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terça-feira, 30 de novembro de 2010

F1: notas sobre o GP


O CIRCUITO

+ A tal Yas Marina Circuit é resultado da seguinte FÓRMULA DA VELOCIDADE:

Mario Kart + $$$ = GP de Las Vegas remixado.

Por isso, nota 2 para qualquer corrida disputada alí. Até mesmo quando é palco para uma decisão de título inesperada como foi a desse ano.

+ Não que a pista seja tão tétrica assim, só que o traçado não foi feito para F1. Só isso. Basicamente ele foi criado para receber a F1... e todo o tipo de corrida que os petrodólares conseguirem atrair. Portanto, o que temos não é uma pista feita para a F1 e sim um traçado genérico capaz de sediar Moto GP, monopostos, carros de turismo e tudo mais que atrair prestígio para os Emirados Árabes.

A Yas Marina Circuit é muito mais uma desculpa para atrair público para todo o complexo “Disneylândico” que envolve suas curvas que uma pista de corrida.

Finalizando esta primeira parte da resenha, o GP de Abu Dhabi é mais ou menos como Jerez De La Frontera e Magny Cours: pistas feitas para todo tipo de corrida, e que seu traçado sinuoso, terreno plano e asfalto estreito, encontraram sua verdadeira vocação com as Motos GPs da vida.


O GRANDE PRÊMIO EM SI

Nota para a corrida: 2

+ Antes de qualquer análise, é preciso dizer que esta foi uma corrida de quatro pilotos com os pedaços do carro do Schumacher aqui, um Kubica lá, mais um Petrov enxerido acolá se intrometendo entre o “Quarteto Fantástico”.

+ Como já faz um tempinho desde a decisão do título, sugiro que você assista ao compacto abaixo para que, relembrando os fatos, o texto seja mais compreensível:



+ Alonso é o Corinthians da F1.

+ Petrov fez o seu e pronto. Mais fora que dentro da Renault para o ano que vem e com o carro andando bem (coisa rara na segunda parte da temporada), o russo fez a sua propaganda. Muito bem feita, diga-se de passagem.

+ Que culpa tem o russo se a Ferrari não consegue criar uma estratégia de box minimamente inteligente? Isso quando eles não estragam a corrida de seus pilotos durante a troca dos pneus...

Que culpa tem o resto do mundo se a Scuderia não consegue solucionar o problema com os pneus? Se os carros da vermelhos não renderam como deveriam na decisão do título, que culpa Petrov tem disso?

Será que, simplesmente por se chamar Fernando Alonso, os outros pilotos tem que sair da pista para que ele possa desfilar???? Definitivamente, o “Príncipe das Astúrias” se comporta como se fosse um herdeiro da família real.

+ O melhor de tudo foi ver o espanhol mostrando o punho cerrado para o Petrov. Embora pareça que ele estava dando uma dura no russo, na verdade só faz esse gesto quem sentiu a pancada. Então naquele momento, caiu a ficha para o piloto da Ferrari.

Por essas e outras, definitivamente, Alonso é o Corinthians da F1. Pq? Ora, assim como o “Timão” tem uma grande torcida, fervorosa, uma história vitoriosa no esporte e tudo mais, na mesma medida da paixão de seus torcedores, traz consigo uma rejeição ferrenha por parte das outras torcidas. Viu? Alonso é o Corinthians da F1. Quem curte, ama. Quem não vai com a cara, quer mais que ele entre pelo cano.

Para quem não concorda que o meu xará seja na F1 o equivalente ao Corinthians no futebol, podemos chegar a um meio termo: no mínimo, se fosse brasileiro, Alonso seria um daqueles torcedores fanáticos da Gaviões da Fiel.

O veloz piloto com que “quase ninguém vai com a cara” sempre tem que encontrar um culpado por suas derrotas.

+ Dito isso, calhou de ter uma Renault na frente dele durante todo o GP, então Petrov é o álibi perfeito para qualquer tipo de acusação quanto ao desempenho inferior da Ferrari em Abu Dhabi.

+ O punho cerrado do espanhol para o russo foi o ato de quem reconheceu a derrota. No popular, naquele momento caiu a ficha: chupa Alonso.

+ Vettel é de fato o mais rápido do ano, mas venceu o título por sorte. Sebastian erra demais para vencer se não tiver todos trabalhando a seu favor. Em uma avaliação simplesmente quanto ao trabalho do piloto, o título seria de Robert Kubica. Talvez entre Kubica e Button.

+ É aí que podemos enxergar a diferença do ótimo para o grande piloto. Os caras realmente clássicos são os que andam bem em qualquer carro. Na atualidade, Hamilton, Alonso, Kubica e Vettel fazem isso. Desses, a quantidade de erros ajuda a refinar a seleção: sobram apenas Kubica e Alonso.

Como o meu xará é um cara pra lá de antipático (lembra até os tempos áureos do Schumacher), volta e meia se envolve em polêmicas extra-pista, maracutais e o escambau, fico mesmo com o polonês da Renault como o melhor da temporada.

Acredito que só ele faria o que Alonso fez na recuperação da Ferrari e... como o espanhol perde no quesito esportividade: KUBICA WINS!

+ Sobre Mark Webber, realmente ele afinou na reta final do campeonato. A corrida em Abu Dhabi foi de dar pena... como se o carro estivesse sabotado, sei lá. Pareceu até a decisão de 2007.

Naquela ocasião, a McLaren tinha o melhor carro, Hamilton era o xodó da equipe e Alonso corria contra tudo e todos em busca do tricampeonato. Hamilton jogou tudo fora ainda na primeira volta, mas seu carro esteve veloz o suficiente (como em toda a temporada) para cravar a melhor volta em sua frustrada tentativa de recuperação.

Enquanto isso, assim como em 2010, Alonso não cometeu erros e se preocupou em terminar o GP. O problema foi o desempenho irreconhecível de sua McLaren. O espanhol ficou em terceiro o GP todo (e olha que o Petrov nem sonhava em ser piloto da Renault na época, hein???kkk). O resultado foi o mesmo de 2010: Alonso não ficou nem com o vice enquanto o cara que menos tinha chances (Raikkonen) levou a vitória e a taça.

Pode ser apenas uma teoria da conspiração, mas faltou algo que “desse asas” para a Red Bull de Mark Webber na Yas Marina Circuit, assim como parece ter faltado para a McLaren de Alonso em sua última corrida pelo time, ou na Williams (cheia de problemas mecânicos) de Carlos Reutmann em Las Vegas, 1981.

+ No mais, assim como Alonso, no lugar do Webber, provavelmente ninguém (talvez o Kobayashi) teria ido muito mais longe em uma pista tão estreita e sem retas. Enquanto Petrov leva a fama, Alonso deveria culpar Hermann Tilke.

+ Sobre Vettel, qualquer um que tivesse marcado a pole, provavelmente teria vencido. Ainda mais com o carro mais equilibrado. Não cometeu as costumeiras bobagens e no fim foi premiado com a melhor surpresa de todos os tempos: depois de cruzar a linha chegada, enquanto comemorava a vitória, foi aí que a equipe lhe informou via rádio que...” YOU ARE THE CHAMPION!”

Karai, esse pessoal da Red Bull sabe fazer uma festa como ninguém, kkk.

+ Webber merecia mais. Alonso também. No fim o título ficou com um campeão alternativo. O mais rápido sim, porém longe de ser o melhor da temporada, ao menos a conquista de Vettel satisfez a todos.

+ Esse não é o raciocínio mais natural para encerrar a resenha sobre o final da temporada 2010, mas como o VEL MAX vira e revira o lado alternativo do automobilismo... assistir a derrota de Mark Webber deixa bem claro o quanto Nelson Piquet é um gênio, ou como diria Galvão Bueno “um dos que cabem na mão”.

Reutmann, Alonso, Webber, Peterson, Villeneuve... ninguém venceu título contra a própria equipe. Quando Scheckter foi campeão em 79, ele era o número 1. Mario Andretti em 78? Número 1 também. Vettel em 2010? Número 1, oras. Sendo assim, termino a resenha do último GP deste ano com a certeza de que (hoje), Vettel é bom, muito bom, o campeão, mas como diria o Galvão “não entra entre os cinco da mão”.

Agora, puxando pela memória, qual foi o único que venceu contra tudo e todos????
Enquanto a maioria luta para ser “normal”, os gênios conseguem tirar proveito até mesmo das dificuldades. Gênio vence mesmo depois de sofrer um baita acidente em uma Tamburello da vida, vence mesmo que a equipe prefira o outro piloto e mesmo que esse outro piloto se chame Nigel Mansell.

Não sei na sua ou na mão do Galvão, mas na minha, Nelson Piquet é um dos grandes. Juro que isso não é nostalgia cheirando a barata morta, mas gênio Webber não é... e nem Sebastian Vettel.

OBS: Talvez Robert Kubica seja. Talvez.

OBS2: a temporada acabou. Que pena. Para o ano que vem, prometo continuar postando pelo menos os papéis de parede e as resenhas... sem data definida para isso. Dessa forma o VEL MAX passa a ser muito mais um anuário que um blog com postagens picadas sobre assuntos cotidianos. Entre as corridas postarei textos, uma Evolução da Espécie aqui, um Separados no Nascimento ali e por aí vai.



Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel (“Sigam-me os bons”, kkk)

sábado, 20 de novembro de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para a corrida: 8

+ Muitos (inclusive eu), viemos através dos anos falando cobras e lagartos de Interlagos. Uns por saudosismo do antigo traçado, outros (mais novos) mal acostumados com as monótonas corridas de abertura em que o circuito foi palco.

+ A má impressão foi bastante reforçada pela incrível má sorte dos brasileiros na pista. Tirando as belas performances do Massa (mesmo em seus tempos de Sauber, quando chegou liderar em uma estratégia suicida nos pit stops) até Ayrton Senna a zica perseguiu.

+ Talvez em função da melhora do asfalto, a edição 2010 do GP do Brasil foi infinitamente superior as demais edições disputadas em pista seca. Lembrando que não estou escrevendo isso por causa das alternativas abertas pela disputa do título. A corrida foi muito divertida em todo o pelotão. Isso pode ser comprovado pela dificuldade das Red Bull em ultrapassar filas de pilotos brigando por posição.

+ Dito isso, durante o GP finalmente enxerguei as qualidade do traçado. Realmente, que beleza! Interlagos é algo como um tipo de Brands Hatch tupiniquim!!! Ver o grid inteiro “se pegando” subindo pra cá, tocando rodas e descendo prá lá, dividindo curvas cegas em subidas, descidas, a “Eau Rouge brazuca invertida”, popularmente conhecida como “esse do Senna”, sem falar na eterna possibilidade de chuva... KARAI!

Ver um “trenzinho” percorrer o circuito é chato, mas vê-los dividir as curvas lado-a-lado realmente é muito emocionante. Taí um típico circuito dos anos 90 que foi muito bem adaptados aos anos 2000.

+ Como demorei muito para postar essa resenha (está pronta desde domingo passado, mas só pude revisar o texto neste final de semana), para a melhor compreensão do texto, sugiro que você assista ao compacto abaixo para relembrar os fatos da corrida:

+ Hulkemberg teve seu dia de sonho em uma pole totalmente irreal. Nada contra o alemão, apenas uma questão de análise fria dos fatos. A diferença de tração da Williams para Red Bull, Ferrari e McLaren é gritante. (Também) Por isso tantos “xis” em cima do Hulk.

+ Barrichello vinha bem, tirando tudo e mais um pouco de sua fraaaaca Williams FW32. O problema é que em Interlagos as coisas realmente não saem muito bem com ele. Mais ou menos como o Corinthians e a Libertadores. No caso do Barrica, pior ainda se ele resolve usar uma pintura comemorativa.

+ A vida é muito irônica em certas ocasiões. O mais curioso de tudo é que Rubinho é muito veloz em Interlagos, mas... sempre acontece alguma coisa. Uma pena.

+ O resultado final pode ter parecido meio decepcionante, mas apesar dos esforços do time, convenhamos, o lugar de direito dos carros do Tio Frank é a briga pelo décimo lugar. No fim das contas, Barrica apareceu menos, porém fez mais do que o Hulk na Williams (mesmo com o ótimo 8° lugar). É só ver como rapidamente o alemão caiu para a décima posição para ver a proeza do brasileiro em colocar este carro em sexto no grid.

+ Já pilotei um F1? Não. Porém acredito que Williams, Mercedes e Renault são como naqueles jogos de corrida bem arcade em que o carro é lento nas retas e ótimo nas curvas. Carro para iniciante, nível fácil.

McLaren já fica no meio do caminho. Já a Ferrari é aquele típico canhão nas retas, bastante nervoso nas curvas em que só os melhores jogadores conseguem dirigir rápido. Nível very hard, expert.

Quanto a Red Bull, trata-se daquele tipo de carro que você só consegue fazendo “manhas”, batendo recordes ou usando “aquela password”, eheheheh.

+ Completamente anos 80/90 o parágrafo acima, kkkk.

+ Na “Turma do Fundão”, quem te viu, quem te vê: Timo Glock se diz chateado por ter chegado atrás das Lotus. “AH, MULÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉKI!”

+ Implorando por uma punição, os dois da Toro Rosso bateram rodas com Deus e o mundo para no final bater cabeça. A equipe chegou a sentir o cheiro dos pontos com Alguersuari, mas morreu na praia: apesar de novamente bem, o espanhol chegou em décimo primeiro.

+ Falando das equipes que disputam as 10 primeiras posições, Schumacher está cada vez melhor. O problema é que isso (ainda) não é suficiente para bater o Rosberguinho. E olha que Nico teve problemas no boxes e tals.

+ Para o Schumacão, em 2011 não tem desculpa...ou vai ou racha.

+ Kubica fez o que deu em uma Renault que aparenta andar para trás a cada GP. Hulkemberg fez o dever de casa (como dito de maneira mais aprofundada algumas frases acima) enquanto Kobayashi marcou mais um precioso ponto na luta pela sobrevivência da Sauber.

+ Embora as estatísticas ainda (eu disse ainda) digam o contrário, finalmente podemos dizer, sem receio, este é o melhor piloto japonês da história da F1.

+ Interessante notar como a McLaren tradicionalmente não se dá bem no “novo” Interlagos. Apesar do bom trabalho dos pilotos, o carro não ajuda.

+ Hamilton fez um arroz com feijão (sem Sazon, kkk) enquanto Button, dando uma de Prost (mais uma vez), descomplicou o que parecia irremediavelmente perdido: saindo do meio do pelotão após uma classificação pra esquecer, mudou de estratégia, saiu de trás do Massa e apareceu (ISSO É UM ESPANTO by Cid Moreira) atrás do Hamilton!!!!

+ Chuck Norris. Para um piloto britânico do chá das 5 até o dedão do pé, mais uma performance a lá James Bond.

+ Sobre Sebastian Vettel, o vencedor, só tenho a dizer que... nem sempre o mais rápido é o melhor piloto. Gilles Villeneuve, Stirling Moss, Peterson e os Alesis da vida que o digam.

+ Estendo a frase acima à Lewis Hamilton.

+ A temporada 2010 da Red Bull em partes pode ser comparada a Senna e Prost em 1989. Assim como Senna, Vettel é o mais veloz... e o que erra mais, enquanto Webber se mostra mais inteligente, exatamente como Prost. O campeão de 1989.

+ Outro ponto em comum é a postura da Red Bull. Em 1989, Senna tinha menos tempo de casa, mas era o xodó da equipe. Embora pareça que a McLaren não tenha se posicionado em relação a um de seus pilotos, de maneira subliminar, Senna era o número 1. Em 89, Prost já era duas vezes vice e campeão pela equipe em um título improvável, fruto do seu talento (1986). No time desde 1984 (sendo que estreou pela McLaren em 1980), só o fato de Prost não ser explicitamente o número 1, deixava no ar, no mínimo, uma certa torcida por Senna.

+ Algo do tipo, “não favoreço ninguém, mas também não vou impedir o Senna de ser campeão”. Prost, com razão, não gostou. Webber, como sempre esteve na frente de Vettel em 2010, também não gostou.

+ A grande diferença fica por conta dos rivais. Em 89 a McLaren ainda era “o carro do outro mundo” (em 88 foi “o carro do outro universo”) enquanto em 2010 a Red Bull não é tão melhor assim que as outras.

+ A tendência natural é de que Webber seria o campeão, mas a F1 é extremamente política, o que embaralha tudo nas mãos de Bernie Ecclestone mais uns endinheirados aqui e alí. Diria até que se não houvessem corridas com chuva, os erros de pilotagem e as falhas mecânicas, os campeonatos seriam decididos antes mesmo da primeira corrida da temporada.

+ Partindo desse ponto de vista, temos que analisar também os motivos que trouxeram a Red Bull para a F1. Marketing baby, marketing. Ninguém está interessado em Vettel, Webber ou Christian Horner. Adrian Newey já conquistou o título na “sua categoria: Red Bull campeã de Construtores de 2010. A equipe venceu. Ponto final. O campeonato de pilotos vale mais pela mídia que atraí... e nesse ponto: quanto mais briga + polêmica + publicidade = $$$.

+ A base da Red Bull no esporte é a publicidade. Eles patrocinam tudo que seja tido como esporte radical. De campeonato de skate de dedo, campeonato de Air Guitar até F1 e Esqui no gelo. Daqui a pouco vão patrocinar as Olimpíadas, e se a Coca Cola não quiser largar o osso, vão patrocinar até a Coca Cola, hauhauhauha. O negócio é tão massante que esses dias olhei para uma latinha da Bad Boy (marca que conheço desde a minha infância em bonés, camisetas, cadernos, chaveiros e o escambau). Vi a famosa logo, li as letras B-a-d B-o-y, mas pensei "olha a latinha da Bad Bull", kkkk. É isso que o Mister Red Bull quer com essa tal de F1: Vettel, Webber eu e você que nos explodamos (existe essa palavra???kkkkk).

+ Money talks, baby. Deixar tudo na base da esportividade reforça a imagem positiva que a publicidade visa criar em torno da marca “que te dá asas”. No mínimo, todo esse bafa-fá se traduz em publicidade institucional.

Muito por causa disso, e em função da péssima repercussão do jogo de equipe para a Ferrari, a RBR fica em cima do muro, dando uma de santa.

+ Finalizando... por que deixei a Ferrari por último??? Digo que se Alonso for campeão, o título estará nas mãos de um cara que merece. Ele é de fato muito bom (especialmente em 2010), mas muito sortudo também. Seja pela deficiência da McLaren, pela falta de juízo dos Hamiltons e azar dos Kubicas, Alonso está com tanta sorte, mas tanta sorte que... a Red Bull insiste em não garantir o título para si. Como se Webber não fizesse parte do time. (!)

Definitivamente, se alguém está com a tal sorte de campeão, esse alguém se chama Fernando Alonso.


OBS: postarei a resenha de Abu Dhabi já, já, inclusive explicando algumas mudanças quanto ao número e freqüência de postagens no VEL MAX.

Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel (“Sigam-me os bons”, kkk)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para a corrida: 7, 8, sei lá.

OBS: Provavelmente essa nota é altamente influenciada pelo meu gosto por corridas em ciruitos estreantes + chuva. Não fosse o safety car, seria nota 9, eheheh.

+ Particularmente, gosto de corridas de estréia porque ninguém sabe direito os caminhos da pista e o resultado varia entre: vitória esmagadora do melhor time (em função de sua maior capacidade, $$$ + competência, para se adaptar mais rapidamente) ou corrida maluca com direito a muitas zebras.

+ Sobre este GP em si, na verdade a chuva lavou a alma do pessoal de Yeongam. Sob calor, sabe-se lá se o asfalto agüentaria as 65 voltas. Com a chuva, a pista foi literalmente lavada. A areia foi pelo ralo e no fim das contas, o GP foi bem divertido.

+ Este foi um Grande Prêmio tão peculiar que mesmo no compacto de 54 minutos da Globo, mais de metade da edição mostrou as voltas atrás do safety car. O mais curioso para mim foi notar como no trecho do cotovelo, apesar de estar chovendo como na época da Arca de Noé, com os pilotos no ritmo “marítimo” do carro de segurança, o “trenzinho” lembrou Mônaco, rsrsrsrsrsrs.

+ Antes de falar sobre o que aconteceu nas 65 voltas deste primeiro GP da Coréia do Sul, gostaria de começar esta resenha falando sobre a F1, suas equipes e sobre primeiros pilotos, segundos pilotos, Vettels e Webbers.

A idéia geral é de que a Red Bull tem três escolhas: Webber, Vettel ou o vice campeonato. Para alegria geral da nação (eu, você, a Mclaren e o Alonso), a equipe não se pronuncia oficialmente sobre o assunto e seus pilotos continuam se bicando, colocando em risco um título que (merecidamente) já deveria ser da Red Bull.

Isso tem um pouco de ligação com a rejeição dos EUA em relação a F1 e com a própria natureza da categoria. A F1 não é exatamente um campeonato de pilotos. Isso basicamente é importante para Senna, Massa, Schumacher, FISA, Rede Globo, e os românticos que acreditam nas corridas como (acima de tudo), um esporte. Fórmula Indy sim é campeonato de pilotos (por isso chaga ter 10 vencedores em uma temporada, 40, 50 inscritos para Indianápolis, etc). F1, é campeonato de equipe, por isso a abissal diferença técnica entre o pior carro (o Hispania F1-10 por exemplo) com qualquer dos Dallara usados por Penske ou Ganassi.

Na F1, fundamentalmente, as estrelas são os carros e numa boa parte dos casos, o piloto é apenas uma formalidade para que o carro dispute o campeonato.

Dito isso, neste primeiro GP da Coréia do Sul, já dá para afirmar que a Red Bull meio que jogou fora um título (merecido) que teve mais de uma chance para garantir.

+ Jogo de equipe pode não ser a melhor coisa do mundo, mas é assim que se constrói a equipe campeã. É como aquela frase: “daí-me coragem para mudar as coisas que posso, serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar e sabedoria para saber a diferença entre as duas”. É uma questão estrutural do esporte de competição: apenas um vence. Sendo assim, em uma dupla, sempre há um perdedor. O que a equipe pode fazer é tentar que pelo menos um de seus pilotos vença. Competição sem jogo de equipe, só se for nas olimpíadas, no atletismo, basquete, futebol, volei, etc. Isso é um fato.

Dito isso, quem seria o primeiro piloto da Red Bull? Em 2007, Webber chegou por baixo no time. Todo mundo sabia que ele seria o escudeiro de David Coulthard. Naquela altura, as portas da decadência (antes do estrelato que teimava em não chegar) Mark ficou bem satisfeito. Se pensarmos bem, Webber está mais do que no lucro porque (na Red Bull) Coulthard (contratado a peso de ouro) não teve nem 10% das chances de vitória que o australiano está tendo nos últimos anos.

Aí chegamos à pergunta: Webber merece ser o primeiro piloto do time em 2010? Segundo a tabela de classificação fria e calculista, sim. Nenhum argumento pode mudar o fato de que Webber tem mais vitórias, e por conseqüência mais pontos (mesmo com o apoio “desestimulante” da equipe).

+ Você fã de Sebastian Vettel com certeza tem argumentos para discordar das palavras escritas acima. Concordo com você. Como disse, Webber sempre foi um piloto veloz, porém nem mais, nem menos que a média da F1. Um Thierry Boutsen da vida que foi contratado, feliz da vida, como segundo piloto. Fato.

O currículo do jovem alemão (pré Red Bull), é superior ao de Mark Webber. Vettel é o piloto mais jovem da história a marcar pontos (8° lugar em sua estréia pela BMW, EUA/2007). Sebastian é O CARA que esmagou um piloto do calibre do Bourdais, O CARA que (em seu primeiro ano completo na F1), fez pole e venceu (com méritos) em uma Toro Rosso! Sem dúvida, realmente Vetttel é (sob esse ponto de vista), “O” cara.

SIMPLIFICANDO: Vettel é o piloto que 99% dos amantes do automobilismo gostariam de ser (se fossem milionários), kkkk.

Bom, esse é o histórico do piloto que chegou como estrela na Red Bull. Ao contrário da maioria das revelações, Sebastian continuou fodástico em um time de ponta, colocando (por muitas vezes) em cheque a capacidade de Webber como piloto capaz de vencer. Em 2009, o que Mark levou anos para conseguir pelo time, Vettel conquistou em seu primeiro ano na Red Bull: 4 vitórias.

Pelo currículo, Vettel merece ser o primeiro piloto. Antes do início da temporada, o alemão seria aposta óbvia até mesmo para aqueles que não conhecem muito mais que o “Filipi Maça”, o Senna e o “Rémilto”.

Porém (é aí que a coisa muda), Vettel erra demais para um piloto de ponta e (faltando apenas duas corridas para o fim da temporada), o resultado disso somado a alguns azares é : 14 pontos a menos que Webber. E não se trata de uma virada do australiano. Em 2010, Webber sempre esteve na frente. Na verdade Vettel conseguiu diminuir a diferença, mas nunca chegou a estar na frente do companheiro.

Portanto, em 2008, Vettel seria o primeiro piloto, porque de fato foi melhor, mas em 2010 o primeiro tem que ser o que tem mais chances de vencer e em um time que pretende ser campeão, tem que ser assim. Por isso, GO WEBBER!

+ Podem chorar os passionais/irracionais, mas é exatamente porque isso não acontece na Ferrari que Alonso ressurgiu para um título improvável como aconteceu com Kimi Raikkonen em 2007. Por pior que seja o jogo de equipe, é exatamente por isso que a Ferrari faturou 6 títulos e dois vices nos últimos 10 anos.

+ Nesse GP da Coréia do Sul, para a Red Bull poderia ser “NO GP” já que tinha tudo para dar certo, mas deu tudo errado.

+ O que será que o Vettel consegue fazer para estourar tantos motores Renault (mesmo sem calor)? Se ainda fosse algo frágil como um Yamaha da vida, mas estourar tantos motores Renault (fabulosamente resistentes) é coisa que não se vê desde o final dos anos 70 e início dos 80, no auge da era turbo dos franceses.

+ OK, ok, ok, estes não são mais os Renault fodásticos dos anos 90, mas embora menos potentes, continuam tão confiáveis quanto.

+ Por falar na montadora francesa, Kubica conquistou um anônimo 5° lugar. Nada mais, nada menos.

+ No segundo carro do time, enquanto esteve na pista, Petrov foi bem. O problema é que ele não permanece na pista por muito tempo, e volta e meia, entre uma escapada e outra, ele não volta. Como vimos (violentamente) em Yeongam.

+ Ainda pelo meio do pelotão, Vitantonio Liuzzy fez uma corrida de sobrevivência e surpreendentemente chegou ao final... em 6° lugar!

+ ... enquanto Sutil, andando feito um louco (como nos “velhos tempos”) foi se enfiando aqui e alí até que acabou finalmente entrando pelo cano.

+ Velhos tempos do Sutil = 3 ou 4 corridas atrás, ahuahua.

+ Não fosse o Kobayashi ser tremendamente rabudo, teria abandonado logo após a panca com o alemão da Force Índia. Aliás, como o "Sauber de borracha" (aparentemente indestrutível) do japonês agüentou o impacto????

+ Entre alguns palavrões e lágrimas, deve ter sido (mais ou menos) isso o que Timo Glock pensou enquanto voltava para os boxes...

+ A vontade que me deu foi dar uns sopapos no Buemi. Glock vinha fazendo milagres de novo, correndo próximo dos pontos até que o suíço (a lá Gregor Foitek) transformou tudo em pedaços.

+ Viu por que gosto tanto das corridas com chuva? Dá para tantos coadjuvantes mostrar serviço em pista seca???? NOT.

+ LAR DOCE LAR MODE On: ainda sobre a Sauber, Nick Heidfeld feliz da vida por ter voltado para a “sua família” garantiu mais dois pontinhos para o time. Nada contra o De La Rosa, mas o carro aparentemente ficou bom desde que Heidfeld começou a pilotá-lo. Pior para o piloto espanhol e... muito melhor para Peter Sauber e para quem torce pelo time.

+ Quem torce pela Sauber? Acho que só...eu. Hauhauhaua.

+ O caso de Heidfeld é só mais um exemplo de que, quando estamos felizes, trabalhamos mais e melhor. O psicológico conta demais, e quando a auto confiança não está 100%, até um J.J. Lehto vira reject. Portanto, De La Rosa, o grande bode expiatório de 2010, está absolvido.

+ RESUMINDO: Pedro não é gênio, mas também não é reject. Só não teve a sorte do Alonso.

+ Quanto ao resto da “Turma do Fundão”, Bruno Senna e Yamamoto fizeram bem o seu papel: o brasileiro venceu a disputa interna na Hispania enquanto o japonês completou o GP. Cada um no seu quadrado, a dupla fez o arroz com feijão que dava para fazer.

+ Na Lotus, tudo continua dando errado para o Trulli enquanto o (ex- Pé na) Kova terminou como o melhor das pequenas. Mesmo longe, ficaram a três posições dos pontos. GO LOTUS!

+ Quanto a Williams, Rubinho faz o que pôde. O cara anda numa fase em que, até na fila para o banheiro encontra o Schumacher pela frente. Pode ter muito dedo da mídia nessa “briga”, mas no fim das contas (assim como a vaga para a Copa Sul-Americana no Brasileirão, por exemplo), essa rivalidade nostálgica entre os dois ajuda a animar a briga pela décima posição...

+ Na corrida, como Rosberg, Vettel, Webber, e Button foram cartas fora do baralho, Schumacher chegou em quarto (este tenha sido seu melhor desempenho em 2010) enquanto Barrica vinha em quinto até seus pneus virarem chiclete. No fim, ao menos Schumacher pôde se gabar de ter chegado na frente do Kubica, enquanto o brasileiro finalizou em uma boa 7° colocação.

+ Lembrando que sétimo para o estágio atual da Williams está ótimo! O pontinho de Hulkemberg também ajudou. Em 2010, a temporada da equipe poderia ser definida como, “de grão em grão a galinha enche o papo”. Parecem poucos pontos, mas proporcionalmente ao orçamento deles, a equipe está no nível dos times que disputam o título.

+ No pódio, Hamilton errou sim, mas o erro se deve em parte ao fato da McLaren não estar no mesmo níel de Ferrari e RBD, ops, RBR (hauhauhauhau). Errar com o melhor carro é uma coisa, mas errar quando o piloto está tendo que dar 110% para acompanhar o ritmo dos outros é natural, ainda mais em uma pista “virgem”, totalmente encharcada.

+ No fim, o segundo garantiu uma sobrevida para a equipe quanto as esperanças do título, já que Button (sniff, sniff, sniff) é carta fora do baralho.

+ Na Ferrari, Massa sobreviveu, teve calma e, assim como Alonso, foi beneficiado pelos acontecimentos da corrida. O curioso é que teoricamente a Ferrari é a equipe que mais sofreria sob estas condições, devido ao problema no aquecimento dos pneus.

+ Sorte de campeã. Assim poderia ser definido para o resultado da Scuderia na Coréia do Sul.

+ Começo a inclinar a minha torcida para Fernando Alonso (apesar de não ir nem um pouco com a cara dele). Se Webber não conseguir, nas mãos do meu xará o título estará com quem merece. Duvido que outro piloto da atualidade estaria na posiçao que o espanhol está em um carro que se apresentou inferior durante a maior parte da temporada.

+ Na boa, coisa digna de Prost, e... se algo é digno de ser comparado ao Prost, então estamos falando de genialidade.


OBS: se o processo de "Made in Chinização" da F1 continuar, acho que vou acabar parando de escrever as resenhas sobre a F1. Na boa, ou eu não acordo (por não ouvir o despertador) ou acabo durmindo no início ou no fim dos GPs. A demora na postagem da resenha, em 50% se deve a isso.

Incrível como (quando o assunto é F1), no fim de tudo sempre está Bernie Ecclestone... como o culpado, hauhauha.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

domingo, 10 de outubro de 2010

F1: notas sobre o GP

Nota para o GP: 4

+ Corrida sonolenta (e isso não é uma referência à madrugada).

+ Antes de falar da corrida em sí, interessante como em Suzuka fica clara a evolução da F1. Como esta é uma pista pra lá de clássica, estamos mais do que acostumados a assistir e reassistir trechos de corridas disputadas alí. Até hoje curto alguns jogos do início dos anos 90 e a diferença na reaceleração (após a última chicane) é absurdamente clara. Os F1 de hoje simplesmente voam como se fossem Dragsters em relação aos F1 de 15, 20 anos atrás.

+ Por outro lado, isso não fez lá muito bem para Suzuka. As ultrapassagens minguaram consideralvemente com o passar do tempo. Como a pista já não tem muitas retas, se os carros voam nas reacelerações, não há pista suficiente para que o piloto que está atrás (a não ser que tenho um carro muito superior) consiga se beneficiar do vácuo e passar. Se os carros forem minimamente do mesmo nível, a ultrapassagem já se torna bastante improvável.

+ A briga entre Glock (um bom piloto) e Yamamoto (no pior carro do grid), ratificam essa certa velhice do (belo) traçado de Suzuka.

+ Por falar na Virgin, "rapaaaaaiz", me dá medo pelo Glock e pelo Di Grassi. Se eu fosse um dos dois, faria um seguro de vida rapidinho.

+ Se o "acidente" do Di Grassi tivesse ocorrido em velocidade de corrida, meu amigo...

+ Só para lembrar, ainda não inventaram Hans Devices que te salvem de coágulos no cérebro, que proteja seus órgãos da força G, etc, etc, portanto digamos que... seria bom para a saúde de qualuqer piloto, dirigir um carro seguro.

+ Quando a camera on board do Glock mostrou o alemão alinhando no grid, por um momento admirei sua coragem embora uma parte de mim condenasse sua "inconsequência". Agora, escrevendo estas palavras, vejo que a responsabilidade (ou afalta dela) é da Virgin. Seria no mínimo sensato chamar Glock para os boxes e só depois liberá-lo para a corrida.

+ Se eu fosse Nick Wirth, provavelmente teria chamado Glock para os boxes e fim de prova. Simples assim. Porém, essa seria uma confissão de incompetência, um gesto de altruismo em um mundo vigorosamente capitalista e impiedoso como a F1. Seria a auto-desmoralização de uma equipe que luta para permanecer (ou ficar) de pé.

+ Uma solução paliativa seria dizer para Glock andar com cuidado durante algumas curvas e simplesmente estacionar no meio da primeira volta em uma área de escape qualquer. Seria um abandono simulado, a equipe diria que foi um "problema hidráulico" e dos males o menor: se o carro do Glock tivesse tido algum problema como o do Di Grassi, além de alguns ossos, a imagem da equipe seria (possível e irreversivelmente) detonada.

+ Poucos lembram, mas o que de fato matou a Simtek (primeira empreitada envolvendo Nick Wirth na F1) foi a morte do Rartzemberger. Projeto decente, estrutura, marketing, apoio político, tudo existia na Simtek, mas a imagem da equipe foi manchada de sangue... e aí meu amigo, a o time apenas agonizou até meados de 1995.

+ Enquanto a Virgin se preocupa com bobagens como o tal release que o Di Grassi alterou e blá, blá, blá, talvez eles devessem gastar mais tempo e energia para que aerofólios não se desprendam e nem seus carros, e uma curva para a esquerda, subitamente virem para a direita.

+ Na Hispania, Yamamoto fez bonito. Foi realmente bem.

+ Bruno Senna também levou seu "carro" até o final. Ao menos isso a Hispania pode se "orgulhar": seus dois carros cruzaram a linha de chegada em seis GPs. Parece pouco, mas para uma "equipe de 1,99", está bom.

+ Na Lotus, euforia com o 12° lugar de Heikke Kovalainen. O (ex-) Pé na Kova continua recuperando o respeito que merece. Feito improvável a bordo do que chamam de Lotus Malaia(!!!).

+ Incrível, mas realmente (por "n" motivos) a cada GP eles estão mais próximos da zona de pontuação.

+ Ou seria, menos longe???? De qualquer maneira, GO LOTUS!

+ Na Renault, Petrov merecia uns sopapos e o Kubica... uma equipe melhor.

+ Dizem que a Lotus deste campeonato é do Paraguai, mas vc não vê o Trulli ou o Kova ficando sem uma roda traseira logo após a largada, não é? Pra falar a verdade, nunca tinha visto algo assim, nem nas F3 da vida. "Barbeiragem bem da loca", digna daqueles carrinhos que a gente compra nas banquinhas com produtos do Paraguai.

+ Além do segundo lugar (ou um resultado mais realista como um quarto, quinto lugar), com certeza alguém perdeu o emprego na Renault.

+ Enquanto a Renault vai lentamente caindo de rendimento (ou apresentando um desempenho mais compatível com sua atual fase de transição em relação ao surpreendentes resultados da equipe até algumas corridas atrás), a Sauber vai ressurgindo. Curioso notar a ligação que alguns pilotos tem com certas equipes. Em Suzuka ficou claro como a equipe suíça é a casa de Nick Heidfeld.

+ Todos temos disso: produzimos mais e melhor quando trabalhamos felizes. Agora sim, a Sauber tem uma dupla capaz de surpreender.

+ Sem falar nos "segredinhos" que Heidfeld, como piloto de testes da Mercedes, traz para os carros da Sauber.

+ Sobre o Koba, assim como escrevi na resenha sobre o GP de Cingapura, ele está no nível de evolução de onde Adrian Sutil passou (esfriou) e onde Vettel e Hamilton ainda estão: Koba varia entre altos e baixos na Escala Sen.

+ O que é isso? Calma. Koba, Vettel e Hamilton variam no que chamo de Escala Sen: muitas vezes SEN-sacional, como nesse GP do Japão, e muitas vezes SE-m Juízo (como vimos com hamilton e com o próprio Koba em Cingapura).

+ Ok, antes que um Professor Pasquale da vida venha dizer que "sem juízo" é escrito com "m" ao invés de "n", essa minha Escala Sen faz referência ao som da sílaba e ao significado das palavras. Realmente Koba alterna entre altos SEN-sacionais e baixos SEM noção.

+ Quanto a Suzuka, embora meio kamikaze, foi uma grande performance do japa. Uma beleza mesmo. De encher os olhos!

+ Quanto ao Massa, quando o emocional vai mal, aí todo o resto desenda. Como se ensina em qualquer auto escola, em um acidente, a culpa é de quem bate por trás. No caso, Felipe não foi simplesmente jogado para a grama. Rosberg estava com problemas na embreagem (por isso foi lento na largada). Felipe, como piloto do naipe da Ferrari, deveria saber que coisas assim podem acontecer. Massa não foi jogado para a grama, era basicamente isso ou encher a traseira do Rosberg.

+ Ou vai dizer que você queria que o Rosberg saisse da pista para você passar, Felipe?

+ Pior para o Liuzzi. Se tem alguém que pode se considerar azarado, amaldiçoado nessa história, esse alguém é Vitantonio Liuzzi.

+ Sabe o que separa os pilotos em atividade dos aposentados? Sorte. Quando ela acaba, Alboreto, Arnoux, Ickx e um monte de gente boa se transformam em coadjuvantes irreversíveis. Te cuida Felipe.

+ No mais, Alonso, Button e Hamilton fizeram o que dava. No fim, farantiram a sobrevivência de suas esperanças no título.

+ Na frente, a Red Bull deu asas para Vettel. Webber assistiu o cimpanheiro fazer barba, cabelo e bigode, o que dificultou a vida de quem brigava contra o sono e contra a corrida sonolenta.
Ao menos se tivesse chovido, né?

+ No fim das contas, vale ressaltar a beleza do capacete usado por Vettel. Com certeza, o mais bonito dentro o monte de pinturas (algumas muito toscas) que ele usou até hoja na F1.

+ Barrica (outro coloborador da monotonia), praticamente anônimo, marcou mais pontos preciosos na Williams.

+ Para finalizar, finalmente Schumacher andou melhor. Mesmo no sistema antigo de pontuação, Michael teria garantido seus caraminguás nesse GP. O tempo passa e a cada dia Schumacher (obviamente) pega mais a mão dos novos carros.

Ano que vem, com um carro feito com sua participação, aí sim teremos uma noção uma prova real sobre sua capacidade como piloto de F1 na atualidade. Para mim, o que mais está fazendo falta para Michael se chama... reabastecimento. Ninguém soube tirar mais vantagem disse que ele.

Quanto a sua idade, hoje as pessoas vivem mais e melhor. Para um dos pilotos com melhor condicionamento físico da hitória, não acredito que ter mais de quarenta anos seja decisivo para sua aposentadoria, ainda mais com carros cada vez mais "hidráulicos".

+ No mais, o negócio é esperar que o GP da Coréia do Sul seja realmente realizado. Fiz o papel de parede e não estou com tempo para fazer outro de última hora (rsrsrs). GO TILKE! GO! KKKK.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
("Sigam-me os bons", kkk)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

F1: notas sobre o GP

+ Nota para ao GP: 7 (sem o safety car, 2, para não dizer nota 1. Padrão Hungaroring de chatura).

+ Ok, vou reconsiderar. Juntando as punições com as faícas entre Schumacher X Barrichello e Sutil X Kubica, deu para passar. No fim das contas foi uma boa corrida para pontuar os 25 anos do GP na F1.

+ História MODE On: Hungaroring foi um marco para a categoria e para a União Soviética. Na época, Gorbachev tentava reformar a economia socialista e junto com Tio Bernie, chegou a um meio termo que satisfez as duas partes. Ter um GP da F1, um ícone do capitalismo, no fechadíssimo leste europeu era além de um antigo desejo de Ecclestone, uma demonstração de prestígio (na já combalida URSS). Pelo lado dos russos, Hungaroring serviu também como uma desmontração de que eles estavam dispostos a se "socializar" ($$$) com o resto do mundo (capitalista).

Anos antes, Bernie tentou por duas vezes fazer um GP em Moscou, seria uma pista de rua, mas os líderes soviéticos consideravam caro demais, além de "uma diversão besta". Bernie tentou então em vários países do leste europeu, até mesmo em pistas meio medievias a lá Clermont Ferrand (misturando traçados de rua com trechos de estradas). Como não era viável nem finaceira (nem em termos de segurança para os pilotos) chegou-se a um meio termo: foi construído Hungaroring. A Hungria não era a Rússia, mas ainda assim fazia parte da cortina de ferro e o desejo de Ecclestone em levar a F1 para locais "exóticos", "distantes" estava temporariamente saciado.

OBS: lugares distantes = mercado virgem >>> muito dinheiro esperando por Bernie... e ele curte muito i$$o, né não?

Hungaroring (em 1986) era muito mais travado que a versão atual... e isso não foi considerado um problema. Devido ao calor, a menor aderência dos carros, aos pneus da época, a maior quantidade (e diferença de desempenho) das equipes o circuito abrigou bons GPs no final dos anos 80.
Hungaroring era considerado muito moderno (leia-se, seguro) se comparado aos GPs daquela época.

Uma pena que a corrida tecnológica dos anos 90 tenha melhorado tanto os carros a ponto de tornar o palco do GP da Hungria meio obsoleto. Convenhamos, todo mundo sabe que há muuuuuuuito tempo esse é, junto com Monaco, o GP mais chato da temporada.

+ Pq continua no calendário???? Porque é também um dos mais rentáveis. Hungaroring é a chance que os finlandeses tiveram para torcer por Hakkinen e Raikkonen, que os poloneses tem para torcer pelo Kubica, que os russos tem para saldar o Petrov e por aí vai. No final das contas, em média 150 mil pessoas (no mínimo!) assistem a corrida de dentro do autódromo.

+ Já que falamos em Rússia, Petrov deu um chocolate no Kubica. Até agora, nas pistas em que já conhece (Istambul por exemplo), Vitaly tem andado tão bem ou até mais rápido do que (ninguem mais, ninguém menos que) Robert Kubica!

+ É aquele negócio, conhecimento é poder. Quem sabe mais, toma as melhores decisões e blá, blá, blá. Era essa a receita do sucesso do Senna. Enquanto os outros pilotos relaxavam em festas após os treinos, Ayrton virava a noite estudando seu carro, o circuito, o carro do seu companheiro de equipe (eheheh), e fazia o que mais fosse. Aí quando algo inesperado acontecia (chuva, ou desgaste excessivo do carro), enquanto os outros ficavam com as calças nas mãos, o brasileiro (que já tinha previsto uma solução para algum imprevisto) saia no lucro.

+ COMO PERDER SEUS LEITORES (em poucas palavras) MODE On: igualzinho você aí, né? Hum, fica na internet (perdendo tempo), lendo coisa de F1. Vai estudá, rapá!

+ KKKK.

+ Falando em Kubica, bizarro o acidente com o Sutil. Olha, bizarro². Sempre achei perigoso esses sistema dos boxes ficarem tão próximos um dos outros e ainda por cima ao lado do pit lane. Tem que alargar isso. Na Indy, pelo menos, o pit lane tem duas mãos, (em termos de largura). Na F1, não tem como dois carros emparelhar dentro dos boxes por causa da miséria no espaço destinado às equipes.

+ Sinceramente, demorou muito para acontecer algo assim. Não sei como acontecem tão poucos acidentes envolvendo carros e mecânicos. Acho Deus trabalha muito, e bem, convenhamos.

+ Ainda no meio do pelotão, 1° de agosto foi um dia de muita festa para a Sauber. De La Rosa fez milagres em cada dia deste final de semana eenquanto o Koba, mesmo tendo largado em 18° (!), em Hunagroring (!!), com um carro meia boca (!!!) chegou em 9° (!!!!!!! CHUCK NORRIS !!!!!!!).

+ Parabéns Tio Peter. Você merece.

No pelotão de trás, olha a LOTUS AÍ MINHA GENTE!

Nos treinos ficaram a mais ou menos um segundo da STR do Alguersuari. Olha, estou curioso para a próxima temporada da equipe. Se tudo continuar assim (pouca coisa é tão volúvel quanto o desempenho de uma equipe de F1, ainda mais de ano para ano, olha só a Brawn GP e a Mercdes, então não dá para prever nada), em 2010 acredito que (além desse teimoso aqui no VEL MAX e de uns gatos pingados aqui e alí) vai aumentar muito a torcida pelos carros verde metálico.

+ Olho para os carros do Trulli e do Kova, vejo os detalhes em amarelo e penso comigo mesmo, "essa é a pintura ideal para um carro do Brasil na A1GP".

+ Quanto as nanicas, em seu campeonato à parte (como se fosse a série B da F1), Glock venceu, mas a surpesa ficou por conta de Bruno Senna, fazendo seu pequeno milagre de cada GP naquele carro que parece ter sabão nos pneus.

+ Apesar da melhor volta entre as nanicas (e de mais uma largada Dragster, a lá Gilles Villeneuve), Di Grassi amargou o último lugar. Sakon Yamamoto não conta, convenhamos.

+ Quanto a Ferrari. Vettel foi punido, mas Massa continou em quarto. Por quê? Por que o Massa não estava em segundo, ora. Raciocínio retardado? Não. Por que não? Por o Alonso estava em segundo.

+ E por que o Alonso estava em segundo?

+ "Cale-se, cale-se, cala-se, que você me deixa louco" MODE On: por que ele estava mais rápido que o Massa. Basicamente isso encerra qualquer discução sobre o que aconteceu em Hockenheim.

Por "n" motivos, Felipe não sai do lugar nas corridas... e nos treinos sempre anda menos que o Alonso. Tem culpa a Ferrari disso????

Bom o Massa é, só que esse não é o ano dele.

+ Falando em gente que não vai lembrar de 2010 como um dos "melhores anos da minha vida", na Mercedes, Rosberg foi tirado da corrida pela própria equipe. É mole?

+ Poderia até escrever que, se por um lado foi ruim para a Mercedes (o embaraço com Nico) por outro foi... pior! O Ex-Greatest continua pagando mico... e fazendo a fama dos outros.

+ Ross Brawn disse que Schumacher não tentou jogar Barrichello no muro. Aham, não tentou jogar no muro. Michael só não queria que Rubinho o ultrapassa-se, né? Esses caras deveriam ser advogados... como na maioria, de fato ( na grande maioria), são.

OBS: a F1 basicamente se divide entre advogados, jornalistas e engenheiros dentro de fora das pistas).

+ Não que essa manobra defina Schumacher como uma figura execrável, um ser humano moralmente pior, mas sim o define como um piloto casca grossa. Com ele é na porrada mesmo. Ele quer ganhar e se você quiser tirar alguma vantegem dele, vai ter que pagar um preço. EM uma análise fria e calculista, é só isso.

+ Não sei se sou eu, mas não vejo tnta maldade assim na F1. Posso estar perdendo leitores, mas acredito que as pessoas geralmente romanciam demais o que veêm na TV. Senna fez o mesmo com Prost no Estoril(1988). Prost deu o troco em Suzuka … o automobilismo é cheio disso. O negócio é que o Schumacher tem uma má reputação nesse quesito (esportividade). Além disso, ele está por baixo e essa é a grande chance para "todo mundo" meio que se vingar dele. Não sou fã do alemão, mas no fundo todos sabemos que ninguém gosta (verdadeiramente) dos vencedores. Prova disso é a satisfação que se percebe em torno dos decepcionantes resultados do heptacampeão.

+ NO POPULAR: mito bom é mito morto (credo)

+ Voltando para a fechada do Schummy, esse tipo de piloto (ou pilotagem) costuma ser chamado de Mad Dog (cachorro louco). Esse tipo de manobra (por mais que não seja totalmente correta), é comum no automobilismo. Basicamente, a diferença entre o mocinho e o bandido quem faz somos nós, a audiência.

+ RESUMINDO:
fechada = automobilismo.
herói/vítima = o cara que vc torce
vilão = o cara que faz algo para a trapalhar/dificultar o sucesso do piloto por quem vc torce

+ Para finalizar esse assunto, vou reproduzir aqui um comentário que fiz em uma postagem do amigo Jorge Pezzolo:

"ficamos chateados com a Ferrari (em Hockenheim e com Schummy na Hungria) pq vemos a corrida como se fosse um filme, um programa de televisão, mas não é."

+ Ainda sobre s brasileiros, se Hungaroring tinha duas ultrapassagens históricas, agora tem três.

Isso graças à Rubens Barrichello. Está certo que ele chegou atrás do Hulkemberg, a estratégia não deu certo, mas a belíssima ultrapassagem valeu.

+ Ainda que ele tenha voltado ao nível bobo das declarações de seus tempos de Ferrari ("ele não passa mais", dãããã), Barrica está pilotando muuuuuuito! (Para mim), essa é a melhor temporada dele desde 1999 (em seus tempos de milagreiro na Stewart).

+ A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: os anos de ouro do Barrica

1994 >>> 1999 >>> 2010

OBS: talvez 2009, talvez...

+ Na Mclaren, Hamilton fez o que pôde, enquanto pôde. Já Doctor Button foi tão homeopático que acabou não fazendo nada.

+ No pelotão da frente, Vettel deveria ter ocupado os dois primeiros lugares do grid por só não ter feito chover nos treinos.

+ Na corrida, (além da vitória) Webber deveria ter chegado em segundo. Somando o desempenho esmagador na corrida, esse é o centésimo GP dos sonhos de qualquer piloto da F1.


Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

@FernandoRingel (“Sigam-me os bons”, kkk)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

F1: Notas sobre o GP


+ Nota para a corrida: 6 (mais uma vez por causa do safety car)

+ A F1 vive um certo "Complexo de Pista Seca", um período de estiagem composto por corridas que não dá para engolir. O remédio para a tal síndrome seria água, mas isso depende de São Pedro, e como sabemos que ele é Santo, mas mesmo assim não é "o" chefe (cumpre ordens divinas, né?)...
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Se os sintomas do "Complexo de Pista Seca" persistirem, pode-se usar um remédio genérico: Safety Car

+ Um dos principais sintomas do tal "Complexo" pode ser notado quando você olha para o número de voltas e pensa "mas ainda falta tudo isso para o final!". Nesse caso, reze para o safaty Car entrar na pista e salvar a corrida.

+ Quem diria que a F1 um dia iria se "Formula Indyalizar", hein? Enquanto os cabeças da "ex-Fórmula Indy" (convenhamos essa de hoje não é mais aquela dos Andretti, Unser, ect, né?) bancam os "Indyotas" (onde já se viu chassis mais horrorosos que esses Deltas Wings, Swifts, Kombis e Fuscas que serão fornecedores da categoria ano que vem???), Tio Bernie mostra seu lado genial ao pegar apenas o que vale a pena da rival...
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... e olha que nem estou falando daqueles rumores da Penske voltar a F1, hein?

+ Quanto as mudanças na pista, eh... "se a intenção dos engenheiros contratados pela FIA era diminuir as ultrapassagens" (tô irônico hoje), não deu certo. (Irrá!)
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+ A maioria das ultrapassagens aconteceu exatamente a partir do novo trecho de Goldstone, ops, Silverstone.
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+ Quanto aos pilotos, uma pena o abandono do Alguersuari. Depois de dar um pití digno de TPM após se classificar em 18°, o espanhol estava tranquilo a caminho dos pontos quando rodou, abandonando a corrida a poucas voltas do final.
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+ Além disso, protagonizou um dos melhores duelos da corrida com Rosberg... além de fazer o Buemi parecer um reject (novamente).
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+ Essa é a melhor dupla da STR até hoje. Isso pode parecer estranho já que a equipe teve caras do calibre de Vettel e Bourdais, mas no geral Buemi e Alguersuari são os melhores para a equipe. Quando um vai mal, o outro vai bem. Os dois são rápidos em circuntâncias diferentes. Dessa maneira a STR está sempre beliscando os pontos e essa diferença de estilos evita um choque direto entre os dois pilotos.
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+ O terror de um chefe de equipe é ter sua dupla de pilotos disputando o mesmo pedaço de asfalto. Aí o que acontece (por exemplo), é Senna X Prost.
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+ Atualmente, quando todos pensavam que seria Alonso X Massa, Vettel X Webber são os que ficam trocando unhadas e puxões de cabelo (kkkk).
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+ Ainda falando dos carros da marca "que te dá asas" (er, só para o Vettel), Webber venceu a lá Schumacher.
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Enquanto o australiano fazia barba, cabelo e bigode, correndo "no fio da navalha", Vettel foi quem bancou o barbeiro
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+ Pô, modéstia a parte, essa foi boa, hein?
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+ Em Silverstone podemos deduzir para qual dos pilotos da Red Bull Mick Jagger estava torcendo né Vettel???
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+ KKKK. Sem chuva, o que se viu foi um banho de Mark Webber. Como ele mesmo disse "nada mal para o segundo piloto".

+ Nota 10 pela performance, nota 20 pela frase e 25 pontos a mais no campeonato. Tudo muito merecido para a melhor fase, do melhor piloto australiano desde Alan Jones.

+ Por outro lado, Alesi deve ficar com lágrimas nos olhos ao ver essas aulas de como entrar pelo cano do Vettel...

+ Na Mclaren, Hamilton foi bem enquato Button foi péssimo... nos treinos.

+ Button + Silverstone = Barrichello + Interlagos, correndo em casa não dá muito certo embora Barrica seja bom só nos treinos enquanto Jenson melhore na corrida.

+ Na Mercedes, Rosberg deu outro show em cima do "ex-greatest".

+ Não fosse a mudança no regulamento (pontos até o 10° colocado), a situação do Schumacher seria mais ou menos como a panela de pressão em que Ivan Capelli passou na Ferrari.

+ Salvas as devidas proporções dessa comparação, apenas para ilustrar, com um carro bem mais problemático que a Mercedes W01, Capelli (segundo, pra não falar terceiro piloto da Scuderia) foi duramente criticado por ter chegado em 9° lugar no GP da Inglaterra de 1992. E olha que o italiano brigou durante as últimas voltas com Alboreto (Footwork-Mugen) e Comas (Ligier-Renault) pelo 7° posto.

Coincidência ou não, em qual posição Michael chegou no Grande Prêmio da Inglaterra de 2010? RESPOSTA: 9° posto (e segurando outros 3 carros claramente mais velozes).

+ Não estou dizendo que Schumacher esteja passando vergonha, como o Capelli realmente passou (e fez a Ferrari passar), em acidentes bizarros como o de Monaco por exemplo. Obviamente não estou dizendo que Ivan era melhor que o heptacampeão (seria loucura, né?). Estou dizendo que... foi exatamente a fama do italiano que o destruiu na Ferrari. Foi a expectativa alimentada por, como diriam os ingleses, "Paul Ricard/1990 entre outras stunning performances" com a pobre e limpinha March Leyton House, que fez todo mundo pensar, "esse Capelli vai destruir todomundo quando tiver um carro de ponta".

+ Pensa que esse Mercedes W01 é bom? É razoável, digno de uma equipe média em boa fase. O melhor desse carro assim como era a Ferrari F92A, é a pintura e o nome de uma marca fundamental no esporte. RESUMINDO: o melhor desse W01 é o prata acinzentado e o nome Mercedes.

+ De Rosberg (um piloto que ainda não venceu na F1), ninguém esperava muita coisa (então, se não fosse massacrado, já estaria de bom tamanho), mas do Greatest... qualquer coisa que não seja o título (no mínimo um punhado de pódios e algumas vitórias) já seria uma decepção. Para um cara com essa pressão, "apenas marcar pontos então", é tido como um desastre.

+ O negócio é que atualmente Michael está demonstrando ser um... ser humano (fraquezas + erros + acertos e tals). Normal, né?


A tal decepção não é exatamente com Michael, mas com a imagem idealizada dele,

contruída em torno do primeiro (entre os super pilotos da F1) a ter seu auge registrado e alimentado (em grande parte), por seus próprios fãs via on line.

A decepção acontece porque iludimos e nos deixamos iludir (especialmente no mundo virtual, terra onde ficção, realidade, verdades e mentiras se misturam nessa maravilha chamada internet). A decepção não é exatamente com o Schumacher. Ele é, e sempre foi assim para o bem e para o mal (além do quê, a idade realmente pesa na F1).
Troque o Webber de lugar com Michael para ver se, a bordo dessa Mercedes W01, o australiano venceria de ponta a ponta em Silverstone.
_
+ Na Williams, mais pontos para o Barrica enquanto Hulkemberg cada vez se aproxima mais do brasileiro, o que não significa exatamente muita coisa já que Rubinho sempre fica entre os últimos dos que pontuam... então, o alemãozinho geralmente fica chupando o dedo.

+ RESUMINDO: Hulkemberg 2 pontos (inclusive um em Silverstone! Parece que as coisas estão melhorando!!). Vamos ver quantos pontos o Barrichello tem. Er, 29 pontos???? (ih, Hulk, comemoramos antes da hora, hauhauha.)

Fatality, Barrichello Wins!

+ Lema Williams 2010: "de grão em grão, de ponto em ponto, a galinha, ops, a Williams enche o papo".

+ Na "Se-Ferrari", embora digam que não foi legal a penalização em cima do Alonso, eu achei legal sim. Muito legal, aliás. Não vou nem um pouco com a cara do espanhol, kkkk.

+ Já o Felipe, teve mais uma corrida que não foi "muito Massa", ehehehe.

+ Para finalizar o quesito má sorte, ele, o homem que luta como segundo piloto em uma equipe que só não é mais pobre que a Hispania(!), o homem que volta e meia está na zona de pontuação até que alguma coisa provocada por terceiros, (como um toque por trás by "Andrea De Sutil"!!), destrói sua asa traseira... e sua corrida!!!

+ Nessa fase, o espanhol poderia ser chamado de:

"Pedro De La Fossa"

+ Sniff, não sou fã do cara, mas tô começando a ficar com pena...

+ No mais, nos vemos no próximo GP, ou na próxima "tuitada", ou mesmo nos próximos posts aqui no VEL MAX (já tenho alguns prontos no estoque, ehehehe)

OBS: FURO MUNDIAL! Não é que acertei? Ehehe, Mr Bean (Rowan Atkins) estava mesmo no paddock em Silverstone!! Te cuida Bruno Senna.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CHARGE: "Pit Bull Racing"

__Já que Vettel ficou com a tal asa nova , Webber (pra não ficar atrás) também estreou um novo "bico". No fim das contas, apesar da vitória, cada um luta com as armas que tem (ou com o bico quem tem)...


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel ("Sigam-me os bons", kkk)

domingo, 27 de junho de 2010

F1: notas sobre o GP

+ Vai um wallpaper (1200 X 768) para o GP de Valencia?

+ Nota para o GP: 3 (muito? a nota 3 é, em 90%, mérito do safety car).

OBS: quando digo safety car, estou me referindo as "LOLtus Racing", kkkkk. Bonitinhos e ordinários, aquilo não anda! Credo...

+ Antes de falar do acidente, gostaria de começar pelo "curto-circuito" (hauhua) de Valencia. Se eu fosse fazer uma FÓRMULA DA VELOCIDADE para esta corrida, seria assim:

Valencia = lixo + luxo (?)

Nem um nem outro. Os dois somados. Essa pista é "o" extrato de lixo e luxo. Como é possível um arquiteto renomado fazer um projeto de pista onde NÃO HÁ COMO ULTRAPASSAR?

+ Pior: os caras da FIA estudam e aprovam a pista! Claro, eles olham só a segurança e infra estrutura do projeto, mas o pessoal deveria olhar mais para o espetáculo, se importar mais com os telespectadores. NÓS SOMOS 99% da audiência da F1 ("pelas minhas contas", ehehe). Embora a maioria dos telespectadores não tenha como ir aos autódromos assistir ao vivo, NÓS REPRESENTAMENOS MUITO $$$$$.

+ Por que Abu Dhabi e Valencia (além de todos os circuitos novos desde o remodelado A1 Ring) são belas porcarias? Ora, simples: são uma porcaria porque são perfeitos. É a improvisação que faz o espetáculo. Por que Michael Jackson dançava daquele jeito? Ele fez "milhares" de cursos e especializações no balé Bolshoi em Moscou? Neca, o neguinho aprendeu rebolando ao som dos clássicos da Motown. Ele curtia os dançarinos clássicos como Fred Astaire e Gene Kelly, mas como não fez escola nenhuma, simplesmente via e tentava fazer do seu jeito:
queria fazer + ñ sabia como + fez o melhor que podia =

...se auto proclamou o Rei do Pop, coisa que naquela época já era tão óbvia que ninguém ousou contestar.

Pq falei do Wacko Jacko em uma resenha sobre a F1? Sabe, nessa semana li (mais) um dos textos espetaculosos do Verde" (muita informação + humor ácido + Havoc = Textos Clássicos do Verde).

No caso, Leandro descreveu a história de Brands Hatch. Convenhamos, essa pista é uma obra de arte que "nasceu sozinha". Algumas subidas e descidas tem a ver com as próprias irregularidades do terreno, outras são herança dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. No fim das contas, Brands tem todo aquele charme porque o traçado é assim pelo bem e pelo mal ("oh, no!" by Johnny Herbert e Jacques Laffite).

Nesse caso, o homem se adaptou ao ambiente. Na F1, dos anos 90 pra cá, o homem tem adaptado o ambiente ao $$$. Os caras deixam os terrenos todos planos antes de começar a contruir tudo. Fica tudo com cara de jogo de video game. A coisa é tão grave que causa certa confusão a semelhança entre Bahrein, Istambul Park, Sakhir e até mesmo Sepang (Jerez De La Frontera made in Malásia). Os países são fundamentalmente diferentes, mas as pistas são quase idênticas, (tudo a mesma m!@#!@#).

Exatamente por isso Sandy e Junior é "aquilo". É tudo perfeito. Tudo bem tocado, afinado, bontinho e... sem gosto de nada. Por essas e outras digo:

GP de Valencia (F1) = Sandy e Junior

+ Ainda sobre os bastidores, (prometo que já começo a falar sobre o que aconteceu, ou não aconteceu, durante a a corrida). Até quando o povo vai teimar que essa não é a Lotus? Chapman morreu! THE END, MAN! E tem mais: para os Galvões Buenos da vida que dizem ser triste ver a Lotus tão mal, se nos anos 60 fosse necessário o dinheiro que as equipes gastam hoje para estar na F1, duvido que (mesmo sendo um gênio) Chapman teria tido como inventar coisas como o efeito solo.

+ Na verdade, com os gastos exorbitantes da categoria atualmente, se fosse assim na década de 60,
_
provavelmente Colin Chapman nem teria entrado
(como dono de equipe) na F1
_
+ Ah, só para lembrar, foi exatamente por causa do aumento massivo de gastos na categoria a causa da falência da Lotus, no início de 95.
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+ Depois de bancar o Advogado do Diabo, tenho que reconhecer: a Lotus esteve muito mais para "LOLtus" em Valencia. Apesar do carro, vale resaltar a brilhane idéia da comemoração dos 500 GPs da marca. Pensa que o pessoal da Proton é como eu e você que gostariamos de ver a Lotus de novo na F1 por puro sentimetalismo? Os caras ressussitaram a marca por causa disso ($$$$), ó. Uma marca como 500 GPs na F1 vale muito din-din. Além de ser uma maneira de conseguir publicidade gratuita, a Lotus Racing ainda deu um belo tapa com luva de pelica em quem insite em afirmar que ela não tem nenhuma ligação com a velha Lotus de guerra.

+ Falando sore ícones do esporte a motor, após o apagar das cinco luzes vermelhas , vimos uma luz no fim do túnel para "a" Vermelha. Porém, a boa nova foi apenas um flash. Assim como o placar eletronico ao dar a largada, durante a corrida "As Vermelhas" (Ferrari) também... "apagaram". Alonso suando para passar Buemi e Massa pagando mico no meio do pelotão, heni? KARAI...

+ Exatamente por aí, assistimos a primeira ultrapassagem da corrida, lá pelo meio do GP (!!!). Adrian Sutil merecia um prêmio, ainda mais por ter passado por fora... onde ninguem conseguiu passar nem por dentro.

+ HUMOR NEGRO MODE On: quero dizer, Webber conseguiu passar por ali... voando. HAUHUAHAUHAU.


Sutil + Force India VJM 04 = Capelli + March 881?

+ Para mim, é sim. (só desejo melhor sorte para o alemão. Convenhamos, mais azar que o Capelli, só mesmo um Stefano Modena da vida). Além disso as semelhanças com a March Leyton House não param por aí: Liuzzy = Gugelmin remixado.

+ Sem querer, a equipe de Vijay Malhia comprova a tese de que produto original é melhor que pirata: enquanto até o Liuzzy anda bem no Force India VJM04 original, Trulli e Kovalainen estão "abaixo da linha do sofrimento" com o Force India VJM04 falsificado, vulgo Lotus T-127.

+ Quem diria que Giancarlo Fisichella faria o pior negócio da sua vida ao trocar esse carro por algumas provas na Ferrari, hein?

+ A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE "GLORIOSOS FIASCOS ITALIANOS NA FERRARI":

CAPELLI >>> BADOER >>> FISICHELLA

+ Por falar em remix, olha só:

Riccardo Patrese X Gerhard Berger (Estoril 1992)






Mark Webber X Heikke Kovalainen (Valencia 2010)





+ Por mais "energético que estivesse no tanque de gasolina", nem sempre Red Bull te dá asas...


OBS: pq não mudar o nome do time para PIT BULL?

+ No mais, bela corrida da Williams. Se fosse realmente o Hulk da Marvel, ao sair do carro Hulkemberg teria ficado verde e com uns 3 metros de altura. O cara ficou "p" da vida. Pior para a barreira de pneus... ou para o dedão do pé dele, né? Ai.

+ Ainda na equipe do Tio Frank, Barrica quase conseguiu um pódio. Não sei você, mas para mim o cara está pilotando demais!


Se a Williams sofria de alguma doença,
talvez o remédio se chame Rubens Barrichello

+ Na Mercedes, apesar das voltas mais rápidas, interessante ver o Schumacher se "Barrichellizando"... no pior sentido (ultimos anos na Ferrari) da comparação.

+ Já Nico Rosberg lembrou até o Kova na Mclaren: rema, rema, rema, mas ... não fossem as punições tinha ficado longe dos pontos.

+ Nas insossas curvas de Valencia assistimos a mais um capítulo da novela "A Maldição do Piloto n°2 da Renault": não fosse punido Petrov teria marcado pontos. No fim, 9 foram punidos, mas só Vitaly "se ferrov".

+ "Bastião" Buemi continua colocando os "pingos nos is" na Toro Rosso. Pela terceira corrida em 2010 segurou com autoridade a Ferrari de Fernando Alonso.

+ Sei não, mas... qualquer hora a STR vai acabar perdendo os motores italianos "sem saber o motivo".

+ Pode ser paranóia minha, mas a Sauber (enquanto teve os motores Petronas, antigos Ferrari) sempre se comportou se fosse propriedade da Scuderia. Maranello mandava, a equipe suiça cumpria.

+ Falando na equipe do Tio Peter, se a corrida mereceu nota 3, Kobayashi merecia bem mais que os 6 pontos bravamente conquistados pelo japa. Na verdade, nota 10 pra ele! Que garra! Quando o carro é competitivo, Koba esbanja agressividade... até a última curva!!!

+ Não concorda? A Sauber atualmente só não é mais pobre que a Hispania.

+ No mais, vitória "fácil" de Vettel, Hamilton em segundo para desespero do "Chorando" Alonso e Doctor Button mais uma vez em um "homeopático" terceiro lugar.

+ O lema de Jenson parece ser:

"Quem ri por ultimo ri melhor"

+ Pensou que eu ia escrever que o "Damon Hill", né? hauhauhauhau.

+No mais, "o Ministério da Saúde (em VEL MAX TOTAL) adverte: não use drogas,

DONNINGTON NUNCA MAIS (nem com chuva)!

+ Até Silverstone (eba!).

OBS: essa pista, principalmente o traçado dos anos 80 poderia se chamar GOLDstone, né?

Ehehehe, um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

domingo, 30 de maio de 2010

F1: notas sobre o GP

+ Nota para a corrida: 8

+ Muito alta a nota? Olha, para os padrões dos GPs de F1 disputados em Istambul Park, foi muito bom sim, ainda mais porque as ultrapassagens aocnteceram mesmo sem chuva.

+ Para começar bem este post, finalmente a Sauber saiu do zero (!), com seus dois carros completando a corrida!!

+ Depois de mais uma demonstração de talento do japa Kobayashi nos treinos, não fosse a bela recuperação de Adrian Sutil, De La Rosa também teria chegado nos pontos.

+ Dá-lhe Peter Sauber! Bora mermão, vamô virá esse jogo rapá!

+ Quanto a "Turma do Fundão", todos foram bastante apagados durante a corrida turca.

+ Trulli estreou a milionésima pintura de capacete . Nunca vi um piloto se importar tanto com o que vai na sua cabeça. Vai ver o sonho dele é ser cabelereiro, kkkk.

+ (Ainda) um pouco mais atrás, Chandhok fez número enquanto Bruno Senna vem tirando o máximo de proveito de sua vaga na Hispania. Acredito que de agora em diante a imagem de filhinho de papai (ou "sobrinho de titio"), acabou. Bruno está transformando uma dificuldade em oportunidade.

+ Como dizia Ayrton Senna "você deve transformar uma emoção ruim em uma coisa boa, fechar a viseira e usar isso a seu favor na pista".

+ Senna = Filósofo (de novela das 8, huahuahuahuahuahuahuahuahuahuha)

+ Na boa, só de não andar em ultimo, para Bruno já está bom. Melhor ainda se acompanhar o ritmo das Lotus, ultrapassar as Virgin e ainda ficar algumas voltas na frente de uma Williams (Hulkemberg)... sem se envolver em acidentes.

+ CLAP, CLAP, CLAP! Palmas porque o "Senninha" está merecendo.

+ Ainda sobre a "Turma do Fundão" (ou seria Coworth Team?), fiquei espantado ao ver o Barrica tendo que se esforçar para não ser ultrapassado pela... LOTUS DO KOVALAINEN!!!

+ Se Istambul Park revela o quanto um carro é bom, ficou claro o quanto essa FW32 é uma droga.... e olha que eu nem falei do "motor de 1,99" da Cosworth.

+ Claramente, Hulkemberg foi mais uma vez massacrado pelo Barrica, mas nenhum dos dois teve a mínima chance de conseguir um bom resultado. Poor (e teimoso) Frank Williams...

+ Deixando as estreantes e a Williams para trás, vamos falar sobre as equipes que tem motores de verdade.

+ Na "Renault made in Russia", Kubica segue fazendo seu pequeno milagre de cada GP, enquanto Petrov impressionou ao dar um calor no badalado companheiro de equipe.

+ Nunca fui com a cara do Alonso, mais ainda depois de acabar com a bela corrida do Petrov.

+ Apesar do quê, foi um acidente de corrida. Segue a novela "A Maldição do Carro N°2 da Renault".

+ Na Red Bull, vamos analisar os fatos com calma: Vettel naturalmente é melhor que Webber em condições adversas. Webber tem um estilo de pilotagem mais cauteloso. No momento da ultrapassagem pingos de chuva molhavam as cameras on board. A previsão das equipes é que iria chover em muito pouco tempo.

+ Tudo isso somado a pressão que Vettel está sofrendo (coisa que ele não está acostumado, pois até hoje ELE fez isso com seus companheiros de equipe), o alemão viu que em condições normais a coisa estava difícil, enxergou uma chance de virar o jogo e foi nela...

+ ... o problema é que ele provavelmente Sebastian passaria reto na curva, pelo ângulo muito fechado ou pela por estar na parte suja da pista. Além disso, ele quis dar um chega para lá no Webber, meio que desmoralizar o companheiro, mostrar quem é "o" cara que no mano a mano. Senna e Mansell gostavam de fazer isso.

+ Webber ficou na dele, não facilitou e CRASH! Muito além de peças voando pela pista, a manobra barbeira arranhou a imagem brilhante do Vettel.

+ Essa manobra foi muito parecida com a decisão do titulo de 97: todos apedrejaram Michael Schumacher, mas o que aocnteceu é que faltou sangue frio ao alemão. Villeneuve dificilmente passaria Schummy em uma pista sinuosa como Jerez. O canadense viu uma chance, foi com tudo e... não fosse a "ajuda" do Schumacher, teria tomado um belo X, se é que não teria acabado na brita.

+ Mudando de assunto, mas sem tirar os pés do GP da Turquia, vamos dar uma pausa.

+ MOMENTO OFF. Toda essa rivalidade entre companheiros de equipe nessa temporada me fez pensar. Não é a toa que as ultrapassagens "voltaram com a ser moda" na F1. Essa é a melhor geração de pilotos desde as revelações surgidas nos anos 80. Vejamos em detalhes essa geração Flashback:

a) Webber = Patrese (pós Monza 78) + Damon Hill
Nota zero em carismo, estilo discreto porém eficiente sendo que não afina quando alguém chega tocando roda.

b) Lewis Hamilton = Nigel Mansell
Arrojado sem ser maluco, embora em determinados momentos tome atitudes inconsequêntes, Lewis dá show. É o único que anda de lado, consertando a traseira na saída das curvas, sem falar no imenso apetite com que parte para cima dos advesários. Ao mesmo tempo em que assume a posição de predador, muitas vezes ele mesmo se prejudica.
Belo bem ou pelo mal, está sempre ligado aos posts e tópicos que "fervem" de comentários nos fóruns e comunidades espalhadas pla internet.

c) Jenson Button = Alain Prost
Aparentemente um lerdo. APARENTEMENTE. Quando quer dificultar, Jenson é tão duro quanto Trulli, sem parecer desleal. Quando precisa é agressivo e decidido como vimos quando conquistou seu titulo, em Interlagos no ano passado.
Um gentleman robótico = raramente comete algum erro, provoca ou se envolve em algum acidente.

d) Sebastian Vettel = Jean Alesi
Extremamente veloz, um admirável controle do carro, mas... asempre tem um "mas" ou um "se" quando o assunto é o jovel alemão. Vettel tem o que Alesi nunca conseguiu: um carro verdadeiramente vencedor, mas carrega, e alimenta com manobras desastradas como essa na Turquia, a imagem de "piloto do futuro". Uma maneira de falar que ele é bom demais para ser chamado de veloz barbeiro, mas que "ainda não está pronto".

e) Felipe Massa = Gerhard Berger
Alterna performances arrojadas com atuações cerebrais, até mesmo apagadas. Embora seja indiscutivelmente um piloto de ponto, sempre há quem duvide de sua capacidade como um virtual campeão. Além disso, é um piloto querido pelos Tifosi, assim como Berger foi... e olha que nem coloquei o Berger como precedente do Massa em função dos graves acidentes que cada um sofreu pela Scuderia, hein?

f) Fernando Alonso = Alan Jones/Nelson Piquet
Nesse caso, a comparação com Jones (sei que ele veio dos anos 70) fica mais conta do tom curto e grosso, até mal educado do espanhol (e por manobras "vc que se exploda" dentro da pista). Em treinos e corridas, muito mais instintivo (Jones) que inteligente (Piquet), Alonso demonstra um talento nato, nada a ver com as sensacionais táticas criadas por Piquet.

g) Robert Kubica = esse vou ficar devendo uma comparação com algum piloto dos anos 80. O único que, para mim, se assemelha exatamente ao estilo do polonês é Clay Regazzoni, mas essa fica para um post sobre os anos 70.

Talvez Kubica possa ser compara ao Berger (pré acidente em Imola 89). Arrojo, pilotagem técnica temperados por pequenos milagres e muitos pódios.

h) ainda poderia colocar Barrichello como uma atualização do Jacky Ickx, Kobayashi na Sauber como um remix do Wendlinger na March, mas aí já ia virar bagunça, né?

+ Vendo a temporada 2010 por esse ângulo, se fosse feito um filme sobre essa temporada, poderia se chamar "De Volta para o Futuro", né?

+ Ainda seguindo esse raciocínio remix, Michael Schumacher seria o "Mirraél Schumárrer" (by Galvão Bueno). Pq? Ora, um carro confiável, veloz porém longe das vitórias, empurrado com um bom motor embora não o mais potente.

+ Ainda no "alfabeto flashback 80", na letra i:
i) Michael Schumacher/ Mercedes = "Mirraél Schumárrer"/Benetton Ford (1991)

+ Voltando ao presente, de uma hora para outra Rosberg passou a ser mais lento que Schumacher. Normal. Agora tudo está normal. É assim que funciona quando Schumacher é o primeiro piloto. O negócio é que o heptacampeão demorou para pegar o ritmo enquanto Rosberg já estava "na balada" dos novos F1. Você acho que Nico tem a liberdade de ter um carro igual ao do Schumacher?

+ Se a Mercedes tivesse feito um carro tão bom quanto o da red Bull, talvez, mas como eles tem que correr atrás da concorrência, claro, todasa sinovações vão para o carro do primeiro piloto. Coisa normal no automobilismo, ainda mais se esse primeiro piloto é o Fangio + Jim Clark da nossa época.

+ Além disso, na boa, Nico está fazendo bem seu papel: não passar vergonha. Na verdade, até esta sétima estapa da tempora, o "Rosberguinho" já fez bem mais do que todos esperavam em todo esse primeiro ano dele por uma equipe realmente de ponta.

+ Falando em Mercedes, Sutil teve uma recaída quanto a sua tendência para a destruição de carros, mas (recuperado do acidente na sexta e do azar no sábado) fez mais uma vez seu pequeno milagre de cada GP: 9° (e brigado) posto, para a felicidade do Seu Vijay Malhia.

+ Pior para o Liuzzy. Se eu fosse dono de equipe, já tinha feito uma proposta para o Sutil.

+ Na Mclaren, tudo azul, ou melhor, tudo prata, da cor dos troféus e da espuma do champagne. Em condições normais, as Red Bull estavam claramente segurando Button e Hamilton. Se deve muito a isso a afobação de Vettel na tentativa de ultrapassagem em cima do australiano.

+ Hamilton mereceu a vitória pelas performances fantásticas e desastradas até este momento em 2010. Um verdadiro showman, digno de ser comparado ao Mansell.

+ Button, como sempre marcou pontos. Muito bonitas as ultrapassagens do inglês. Primeiro, por fora em cima do Schumacher, depois a mesma coisa em cima do Hamilton.

+ Montreal de volta, Schumacher de volta, Massa de volta, as ultrapassagens de volta. Este ano está servindo para sedimentar as mudanças instituidas em 2009. As coisas estão voltando ao seu devido lugar. Como escrevi no meio deste post "De Volta para o Futuro", baby.

+ Ah, e a Ferrari? Bom, digamos que o melhor piloto com motor Ferrari em Istambul foi... Jaime Alguersuari. KARAI!

+ Nos vemos no GP do Canadá. Ainda bem, tava com saudades.

OBS: não é por nada, mas... o que mais gosto no Gilles Villeneuve, é o traçado do GP do Canadá em Montreal, ehehehhehe.

OBS2: Sorry, Villeneuve Sr´s fans, kkk.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br
@FernandoRingel

segunda-feira, 17 de maio de 2010

F1: notas sobre o GP


+ NOTA PARA O GP: em termos de Mônaco (disputado em pista seca), nota 8

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+ Antes das notas, tenho que confessar três coisas: não gosto das corridas disputadas em Mônaco, Indianápolis e muito menos das 24 Horas de Le Mans. São corridas muito longas. Antes de tudo, uma corrida televisionada é um programa de TV então, ela tem que acabar antes de você ficar de saco cheio. A corrida tem que acabar como todo programa realmente bom: você tem que pensar “mas já acabou? Queria ver mais...”.

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+ Antes que você fique com preguiça de ler o resto das notas, vamos fechar o raciocínio: apesar de não gostar dessas corridas, por sua longa duração (Le Mans), perigo excessivo (Indy 500) ou por sua monotonia (Mônaco), reconheço o que elas representam e gosto (isso sim!) da festa que envolve sua realização. Principalmente, gosto de como as pessoas aparentam estar mais felizes nessas corridas.

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+ Por que eu disse isso? Porque em geral a moda parece ser criar pistas de rua e de uns tempos para cá, todas tem em seu DNA uma tentativa (frustrada) de recriar o clima de Monaco. Por que um brinquedo caro como Abu Dhabi não funciona? Ora, porque Monaco é um circuito chato sim, difícil, mas é assim porque foi criado a partir das limitações e características da cidade. Por isso Montjuich Park e Enna Pergusa tem seu charme: o traçado pode não ser o ideal, mas o circuito é assim porque é isso que o terreno permite construir, e os engenheiros fizeram o que puderam para fazê-las empolgantes. Não simplesmente fazer um tipo de “Mônaco do Paraguai”.

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Podem existir pistas melhores (um monte delas), mas essas são essenciais porque (tanto para o lado positivo quanto para o negativo) são circuitos originais.

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+ Assim como diz o Hino Nacional do Brasil, essas são corridas fundamentais porque são “gigantes pela (sua) própria natureza”. Por isso, a nota 8. Apesar de ter sido em Monaco, para os padrões das corridas em Monte Carlo, foi muito boa sim.

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+ Mudando de assunto, (mas ainda misturando as categorias top) deu certo a versão Monaco Formula Indy: ainda bem que toda hora teve bandeira a amarela e safety car. Se toda vez em que um GP de Monte Carlo estivesse chato, o safety car entrasse na pista, seria a salvação!

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+ Menção honrosa para a transmissão da Globo, disparada a melhor dos últimos tempos. Luciano Burti matou a pau em cada comentário.

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+ Prova disso é que o Galvão nem tentava discordar (fato inédito). Até o Reginaldo aparentou estar menos formal.

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+ Viu? Monaco é muito importante pelo que representa, pelo lado emocional, psicológico da F1. É como se fosse todo mundo voltando para casa para rever a família.

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+ Até pq, se a F1 é $$$$, claro que ela casa muito bem com um país de milionários (ou seria um condomínio de luxo?) , cheio de cassinos como Mônaco.

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+ RESUMINDO, poderia até fazer um novo post para a série COMBINAÇÃO PERFEITA:

__________________________MONACO >>> $$$ >>> F1

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+ Dentro da pista, mais pontos para Vijay Malhya!

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+ Além de Sutil (quem foi o psicólogo que consertou os nervos do alemão?), Liuzy também marcou pontos!!!

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+ KARAI Mode ON: sobre a Force India, o que mais espanta é que há três anos, ela era uma mistura do que são hoje Lotus Racing e Hispania!!!

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+ Falando em equipes com motor Mercedes, a McLaren participou do GP de Monaco????

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+ HUMOR NEGRO MODE ON: Jenson Button não quis comentar a frase acima, ehehe.

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+ Mudando de assunto, mais uma vez deu tudo errado para a Sauber. Infelizmente a equipe está indo para o brejo... sniff, sniff, sniff.

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+ Ainda sobre a turma do fundão, Chandhok assumiu o posto que costumava ser ocupado por Adrian Sutil: se alguém fizer alguma bobagem, será na frente, atrás ou envolverá o pobre Karun Chandhok.

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+ KARAI Monde ON2: qualquer um ficaria “p” da vida com isso, porém na Rascasse a situação tomou um clima dramático.

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+ No “acasalamento” entre a Lotus do Trulli e a Hispania do indiano, quase que Karun perdeu a cabeça... literalmente.

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+ Quando vi a parte de trás do Santo Antônio destruído, lembrei do que Bruno Senna falou sobre a falta de peças na equipe e pensei comigo mesmo, “pelo menos agora o carro do Chandhok vai terá uma inovação aerodinâmica na Turquia, kkkk”.

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+ FÍSICA TOSCA MODE ON: menos carenagem = menos arrasto, certo?

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+ Sobre a Lotus, Trulli estreou mais uma pintura em seu capacete (deve ser a milésima). Parecia que Petrov estava pilotando os carros verdes...

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+ De alguns ângulos, parecia que o espanhol Marc Gene estava pilotando uma Jaguar.

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+ Lembra do carros verdes espelhados da ex-Stewart???

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+ Tanto como era na Jaguar quanto é atualmente na Lotus, do carro só se salva a (magnífica) pintura.

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+ Na Virgin, o pessoal continua jogando R-Factor. Pena que eles não conseguiram um MOD decente para Mônaco.

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+ Quanto aos sofredores dos carros vermelho e preto, apesar do sobrenome, Di Grassi vendeu caro a ultrapassagem a Alonso.

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+ Curiosamente, Jarno “chicane” Trulli deixou o espanhol passar de graça, kkk.

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+ Quanto aos milagreiros, Barrica vinha usando e abusando de sua experiência nas curvas de Mônaco quando a suspensão traseira quebrou e jogou no guard rail seus pontos...

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+... exatamente como aconteceu em 99. Barrica vinha fácil em quinto quando a suspensão traseira destruiu nas Piscinas a corrida do brasileiro.

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+ Coincidência ou não, Barrichello está em sua melhor temporada desde 1999. Vai ver a pilotagem do brasileiro se adapta melhor ao torque dos motores Ford.

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+ Sobre a falta de potência dos motores Cosworth, vou reproduzir (depois de “uns 10 anos sem entrar no Orkut”) um comentário meu na F1 Brasil:

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“Não é de hoje que os Cosworth são assim. Só foram top até os anos 70. Desde os anos 80 eles disputam as equipes médias e pequenas com Judds e Yamahas da vida.

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A única equipe em que o motor funcionou foi com a Benetton, mas aí não era exatamente a Cosworth. A Benetton era a equipe oficial da Ford na categoria, tanto que a Mclaren (mesmo contando com o Senna) teve que aceitar motores "b" em 93 pq (blá, blá, blá, todo mundo sabe dessa história, né? Para quem não lembra) o compromisso da Ford era com a (na época) equipe de Michael Schumacher.

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A diferença entre os Cosworth e os Ford era tanta que, de trunfo para a Benetton, foi o que causou a morte da Lotus.

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Quanto ao carro não destracionar mesmo com o pé cravado no acelerador, a grande qualidade dos Cosworth sempre foi a dirigibilidade. Até por esse motivo se tornou uma espécie de motor oficial das equipes pequenas... ou com menos dinheiro, o que significa (na maioria das vezes) chassis piores.

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Convenhamos, o que é o caso da Williams hoje, mas que a Cosworth está pior do que de costume, isso está.”

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+ Ainda sobre a Williams, a cada ano um carro praticamente novo é construído... e praticamente reconstruído durante a temporada. Mesmo assim, os carros de cada equipe tem suas características básicas. Repare como a McLaren sempre anda bem em Hungarioring. Coisa ligada às características estruturais dos projetos MP4. Da mesma maneira, as Williams FW volta e meias são muito instáveis.

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+ Até por isso eles partiram para os recursos eletrônicos no inicio dos anos 90, coisa que solucionou alguns problemas aerodinâmicos.

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+ Pelo mesmo motivo, a FW16 de 1994 era tão nervosa: puxaram a tomada do vídeo game e o que ficou foi um carro veloz porém bastante instável.

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+ Posso estar falando a maior besteira do mundo, mas a maneira como Hulkenberg foi reto na “reta curva” do túnel me lembrou o acidente fatal do Senna.

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+ Claro, apesar da explicação digna de tese de doutorado do Luciano Burti, o acidente aparentou ser um pouco de barbeiragem do Hulk tbm.

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+ Em Mônaco, como em toda grande evento esportivo, acontecem várias provas preliminares antes da F1. (coisa que nunca entendi, os personagens principais da festa pegam a pista toda suja de óleo, peças, borracha...)

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+ Pode ver que ao bater, o carro levantou uma nuvem de poeira digna da reta principal da SP 300. Além disso, o carro que vinha atrás (Bruno Senna) deu uma bela atravessada no momento em que a Williams do alemão ainda “se esfregava” no guard rail. Algumas voltas depois Di Grassi quase perdeu o controle do carro na saída do túnel.

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+ Quando Hulk saiu do carro, pensei comigo, “hum, isso é ruim porque a equipe vai falar para o Barrica andar com mais cuidado”. Cerca de uma hora depois, a suspensão do brasileiro quebrou (segundo Rubinho, o volante entortou durante o pit stop!!!).

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+ Vai ver foi mesmo um problema do carro não se entender com as características da pista (zebras, asfalto, etc).

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+ Na Ferrari, “o ano não está nada Massa, para o Felipe”, kkk. Parece que o brasileiro está sofrendo de "SÍNDROME DE MICHELE ALBORETO".

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+ RESUMINDO: teve sua chance de ser campeão pela Scuderia, mas depois, só azar. Tomara que seja penas uma má fase.

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+ Schumacher está saindo de uma maré ruim, Felipe ainda está tomando alguns caldos enquanto Alonso (como escrevi na resenha sobre o GP da Espanha), voltou a ser rabudo como nos anos em que conquistou seus títulos na Renault.

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+ Por falar na "ex-equipe francesa", na Renault "made in Russia", a expressão nervosa do Petrov ao ficar fora do Q1 tem nome: Robert Kubica.

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+ O terror de qualquer piloto não é exatamente ser mais lento que o seu companheiro, mas sim... ser muuuuuuuuuuito mais lento que seu companheiro. Pensa que foi o Briatore quem demitiu o Moreno na Benetton? Neca, foi o Piquet.

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+ Da mesma maneira como Senna “demitiu” Michael Andretti, Vettel “mandou embora” o Bourdais...

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+ ... e não é caso de dizer que os pilotos citados eram fracos. Quando um cara tem performances brilhantes como o Prost na Ferrari em 90, até mesmo um Nigel Mansell fica meio apagado...

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+ Apesar de concordar com Jackie Stewat quanto ao negócio de o piloto não assumir riscos desnecessários, dá gosto ver um piloto andando mais que o carro. Não via isso o que Kubica vem fazendo desde o Vettel na STR.

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+ Falando em pilotos que fazem a diferença, e o Schumacher, hein? Não fosse a jogada de mestre do heptacampeão na saída da Rascasse, perguntaria se o Michael não teria trocado de capacete com Mark Webber.

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+ Ao menos uma nova ultrapassagem os tributos do Schummy terão daqui para frente, Seu retornou não foi completamente em vão.

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+ Ah, quanto ao Webber, como escrevi no GUIA VEL MAX F1/2009: Mark é o melhor piloto australiano desde Jack Brabham!

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+ Para finalizar (e dispersar qualquer dúvida sobre o cara), Webber é o único que conseguiu andar rápido nos belos e frágeis carros da Jaguar, então... DE OLHO NO CARA PQ ELE ESTÁ ACELERANDO COMO NAQUELES TEMPOS (e agora está no melhor carro do ano)!

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+ Te cuida Vettel.

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OBS: por absoluta falta de tempo, esqueci de mandar para o (Bandeira) Verde (kkk)uma dica de "performance FULL HD" em Monte Carlo: Michele Alboreto em 1985. Um show (em uma época em que a pista era bem mais estreita que hoje em dia)!

OBS2: enquanto a Sauber segue em sua veloz via cruscis pela temporada 2010, nessa semana postarei mais o DOSSIÊ BÁVARO, série de posts sobre a BMW F1, escrito pelo amigo Pedro Ivo e ilustrado por mim, mim Ringe, ops, Fernando Ringel, hauhauhauhauhauha.

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OBS3: criei o meu Twitter há duas semanas, mas até agora não fiz nada com ele. Enconrajado pelo comentário do amigo Jorge "Pod do Pezzolo" (eheheh), vou ver se começo a mexer nele. Quem quiser me adcionar @FernandoRingel.

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Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br