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quinta-feira, 4 de março de 2010

TEXTO:

__É pessoal, como prometido, está aqui o post extra, finalizando o Dossiê sobre a Toyota. Demorei pois estava esperando o scanner do Pedro Ivo sair da UTI. Infelizmente, parece que assim como a Toyota na F1, a multifuncional do Pedro já era e como essa demora estava empacando a fila de Dossiês que vão passar pelo VEL MAX, decidimos postar apenas o meu material: duas reportagens que encontrei por acaso em algumas revistas antigas sobre a pré-estréia da montadora na F1.
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Caso esteja difícil para ler, clique para ampliar. Abaixo vemos a primeira das várias mudanças na direção da equipe, fato comum em sua trajetória na F1...

__Já, já voltaremos com mais um dossiê, desta vez sobre a BMW Sauber. Como sempre, o texto fica por conta do amigo Pedro Ivo e as ilustrações de um tal Fernando Ringel, acho que é esse o nome, é um cara novo aí... (kkk)
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Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

TEXTO:

__UFA, chegamos a penultima parte deste dossiê! Neste post, Pedro Ivo analisa os pilotos que dirigiram os carros japoneses na última fase da equipe.
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As montagens ficam a cargo de um tal de Fernando Ringel.

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______2005 a 2009: os pilotos


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Ricardo Zonta: O outro brasileiro, que ficou com eterna fama de test-driver (ainda que desse um calor em seus companheiros de equipe freqüentemente), Zonta teve um longo relacionamento testando os bólidos japoneses, e com um TF106 estabeleceu o recorde de tempo no circuito de Laguna Seca, num vídeo que é bastante visto no youtube. No caso dele, ele sequer chegou a ter oportunidade de correr de fato pela Toyota, pois nas raras vezes que pôde fazê-lo, sempre era substituindo algum piloto acidentado. Sem contar que os anos afastados fizeram com que ele perdesse também. um pouco o ritmo de corrida necessário na F1.

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Ralf Schumacher: Sabe o ditado “cão que ladra não morde”? Então, se encaixa como uma luva pra Schumaquinho. O piloto já saiu da Williams mal-quisto, por pedir um aumento salarial no começo de 2004 sem mostrar resultados pra isso. Foi pra a Toyota e conseguiu alguns resultados até, mas pouco comparado à pompa que ele sempre colocava. Nas temporadas que ele correu haviam pilotos melhores que, no lugar dele, poderiam ter feito mais coisas com o carro que ele possuía.

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Jarno Trulli: O italiano é um piloto de “fases”, em algumas corridas dá uns lampejos de genialidade, tirando leite de pedra e colocando os carros na primeira fila. E fez isso por vezes com a Toyota. Mas, do mesmo jeito que dá esses lampejos, se apaga na mesma velocidade, se tornando apático na corrida, ficando fora da zona de pontuação, batendo ou quebrando. No geral não é um piloto ruim, mas faltava a ele o “algo mais” que a Toyota precisava pra prosperar.

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Timo Glock: O jovem alemão não era exatamente um piloto regular. Mas, pela sua pouca experiência, não dá pra reclamar, assim como seu desempenho em chuva, que pode muito bem melhorar com o tempo. No entanto, a crítica a Glock fica pelo fato de ele ser um piloto relativamente oportunista, do tipo que se aproveita mais dos pits pra realizar ultrapassagens que das disputas propriamente em pista. Em 2009 se redimiu e por algumas vezes lutou. Soube administrar bem corridas e conseguiu alguns pódios e corriqueiramente chegou na zona de pontuação. No geral um piloto com bom potencial, que, caso o time se mantivesse pra 2010, poderia evoluir bem.

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Kamui Kobayashi: O japonês (único “filho pátrio” no time de mesma nacionalidade), pasme, foi em duas corridas melhor que muitos dos pilotos que passaram pelo time. “Filho” da Toyota, que administrou toda sua carreira desde as fórmulas menores, mostrou sua gratidão com disputas de extrema garra e sagacidade, que chamaram a atenção do circo e do mundo todo. Tudo isso, repito, em apenas duas corridas. Koba pode surpreender. E o melhor, pode ser que não demore.

No final das contas, vemos que a equipe tinha potencial, mas que não soube administrar os problemas. As duas sedes (Alemanha e Japão) não se afinavam bem, e com isso não tinha como haver uma troca de informações ideal. Os resultados nos nove anos nunca corresponderam aos investimentos que a fábrica fez no time, pois nesse tempo a Toyota conseguiu muito menos que, comparativamente, a BMW Sauber conseguiu em quatro temporadas.

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Os pilotos nem sempre foram os melhores, prova disso é que Trulli e Schumacher – os mais longevos na escuderia – poderiam ser substituídos por outros no circo que certamente renderiam melhor e trariam resultados mais interessantes num prazo mais curto. E outros pilotos que podiam ter mostrado melhor seu potencial foram demitidos antes, como Da Matta, ou viram a escuderia fechar as portas antes de darem mais de si (ou até o melhor de si), como Glock e Kobayashi. Até mesmo a pintura, como foi dito acima, ajudou a escuderia a manter uma falta de identidade, mudando todo ano, mas com mudanças que pouca gente comentava ou prestava atenção. E prova disso é que seu primeiro modelo (TF101), logo o que nunca correu, é considerado o mais bonito não só por mim e pelo Fernando, como por muitas outras pessoas.

Por tudo isso, e por muitas outras razões que só quem esteve dentro do time nesses anos poderia dizer, a maior empreitada nipônica da história da Fórmula 1 não deu certo. Pra alguns, já foi tarde. Pra outros (como eu), uma pena.

No mais, descanse em paz, Toyota...

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Pensa que acabou? Nos próximos dias postarei alguns extras sobre a Toyota na F1. Análises e recortes de revistas, além da estréia de uma velha idéia. AGUARDE!!!
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Um abraço,
Fernando Ringel

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

TEXTO:

__Daqui em diante, Pedro Ivo comentará a passagem de cada um dos pilotos que pilotou pela escuderia japonesa em provas oficiais na F1.
_ __"Um finlandês, um escocês, dois brasileiros, dois alemães, um francês, um italiano e um japonês. Essa Torre de Babel compôs o time de pilotos da Toyota entre 2001 e 2009, dando como resultado números tão variados quanto as suas nacionalidades. Entre promessas que não se concretizaram, lampejos de bom desempenho, boas chances disperdiçadas - e outras até aproveitadas - e problemas de desentendimentos e demissões, tivemos de tudo um pouco. Abaixo, vem uma descrição breve de cada um dos que ocuparam o cockpit dos carros japoneses nessas nove temporadas, e uma definição daquilo que fizeram enquanto estiveram no time, fosse bom ou ruim."

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___________________________2001 a 2004: os pilotos

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Mika Salo: Único finlandês – e dono de um dos capacetes mais bonitos da categoria, na minha opinião – que correu no time, é um bom exemplo de piloto que mostrou potencial ao longo de sua carreira na Fórmula 1. Pilotou verdadeiras carroças em seus anos de pista, como Tyrrel em fim de carreira ou a Arrows de 98, e conseguiu resultados expressivos com todos esses carros. Durante um bom tempo supriu vagas que apareciam em aberto, como na Sauber ou na B.A.R., onde só correu uma corrida em 99 de deu nada menos que o melhor resultado da escuderia naquele ano. Poderia ter feito mais pelo time, mas foi mandado embora antes. Mostrou que ainda corre bem na Le Mans Series, onde dividia uma Ferrari F430 com o brasileiro Jaime Melo Jr.


Allan McNish: O escocês (único dessa nacionalidade na Toyota também) foi um exímio test-driver nos anos 90, tendo testado até pela célebre McLaren nos tempos de Senna e Berger. Seus préstimos no time nipônico foram os mesmos de Mika Salo, testando o ano carro durante o ano inteiro de 2001 e disputando a temporada 2002. Se o regulamento atual já vigorasse naquela temporada, McNish teria feito vários pontos. Contudo, ele é um bom piloto, prova disso é que já conseguiu excelentes resultados (incluindo vitórias) em provas de endurance, incluindo as 24 horas de Le Mans.


Olivier Panis: O francês (outro que foi único desse país no time) correu quase 2 temporadas pela Toyota como uma “aposentadoria”. Marcou pontos freqüentemente, e mostrou que apesar de estar em fim de carreira não era um peso morto no time. No entanto, também não iria durar muito mais tempo na escuderia.


Cristiano Da Matta: O brasileiro (cujo capacete lembrava muito o de Patrick Tambay)foi, na minha opinião e na do Fernando, um dos pilotos mais injustiçados dentro do time. Fez o que podia com os TF103 e TF104, e se tivesse continuado lá, poderia fazer coisa muito boa – pois tinha potencial pra melhorar e desenvolver o carro – mas por brigas internas foi mandado embora. Uma pena, pois isso sepultou em definitivo sua carreira na F1.

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Na quarta e última parte, Pedro Ivo analisa as passagens de Zonta, Trulli, Glock, Kobayashi e Ralf Schumacher pela equipe. NÃO PERCA!
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Os anos Toyota"

__...ou simplesmente, O DOSSIÊ NIPÔNICO, terá sua terceira parte postada nesta quarta feira.
Enquanto isso vou colocando no ar algumas das minhas ilustrações, ainda em "versão beta", com alguns errinhos, ehehe.
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Amanhã Pedro Ivo falará sobre as passagens de Mika Salo, Allan Mcnish, Cristiano Da Matta e Olivier Panis pela equipe. Não perca!

OBS: só espero terminar as outras ilustrações a tempo, ehehe.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Dossiê Nipônico

__Já, já, a terceira parte da série sobre os anos da Toyota na F1. AGUARDE!


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

TEXTO: O Dossiê Nipônico

__Dando sequência a essa nova série do VEL MAX, na segunda parte deste dossiê sobre a passagem da montadora japonesa pela F1, Pedro Ivo fala sobre a última fase da equipe.

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____________2005 a 2009: as temporadas e os carros

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__2005: De todas as temporadas que Mike Gascyone esteve à frente dos projetos, esse foi o ano que ele mais acertou a mão. A dupla de pilotos sofreu sua terceira mudança em menos de quatro temporadas, sendo agora composta por Trulli e Ralf Schumacher, que saiu da Williams. Foram 88 pontos e um 4º lugar nos construtores. Nessa temporada vieram os primeiros pódios também, com três terceiros lugares, sendo um de Trulli na Espanha e dois de Schumacher, na Hungria e na China Trulli superou Schumacher nesse ano ainda com dois segundos lugares, na Malásia e no Barein. Ainda nesse ano Schumacher sofreria um acidente em Indianápolis e Zonta o substituiria novamente, sem, contudo, completar a corrida. De todas as nove temporadas da equipe, essa foi incontestavelmente a melhor. Mas o investimento continuava não compensando. Basta dizer que ela gastou mais do dobro da Renault (campeã nesse ano), e, enquanto que os franceses foram campeões, os japas não passaram do 4º posto.

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__2006: Várias mudanças. Esse foi o último ano de Mike Gascyone e o primeiro equipada com os pneus japoneses da Bridgestone (nos cinco anos anteriores era Michelin) e com um propulsor V8, agora obrigatório pra todas as equipes. O ano teve um pódio solitário, com Schumacher no GP da Austrália. Nesse ano a situação começava a complicar para o time, e começaram a sair os primeiros boatos da saída da Fórmula 1. A pintura mudou pouco nas temporadas anteriores, e isso ajudava a manter o tom de mesmice, com o – a princípio bonito, mas depois cansativo – padrão “opa, derrubei um balde de tinta vermelha no carro”. O resultado foi inferior ao do ano passado, com 35 pontos e um sexto lugar nos construtores. Trulli e Schumacher ainda pontuavam regularmente, mas menos do que se podia esperar de um time com o calibre da maior vendedora de automóveis do mundo.

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__2007: 50 anos de competições a comemorar, um modelo novo, novos projetistas, staff técnico e... Menos pontos que o ano anterior (13, ainda que tenham ficado no mesmo 6º lugar do ano anterior). Afinal o que estava acontecendo com os japoneses? Por vezes a dupla de pilotos atingia a zona de pontuação. Mas desde 2005 foi o primeiro ano que não houve um pódio sequer. Com isso os boatos da saída da montadora aumentaram novamente, ainda mais depois de um desempenho pífio logo no ano de seu cinqüentenário nas competições...

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__2008: Mais uma mudança de pilotos. Sai Ralf Schumacher e entra Timo Glock, campeão da GP2 e também alemão, além de ex-piloto reserva da BMW Sauber. Em comparação a 2007 foi um ano bem melhor, com dois pódios (Trulli em 3º na França, e Glock em 2º na Hungria), 56 pontos e um quinto lugar nos construtores. Glock ainda conseguiu alguns pontos, o que indicou que o TF108 não era um carro tão mal-nascido. Só continuava carecendo do mesmo problema de todos os outros anos: muito investimento pra resultados no máximo medianos.

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__2009: O ano do “canto do cisne”: 59,5 pontos (o meio ponto se deve às pontuações fracionadas pelo dilúvio da malásia, onde a corrida foi encerrada com menos de 75% da distância total do GP percorrida) e novamente um 5º nos construtores. O início de ano indicou que dessa vez ia, que a Toyota brigaria pela ponta nos construtores e pilotos, e o TF109 parecia ser um carro bem-nascido e executado. Porém, depois do GP do Barein a coisa começou a desandar novamente. E, no finalzinho da temporada vieram os dois últimos pódios do time: dois segundos lugares, um com Trulli no Japão e Glock em Cingapura. Nesse mesmo ano Glock se machucou no GP do Japão e o test-driver Kamui Kobayashi, que marcou seus primeiros pontos no GP dos Emirados Árabes Unidos, em Abu Dhabi. A grande esperança de melhora surgiu num boato que a montadora planejava colocar Kimi Raikkonen num de seus carros pra 2010, mesmo sem o boato se concretizar. Mas antes disso a Panasonic Toyota F1 Racing fechou suas portas...

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__Na terceira parte do DOSSIÊ TOYOTA, Pedro Ivo disseca ano a ano, a passagem de todos os pilotos que guiaram pela equipe em corridas oficiais na F1. Não perca!
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Um abraço,
Fernando Ringel

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

TEXTO: O Dossiê Nipônico


__Já, já posto a segunta parte!
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

TEXTO:

__Amanhã postarei a primeira parte de um verdadeiro dossiê, feito pelo amigo Pedro Ivo sobre os "Anos Toyota". Não perca!
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Um abraço,
Fernando Ringel

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A FÓRMULA DA VELOCIDADE: Vermelho, branco ... FUI!

__ Zakspeed? A "Ferrari pobre" (construiam tudo no carro), veio prateada (prometendo muito), se vestiu de vermelho e branco e... adeus!

A Dallara, essa sim uma genuina "Ferrari do Paraguai" (italiana, vermelha e construtora de chassis para várias categorias, atalmente com força total na Indy), veio, conseguiu vários pontinhos, alguns pódios... e quando deixou de ser vermelha, 1993, caiu tanto que acabou sendo incorporada pela Minardi. (sentiu o drama? "acabou incorporada pela Minardi...")

Toyota: muito dinheiro + nenhum carisma + carros fracos e motores bons = cemitério de boas carreiras como as de Mika Salo, Panis, Mcnish, Da Matta, Ralf Schumacher, Zonta (eterno piloto reserva, apesar de sempre dar um calor nos titulares) e por que não dizer, Jarno Trulli.

Por isso digo, nesses casos, A FÓRMULA DA VELOCIDADE é: vermelho + branco = fui!

OBS: post nascido da retrospectiva (analítica) que o Pedro Ivo está escrevendo sobre a trajetória da Toyota e da BMW na F1, e que logo você lerá aqui no VEL MAX.
No caso, tanto para mim quanto para o Pedro, a pintura do TF101 é bem mais bonita, muito mais marcante que, a "ops, derrubei uma lata de tinta vermelha aqui", tradicionalmente usada pela Toyota, ehehhe... sem falar que a pintura lembra parece uma mistura oriental entre as laterias e o cockpit do Zakspeed 841 + o Santo Antônio do Dallara BMS-191.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vale a Pena Ver de Novo: F1 (com cara de HotWheels)

__Olá amigos, e não é que o Pedro Ivo, no início do ano, pegou no ar o que "matou" a equipe no final da temporada?
"Tamos chiquis", hein? Furo mundial, eheheheheh. Abaixo o post na íntegra, exatamente como foi ao ar em 19/03/09.

Toyota:

Em busca de uma identidade

Por Pedro Ivo

_ A Toyota entra na temporada 2009 meio que como entrou em todas as outras oito que participou até agora (2002 a 2008), ou seja, prometendo resultados e projetando vitórias.
Mas, a bem da verdade, a Toyota sofre é de uma certa falta de identidade. Talvez não só identidade. Precise também de uma afirmação dentro do circo.

A escuderia germano-nipônica já gastou um dinheiro enorme na categoria (se brincar, mais do que a Red Bull), e nunca obteve resultados à altura desses gastos. Para uma equipe que investe tanto, a Toyota obteve resultados modestos e tem sempre ficado na promessa. Começou em 2002, quando surgiu como novidade no circo, dando pinta de que seria uma escuderia

promissora, sendo que em 2004 já falavam até em vitórias. Ao final da primeira temporada mudaram a dupla de pilotos e trocaram um monte de gente na escuderia. Para 2004 tiraram, a peso de ouro, da Renault o projetista Mike Gascyone, que fez com que a escuderia obtivesse até alguns resultados, mas nada que fizesse jus às enormes cifras que eles continuavam - e continuam - gastando na F1.

Ano após ano essa história tem se repetido. Gastos e mais gastos (em 2005 investiram mais muito mais dinheiro que a Renault, enquanto que os franceses foram campeões e eles só ficaram em terceiro nos construtores) com poucos e até inexpressivos resultados. Some-se a isso pilotos superados ou que já não apresentam o desempenho de outrora (Trulli que o diga, e Glock ainda precisa de mais quilometragem pra se afirmar) e até mesmo a pintura, que não muda quase nada desde a estréia, mantendo aquele esquema (já citado em outro post) que chamo de "opa, derrubei um balde de tinta vermelha no carro". Todos esses fatores contribuem para a falta de identidade e afirmação da escuderia na categoria. Não há um piloto que a identifique (o Cristiano Da Matta poderia até ter feito isso, assim como Mika Salo e Alan McNish, mas todos foram mandados embora), não há um engenheiro, uma pintura marcante e nem resultados. Talvez a Toyota precise mesmo é dar uma repaginada geral.

Mas... será quando eles vão fazer isso?
Para essa temporada, mais uma vez eles mudaram bastante o carro. Não só pela questão de se adequar ao regulamento 2009, mas também porque se prestarmos atenção, veremos que a parte dianteira do TF109, principalmente o bico, não parece com nenhum outro modelo do circo esse ano, sendo bastante fino e alto, com suportes bastante longos ligando a asa dianteira a este. Porém, ao mesmo tempo em que mudaram bastante o carro, a dupla de pilotos continua a mesma do ano passado, Trulli e Glock. O italiano já apresenta sinais de cansaço e falta de motivação, que, somado aos últimos resultados da equipe, provavelmente será a temporada do "dá ou desce". Já o alemão começa a temporada 2009 precisando mais de experiência de qualquer coisa - a exemplo de outros pilotos como Nelsinho Piquet e Sebastien Buemi -, ou seja, continua como "promessa", sendo que se a equipe trabalhar bem ele pode até render bons resultados.

Em suma, a Toyota precisa provar muito e correr ainda mais para se firmar na categoria. E precisa fazer isso logo.

X_

_Lendo o texto do Pedro sobre a Toyota, lembrei da Ligier de 1992. Pq? Vamos por partes: o mesmo carro azul de sempre, patrocinadores de peso, engenheiros caríssimos (Gerard Ducarouge, por exemplo), o fantástico motor Renault V10 (mesmo da Williams, vice de 91 e campeã absoluta em 92) e principalmente, a Ligier de 1992 lembra a Toyota de 2009 na dupla de pilotos.
Pedro Ivo citou Trulli como "um piloto muito experiente e já um pouco cansado", e o alemão Timo Glock como "prestes a inciar sua segunda temporada, ainda uma jovem promessa". Isso me lembra Thierry Boutsen às portas da aposentadoria e a expectativa que ainda existia para que Erik Comas confirmasse a sua fama de piloto frio e veloz... sem falar que a Ligier, apesar dos grandes investimentos do final dos anos 80 e início dos anos 90, não fez quase nada na categoria nessa época. Vamos lembrar (mais uma vez):

1) Para começar, o desastrado e caro contrato de fornecimento com a Alfa Romeo que custou para a equipe as temporadas 86 e 87.

2) O chassis skate a lá Brabham BT55 e Mclaren MP4/4 que praticamente aposentou Arnoux e Johansson em 88 e contribuiu muito pra fazer a Ligier, em 89 e 90, brigar pra escapar da pré qualificação.

3) O belo e tremendamente ordinário chassis de 91, equipado com motor Lamborghini (as únicas coisas boas do motor eram o nome e o tremendo som) ... lembrando que esses são apenas três exemplos da longa história de desorganização da equipe do Tio Guy.

Claro que o desempenho da Toyota nos últimos anos é muito melhor, e mais profissional, do que essas temporadas citadas da Ligier, mas a grande expectativa criada pelos altos investimentos, as respeitaveis duplas de pilotos somados aos resultados modestos da equipe do velho Guy Ligier me lembram muito a Toyota.

Vale lembrar o titulo do texto do Pedro, "Toyota: Em Busca de uma Identidade". Apesar das estatisticas pobres, a Ligier era uma equipe simpática, tinha o seu "charme azulado e francês". Para a Toyota, conquistar uma identidade na F1 parece estar mais distante que a primeira vitóra._

Um abraço,

Fernando Ringel

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Leitores VIP: A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE

__EVOLUÇÃO DA ESPECIE: "cabelo, cabeleira, cabelud...", eheheheh, colaboração do amigo Raphael Serafim (http://www.full-machine.blogspot.com/) via e-mail:

__Muito antes do Equador ter chances reais de fazer bonito, ou até mesmo se classificar para uma Copa do Mundo, Alex Aguinaga era um craque! Em confrontos com o Brasil, geralmente a seleção equatoriana perdia de 4 X 1, 5 X 2, porém na maioria das vezes esses gols de honra eram feitos pelo Sr Aguinaga. SIMPLIFICANDO:Aguinaga na seleção equatoriana dos anos 90 = um desperdício, mais ou menos como hoje é o caso do Drogba pela Costa do Marfim.

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Claudio Caniggia, El Pájaro, ou simplesmente, O Filho do Vento, um tremendo craque da fase mais cabeluda da seleção Argentina. Em algumas fotos Caniggia lembra um tipo de Salsicha cabeludo (Scooby Doo), em outras Kurt Cobain ou até mesmo o Grosjean (vai entender, esse cara se parece com todo mundo...)

Já que este blog se chama VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL, normal que um dos jogadores mais velozes da história apareça por aqui...

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Jarno Trulli, piloto italiano mais fashion da história, sempre gostou de mudar a pintura do capacete e desde o começo desta década, começou a usar “cortes experimentais de cabelo”... na foto acima ele apenas estava cabeludo, mas, na boa, vai ver esses penteados loucos são apenas uma tentativa meio desesperada de esconder a careca, ahuahuahuahuahu.

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Quer aparecer aqui no VEL MAX e ser um LEITOR VIP? Então mande sua colaboração (via e-mail ou MSN, feringel@yahoo.com.br) seja uma montagem, uma foto que você achou interessante, uma idéia, mesmo uma crítica. Fique a vontade, aqui "A CASA É SUA".
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Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

quarta-feira, 25 de março de 2009

Guia Velocidade Máxima F1/2009: TOYOTA

__Apesar de estar na categoria há anos, parece não fazer parte da F1. Nunca entendi os altíssimos investimentos das montadoras japonas e seus modestos resultados na categoria.
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As duas, caríssimas e fracassadas, tentativas da Honda como equipe deixam claro como, na história da F1, poucos sabem fazer motor tão bem quanto os japoneses, mas, basicamente, só isso. Talvez a crise econômica ensine essa lição à eles. Se o Tio Frank não fosse tão teimoso, se metade do dinheiro que a Toyota investe em sua equipe de F1 fosse injetado em uma Williams da vida (por exemplo), a equipe do Tio Frank seria novamente favorita ao título. Pena que tanto a Toyota quanto a Williams preferem morrer a pensar nesse possibilidade... e como no staff da equipe japonesa não tem ninguém do naipe do Tio Frank, a coisa fica meio difícil.
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Talvez esse seja o principal motivo para que, apesar dos investimentos na F1, a equipe japonesa tenha se tornado um cemitério de carreiras. Por quê? Vamos lembrar: Panis, Ralf Schumacher, Salo, Cristiano da Matta, McNish...e parece que pouco tempo Trulli será mais um sobrenome nessa lista.
Estranho como, em uma equipe tão rica, quem passa pela Toyota não vai muito longe.



Jarno Trulli (nº 9): Protagonista de momentos emocionates nos GPs, sempre se defendendo com unhas e dentes do ataque de algum piloto que está mais rápido, Trulli é o “gênio”criador dessa moda de correr com um capacete diferente por corrida. Se a Toyota não tem uma identidade na F1, essas mudanças permanetentes do capacete do italiano contribuíram bastante. Afinal, a gente lembra de um carro e lembra de um capacete. Lembra da Tolemam? Qual o capacete vc lembra? Claro que é o amarelo do Senna. Lembra dos carros pretos da Minardi? Qual o capacete que vc lembra? Claro que é o branco do Martini... lembra do carro branco e vermelho da Toyota? De qual piloto você lembra? Trulli, né? E qual era a cor do capacete do Trulli???????
Se mudassem o regulamento (mais uma vez) e dessem os pontos pelas posições de largada, pelo resultado dos treinos, aí sim o Trulli poderia ajudar mais a Toyota, já que nas corridas ele sempre perde rendimento.

Agora, uma coisa tem que ser dita: em termos de velocidade pura na classificação, Trulli é um dos melhores da história da F1, assim como era Mika Hakkinen. Em seus melhores dias, arrisco dizer que, nas voltas de classificação, Trulli é do nível de Ayrton Senna.
Timo Glock (nº10): Chuva e Glock são como água e óleo: não se misturam. O alemão se mostrou rápido, além de um ótimo autor de rodadas e batidas como a do GP da Austrália do ano passado, um hit do Youtube, quase tão popular quanto a pancada do Alliot no Mexico em 1988.
Alemão, rápido e discreto. Até o momento Glock é o candidato favorito a “Frentzen dessa década’
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Um abraço,

Fernando Ringel

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Yes, Nós Gostamos + dos Carros Bonitos (13)

Pedro Ivo, dando uma de Rianov Albinov (ehehe), desenterrou, e mandou pra gente uma raridade dos anos 2000:

Toyota TF 101
Olha só o contraste do azul do capacete com vermelho e branco do carro...

O Pedro ainda mandou mais informações sobre o TF 101:
"Esse foi o primeiro modelo da Toyota na F1, que ela realizou os primeiros testes ainda em 2001 e a pré-temporada 2002, até antes do GP da Austrália. Foi testada por Mika Salo (um dos meus capacetes preferidos da F1) e Allan McNish. Essa pintura aí é MUITO mais bonita que a dos modelos de 2002 até 2009 - aquele velho esquema "opa, derrubei um balde de tinta no carro" - com certeza um exemplar para o "Yes, nós gostamos + dos carros bonitos!""



Vendo essa pintura lembrei das Zakspeeds...

Complementando o texto do Pedro, em 1999, quando a montadora anunciou sua entrada na categroria, os japoneses tinham planos para estrear na F1 em 2001. Se isso tivesse acontecido o TF 101 seria o primeiro carro da Toyota na categoria... e provavelmente essa seria a pintura do chassis em 2001.

X

Muuuuuuuuuuuuuuuito obrigado pelos seus e-mails!!!

Atendendo ao nosso leitor Eduardo Alves, segunda tem Kevin Shwantz aparece por aqui. Terça feira, sem falta, temos a indicação do Gabriel Lima, nada mas, nada menos que a Jordan J197 "Cabeça de Cobra" aqui no "Yes, Nós Gostamos + dos Carros Bonitos".

Qual é a melhor combinacão entre capacate e chassis na sua opinião? Mande a sua colaboração para feringel@yahoo.com.br. Tá fim de papear no MSN? É só me adicionar, o endereço é o mesmo, feringel@yahoo.com.br.

Um abraco, Fernando Ringel