quarta-feira, 11 de novembro de 2009

TEXTO: Indy

Os anos 90, Silvio Santos e Greg Moore: 10 anos depois


Por Fernando Ringel
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__Após um início de década “de sonho”, em 98, Zanardi tornou a CART chata, fazendo sombra em todo o grid. Além disso, os brasileiros estavam em uma maré incrível de azar. Para agravar a situação, Gugu Liberato brigava ponto a ponto com o Domingão do Faustão até que, a Fórmula Mundial (que nomezinho, hein?) no ar entrava e derrubava a audiência do SBT.

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Sendo assim, há 10 anos, o entusiasmo de Silvio Santos pela Indy tinha terminado. Apesar das enormes chances, os brasileiros só foram acontecer pra valer na CART de 2000 para frente e para a temporada 99, aqui no Brasil, a Indy passou a ser exibida em compacto, às 11 da noite. Esse era o fundo do posso de uma crise iniciada no dia 1 de maio de 1994, com a morte de Ayrton Senna.

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No automobilismo top, os anos 90 foram complicados. Apesar de muito mais caros, tão perigosos quanto os anos 80. Até 1994, muitos ossos foram quebrados (que o digam Brian Herta, Nelson Piquet e Scott Pruet), mas foi a partir do acidente fatal de Ayrton Senna que a coisa debandou de vez. Citando os acidentes graves ou fatais (F1, Indy e F 3000) em apenas três anos: 1994 - Wendlinger e Marco Campos, 1995 - Hakkinen e Stan Fox, 1996 – Mark Blundell, Scott Brayton e Jeff Krosnoff. A bruxa estava solta! Acho que por isso, quem companhou o automobilismo dos anos 90, calejou, e por isso não achou nada de tão grave no acidente do Massa...

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Focando especificamente no Senna, muita gente nunca mais se importou com corridas. Em especial aqui no Brasil, o automobilismo sofreu um tremendo baque. Arrisco dizer que a morte do Senna “matou”, entre outras coisas, a ótima revista Grid.

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Nesse embalo, as vitórias brasileiras na F1 eram página virada e a audiência da categoria, que na época de Senna e Piquet ficava em torno dos 30 pontos, caiu para a casa dos 10, de vez em quando, menos que isso.

Enquanto a Globo se virava tentando fazer Barrichello o novo Senna, Silvio Santos percebeu a oportunidade no ar. O dono do Baú deve ter pensado algo do tipo, “se a F1 está cobiçando os pilotos da Indy, e se os campeões da F1 estão ou cogitam correr na Indy, por que não tentar ir na canela da Globo? Enquanto eles se viram com o Rubinho a gente tem Emerson Fittipaldi!”

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Foi montada uma boa equipe de transmissão no SBT. Lembro que Téo José conversava com os pilotos brasileiros, durante as bandeiras amarelas! Existia muita expectativa no ar. Em jornais e revistas a emissora de Silvio Santos fazia propaganda da Indy com o slogan, “se o líder bobear, a gente ultrapassa”, em um claro recado para a Globo, penando com o eterno azar do Barrichello e os apáticos anos “pós Ayrton Senna” que a F1 passou.

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Aqui no Brasil, de uma hora para outra, começaram a pipocar várias publicações sobre Indy, inclusive a edição número 1 da revista Racing, um guia sobre a temporada 96, onde além da esperança pelos brasileiros, se falava de um canadense com óculos de lentes redondas (por que quase todos os canadenses da Indy usam o mesmo tipo de armação????). Seu nome? Moore, Greg Moore.

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Na primeira corrida, estréia de Homested na categoria, lembro do meu pai falando, “tem um cara aí, um azulzinho, fez umas ultrapassagens por fora que... (fazendo cara de espanto), rapaaaaz”. Daí para frente, o novato canadense conquistou muito pontos, fãs (inclusive este que vos escreve) e um certa fama de “acidente ambulante”. De qualquer maneira, ele animava as corridas.

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Em 97, mais maduro, conquistou sua primeira vitória no que considero um dos momentos mais irritantes que vi no automobilismo. Finalmente Maurício Gugelmin espantaria a “zica” que o perseguia desde a F1 e venceria seu primeiro, e merecido, GP na Indy... só que seu Pacwest ficou sem combustível na metade da última volta. Seu companheiro, também ex-F1, Mark Blundell ficou sem metanol na reta de chegada e Greg Moore surgiu em primeiro, a poucos metros da linha de chegada. Uma primeira vitória tão épica quanto seu estilo de pilotagem.

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Se fosse francês ou sueco, e estivesse na F1, talvez Moore pudesse facilmente se chamar Ronnie Peterson, Patrick Depailler ou Jean Alesi, mas como era canadense a comparação óbvia é com Gilles Villeneuve. Ambos se tornaram ídolos instantaneamente, e estavam prestes a finalmente ter chances reais de conquistar o título, em suas respectivas categorias, quando...

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O dia era 31 de outubro de 1999. No paddock, Greg foi atropelado por uma scooter. Sentindo muitas dores na mão direita (exatamente a mais exigida em ovais), e com suspeita de fratura, o canadense não treinou.

Em sua última corrida pela Forsythe, equipe que defendia desde o esmagador título na Indy Lights, a temporada 99 não tinha sido o que Greg esperava. Ele queria uma despedida em grande estilo. Talvez Moore tenha pensado ago do tipo, “venci a primeira corrida deste ano e vou vencer a última, nem que seja a pé!”

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Analisando de um ponto de vista frio, o que Greg tinha a ganhar? Saia em último, com a mão machucada, em um carro que não tinha rendido bem durante 90% da temporada, certo? Por outro lado, já de contrato assinado com a Penske (essa foi a última corrida em que a equipe usou chassis Penske, para o alívio do Tio Roger) e, após anos de bons serviços prestados à Mercedes Benz, Moore tinha a chance de testar (pra valer) na McLaren...

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Quando algum piloto arrisca demais e erra, Galvão Bueno costuma dizer, “ as vezes, o piloto pensa que é mágico e se dá mal”. No caso do Moore o Galvão acertou? O que você faria no lugar do piloto canadense? Vamos aos fatos: nos boxes, Roberto Moreno foi chamado às pressas. O brasileiro já estava com o macacão da Forsythe quando Moore entrou no carro, pilotou até a volta número 9 e... aqui estamos, 10 anos depois, com saudades.

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Muitas decisões levaram a CART para um caminho sem volta, mas se algum fator acontecido dentro da pista contribuiu para isso, com certeza, a morte de um jovem tremendamente talentoso como Greg Moore foi um soco no estômago da categoria, principalmente quanto à renovação da audiência que acompanhava as corridas na época. Em algum ponto da história, com certeza, isso contribuiu para o fim da categoria.

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OBS: Este texto foi feito no sábado, 31 de outubro, exatamente 10 anos após a morte do Moore. Por motivo de força maior, foi postado com “um pouco de atraso”. Apesar disso, espero que vocês gostem.

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OBS2: Vocês não acham estranho que Greg Moore sempre tenha usado o número 99, e no caso, tenha morrido, na última corrida da temporada 1999 ?????? Eu, hein?

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OBS3: Sobre uma possível ligação entre o número 99 e amorte do canadense, Padre Quevedo diria, "Itsto nom equisiste". (hauhauhauhau).

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Um abraço,

feringel@yahoo.com.br

domingo, 8 de novembro de 2009

A FÓRMULA DA VELOCIDADE: Capitão América

__Mais uma dica do amigo Raphael Serafim (http://www.full-machine.blogspot.com/):
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__Scorpion entrou com base amarela do seu "capacete Simpson Bandit" (huahuahua) e o Capitão América com a estrela e a cor azul, inclusive na testa.
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Durante os anos 70 e 80, Johnny Rutherford poderia ser chamado de Capitão América. Por quê? Bom, o cara foi 3 pole e 3 vezes vencedor da Indy 500 (inclusive dirigindo chassis Mclaren) e campeão da Indy em 1980.
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Quer mais? Rutherford venceu em... Daytona, sua corrida de estréia na Nascar!
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Atualmente, Johnny é o piloto oficial do Pace Car de Indianápolis. Ok, digamos que essa foi a fase caipira do automobilismo americano, mas (pelo menos naquela época) Rutherford poderia ou não poderia ser o "Capitão América"????
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: WAR

__Além de centenas de mortos e um tremendo rombo financeiro, a Guerra das Malvinas (Argentina X Inglaterra) sepultou a carreira internacional de toda uma geração de pilotos argentinos. Apesar de não ser um Reutemann, Mansilla chegou a disputar o título da F3 Inglesa, onde inclusive trocou alguns safanões com Ayrton Senna.
Após algumas conversas com equipes de F1, inclusive um teste na Mclaren, Enrique foi para os EUA onde, entre outras categorias, disputou três corridas na Indy, sendo um nono lugar, em Elkhartlake, seu melhor resultado.

Zak Morioka, ou Zaqueu, é um piloto brasileiro chamado por muito como "japonês voador". Ganhou de tudo um pouco nas categorias menores dos EUA, mas faltou dinheiro para disputar pra valer a Indy. Em 2000, disputou o GP do Texas (seu único GP na categoria), terminando em décimo quinto lugar.

Quanto a pintura dos capacetes, a de Morioka é baseada na bandeira de guerra usada pelo exército japonês na Segunda Guerra Mundial. A semelhança com o capacete do Mansilla é apenas uma coincidência.


Um abraço,
Fernando Ringel

sábado, 7 de novembro de 2009

Combinação Perfeita:

__Em 1995 os "amigos do peito e irmão camaradas", Franck Arciero e Carls Wells, resolveram tornar a amizade em equipe de Fórmula Indy. De saída "contrataram o dinheiro" do japonês Hiro Matsushita (ahuahuahuah), filho do dono da Panassonic.
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Para a tempoarada 96, a dupla conseguiu o patrocínio da MCI e, apesar dos resultados pouco animadores (muito em função dos motores Toyota, na época, fraquíssimos e pouco confiáveis), nasceu uma das pinturas mais marcantes da última fase da CART.
Naquela temporada, com mais dinheiro, a equipe passou a ter dois carros. O primeiro para o ex-F1 Max Papis e outro para... Jeff Krosnof, vítima fatal de um dos acidente digno de filme de terror.

Como diria Geraldo Vandré, "pra dizer que não falei das flores", as coisas foram melhorando pouco a pouco, através dos pontinhos que o "Mad" Max Papis conquistava regularmente.
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Quando o italiano foi contratado para substituir Bobby Rahal, na Rahal (que coisa, hein???), a Arciero tinha outro nome: PPI Motorsport, e foi nela que Cristiano da Matta estreou na Indy, exatamente no mesmo ano em que o veterano Scott Pruet se despedia da categoria.
Assim como o Pruett, desde o início desta década, PPI Motorsport corre na Nascar.
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

LEITORES VIP: A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE

__Mais uma do amigo Raphael Serafin (www.full-machine.blogsopt.com):
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"Veja a montagem que eu fiz... ficou engraçada... Mansell e Regazzoni versão game. Abração"
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Huahuahuahua, de novo pensei comigo, "como foi que não tive essa idéia antes????"
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Quer aparecer aqui no VEL MAX e ser um LEITOR VIP? Então mande sua colaboração (via e-mail ou MSN, feringel@yahoo.com.br) seja uma montagem, uma foto que você achou interessante, uma idéia, mesmo uma crítica. Fique a vontade, aqui "A CASA É SUA".
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Um abraço,
Fernando Ringel

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Combinação Perfeita: Brasil-si-il!!!

__Este é o carro usado por Christian Fittipaldi em 1995, seu (ótimo) ano de estréia na Indy. Na época a pintura foi uma sensação entre os brasileiros, e claro, um grande golpe de marketing. Christian era saudado pelo torcida ao entrar na pista e sempre aparecia na TV.
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Ok, ele foi muito bem (entre outros resultados, chegou em seghundo em sua primeira Indy 500!!!), mas muito dessa exposição na mídia foi causada pelo estilo da pintura, pouco convencional nos carros daquela época, e usada muito tempo depois, exaustivamente na A1 GP.
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Quanto a montagem acima, além do capacete do Senna combinar com o carro, o que mais me motivou para fazer essa combinação foi a ligação emocional entre um carro com a pintura do Brasil e um piloto que, ao vencer, comemorava segurando a bandeira do seu país.
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A adoração era tão grande que, desde o final dos anos 80, o Tema da Vitória se transformou em um tipo de ohino esportivo do Brasil. Se o Senna tivesse realmente corrida em um carro com essa pintura... seria uma comoção nacional.
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Na parte técnica, confesso que apanhei para fazer essa montagem, talvez ela não tenha ficado visualmente perfeita, mas quanto ao sentimentos envolvidos na imagem acima, realmente essa é uma COMBINAÇÃO PERFEITA.
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Um abraço,
Fernando Ringel