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segunda-feira, 1 de março de 2010

A Fórmula da Velocidade: Black Penske, a conta real

__Está aí uma formula alternativa para se chegar ao mesmo resultado, a nova Penske preta. Como podemos ver na tabela periódica (lembra das aulas de química?), apenas uma letra pode mudar completamente o teor de uma fórmula, como é o caso desta EVOLUÇÃO DA VELOCIDADE. Nesta conta real, trocamos um componente: ao invés de VALVOLINE, HAVOLINE.

Muito parecidas tanto na escrita de seus nomes quanto nas pinturas dos carros que patrocinaram, as duas são produtos concorrentes. Enquanto a Valvoline é apenas mais uma das inúmeras marcas da gigante Cummins (incrível como eles fazem de tudo um pouco), a Havoline foi um carros chefes da petrolífera Texaco por muitos anos.

Para se ter uma idéa da semelhança entre a publicidade das duas marcas (pq não dizer marketing agressivo?), na primeira foto vemos o Lola Havoline usado por Mario Andretti em 1989, praticamente idêntico ao Valvoline pilotado por Al Unser Jr naquele mesmo ano. Assim como seus nomes, as pinturas tinham praticamente o mesmo desenho: onde era azul no carro da Galles, ficou preto no da Newman Haas. Cockpit branco nos dois e uma única diferença... na parte de cima do bico, Andretti tinha um adesivo azul claro. Parece até um tipo de sinalização para não ser confundido, hábito comum na F1 quando dois pilotos tem carros e capacetes muito parecidos.

Na segunda foto desta EVOLUÇÃO, a principal contribuição do Lola usado por Michael, Mario Andretti e Nigel Mansell está no branco, desde a ponta do aerofolio dianteiro até a base do aerofólio traseiro. O que o Lola de 89 tinha de "timidez" quanto ao branco, a pintura da Newman Haas usada entre 90 e 95 tinha de abusada.

Por último, somadas os dois Newman Haas, obtemos a Penske deste ano. Preto nas laterais, salpicado de pequenos adesivos em vermelho, porém nem branco de menos como o Lola 89, nem "branquelo demais" como o carro campeão com Mansell.


Problema resolvido, né? Newman Haas Lola² + "Era Andretti" = Penske 2010

Tudo aparentemente ok, mas fica a pergunta: Penske sem Marlboro??? Tio Roger Penske já correu sob o patrocinio da própria Valvoline, Penzoil, mas... como escrevi nas PRINCIPAIS MANCHETES DA SEMANA, será que é só o carro ou a situação ($$$) também está preta???


Um abraço,
Fernando Ringel,
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE:

__Na primeira foto, Rick Mears em 1982, para variar na Penske. Pintura bonita, né? Se alguém pode ser chamado de camalão, esse cara é o Mears. Cada vez que a "Ferrari da Indy" mudava de patrocinador, seu capacete mudava também.

Na segunda foto o escocês Anthony Reid, uma espécie de mistura entre Roberto Moreno (por ter andado em tudo quanto é tipo de carro, inclusive a F 3000 Japonesa junto com Eddie Irvine) + Chico Serra (por ter encontrado seu lar definitivo nas corridas de turismo, no caso o BTCC).

Para finalizar, Martin Brundle, em 1995 usando uma pintura estilizada em relação a que ele usou desde seus tempos de Tyrrell. Para quem não se lembra, a pintura original é praticamente idêntica a que Rick Mears está usando na primeira foto desta EVOLUÇÃO.

OBS: Já que Falamos em Anthony Reid, BTCC curta o show dado em Donnington Park, sob chuva, em 199...8 (kkkk), por uma espécie de super herói bigodudo que, fazendo apenas uma participação na categoria, largou em décimo nono e quase venceu...


OBS2: esta semana Nigel Mansell anunciou sua volta às pistas, IRRÁÁÁÁÁ!!!
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

LEITORES VIP: A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE

__Mais uma do amigo Raphael Serafin (www.full-machine.blogsopt.com):
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"Veja a montagem que eu fiz... ficou engraçada... Mansell e Regazzoni versão game. Abração"
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Huahuahuahua, de novo pensei comigo, "como foi que não tive essa idéia antes????"
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Quer aparecer aqui no VEL MAX e ser um LEITOR VIP? Então mande sua colaboração (via e-mail ou MSN, feringel@yahoo.com.br) seja uma montagem, uma foto que você achou interessante, uma idéia, mesmo uma crítica. Fique a vontade, aqui "A CASA É SUA".
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Um abraço,
Fernando Ringel

sábado, 10 de outubro de 2009

A (D)Evolução (?) da Espécie: Fail???

Por Fernando Ringel


__Reparem nos sorrisos e na cor vermelha das equipes. Dois bons pilotos italianos, já em idade um pouco avançada para a F1, finalmente conseguem a grande chance de suas carreiras na categoria. As fotos são bonitas, muito emotivas, mas dentro da pista as coisas não sairam como o esperado, né? Isso me fez pensar, "por que será que, mesmo um piloto do calibre do Senna, só foi campeão quando teve o melhor carro?"

Em 91, no começo do campeonato, a McLaren era o “carro do outro mundo”. Senna venceu as 4 primeiras corridas, fato que lhe garantiu o título, mesmo quando a Williams virou o jogo e Nigel Mansell começou a voar. Viu? E quanto ao apático desempenho de Alain Prost na Ferrari, que culminou com a sua demissão, em 91? Mesmo nomes como Mansell, Senna e Prost, se destacaram principalmente quando seus carros permitiram isso. Viu só? E olha que esses são penas três exemplos de alguns dos melhores pilotos de todos os tempos.


Partindo desse ponto, o que devemos exigir de pilotos mais “normais”, protagonistas de "gloriosos fracassos" como Capelli, Fisichella, Zanardi e Michael Andretti???

Vamos pensar. Os próprios pilotos costumam dizer que o carro é responsável por cerca de 80% do desempenho. Se é assim, dos 20 que sobram, boa parte se deve a política interna da equipe, definindo qual dos pilotos da equipe será o eleito para ter as melhores condições de equipamento. Seguindo o raciocínio, o piloto é reponsável direto por bem menos que 20% do seu desempenho, mas é responsabilizado por 100% dos resultados, especialmente, em caso de fracasso. Como dizia Ayton Senna “a minha vitória é apenas o resultado do trabalho de centenas de pessoas”. Por isso, digo e repito, o piloto é um passageiro de luxo, totalmente supervalorizado.


Dito isso, e o caso do Zanardi? Ok, na Williams ele levou uma surra federal do companheiro Ralf Schumacher, mas vamos analisar as condições enfrentadas pelo italiano. De repente ele vai para a Ganassi, a McLaren da Indy, com status de estrela. Lá, o cara tem o melhor carro, melhor engenheiro e começa a guiar um verdadeiro carro de corrida, nada programado, tudo manual... Depois de conquistar o bicampeonato na Indy, de repente, Zanardi volta pra a F1, com um regulamente totalmente diferente do que ele estava costumado em seus anos de Lotus. Some a isso o fato de Alessandro não caber no cockpit da Williams. Os engenheiros tiveram que sacrificar a aerodinâmica do carro do italiano para que ele simplesmente pudesse pilotar! Só por isso, já dá para dizer que seu carro era inferior ao do companheiro Ralf Schumacher. Ninguém lembra disso, né? Aí o cara tem que se virar com pneus sulcados, cambio no volante, um carro fraco, um cara difícil como "Schumaquinho" (em grande fase, diga-se de passagem), a má vontade da imprensa com pilotos de sucesso nos Estados Unidos... ficou claro que gênio o Zanardi não é, mas alguém que em três anos na Indy fatura dois títulos, pode ser considerado um piloto fraco?


E o Michael Andretti? Acostumado aos carros "de macho" da Indy, carregando o peso do sobrenome, o cara senta em uma McLaren que parecia muito mais um foguete espacial que um carro de corridas... e ainda por cima para ser companheiro de um Ayrton Senna turbinado, louco para desmoralizar o Prost... Apesar da sua postura mimada, se recusando a treinar entre as corridas, Michael enfrentou uma situação beeeeem complicada, né?


A coisa é muito mais profunda do que parece. Quando Fisichella foi chamado pela Ferrari, muitos se lembraram do GP de Monza de 82, quando Mario Andretti foi “ressussitado” pela Ferrari. O que aconteceu? Mario estrou na Scuderia fazendo a pole e chegando em terceiro. Gênio? Tá, ele era fodástico, mas em 82 mesmo, Andretti correu o GP dos Estados Unidos pela Williams (carro campeão com Keke Rosberg naquele ano) e não fez nada... e vale lembrar que a Ferrari tinha o melhor carro, disparado.Por isso pergunto: se o “Super Mario” era tão bom (coisa que de fato era), porque ele não fez quase nada em seus anos de Alfa Romeo e na sua chance com o bom carro da Williams?


Quer outros exemplos? E o Mansell? Voltou bem em 94 pela Williams e, poucos meses depois, desaprendeu tudo na McLaren?


E o Capelli? O que você pode fazer quando se é o segundo piloto e seu carro é uma droga? Beleza era praticamente a única qualidade da Ferrari "F-15", de 1992. Curioso como naquele mesmo ano, a modestissima Fondmetal produziu um chassis lindo e ótimo (para os seus padrões finaceiros). Se o Fondmetal GH 2 (carro hiper elogiado pelo gênio Gordon Murray), e que nunca marcou pontos, tivesse sido feito pela Ferrari... com o dinheiro que a Scuderia tinha para desenvolver o projeto... provavelmente a história seria diferente. Porém, a Ferrari não fez o GH 2. Dessa maneira, alguém precisava ser punido pelo fiasco. Quem foi o bode espiatório? Claro, o cara que encarnou na pista a bagunça interna da Ferrari e que não se deu bem com o pessoal da equipe antes mesmo do início da temporada. Poor Capelli...

Você pode dizer "ah, mas o Capelli não era um Andretti". OK, mas ele também não foi a porcaria que aparentava ser correndo na Ferrari. Ivan é um exemplo de como, por melhor e por mais motivado que esteja, muitos fatores que fogem do controle do piloto, até mesmo a sorte, podem ser determinantes para o seu bom ou o mal desempenho.

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Falando na equipe italiana, Alesi é um exemplo de piloto destruído não somente por carros fracos, mas pelo regulamento, ou seja, pela corrida tecnológica dos anos 90. A F1 começou a virar vídeo game e Jean começou ficar para trás, porém, na chuva, tecnologia nenhuma faz um Jacques Villeneuve ou um Mika Hakkinen andar rápido, e aí, Barrichello, Alesi e Schumacher colocavam as coisas em seu devido lugar. Cada um no seu quadrado...


Por que isso aconteceu? Porque o controle de tração transformou todos os pilotos em Alain Prost e isso somado a todas as parafernálias eletrônicas sacrificou bons pilotos. Nessa época, a bordo de uma Ligier "totalmente manual", nem na chuva o bom Thierry Boutsen conseguia se sobressair...

Certa vez, Schumacher, piloto que tem o singelo apelido "The Greatest" (O maior de todos), disse, “não gosto pilotar na chuva. O que acontece é que sob essas condições, as qualidades na pilotagem de cada um ficam mais nítidas” (não necessariamente nessas palavras, mas a idéia era essa). Mesmo assim, tenho sérias duvidas se Schumacher, com regulamento desse ano proibindo os testes privados, andasse bem com o carro do Badoer. Pode parecer exagero, mas o regulamento muda tanto que a F1 praticamente se torna uma nova categoria de ano para ano. Por isso, de nada adianta comparar as estatísticas do Fangio com outros pilotos mais novos e nem os sete títulos mundiais garantiriam um bom desempenho de Schumacher na Ferrari atualmente.


A coisa é tão diferente de década para década, que os carros de hoje valorizam carcterísticas que atrapalharam muitos pilotos promissores em outras épocas. Da mesma maneira, campeões da F1, talvez não se sobressairiam se tivesse estreado na F1 nos últimos anos. O que seria do estilo espetacular de Ronnie Peterson se existisse controle de tração nos anos 70?


Trazendo o assunto para o nosso cotidiano. Lembra quando você comprou um carro novo? Lembra quando você dirigiu um carro novo? Até você pegar as manhas do carro, você comete alguns erros primários, né? Uma erradinha de marcha aqui, uma freada brusca ali, as vezes o carro apaga na hora de sair porque você não está acostumado com a embreagem... é assim na F1 também. É aí que te pergunto: você que é bom motorista, merece ser chamado de barbeiro porque nunca dirigiu um carro e deixa o motor morrer em um semáforo????


OBS: Semana que vem posto a parte final deste texto.



Um abraço,
feringel@yahoo.com.br

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Evolução da Espécie: O Mundo Animal na F1

Fittipaldi, O RATO >>>>>>>>>>>> Mansell, O LEÃO >>>>>>>>>>> Tartaruga Rubens?????
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(huhauhauhauhuah)
um abraço,
Fernando Ringel

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Yes, Nós Gostamos + dos Carros Bonitos (05)

No quinto post da nova série do VEL MAX, atendemos ao nosso leitor Rafael Batista, que, diga-se de passagem , escolheu uma combinação histórica, excepcional tanto nas fotos quanto dentro das pistas...
Para esclarecer, vamos imaginar: se Chuck Norris fosse um carro de F1, claro, teria o Leão Nigel Mansell na direção, seria o predator da sua década e, com certeza, se chamaria...

Williams FW14B


Que casamento de cores, hein? E o nº5 vermelho??
As Williams Camel são, sem dúvida, uma das pinturas clássicas da F1.


Se Chuck Norris realmente fosse a FW14b , provavelmente após as corridas, ele diria:
"Meu nome é Williams FW14B, mas pode me chamar de Senna´s Nightmare (Pesadelo do Senna)" - ehehehe.

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Amanhã postarei a Jordan 191, atendendo ao Speeder 76. Quinta Feira coloco no ar a colaboração do Wellington Lucas, do blog F1 Addict: Sebastian Vettel e seu Toro Rosso STR 03... Quer ver o "seu carro" preferido aqui? Qual é, na sua opinião, a melhor combinação entre carro e capacete?? Mande a sua colaboração para feringel@yahoo.com.br.
Ainda nesta semana pósto a Mclaren MP4/9 com Philip Alliot entre outros, porque, em tempo de F1 (blargh!) e IRL (ugh!) pra lá de feiosos, "Yes, Nós Gostamos + dos Carros Bonitos".
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Um abraço,
Fernando Ringel

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Dia em que Destruí a Minha Williams (FlashBack)

Olá amigos,
estou totalmente sem tempo para atualizar o blog, e como o VELOCIDADE MÁXIMA está quase fazendo um ano, resolvi fazer uma retrospectiva com alguns posts da época pré histórica do blog. Este aqui foi um dos primeiros, postado em 30/12/07.
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Fernando Ringel
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Olha o estado que ficaram as suspensões eletrônicas... buáááá

Um dia, quando eu tinha 13 anos, ví essa miniatura da Burago em uma barraquinha do Paraguai.

Me apaixonei e juntei dinheiro e consegui comprar essa Williams FW-14b.

Eu adorava virar usar o dedo mindinho para virar o volante e ver as rodas da frente mudar de direção.

Com o tempo o carro foi sofrendo um acidente aqui e ali e não houve Super Bonder que consertasse as suspensões ativas.

Hoje o carro se transformou em uma miniatura da Williams do Patrese, após essa tentativa de ultrapassagem que você assiste no video desse link

http://www.youtube.com/watch?v=Nj7TewU5AVc
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Aproveitando o gancho esse vídeo do link abaixo e do GP a Alemanha de 92. Muita gente fala que o Senna deu uma aula de pilotagem defensiva em Mônaco, mas temos que tirar o chapéu para o, então, jovem Michael Schumacher lutando com unhas e dentes em uma pista onde os pilotos costumam dizer que "não há onde se esconder"

http://www.youtube.com/watch?v=wmcEiluH5TE


O Campeão Mundial de Kart de 1974 tentou fazer o mesmo com o Senna, que empurrado pelo motorzão Honda, fechou a porta na cara do italiano... que acabou na grama.

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Por falar em Riccardo Patrese, o italiano tem um site oficial em que você encontra de tudo um pouco. Fotos pessoais, artigos, textos sobre o inicio da carreira... vale a pena dar uma conferida.

Entre outras coisas, você descobre que o cara adora trens em miniatura.
Se eu encontrar o meu Ferrorama vou ver se ele quer trocar por um capacete velho.

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Fernando Ringel

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Olha Só Esse Video (10)!!!!!!!

Senna X Mansell (On Board) - Suzuka/91
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Mansell momentos antes de dar adeus ao título de 91.
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Este video foi postado pelo nosso brother Lex, o dono da Comunidade F1.
Alguns dizem que logo após o roubo da F1 Brasil, começaram tudo de novo e por algum tempo a comunidade teve cerca de 300 membros. Conversei com alguns membros mais antigos, que sentir saudade dessa época em que a F1 Brasil tinha "menos comentários, porém comentários mais selecionados".
Imagino que nessa época a F1 Brasil foi o que a Comunidade F1 é hoje.
Para você que ainda não conhece, acredito que a qualidade desse video, postado pelo Lex, ilustra bem o alto nível da Comunidade F1, que tende a melhorar ainda com a sua participação.
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=42904140

Clique no link, participe e divida o seu conhecimento.
Espero que, com a nossa participação, um dia a Comunidade F1 seja tão grande quanto a F1 Brasil.


Fernando Ringel

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Textos Clássicos do Verde (01):

O Relacionamento entre Mansell e McLaren
Por Leandro Verde



Após a morte de Ayrton Senna em Imola, a Fórmula 1 vivia, em 1994, uma de suas piores fases em termos de pilotos. Não em termos de qualidade, visto que a categoria tinha ótimas revelações (além de Schumacher e Hill, pilotos como Barrichello, Hakkinen, Coulthard e Frentzen), mas sim na ausência de grandes nomes. Piquet já estava aposentado desde 1991. Prost havia se aposentado um ano antes. Havia apenas um restante, Nigel Mansell.

O inglês, porém, sofria na Indy com um carro que não conseguia sequer se aproximar das Penske-Ilmor. Prestes a completar 41 anos, Mansell não pretendia continuar nos Estados Unidos se fosse pra perder. Ao mesmo tempo, Bernie Ecclestone precisava urgentemente de alguém para abrilhantar o grid. Os dois interesses se encontraram e o astuto dirigente inglês arranjou quatro corridas para Mansell, na Williams.Na França, Mansell sofreu com sua forma física e não conseguiu andar próximo sequer de Hill. Em Jerez, também não fez grandes coisas. Em Suzuka, passou a corrida inteira atrás de Alesi. A vitória em Adelaide ocorreu porque Schumacher e Hill estavam de fora. Com 41 anos nas costas, parecia o fim da linha para Mansell. Parecia.
A Fórmula 1 já tinha um novo candidato a ídolo, Michael Schumacher. Tinha também um piloto bom das antigas, Gerhard Berger. Mas Bernie queria a qualquer custo a presença de Mansell, um ex-campeão e alguém que poderia alongar por mais alguns instantes aqueles bons dias dos anos 80. Assim, Mansell, apoiado por Bernie, teria mais uma chance na F1.
Porém, o retorno não ocorreria na Williams, que o dispensou no começo de Janeiro em favor do David Coulthard. Com as outras equipes de ponta já tendo fechado suas vagas, sobrava apenas uma equipe que podia dar um carro minimamente competitivo a ele: a McLaren. A equipe, que vinha de um 1994 precário, estrearia o motor Mercedes em seu (medonho) carro e vinha de mudanças estruturais. Porém, é bom dizer: Ron Dennis detestava Mansell. Essa foi uma inimizade histórica que perdurou por anos e que Dennis foi obrigado a engolir por exigência da Marlboro, que exigia um campeão mundial em sua equipe. Vale notar que nem a Mercedes queria Mansell: ela preferia ter um jovem piloto - Christian Fittipaldi. Mas acabou que a Marlboro venceu a disputa e Mansell correria pela McLaren em 1995 por 10 milhões de dólares (o acordo inicial de 15 milhões proposto por Mansell foi negado).

Acordo feito, e lá vai Mansell com seu asqueroso McLaren-Mercedes MP4/10 fazer seus primeiros testes em Estoril. Ele consegue fazer algumas voltas. Mas há algo errado. Bem errado. Ele não se sente nem um pouco confortável. Aos 41 anos e bem mais gordo, ele simplesmente não cabe direito no carro! Para uma corrida de 1h30, inaceitável.

Assim, o MP4/10 é levado de volta para a oficina para "pequenos reparos" no cockpit. Esses tais pequenos reparos custam a bagatela de US$ 500.000 e um enorme atraso no organograma da equipe. A mudança deu certo e Dennis ainda soltou um "dá pra colocar até ar-condicionado e toca-fitas nesse carro", mas até obter aprovação no crash-test e colocar na pista para fazer os ajustes básicos, não daria tempo para levá-lo para as corridas na América do Sul. Hakkinen, que também teve problemas com espaço, no entanto, poderia agüentar e correr no MP4/10 sem as modificações. Não era o caso de Mansell, que teve de ficar de fora das duas primeiras corridas, no Brasil e na Argentina. Seu substituto foi Mark Blundell.

O carro, além de feio, se mostrou realmente ruim nas duas primeiras etapas, o que retirava qualquer possibilidade de Mansell vir a conseguir um bom resultado em seu retorno, em Imola. De qualquer jeito, lá estava o inglês, que dessa vez cabia no carro. No primeiro treino livre no circuito italiano, o Leão ficou em 8º. Seu comentário: "existem dois tipos de carro: aqueles que, com ajustes mínimos, beiram à perfeição e aqueles que você sabe que irão dar muito trabalho. Nosso carro se adequa perfeitamente nessa segunda definição..."

No fim das contas, Mansell acabou largando em 9º e terminando em 10º, depois de largar mal e chegar até a andar nos pontos. Seu companheiro Hakkinen terminou em 5º. Tudo indicava que Nigel estava muito mais para um adorno de luxo do grid do que para um competidor de alto nível. Barcelona foi a próxima, e última, etapa.

O fim de semana espanhol já começou bem (mal), com Mansell ficando a 1,8s do tempo de Hakkinen no primeiro dia de treinos. No Sábado, Mansell se aproximou de Hakkinen, mas unicamente porque o finlandês teve um dia ruim, e os dois acabaram dividindo a 5ª fila. A corrida começou sensacional, com Mansell largando vigorosamente mal e brigando com o pessoal do pelotão do meio. Uma saída de pista melhora ainda mais a situação.

17ª volta. Mansell entra nos boxes, sem qualquer aviso. Os mecânicos da McLaren se aprontam, o nervosismo é grande, todos na equipe querem saber qual era o problema. Não havia problema, na verdade. Nigel embicou o carro nos boxes, desceu e sentenciou: "ISSO DAQUI É A MAIOR MERDA QUE EU JÁ DIRIGI! Nas curvas de alta e baixa, esse carro é simplesmente inguiável!"
Era tudo o que a McLaren e a Mercedes queriam como álibi. Na semana seguinte, Mansell foi demitido sem dó. Sua turbulenta aventura na McLaren durou apenas duas corridas e não rendeu frutos. A equipe chamou Mark Blundell para concluir a temporada. Quanto a Mansell, foi se divertir com golfe, seu esporte favorito. Ainda tentou fazer uns testes na Jordan em 1996, mas não passou disso. Ainda bem. O campeão Mansell não necessitava dessa passagem ridícula. Ele é a prova de que a aposentadoria deve vir sempre na hora certa.

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Será que sou o único que gosta dessa Mclaren? Acho essas "asinhas" muito bonitas. Além do quê, elas me parecem um tipo de ancestral do Santo Antônio "Bigorna", atualmente, muito popular entre as equipes de F1.

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Por falar em Santo Antônio "Bigorna", a Red Bull, mais louca por atenção que todos os ex-partcipantes do Big Brother mais a Preta Gil e a Paris Hilton somados, poderia voltar com essas asisinhas... afinal "Red Bull te dá aaaasaaaaaas"...

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Não faltam críticos ao Leão, mas uma coisa todos tem que admitir, Mansell pilotou para as melhores equipes da sua época: Williams, Ferrari, Lótus, Mclaren, Newman Hass... em termos de monopostos só faltou a Penske.
Sem contar que não é qualquer office boy que consegue a chance de testar um carro da Lotus e impressionar nada mais, nada menos que Colin Chapman.


Fernando Ringel