou pelo time em Portland com um abandono. Porém já na segunda, em Cleveland chegou em décimo primeiro! Os primeiros pontos para o piloto com nome de gelatina (rsrsrs).

No decorrer de 99, Memo ainda conseguiu mais dois décimos segundos lugares, totalizando 4 pontos. Bom para quem praticamente estreou no segundo carro da (muito pobre e limpinha) Dale Coyne, não é?

Para 2000, John Della Penna, o "pai" de Jimmy Vasser e Richie Hearn (outro bom piloto sub-aproveitado) contratou Gidley. O problema é que o time corria algumas provas com apenas um carro. Sendo assim, nessas, Memo assistia a corrida dos boxes.

A estréia pelo time mexicano aconteceu em Long Beach, segunda corrida do ano. RESULTADO:
abandono. Em seu segundo GP pelo time, advinhem? O cara chegou em oitavo em Jacarepaguá!
Gidley embarcou com a equipe para o próximo GP, em Motegi, mas o americano não completou a corrida.

Aí, Memo passou longos seis GPs longe da Indy. Já na segunda parte da temporada, o americano voltou para acelerar o segundo carro da modesta Della Penna no velocíssimo oval de Michigan. Advinhem? Chegou em décimo.

Animados com Gidley, a equipe mexicana resolveu bancá-lo até o final da temporada. Advinha o que aconteceu? Nas "pistas para pilotos de verdade", Memo garantiu mais um pontinho com um décimo segundo em Mid-Ohio e... levou a modesta Della Penna a um excepcional sexto lugar em Elkhart Lake!

O cara é digno de ser comparado ao SuperSub Roberto Moreno ou não? Porém, daí para frente uma série de abandonos apagou um pouco do brilho da temporada do americano.

Isso somado ao fato fundamental de não ter um grande patrocinador ou um pai milionário para bancar sua carreira, até segunda ordem, Memo estava fora da temporada 2001.

Para a sorte do americano, desde 2000 Chip Ganassi vinha estreitando seus laços com a IRL. Após o massacre do time na Indy 500 do ano anterior, o "Tio Chip" começou a crescer os olhos para a então vira lata Indy Racing League. Em função disso apenas Jimmy Vasser tinha contrato para o ano todo. Se dividindo entre IRL e CART, correram pelo time: Tony Stewart, Vasser, Nicolas Minassian, Bruno Junqueira e no fim da fila... Memo Gidley!

Digamos que dos três, aconteceu foi um empate técnico entre Memo e Junqueira, com Minassian (dando uma de Magnussen) um pouco atrás. O brasileiro estrou bem, fazendo até pole naquela ano, mas Gidley (convenhamos, mais experiente) era mais regular.

Em Cleveland, sua segunda corrida pela Ganassi, Memo chegou em segundo! Ele ainda chegou em quinto (Chicago), décimo primeiro (Mid-Ohio), décimo (Vancouver), terceiro (Houston), segundo (Laguna Seca) e décimo em Surfers Paradise. Nada mal chegou como o patinho feio, revezando seu carro com outros dois pilotos com bons currículos na Europa, não é?

Após algumas corridas na IRL a partir de 2002, Gidley foi chamado pela Rocket Motorsports para as duas corridas canadenses da temporada 2004 da Champ Car.

Em Toronto, nota-se que ele não é bom em estréias, abandonou. Em Vancouver, (ahahahaha) marcou dois pontos com um décimo primeiro lugar, que foi sua (até agora) despedida da Indy.

Desde 2005 Memo corre na Grand-AM Rolex Sports Car Series (onde se não me engano, atualmente está Max Papis). Meu amigo Fernando De Gennaro me disse certa vez que as corridas são ótimas! (com ponto de exclamação e tudo, rsrsr).

Depois de lançar um encontro anual com direito a corrida de kart, bem parecido com o Desafio das Estrelas do Massa, e lançar um livro misturando dicas de direção para motoristas e pilotos com relatos de sua carreira no automobilismo, Memo diz que ainda não encerrou sua carreira nos monopostos.

Na Indy, sem nunca ter competido em uma temporada completa, marcou pontos em pistas completamente diferentes como Michigan, Elkhart Lake, Toronto, Jacarepaguá, Laguna Seca e Cleveland. (pilotando carros completamente diferentes)

Piloto versátil a lá Al Unser Jr, fica aí a minha esperança de que, com a revitalização da Indy e a falta de bons pilotos americanos, alguém se lembre novamente do Gidley. Se a VEL MAX Racing competisse na Indy, com certeza Memo teria novamente um lugar na categoria.

OBS: lembro de pegar um anuário sobre a temporada 1999 da Indy e achar graça do nome dele (eu não tinha a menor idéia da pronúncia correta). Fiquei curioso com o fato dele ser instrutor de pilotagem, mas principalmente o que mais me chamou atenção foi mesmo o nome dele, Memo. Me pareceu coisa de desenho animado, gelatina em pó, sei lá, kkk. Quem sabe no VEL MAX Pictures, posso até fazer um curta sobre o Gidley. O nome do video seria "PROCURANDO MEMO", ahuahuahua.

OBS2: posso estar ficando doido, mas... já vi o Gidley correndo com uma estrela idêntica a essa do logo ao lado, exatamente onde na foto acima está um círculo.

OBS3: o nome de batismo do cara é José Guillermo Gidley. Filho de canadenses e alemães, Memo nasceu em la Paz, no México, (tem cidadania americana e mexicana). Atualmente com 36 anos, basicamente o cara é o Google Maps em pessoa.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: 3 *** Estrelas

__Eddie Cheever dispensa apresentações. Um dos melhores pilotos americanos da F1 além de um dos mais tradicionais nomes da Indy, abre essa EVOLUÇÃO com seu capacete que, convenhamos, é de fato uma pintura! (adoro trocadilhos, kkk) Embora não tenha muitos fãs entre a audiência da F1, Cheever é sempre lembrado nas listas sobre os capacetes mais bonitos.

Em geral, vi aqui e alí pessoas fazendo ligação entre as pinturas de Eddie Cheever com o capacete do inglês Anthony Davidson. Porém, embora concordasse com a asemelhança, nunca me animei a fazer um post sobre elas... (sei lá, idéia dos outros é, er, dos outros,né?)

Dias atrás (procurando alguma coisa em algumas revistas velhas), encontrei a edição de março de 2001 da revista Carro. Se trata de uma edição especial sobre a temporada da F1 que se iniciava. Comecei a folheá-la porque me lembrei de uma matéria em que um piloto aparecia com um capacete parecido com o do Cheever, mas que não era igual ao usado pelo Davidson.

No meio da revista, encontrei as duas páginas que falavam sobre a pré temporada e o histórico da Benetton. Na época, achei muito bonito o capacete do piloto que guiava o último "carro das cores unidas" (em 2002 o time passou a ser a Renault), só que... em uma era distante onde não havia internet para a maioria dos brasileiros (incluindo este que vos escreve), fiquei sem saber o nome do cara.

Enquanto relia a matéria, queria apenas confirmar as minhas suspeitas: só podia ser o Davidson (ainda em início de carreira) com uma variação da sua tradicional pintura. Pensa que no texto ou na legenda da foto tinha alguma coisa sobre o piloto de testes? Neca, nem uma pista.

Porém (como estamos 2010, graças à Deus), recorri a uma coisa divina, vulgarmente conhecida como Google. Lá, consegui a lista dos pilotos que testaram os carros da Benetton desde 1986 até 2001. Peguei os nomes que testaram entre 99 e 2001 e TCHA-RÃÃÂÂÂÂ... eis que o mistério (após 9 anos) estava resolvido. Se trata do francês Laurent Rédon. Na prática, um sub resultado de uma hipotética soma entre Allan McNish (eterno piloto de testes da Mclaren) + Jean-Christophe Boullion (eterno piloto de testes da Williams).

Rédon, campeão da Fórmula 3 Francesa (1995), estreou na F3000 Internacional pela tradiconal (quase equipe de F1) DAMS. Foi bem, terminando em 8° no campeonato de 1996. No ano seguinte se transferiu para a poderosa Super Nova (então a melhor do campeonato), como companheiro de Ricardo Zonta. Enquanto o brasileiro conquistou o título, Rédon ficou em 9°, tendo como melhor resultado um terceiro lugar em A1 Ring (buááá, volta pra F1 A1 Ring, sniff, sniff, sniff).

Em 1998, abdicou da F3000 para ser piloto de testes da Minardi (ou seja, ele não fazia nada já que o time praticamente nunca tinha dinheiro para os pilotos oficias treinarem. Imagina então o piloto de testes...). No ano seguinte passou a ser o test driver da Benetton, onde fez alguns testes "de grátis" até o ano 2000.

Cansado de ver as corridas pela televisão, Rédon fez algumas corridas na IRL em 2001, na Conquest Racing. De contrato assinado, disputou toda a temporada 2002, tendo se classificado para sua primeira (e até agora única) Indy 500. Seu melhor resultado foi um terceiro lugar no Super Speedway de Fontana. No fim das contas ficou com o título de rookie do ano... e nunca mais voltou para a Indy.

Notadamente um piloto técnico, embora tenha feito mais sucesso nos carros de turismo (FIA Sports Car Championship, 24 de Le Mans, Le Mans Series e o escambau), mesmo não sendo um Jacky Ickx (aí tbm peguei pesado, né?), Rédon se caracterizou por aquele tipo de piloto que é capaz de pilotar (bem) qualquer carro.
Atualmente Laurent é o "Ron Dennis" da equipe do Sporting Clube de Portugal, na Superleague Formula.

Apesar de bela, essa pintura de "estrelas com raios saindo de suas pontas" não dá sorte. Por último, Anthony Davidson, eterno piloto de testes da BAR e Honda (praticamente a mesma coisa). Na F1, o cara correu pela Minardi (OH, NOOO!) e Super Aguri (OH, NOOOO!²).

Enquanto não volta para a categoria, Davidson se diverte como comantarista de F1 na Radio BBC 5 Live, dá uma assessoria aqui (no F1 2010, mais novo jogo oficial da categoria, feito pela Codemaster), disputa uma 24 Horas de Le Mans alí , conversa com Virgin (OH, NOOOO!³) e Lotus acolá...

OBS: no caso de Eddie Cheever, tanto as cores, quanto os efeitos e a estrela foram inspirados na bandeira do estado do Arizona, terra natal do piloto.

OBS2: na história da Indy, Rédon é o único estreante do ano que optou por não continuar correndo na categoria. Vai ver ele quis "se aposentar no auge", né?


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

INDY: notas sobre o GP

WL - Uma corrida muito animada esse GP do Alabama.

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WL - Grande vitória do CastroNeves, fez um ótimo uso da estratégia e acabou com o domínio do Will Power

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WL - Por falar nele, Power não perdoa nem Warm-up: o australiano ganharia a corrida... não fosse a bandeira amarela do Takuma Sato.

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FR - Sato continua dando uma Shigeaki Hattori: ienes + muito blá, blá, blá da imprensa, e na pista...

Apesar disso, continuo torcendo pelo cara, que estava bem no início da corrida. Apesar de ter trazido da F1 seu estilo "meio De Cesaris", continua veloz como nos tempos de B.A.R.

GO SATO!

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WL - Marco Andretti colocou o Hélio para fora da pista em uma ultrapassagem. Por essas e outras, digitei no Twitter que nunca apostaria uma vitória do Marco Andretti, nem faltando pouco para acabar uma corrida.

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FR - Marco me lembra o Michael Andretti nos anos 90 e o Al Unser Jr no início da carreira (anos 80).

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WL - Os pilotos brasileiros estavam muito apagados nessa corrida.

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WL - Justin Wilson, ao se mudar para a Dreyer & Reinbold deu um tremendo salto de qualidade. Melhor para a equipe que já estava crescendo com o bom Mike Conway.

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FR - É Wellington, para mim a melhor dupla de pilotos entre tirando a Penske. Algo como a Red Bull na F1: cada piloto é veloz no seu estilo, o que aumenta muito as chances da equipe e evita probleas entre a dupla.

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WL - Sinto pena da tradicional Dale Coyne. No ano passado estava no meio do pelotão com o Justin Wilson, mas este ano, está mal com Alex Lloyd e aquela venezuelana que (apesar de gostosa) é um perigo (para os outros) dentro.

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FR - Well, well, Wellington, vc falou tudo! Se fizéssemos uma apostila sobre "Como não pilotar uma Fórmula Indy", poderiamos falar muito sobre a Milka. Infelizmente, já que a coisa não é tão "simples" como aparenta jogando Indy Car Racing 2 (se o jogo já é dificil, imagina lá dentro do carro???).

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Sem falar que o carro é fraco, "Padrão Dale Coyne de Qualidade". Apesar disso, Milka deixa claro o uanto a Danica corre bem, mas... queria ver ela correndo com o pior carro da Dale Coune, como faz a Dulno...

Apesar dos pesares, volto a perguntar: a Milka Dulno é venezuelana ou venezue-LENTA???

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WL - É Fernando, mudando de assunto, queria matar o Ryan Hunter-Reay por fazer a Simona de Silvestro rodar na pista nas ultimas voltas.

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FR - Me too, buddy.

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WL - E um Troféu Joinha para a TV Bandeirantes por só mostrar as 5 ultimas voltas da corrida. Porém, viva o Terra que fez a transmissão em full e com qualidade.

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FR - Te cuida BAND! KKK

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Wellington Lucas Costa "feat" Ringel, Fernando Ringel

OBS: ficou até parecendo crédito de CD de Hip Hop, kkkk

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Um abraço

e até o GP de Long Beach!

sábado, 20 de março de 2010

As Principais Manchetes da Semana

Fernando Ringel - A Delta Wing tem tradição na aviação então, normal que seus carros pareçam naves espaciais. Seria mais adequado se esse carro fizesse parte do Rock and Roll Racing 2 ou então de um remake do velho F-Zero (lembra daquele jogo do Super Nintendo???)

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FR – Na boa, esse é o típico carro que chama a atenção no Salão do Automóveis de Frankfurt... e que nunca será produzidos em série.

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FR - Em breve postarei A FÓRMULA DA VELOCIDADE "desse irmão do Match 5", kkk.

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Schumacher diz ter sido mais rápido que Rosberg no Bahrein
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Wellington Lucas - É mesmo, foi mais rápido e ficou atrás dele. Ê Schumacher, esse ano não é seu mesmo.

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FR – Na matemática “Schumaquiana”, talvez. "Rosberguinho" já poderia se aposentar e contar sobre o GP do Bahrein de 2010 pelo resto da vida.

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Monza sediará o GP da Itália de F1 até 2016

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WL: Ainda bem que o contrato foi renovado, imagina se Monza sair do calendário para entrar um travódromo nas ruas de Roma e passar pelo Coliseu.

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FR – F1 sem Monza = macarrão sem molho de tomate, arroz sem feijão, café com adoçante...

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Caixa de leite autografada por Will Power na SP 300, será leiloada

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WL: Exceto pela SP 300 ser em um circuito de rua e pela chuva, a organização tentou copiar Indianápolis em todos os sentidos. Boa idéia, mas ( a não ser que exista alguma ligação entre a marca do leite e o evento) eles poderiam ter colocado um leite em uma garrafa, né???

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Branson aposta: - custos = sucesso rápido da Virgin Racing

"Foi um processo de cinco ou seis anos, mas se todo mundo trabalhar dentro de um orçamento de US$ 40 milhões, como estamos agora, então acho que em pouco tempo vamos saber como trabalhar dentro desse limite, enquanto os outros times terão de se adaptar a isso", explicou o empresário.

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"Nós entramos nisso aqui com os olhos completamente abertos. Para mim, é mais emocionante fazer parte da construção de uma equipe do que patrocinar uma. Nós queremos começar a traçar o nosso próprio caminho", disse Branson.
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"Olhe a Red Bull, e como eles conseguiram superar a Ferrari. Espero que um dia a Virgin possa fazer o

mesmo com a Red Bull. Mas você precisa começar de algum ponto", finalizou.

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FR - Se a F1 é um esporte milionário e quem disse isso se chama Richard Branson, eu acredito. Hoje em dia, se tem alguém que pode rivalizar com Bernie Ecclestone quano o assunto é ganhar dinheiro esse alguém é o “Sr Virgin Racing”.

José Ramón Carabante: "Decidi pegar o touro pelos chifres"

Apesar de Bruno Senna e Karun Chandhok não terem abandonado antes da metade do GP do Bahrein, o proprietário da Hispania, fez uma análise positiva da primeira corrida do time na F1:

"Lutamos muito para conseguir chegar lá. A equipe realizou um esforço titânico no último mês e meio, trabalhando dia e noite. Poderíamos ter desistido de tudo, mas preferimos continuar. Decidi pegar o touro pelos chifres", brincou o empresário.

FR – Pegar o touro pelos chifres? Afinal ele está falando da Hispania ou da Red Bull??? KKK, para mim, nem uma nem outra, Carabante está falando da candidata favorita para entrar no F1 Rejects em 2010.

O que a torna muito simpática... pelo menos para mim.

Force India mira "1 ou 2 pódios" em 2010

“Do jeito que estamos hoje, acredito que somos muito competitivos. Em 2009, nós podíamos conquistar alguns pontos ocasionalmente e marcamos 13, o que é respeitável”, disse Vijay Mallya.

FR - Também acredito, Sr Force Índia. Tenho apenas uma sugestão: contrate um psicólogo para cuidar dos nervos do Sutil.

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Kovalainen sugere fim da bandeira azul por mais disputas na F1
Segundo o dono da Lotus, a solução encontrada por Kovalainen é permitir que carros mais lentos não deixem os mais rápidos passarem.

FR - RESUMINDO: Estou em um carro que simplesmente não anda... e não quero deixar ninguém me passar.

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FR - Trulli seria o maior beneficiado caso a bandeira azul fosse abolida, vcs não acham???

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Indianápolis de volta à F1?

Bernie Ecclestone afirmou “ser possível” a realização do GP dos EUA novamente em Indy. Um dos assessores do circuito admitiu conversas com a F1. Logo depois, Eric Powell, também porta voz do circuito, desmentiu a negociação para 2011: “Em termos de negociação, nada está acontecendo neste momento”, falou ao “Indianapolis Star”.

FR - O primeiro assessor, se não foi demitido, deve ter levado um belo puxão de orelha...

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FR - Ecclestone jogou verde para colher maduro. Não adianta Tio Bernie, mais fácil fazer um GP no Haiti que nos EUA. O único americano que realmente curte F1 se chama Mario Andretti.

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FR - KKKK, parece piada, mas isso é quase uma verdade absoluta.

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FR - Falando sério, esquece, aquilo que eles chamam de trecho misto, no miolo de Indianápolis pode ser descrito como... EPIC FAIL. Aquilo sim é uma piada, muito sem graça diga-se de passagem... aliás, passagem nenhuma pq ultrapassar naquele miolo é praticamente impossível.

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OBS: Especialmente neste sábado, dividi a "bancada do nosso Jornal Nacional” com o Wellington.

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Semana que vem tem mais.

Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

sexta-feira, 5 de março de 2010

Separados no Nascimento: "Vale Tudo"

__Sou só eu ou eles se parecem muito? O nome desse SEPARADOS NO NASCIMENTO é "VALE TUDO" porque, em suas profissões, Boesel e Dourado já fizeram de tudo um pouco. Quer ver?
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RAUL BOESEL é um dos melhores pilotos brasileiros, embora tenha de pilotagem pouco apreciado pelos brasileiros. Correu na F1, Indy, Mundial de Marcas (onde foi campeão mundial) e IRL. De volta ao Brasil, correu algumas provas na Stock Car e atualmente é DJ.

MARCELO DOURADO foi lutador de Vale Tudo e participou do Big Brother Brasil 4. Atualmente está de volta ao BBB e é candidato favorito a... Chuck Norris brasileiro ou He-Man Remix (kkkk).

OBS: Para o meu bem, tomara ue o Dourado não leia isso, kkk.
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OBS2: Graças ao Boesel, finalmente você meu amigo leitor que curte música eletrônica, pode gritar em uma rave: "TOCAAA RAÚÚÚÚL!", kkk.
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OBS3: Os dois tem mais em comum que apenas a semelhança física. Para começar eles são do sul do país, Marcelo Dourado é gaúcho e Boesel paranaense. Os dois conquistaram títulos mundiais, Boesel o mundial de Marcas pela Jaguar em 1987 e Dourado o mundial Master da faixa marrom em 200...7. Curioso, não?
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

A Fórmula da Velocidade: Black Penske, a conta real

__Está aí uma formula alternativa para se chegar ao mesmo resultado, a nova Penske preta. Como podemos ver na tabela periódica (lembra das aulas de química?), apenas uma letra pode mudar completamente o teor de uma fórmula, como é o caso desta EVOLUÇÃO DA VELOCIDADE. Nesta conta real, trocamos um componente: ao invés de VALVOLINE, HAVOLINE.

Muito parecidas tanto na escrita de seus nomes quanto nas pinturas dos carros que patrocinaram, as duas são produtos concorrentes. Enquanto a Valvoline é apenas mais uma das inúmeras marcas da gigante Cummins (incrível como eles fazem de tudo um pouco), a Havoline foi um carros chefes da petrolífera Texaco por muitos anos.

Para se ter uma idéa da semelhança entre a publicidade das duas marcas (pq não dizer marketing agressivo?), na primeira foto vemos o Lola Havoline usado por Mario Andretti em 1989, praticamente idêntico ao Valvoline pilotado por Al Unser Jr naquele mesmo ano. Assim como seus nomes, as pinturas tinham praticamente o mesmo desenho: onde era azul no carro da Galles, ficou preto no da Newman Haas. Cockpit branco nos dois e uma única diferença... na parte de cima do bico, Andretti tinha um adesivo azul claro. Parece até um tipo de sinalização para não ser confundido, hábito comum na F1 quando dois pilotos tem carros e capacetes muito parecidos.

Na segunda foto desta EVOLUÇÃO, a principal contribuição do Lola usado por Michael, Mario Andretti e Nigel Mansell está no branco, desde a ponta do aerofolio dianteiro até a base do aerofólio traseiro. O que o Lola de 89 tinha de "timidez" quanto ao branco, a pintura da Newman Haas usada entre 90 e 95 tinha de abusada.

Por último, somadas os dois Newman Haas, obtemos a Penske deste ano. Preto nas laterais, salpicado de pequenos adesivos em vermelho, porém nem branco de menos como o Lola 89, nem "branquelo demais" como o carro campeão com Mansell.


Problema resolvido, né? Newman Haas Lola² + "Era Andretti" = Penske 2010

Tudo aparentemente ok, mas fica a pergunta: Penske sem Marlboro??? Tio Roger Penske já correu sob o patrocinio da própria Valvoline, Penzoil, mas... como escrevi nas PRINCIPAIS MANCHETES DA SEMANA, será que é só o carro ou a situação ($$$) também está preta???


Um abraço,
Fernando Ringel,
feringel@yahoo.com.br

sábado, 27 de fevereiro de 2010

As Principais Manchete da Semana

__Há dois anos, eu fazia um apanhado das principais notícias do dia, acompanhadas de um comentário meu.

Por absoluta falta de tempo, tive que abandonar As Principais Manchetes do Dia(...), um dos posts que mais rendia comentários.

Sempre quis ressuscitá-lo, até pensei em ao invés de fazer as Principais Manchetes do Dia, fazer um apanhado do que de mais interessante aconteceu durante a semana, idéia novamente descartada.


Faz um certo tempo que o Wellington Lucas vem participando como leitor, e depois como colaborador do blog Aí resolvi unir o útil ao agradável: fiz o convite e a partir deste sábado, todo final de semana você terá (novamente) a versão VEL MAX do que acontece semanalmente no automobilismo top, com o do leitor, amigo, colaborador e agora colunista, Wellington Lucas.


Se você amigo leitor, quiser participar mandando o seu comentário para alguma das noticias acontecidas na ultima semana, mande escreva a sua opinião para feringel@yahoo.com.br

OBS: todas as matérias contidas neste post, exceto os comentários, foram originalmente postados no ótimo www.grandepremio.com.br

Um abraço,

Fernando Ringel


Wellington Lucas - Vai ser difícil se acostumar com as novas cores da Penske, ainda mais que a Marlboro marcou história.


Fernando Ringel - Antes que você pergunte o motivo do nome desta matéria ser " De Volta para o Futuro", no início desta década,ainda com o patrocinio da Marlboro, a Penske correu em Indianápolis coms seus carros tostalmente pretos.


FR - Olha, muito se fala sobre a crise finaceira que a Indy vem passando. Quanto as equipes pequenas, isso é normal, mas quando a algo relacionado a dinheiro aocntece relacionado a Penske, a Ferrari da Indy, karai!

Medo, muito medo.


FR - Penske sem Marlboro, é só o carro ou a situação também está preta????


FR - Camel, Rothmans, Kool, Marlboro, John Player Special, Hollywood...temos que admitir: o melhor dos cigarros é a propaganda tabagista no esporte a motor.


Por fracasso iminente da USF1, patrocinador anuncia saída da equipe
O grupo financeiro Locstein, que havia se juntado à USF1, anunciou que não vai mais patrocinar a equipe

WL- Tô falando que a US F1 vai morrer antes de correr, é mais esquema fazer a fusão com a Campos ou morrer e entregar a vaga para a Stefan.

FR - Já era, R.I.P.

FR – Por que não mudar o nome da “ex-equipe” para “YOU ASS, F1”???

FR – HUAHUHAUHAUAHUHAUHA.

Stefan parte para ataque contra "conto de fadas" da USF1

A Stefan publicou em seu site o recibo de envio dos contêineres com os equipamentos do time para o Bahrein. A equipe afirmou ainda que, se não for autorizada a herdar uma das vagas no grid, "alguém pode ter problemas ao explicar o que acontece conosco". O alvo das palavras, claro, é a FIA, e o lugar em vista é o dos "sonhadores dos Estados Unidos" — a USF1.

"Os
sonhadores dos Estados Unidos terão de explicar suas ações, porque eles estão enfraquecendo deliberadamente a F1 com o sonho de um mundo perfeito e com contos de fadas sobre sucesso. Sucesso não vem com palavras, mas com trabalho duro e muita raça", diz o comunicado.

FR - Depois de uma declaração dessas, para mim fica claro que se Chuck Norris tivesse uma equipe de F1, com certeza seria a Stefan GP, kkk.

FIA dá idéias para o futuro da US F1.

A FIA trabalha com a USF1 para buscar soluções para a equipe. Entre elas, estão a fusão com outro time e a compra de chassis, como fez a Campos com a Dallara ou tirar um ano sabatico.
WL - A US F1 devia anunciar a sua morte e marcar o dia do enterro, pois a F1 não é coisa de pobre.

FR – “F1 não é coisa de pobre.”, ahuahauhau. Flando sério, seria uma bagunça, um balaio de gatos, porém uma decisão sensata a fusão da Stefan com a Campos e a USF1. Imaginem só a confusão, nesse pacote ainda vem a Dallara!!! Isso é muito mais um Google que uma equipe de F1.


FR – Três pilotos e um carro. Problema? Talvez eles pudessem fazer como a Ligier em 95: Panis correu a temporaa inteira enquanto o segundo carro era dividido entre Brundle e Suzuki.



Viso será companheiro de Sato na KV por toda temporada 2010 da Indy.

A KV anunciou que Ernesto Viso correrá toda a temporada 2010 da Indy pela equipe, ao lado de Takuma Sato.

WL - Trocar o Mario Moraes pelo Ernesto Viso é burrice, é como trocar o Palmeiras pela b!@#$% do Corinthians.
FR - Sabe que eu gosto do Mario Morais? Me lembra Paul Tracy, Robby Gordon em início de carreira: "Veloz e furioso", ehehhe.


Kubica refuta papel de professor: "Não estou aqui para julgar Petrov"
FR - Esse é o tipo de situação que deixa claro o valor de um piloto: ou ele realmente é um dos maiores e carrega o carro nas costas ou passa o tempo culpando o carro.

FR - Quanto ao Petrov, está na maior fogueira da temporada. SUGESTÂO: melhor o russo esquecer a competição com Kubica e focar em terminar corridas. Se Petrov não marcar pontos até o meio da temporada, R.I.P...

FR - R.I.P. = sua carreira vai para o “céu”, fazer companhia as carreiras do Grosjean e do Nelsinho Piquer.

Kobayashi afirma que C29 parece estar pronto para ir ao Bahrein


“Nós não tivemos nenhum problema, então acho que podemos ir [para o Bahrein]”, salientou (...) temos um dia ainda [em Barcelona], e temos de usá-lo. Mas acho que estamos definitivamente prontos.”

FR – vou ficar de olho nesse time por três motivos:

1) De La Rosa nunca teve a chance de pilotar uma temporada inteira em um time realmente profissional.

2) O Koba é hoje o que o Vettel era no começo de 2008

3) Estou muito satisfeito com o retorno da Sauber, o que de cert amaneira e uma sobrevida da BMW.


Schumacher admite que Mercedes não possui desempenho esperado
"No momento, não estamos na posição em que gostaríamos, ou seja, em uma posição em que possamos vencer corridas, mas a questão agora é não ficar longe demais", acrescentou o alemão, que retorna à F1 depois de três temporadas ausente.

FR - É Schumacão, ajoelhou, agora tem que rezar.
FR - Sem dúvidas, no papel, essa é a melhor temporada desde 1991. Irraááááaáá!

__Nessa semana dividi a bancada do "Jornal VEL MAX TOTAL" (qualquer semlhança com o Jornal Nacional é mera coincidência).
Semana que vem tem mais.
Fernando Ringel

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ANTES e DEPOIS (02):

__O tempo passa para todo mundo:
ANTES = Christian na pré temporada da CART, em 1999.
DEPOIS = não sei se ele já usa Grecin, mas que o cara do DEPOIS parace o Christian (um pouco mais magro), isso parece.
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OBS: o tempo passa para todo mundo, ainda mais para quem passa a vida inteira correndo, kkk.
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Um abraço,
Fernando Ringel

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE:

__Na primeira foto, Rick Mears em 1982, para variar na Penske. Pintura bonita, né? Se alguém pode ser chamado de camalão, esse cara é o Mears. Cada vez que a "Ferrari da Indy" mudava de patrocinador, seu capacete mudava também.

Na segunda foto o escocês Anthony Reid, uma espécie de mistura entre Roberto Moreno (por ter andado em tudo quanto é tipo de carro, inclusive a F 3000 Japonesa junto com Eddie Irvine) + Chico Serra (por ter encontrado seu lar definitivo nas corridas de turismo, no caso o BTCC).

Para finalizar, Martin Brundle, em 1995 usando uma pintura estilizada em relação a que ele usou desde seus tempos de Tyrrell. Para quem não se lembra, a pintura original é praticamente idêntica a que Rick Mears está usando na primeira foto desta EVOLUÇÃO.

OBS: Já que Falamos em Anthony Reid, BTCC curta o show dado em Donnington Park, sob chuva, em 199...8 (kkkk), por uma espécie de super herói bigodudo que, fazendo apenas uma participação na categoria, largou em décimo nono e quase venceu...


OBS2: esta semana Nigel Mansell anunciou sua volta às pistas, IRRÁÁÁÁÁ!!!
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Combinação Perfeita:

__Não é por nada não, mas essa COMBINAÇÃO ficou bonita, hein?
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OBS: Foi com este carro que Jacques Villeneuve ganhou seu título (além de vencer em Indianápolis), carimbando seu passaporte para a Williams, o melhor carro da F1 naquela época!
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OBS2: Segundo o meu amigo Raphael Serafim (http://www.full-machine.blogspot.com/), disse que se fosse na A1GP, esse poderia ser o carro da Finlândia. Não é que é verdade?
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A FÓRMULA DA VELOCIDADE: "amarelado pelo tempo..."

__Em 2005 uma grande idéia ganhava vida. Seu nome? Grand Prix Master, categoria formada apenas por ex-pilotos de F1 que tenham disputado pelo menos duas temporadas completas na categoria.

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O chassis (robusto e bem bonitinho) foi feito pela Delta Motorsport, empresa que atualmente fabrica os chassis usados pela Superleague Formula. Segundo a própria Delta, o chassis foi uma evolução (uma cópia, né?) do belíssimo Reynard usado na Indy em 2000, Reynard AKi para os íntimos (rsrsrs).

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Apesar de ser uma chance de ver nomes como Emerson Fittipaldi, Nigel Mansell e Alain Prost correndo juntos, a categoria faliu.

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Pouco antes disso, existiam conversas de que finalmente Piquet e Prost entrariam na GP Master. Outros como Damon Hill, Johnny Herbert e Jean Alesi estariam apenas esperando completar 45 anos, idade mínima na categoria, para estrear.

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Tudo muito legal, fora das pistas. Tirando um pega entre Fititpaldi e Mansell no Kyalami as (poucas) corridas foram meio monótonas... sem falar nas arquibancadas meio vazias.

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A coisa foi meio devagar, embora com boas perspectivas para o futuro, quando... no final de 2007 a Delta Motorsport entrou na justiça por não receber a quantia combinada pelos 15 chassis fabricados! A empresa ganhou a causa e acabou com a minhas esperanças de ver o Alesi correndo junto com Arnoux, Mansell, Fittipaldi, Alan Jones...

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No início de 2008, a Delta Motorsport anunciou a intenção de reavivar a categoria, dessa vez sob o nome F1 Master (convenhamos, um nome mais adequado, né?), projeto que até hoje não saiu do papel, para a tristeza deste que vos escreve... (sniff, sniff, sniff)

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OBS: em geral os pilotos gostaram muito dos carros, nas palavras de Fittipaldi, "um carro divertido de guiar, pouca aderência e muita potência".

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OBS2: você deve estar pensando, "mas o que a Benetton de 91 tem a ver com a GP Master?" Bom, geralmente quando estou procurando uma determinada foto, acabo encontrando outras e daí nascem posts que não estavam nos planos, como esse por exemplo.

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Quando vi a foto do Eric Van De Poele na GP Master, instantaneamente lembrei da primeira foto dessa FÓRMULA DA VELOCIDADE, Moreno na B191. Como os dois carros são amarelos, e o chassis Delta Motorsport nasceu do Reynard usado na Indy em 2000, claro, para tornar a comparação mais nítida, escolhi um Reynard AKi amarelo, no caso o PPI do espanhol Oriol Servia.

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OBS3: Só por curiosidade, pensei que estava fazendo uma EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE (a Benetton e o Delta são praticamente iguais, né?), e enquanto escrevia esse texto, a EVOLUÇÃO "evoluiu" para o que chamo de A FÓRMULA DA VELOCIDADE, ehehe.

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Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Leitores VIP: TEXTO

Por Wellington Lucas

__O que é “Smailliw”? Esse foi o pensamento de quase todos que viram o nome da equipe na tabela de inscrição para as 500 milhas de Indianápolis. Enquanto o pessoal da imprensa se virava para descobrir qual era a pronúncia correta do que mais parecia um erro de digitação que o nome de uma equipe, no paddock, começavam a surgir boatos sobre o time estreante.

Dentre várias histórias, a versão que mais fazia sentido dizia que a Smailliw seria apenas um time de fachada, uma espécie de testa de ferro, um “teste pra valer” de uma das mais importantes equipes da F1, na Indy.

Agora, se isso é verdade ou não, você vai ter que ler este texto até a última linha para descobrir, até porque muito antes disso, a equipe teria de disputar os treinos para TENTAR se classificar.

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Por motivos contratuais e pelo conflito de datas entre os calendários da F1 e da Indy, tudo foi feito em sigilo. Por isso, foi criado um novo nome, uma brincadeira usando as letras do nome da tradicionalíssima equipe da F1. Coisa de James Bond.

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Tudo pronto! O chassis usado na F1 em 2009 foi “tunnado” para o regulamento da Indy e pintado de azul escuro, para a festa dos fotógrafos e curiosos que ainda não tinham a mínima idéia de que equipe era aquela, e muito menos como se pronunciava Smailliw.

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Atrá$$$$ do máximo de atenção da mídia, a idéia era contratar uma dupla de pilotos americanos, de preferência com muita experiência em ovais, especialmente superspeedways... e que estivessem desempregados (pelo menos a filosofia pão dura quanto aos pilotos a equipe trouxe intacta da F1). A solução não saiu tão barata como se pensava, mas satisfez tanto os mecânicos quanto o pessoal que tentaria conseguir patrocínio para o time: no primeiro carro Graham Rahal e como seu companheiro o supercampeão da Nascar, Jeff Gordon.

Algum tempo depois, Gordon disse que aceitaria pilotar até de graça, pois queria ter a sensação de correr em Indianápolis pela última vez...

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Mas isso aconteceu depois da corrida, né? Voltando um pouquinho o “filme”, no Pole Day, surpreendendo a todos, a Smailliw classifica seus dois pilotos: Graham Rahal em quarto (!!!) e Jeff Gordon, qualificado no Second Day, em décimo oitavo.

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Dia 23 de Maio, tudo estava pronto para largada da Indy 500, mas as nuvens de chuva deram um banho de água fria na torcida... encharcando a pista.

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Empolgados com a classificação de seus dois carros, o pessoal da Smailliw, em tom de brincadeira, esnobou as equipes da Indy (AO VIVO PELA TV AMERICANA!), “voltem aqui seus covardes! Por que vocês estão guardando os carros? Aqui nos Estados Unidos os carros são feitos de açúcar? Coloquem pneus de chuva e disputem a corrida como homens!”

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No paddock teve muita gente que não gostou nem um pouco da “brincadeira”, mas como corridas são disputados dentro da pista, longe de qualquer bate boca, na segunda, deu para sentir no corpo a vibração do som, quando o locutor disse, “ladies and Gentleman, start your engines!”.

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Os gritos vindos das arquibancadas quase abafavam os motores dos 33 carros que se preparavam para a largada. Após a curva 4, já na reta principal, os pilotos cruzaram em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL (eheheh, olha o merchandising do Fernando... hauahuah) e finalmente bandeira verde!

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Rahal saindo em quarto, antes da primeira curva já estava na liderança. Jeff Gordon pegando muitas posições já está em quinto lugar! Como a Smailliw estaa estreando na Indy, correndo pela primeira vez com seu chassis em um oval, niguém estava dando muita atenção para ela. Muitos acreditavam que seu desempenho se tratava de uma armação: ser o mais veloz possível enquanto os carros não quebrassem.

No mais, salvo algumas mudanças de posição, o pelotão da frente continuou assim até que na volta 57, Hideki Mutoh testou os soft walls da curva 1.

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A bandeira amarela perdurou até a volta 72 e a corrida foi reiniciada com Graham Rahal na ponta e Hélio CastroNeves, “babando”, em segundo.

Quando o brasileiro se preparava para ultrapassar o piloto da Smailliw ... advinha o que aconteceu? Outra bandeira amarela, dessa vez provocada por um enrosco entre Scott Dixon da Ganassi e Oriol Servia da Newmann-Haas Lanigan.

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Nos boxes Vitor Meira da A.J. Foyt e Danica Patrick da Andretti Green resolveram brincar de “bate-bate”. RESULTADO: bandeira amarela até a volta 95.

Neste momento, o pelotão da frente era composto por Graham Rahal e Ryan Briscoe (correndo com o número 3), seguidos por Jeff Gordon e Robby “Flash” Gordon, em um breve retorno Indy.

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Aí... como diria Téo José, “recomeçamos em altíssima velocidade”. BANDEIRA VERDE! Rahal não suportou nem uma volta após a relargada: Hélinho ultrapassou o americano na curva 3, por fora!

Na volta seguinte numa disputa roda a roda a lá Al Unser Jr e Emerson Fittipaldi na Indy 500 de 89, Hélio dá um “beijinho” no muro de Brickyard. Após o “selinho”, o brasileiro parou nos boxes e voltou para a pista desesperado para não levar uma volta dos líderes.

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Enquanto o piloto da Penske percorre a reta oposta em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL (olha aí mais um “merchin” do Fernando, ahuahuahau) o resto do grid faz a curva 4, todos colados...

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Na reta principal, volta 175, é dada a bandeira verde! A partir daí o que se viu foi uma luta volta a volta entre Briscoe e Rahal. Você já ouviu falar de uma disputa roda a roda que durasse 25 voltas? Sem acidente? Foi o que o pilotos da Penske e Smailliw fizeram até que... bandeira branca!! Última volta!!!

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Assim como fez Gordon Johncock em cima de Rick Mears na Indy 500 de 1982, Rahal fecha a porta discriminadamente para Briscoe na curva 1. Já na reta oposta, se aproveitando do vácuo, Briscoe tenta mais uma vez por fora. Os dois fazem a curva três emparelhados. Ultima curva! Lado a lado, os dois se aproximam rapidamente da retardatária Milka Dulno. Rahal faz a curva por fora enquanto Briscoe tenta ultrapassar os dois por dentro.

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Na saída da curva 4, todos de pé. Como se pudesse entrar na pista e empurrar o carro do filho, quase entrando na pista, Bobby Rahal pula e grita nos boxes da Smalliw...

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Como se fossem Al Unser Jr e Scott Godyear na Indy 500 de 1992, os carros cruzam a linha de chegada sem que se tenha plena certeza de quem ganhou... porém, os números não mentem e a Smailliw venceu em sua estréia em Indianápolis! Os gritos da torcida chegavam a abafar o som dos carros! A sensação geral era de que presenciamos momentos históricos!

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Nas cerimônias pós-corrida, Briscoe foi atrás de Rahal. Durante o bate-boca, não fossem separados pelos fiscais, os dois teriam saído no braço! Como nenhum dos pilotos foi bobo de tirar o capacete, apesar dos palavrões, ninguém saiu machucado.

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Já no pódio, limpando o “bigode de leite”, finalmente Graham Rahal desfez o mistério: “Smailliw nada mais é que Williams escrito ao contrário.”

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Em uma mão, o piloto amercicano levou o troféu e na outra a garrafa de leite. Se despedindo das câmeras, mandou um tchauzinho e um abraço para um senhor chamado... Frank Williams.

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OBS: Essa corrida é fictícia. Tudo aconteceu em um sonho que tive de madrugada.

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OBS2: Eu á falei para o Wellington parar de tomar metanol enquanto lê seus antigos anuários da Indy, huahuahua.

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Depois de vencer em Monaco e Indianápolis, só falta Le Mans para a equipe do tio Frank conquistar a Triplice Coroa do automobilismo. Já pensou? Quando o Wellington Lucas sonhar com a corrida da Williams em Le Mans a gente posta a continuação da “SAGA SMAILLIW” aqui no VEL MAX, eheheh.

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Um abraço,

Criação da história: Wellington Lucas Costa

Adaptação do texto (+ alguns upgrades): Fernando Ringel


feringel@yahoo.com.br

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

TEXTO: Indy

Os anos 90, Silvio Santos e Greg Moore: 10 anos depois


Por Fernando Ringel
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__Após um início de década “de sonho”, em 98, Zanardi tornou a CART chata, fazendo sombra em todo o grid. Além disso, os brasileiros estavam em uma maré incrível de azar. Para agravar a situação, Gugu Liberato brigava ponto a ponto com o Domingão do Faustão até que, a Fórmula Mundial (que nomezinho, hein?) no ar entrava e derrubava a audiência do SBT.

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Sendo assim, há 10 anos, o entusiasmo de Silvio Santos pela Indy tinha terminado. Apesar das enormes chances, os brasileiros só foram acontecer pra valer na CART de 2000 para frente e para a temporada 99, aqui no Brasil, a Indy passou a ser exibida em compacto, às 11 da noite. Esse era o fundo do posso de uma crise iniciada no dia 1 de maio de 1994, com a morte de Ayrton Senna.

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No automobilismo top, os anos 90 foram complicados. Apesar de muito mais caros, tão perigosos quanto os anos 80. Até 1994, muitos ossos foram quebrados (que o digam Brian Herta, Nelson Piquet e Scott Pruet), mas foi a partir do acidente fatal de Ayrton Senna que a coisa debandou de vez. Citando os acidentes graves ou fatais (F1, Indy e F 3000) em apenas três anos: 1994 - Wendlinger e Marco Campos, 1995 - Hakkinen e Stan Fox, 1996 – Mark Blundell, Scott Brayton e Jeff Krosnoff. A bruxa estava solta! Acho que por isso, quem companhou o automobilismo dos anos 90, calejou, e por isso não achou nada de tão grave no acidente do Massa...

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Focando especificamente no Senna, muita gente nunca mais se importou com corridas. Em especial aqui no Brasil, o automobilismo sofreu um tremendo baque. Arrisco dizer que a morte do Senna “matou”, entre outras coisas, a ótima revista Grid.

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Nesse embalo, as vitórias brasileiras na F1 eram página virada e a audiência da categoria, que na época de Senna e Piquet ficava em torno dos 30 pontos, caiu para a casa dos 10, de vez em quando, menos que isso.

Enquanto a Globo se virava tentando fazer Barrichello o novo Senna, Silvio Santos percebeu a oportunidade no ar. O dono do Baú deve ter pensado algo do tipo, “se a F1 está cobiçando os pilotos da Indy, e se os campeões da F1 estão ou cogitam correr na Indy, por que não tentar ir na canela da Globo? Enquanto eles se viram com o Rubinho a gente tem Emerson Fittipaldi!”

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Foi montada uma boa equipe de transmissão no SBT. Lembro que Téo José conversava com os pilotos brasileiros, durante as bandeiras amarelas! Existia muita expectativa no ar. Em jornais e revistas a emissora de Silvio Santos fazia propaganda da Indy com o slogan, “se o líder bobear, a gente ultrapassa”, em um claro recado para a Globo, penando com o eterno azar do Barrichello e os apáticos anos “pós Ayrton Senna” que a F1 passou.

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Aqui no Brasil, de uma hora para outra, começaram a pipocar várias publicações sobre Indy, inclusive a edição número 1 da revista Racing, um guia sobre a temporada 96, onde além da esperança pelos brasileiros, se falava de um canadense com óculos de lentes redondas (por que quase todos os canadenses da Indy usam o mesmo tipo de armação????). Seu nome? Moore, Greg Moore.

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Na primeira corrida, estréia de Homested na categoria, lembro do meu pai falando, “tem um cara aí, um azulzinho, fez umas ultrapassagens por fora que... (fazendo cara de espanto), rapaaaaz”. Daí para frente, o novato canadense conquistou muito pontos, fãs (inclusive este que vos escreve) e um certa fama de “acidente ambulante”. De qualquer maneira, ele animava as corridas.

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Em 97, mais maduro, conquistou sua primeira vitória no que considero um dos momentos mais irritantes que vi no automobilismo. Finalmente Maurício Gugelmin espantaria a “zica” que o perseguia desde a F1 e venceria seu primeiro, e merecido, GP na Indy... só que seu Pacwest ficou sem combustível na metade da última volta. Seu companheiro, também ex-F1, Mark Blundell ficou sem metanol na reta de chegada e Greg Moore surgiu em primeiro, a poucos metros da linha de chegada. Uma primeira vitória tão épica quanto seu estilo de pilotagem.

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Se fosse francês ou sueco, e estivesse na F1, talvez Moore pudesse facilmente se chamar Ronnie Peterson, Patrick Depailler ou Jean Alesi, mas como era canadense a comparação óbvia é com Gilles Villeneuve. Ambos se tornaram ídolos instantaneamente, e estavam prestes a finalmente ter chances reais de conquistar o título, em suas respectivas categorias, quando...

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O dia era 31 de outubro de 1999. No paddock, Greg foi atropelado por uma scooter. Sentindo muitas dores na mão direita (exatamente a mais exigida em ovais), e com suspeita de fratura, o canadense não treinou.

Em sua última corrida pela Forsythe, equipe que defendia desde o esmagador título na Indy Lights, a temporada 99 não tinha sido o que Greg esperava. Ele queria uma despedida em grande estilo. Talvez Moore tenha pensado ago do tipo, “venci a primeira corrida deste ano e vou vencer a última, nem que seja a pé!”

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Analisando de um ponto de vista frio, o que Greg tinha a ganhar? Saia em último, com a mão machucada, em um carro que não tinha rendido bem durante 90% da temporada, certo? Por outro lado, já de contrato assinado com a Penske (essa foi a última corrida em que a equipe usou chassis Penske, para o alívio do Tio Roger) e, após anos de bons serviços prestados à Mercedes Benz, Moore tinha a chance de testar (pra valer) na McLaren...

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Quando algum piloto arrisca demais e erra, Galvão Bueno costuma dizer, “ as vezes, o piloto pensa que é mágico e se dá mal”. No caso do Moore o Galvão acertou? O que você faria no lugar do piloto canadense? Vamos aos fatos: nos boxes, Roberto Moreno foi chamado às pressas. O brasileiro já estava com o macacão da Forsythe quando Moore entrou no carro, pilotou até a volta número 9 e... aqui estamos, 10 anos depois, com saudades.

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Muitas decisões levaram a CART para um caminho sem volta, mas se algum fator acontecido dentro da pista contribuiu para isso, com certeza, a morte de um jovem tremendamente talentoso como Greg Moore foi um soco no estômago da categoria, principalmente quanto à renovação da audiência que acompanhava as corridas na época. Em algum ponto da história, com certeza, isso contribuiu para o fim da categoria.

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OBS: Este texto foi feito no sábado, 31 de outubro, exatamente 10 anos após a morte do Moore. Por motivo de força maior, foi postado com “um pouco de atraso”. Apesar disso, espero que vocês gostem.

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OBS2: Vocês não acham estranho que Greg Moore sempre tenha usado o número 99, e no caso, tenha morrido, na última corrida da temporada 1999 ?????? Eu, hein?

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OBS3: Sobre uma possível ligação entre o número 99 e amorte do canadense, Padre Quevedo diria, "Itsto nom equisiste". (hauhauhauhau).

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Um abraço,

feringel@yahoo.com.br