segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vale a Pena Ver de Novo: F1 (com cara de HotWheels)

__Olá amigos, e não é que o Pedro Ivo, no início do ano, pegou no ar o que "matou" a equipe no final da temporada?
"Tamos chiquis", hein? Furo mundial, eheheheheh. Abaixo o post na íntegra, exatamente como foi ao ar em 19/03/09.

Toyota:

Em busca de uma identidade

Por Pedro Ivo

_ A Toyota entra na temporada 2009 meio que como entrou em todas as outras oito que participou até agora (2002 a 2008), ou seja, prometendo resultados e projetando vitórias.
Mas, a bem da verdade, a Toyota sofre é de uma certa falta de identidade. Talvez não só identidade. Precise também de uma afirmação dentro do circo.

A escuderia germano-nipônica já gastou um dinheiro enorme na categoria (se brincar, mais do que a Red Bull), e nunca obteve resultados à altura desses gastos. Para uma equipe que investe tanto, a Toyota obteve resultados modestos e tem sempre ficado na promessa. Começou em 2002, quando surgiu como novidade no circo, dando pinta de que seria uma escuderia

promissora, sendo que em 2004 já falavam até em vitórias. Ao final da primeira temporada mudaram a dupla de pilotos e trocaram um monte de gente na escuderia. Para 2004 tiraram, a peso de ouro, da Renault o projetista Mike Gascyone, que fez com que a escuderia obtivesse até alguns resultados, mas nada que fizesse jus às enormes cifras que eles continuavam - e continuam - gastando na F1.

Ano após ano essa história tem se repetido. Gastos e mais gastos (em 2005 investiram mais muito mais dinheiro que a Renault, enquanto que os franceses foram campeões e eles só ficaram em terceiro nos construtores) com poucos e até inexpressivos resultados. Some-se a isso pilotos superados ou que já não apresentam o desempenho de outrora (Trulli que o diga, e Glock ainda precisa de mais quilometragem pra se afirmar) e até mesmo a pintura, que não muda quase nada desde a estréia, mantendo aquele esquema (já citado em outro post) que chamo de "opa, derrubei um balde de tinta vermelha no carro". Todos esses fatores contribuem para a falta de identidade e afirmação da escuderia na categoria. Não há um piloto que a identifique (o Cristiano Da Matta poderia até ter feito isso, assim como Mika Salo e Alan McNish, mas todos foram mandados embora), não há um engenheiro, uma pintura marcante e nem resultados. Talvez a Toyota precise mesmo é dar uma repaginada geral.

Mas... será quando eles vão fazer isso?
Para essa temporada, mais uma vez eles mudaram bastante o carro. Não só pela questão de se adequar ao regulamento 2009, mas também porque se prestarmos atenção, veremos que a parte dianteira do TF109, principalmente o bico, não parece com nenhum outro modelo do circo esse ano, sendo bastante fino e alto, com suportes bastante longos ligando a asa dianteira a este. Porém, ao mesmo tempo em que mudaram bastante o carro, a dupla de pilotos continua a mesma do ano passado, Trulli e Glock. O italiano já apresenta sinais de cansaço e falta de motivação, que, somado aos últimos resultados da equipe, provavelmente será a temporada do "dá ou desce". Já o alemão começa a temporada 2009 precisando mais de experiência de qualquer coisa - a exemplo de outros pilotos como Nelsinho Piquet e Sebastien Buemi -, ou seja, continua como "promessa", sendo que se a equipe trabalhar bem ele pode até render bons resultados.

Em suma, a Toyota precisa provar muito e correr ainda mais para se firmar na categoria. E precisa fazer isso logo.

X_

_Lendo o texto do Pedro sobre a Toyota, lembrei da Ligier de 1992. Pq? Vamos por partes: o mesmo carro azul de sempre, patrocinadores de peso, engenheiros caríssimos (Gerard Ducarouge, por exemplo), o fantástico motor Renault V10 (mesmo da Williams, vice de 91 e campeã absoluta em 92) e principalmente, a Ligier de 1992 lembra a Toyota de 2009 na dupla de pilotos.
Pedro Ivo citou Trulli como "um piloto muito experiente e já um pouco cansado", e o alemão Timo Glock como "prestes a inciar sua segunda temporada, ainda uma jovem promessa". Isso me lembra Thierry Boutsen às portas da aposentadoria e a expectativa que ainda existia para que Erik Comas confirmasse a sua fama de piloto frio e veloz... sem falar que a Ligier, apesar dos grandes investimentos do final dos anos 80 e início dos anos 90, não fez quase nada na categoria nessa época. Vamos lembrar (mais uma vez):

1) Para começar, o desastrado e caro contrato de fornecimento com a Alfa Romeo que custou para a equipe as temporadas 86 e 87.

2) O chassis skate a lá Brabham BT55 e Mclaren MP4/4 que praticamente aposentou Arnoux e Johansson em 88 e contribuiu muito pra fazer a Ligier, em 89 e 90, brigar pra escapar da pré qualificação.

3) O belo e tremendamente ordinário chassis de 91, equipado com motor Lamborghini (as únicas coisas boas do motor eram o nome e o tremendo som) ... lembrando que esses são apenas três exemplos da longa história de desorganização da equipe do Tio Guy.

Claro que o desempenho da Toyota nos últimos anos é muito melhor, e mais profissional, do que essas temporadas citadas da Ligier, mas a grande expectativa criada pelos altos investimentos, as respeitaveis duplas de pilotos somados aos resultados modestos da equipe do velho Guy Ligier me lembram muito a Toyota.

Vale lembrar o titulo do texto do Pedro, "Toyota: Em Busca de uma Identidade". Apesar das estatisticas pobres, a Ligier era uma equipe simpática, tinha o seu "charme azulado e francês". Para a Toyota, conquistar uma identidade na F1 parece estar mais distante que a primeira vitóra._

Um abraço,

Fernando Ringel

sábado, 28 de novembro de 2009

CHARGE: ovais brasileiros

__ Quando o GP do Brasil de Indy parecia "história de Papai Noel", pensei em sugerir algumas pistas, meio de gozação...
_ Aí veio o anúncio oficial da pista de rua no Rio e a tal "minisérie" sobre os ovais brasileiros foi para ageladeira... até esta semana quando São Paulo passou a ser o palco do GP brasileiro na categoria.
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Como mais uma vez o GP foi marcado, porém sem um traçado ou local definidos... PRONTO! Tive uma segunda idéia de oval para a Indy, kkk.


Falando sério, se esses dois hipódromos fossem asfaltados, até que não seria má idéia uma corrida da Indy na Gávea ou em Cidade Jardim, né?
Exatamente sobre esse tema, no proximo sábado, irá ao ar minha próxima coluna no Blog da Indy, um texto sobre a história dos circuitos ovais. Aí vocês vão entender o motivo dessas charges, tratando hipódromos como verdadeiros ovais.
A minisérie sobre os "ovais brasileiros", com as possíveis sedes do GP do Brasil de Indy, continua nos próximos dias. Aguardem!

Um abraço,
Fernando Ringel

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A FÓRMULA DA VELOCIDADE: "amarelado pelo tempo..."

__Em 2005 uma grande idéia ganhava vida. Seu nome? Grand Prix Master, categoria formada apenas por ex-pilotos de F1 que tenham disputado pelo menos duas temporadas completas na categoria.

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O chassis (robusto e bem bonitinho) foi feito pela Delta Motorsport, empresa que atualmente fabrica os chassis usados pela Superleague Formula. Segundo a própria Delta, o chassis foi uma evolução (uma cópia, né?) do belíssimo Reynard usado na Indy em 2000, Reynard AKi para os íntimos (rsrsrs).

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Apesar de ser uma chance de ver nomes como Emerson Fittipaldi, Nigel Mansell e Alain Prost correndo juntos, a categoria faliu.

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Pouco antes disso, existiam conversas de que finalmente Piquet e Prost entrariam na GP Master. Outros como Damon Hill, Johnny Herbert e Jean Alesi estariam apenas esperando completar 45 anos, idade mínima na categoria, para estrear.

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Tudo muito legal, fora das pistas. Tirando um pega entre Fititpaldi e Mansell no Kyalami as (poucas) corridas foram meio monótonas... sem falar nas arquibancadas meio vazias.

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A coisa foi meio devagar, embora com boas perspectivas para o futuro, quando... no final de 2007 a Delta Motorsport entrou na justiça por não receber a quantia combinada pelos 15 chassis fabricados! A empresa ganhou a causa e acabou com a minhas esperanças de ver o Alesi correndo junto com Arnoux, Mansell, Fittipaldi, Alan Jones...

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No início de 2008, a Delta Motorsport anunciou a intenção de reavivar a categoria, dessa vez sob o nome F1 Master (convenhamos, um nome mais adequado, né?), projeto que até hoje não saiu do papel, para a tristeza deste que vos escreve... (sniff, sniff, sniff)

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OBS: em geral os pilotos gostaram muito dos carros, nas palavras de Fittipaldi, "um carro divertido de guiar, pouca aderência e muita potência".

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OBS2: você deve estar pensando, "mas o que a Benetton de 91 tem a ver com a GP Master?" Bom, geralmente quando estou procurando uma determinada foto, acabo encontrando outras e daí nascem posts que não estavam nos planos, como esse por exemplo.

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Quando vi a foto do Eric Van De Poele na GP Master, instantaneamente lembrei da primeira foto dessa FÓRMULA DA VELOCIDADE, Moreno na B191. Como os dois carros são amarelos, e o chassis Delta Motorsport nasceu do Reynard usado na Indy em 2000, claro, para tornar a comparação mais nítida, escolhi um Reynard AKi amarelo, no caso o PPI do espanhol Oriol Servia.

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OBS3: Só por curiosidade, pensei que estava fazendo uma EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE (a Benetton e o Delta são praticamente iguais, né?), e enquanto escrevia esse texto, a EVOLUÇÃO "evoluiu" para o que chamo de A FÓRMULA DA VELOCIDADE, ehehe.

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Um abraço,

Fernando Ringel

feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

COMBINAÇÃO PERFEITA: Making Of


__Ok, sei que essa ficou meio pixelizada, especialmente na região do capacete. Na verdade não ia postar essa COMBINAÇÃO aqui no blog, já que peguei uma foto (bem pequenininha) apenas para tornar "real" o sonho que o Wellington Lucas teve e que virou texto aqui no VEL MAX.
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Ontém mostrei a montagem acima, ainda sem legendas, para um amigo. No meio da conversa e farejei um causo, um novo post: pq não contar para vocês como a montagem abaixo foi feita?

No caso, a COMBINAÇÃO foi feita sem grandes preocupações, já que eu sabia que iria recortar todo o carro (que teria seu tamanho diminuido), apenas para encaixa o FW31 ao lado da Penske em Indianápolis...
Acima a ilustração que fiz para o post, já prontinha, do jeito que foi ao ar. Na última hora ainda tive que "construir" um pneu dianteiro para a Williams. Se vocês repararem na COMBINAÇÃO (Rahal FW31), vocês vão ver que a foto foi tirada exatamente do lado do carro, e para o meu desespero percebi isso quando coloquei a Williams ao lado da Penske... que estava em um ângulo mais em diagonal.
Uma hora de trabalho depois, (além do "pneu dianteiro extra") o bico da Williams foi alongado, abaixado e um novo aerofólo dianteiro foi feito...
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Ufa! Esse negócio de blog não é tão fácil quanto parece, mas quando aquela idéia que estava na sua cabeça aparece prontinha no monitor do seu computador... GOOOOOOL!!!
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OBS: Como o texto nasceu de um sonho descrito por um leitor, usei tons esbranquiçados na foto, para dar uma sensação de "imaginação", sonho... além do efeito ajudar a esconder o capacete do Helio CastroNeves (no texto, é o Briscoe quem cruza a linha de chegada colado na Williams), eheheh.
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

LEITORES VIP: Texto

Por Raphael Serafim (http://www.full-machine.blogspot.com/)



__Bem galera, todos nós vivemos em um mundo maluco conhecido como blogesfera. Temos nossas lutas, nossas guerras particulares, algumas vezes sacrificando algumas coisas em nome de uma postagem interessante, quebrando a cabeça para criar algo que prenda a atenção de quem acompanha cada blog.


Nós blogueiros, corremos o risco de perder nossas namoradas, um fim de semana divertido com os colegas, adiamos o nosso almoço, jantar, acordamos de madrugada para acompanhar as corridas, compramos jornais, revistas especializadas, DVDs, games... qualquer coisa que nos motive a fazer uma postagem legal. Mesmo assim, muuuuitas vezes esse trabalho todo, para fazer o tal post, não rende nenhum comentário, o que indiretamente acaba desanimando alguns blogueiros...


Todos nós temos um diferencial. Alguns tem informações privilegiadas, outros possuem um acervo rico de revistas, outros com experiências de pilotagem, e principalmente, torcedores que sonhavam estar em um carro de corrida, que ficam se imaginando em uma Ferrari, uma Williams da vida enquanto jogava algum game de corrida.


Muitas pessoas (leigas) acham que as corridas são um esporte monótono, em que vários carros andam em círculos, onde jovens pilotos perdem suas vidas... em que $$$$$ está envolvido, mulheres, etc. Nós, blogueiros, enxergamos o que ninguém enxerga realmente. Da mesma forma que um garoto que joga bola sonha em vestir a camisa de um time grande, Seleção Brasileira, o garoto que corre de kart sonha em chegar na Fórmula 1. O que eles têm em comum? Todos possuem suas batalhas para chegar ao objetivo. Alguns abrem mão dos estudos, outros juntam uma grana pra comprar um equipamento bom, as chuteiras por exemplo. Todos correm o risco de se machucar pelo caminho, tropeçar nas barreiras, mas quando se chega ao objetivo, eles podem olhar para trás e dizer: venci essas barreiras e posso vencer as outras que aparecerão daqui pra frente!


Vemos muitos blogs com potencial sucumbirem a falta de tempo, mas compreendemos as lutas que cada um passa... somos malucos, doidos, porém somos felizes na blogesfera: um mundo maluco, mas ao mesmo tempo fascinante...


Sem falar que através de um “passatempo”, portas vão se abrindo para cada um de nós....


Encerrando esse texto, um ponto que gosto muito, é a amizade que acaba nascendo com quem acompanha o seu blog e, principalmente, entre você e os outros blogueiros... o que demonstra como, independente da placa que cada um prega, possuímos a mesma paixão.

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Raphael Serafim,

www.full-machine.blogspot.com

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Quer aparecer aqui no VEL MAX e ser um LEITOR VIP? Então mande sua colaboração (via e-mail ou MSN, feringel@yahoo.com.br) seja uma montagem, uma foto que você achou interessante, uma idéia, mesmo uma crítica. Fique a vontade, aqui "A CASA É SUA".
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Um abraço,
Fernando Ringel

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Evolução da Espécie: O Rei Leão

__Só faltou o Mansell e o Shadow "boca de leão" para a evolução estar completa...


Um abraço,
Fernando Ringel