domingo, 22 de novembro de 2009

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: Verde + branco + laranja


__A história do Force India VJM02 todos conhecem bem, mas e quanto a tentativa da Subaru entrar na F1?

Com o sucesso da Honda e a entrada da Yamaha na categoria, em 1989, Carlos Chitti, famoso preparador "pai" dos Motori Moderni, começou a trabalhar em um propulsor da montadora japonesa que seria usado na F1. Como Chitti tinha um longo relacionamento com a Minardi, os primeiros testes do motor Subaru aconteceram no M188, carro usado pela equipe italiana no ano anterior. Para tristeza de Giancarlo "durango" Minardi, o motor tinha muito pouca potência e foi recusado pela equipe.

Com o orgulho arranhado, Carlo Chitti começou a trabalhar em um novo motor e a proposta feita para a Minardi (com alguns upgrades) foi oferecida para a Coloni: injeção imediata de muito dinheiro (vindo de empresas japonesas) e fornecimento gratuíto de motores + ajuda técnica da própria Subaru!

Depois que de desmair (brincadeira minha, hauhauha), Enzo Coloni fechou negócio. Mais ou menos como aconteceu na compra da Brawn pela Mercedes, a Subaru comprou 51% da Coloni, embora o controle da equipe continuasse com o Sr Coloni.

A equipe passou a se chamar Subaru Coloni e a parceria foi anunciada com uma festa luxuosa no GP de Monza de 1989, mas nos meses sguintes... para desespero da montadora japonesa, a equipe italiana não conseguia fazer o chassis e o motor "conversar". O problema não foi resolvido e na véspera da primeira corrida da temporada 90, GP de Phoenix, a equipe alugou o estacionamento de um restaurante para fazer o primiero teste da Subaru Coloni C3B!!!

Antes do GP da Alemanha, a parceria foi desfeita. A equipe, voltou a se chamar Coloni, passou a correr com os convencionais Ford Cosworth, e acreditem, Bertrand Gachot começou a passar da pré qualificação, embora nunca tenha conseguido tempos rápidos o suficiente para estar entre os 26 que formavam o grid de largada.

Obviamente, a equipe italiana não conseguiu se classificar para nenhum dos 16 grandes prêmios da temporada! Não fosse uma equipe chamada Life, provavelmente a Subaru Coloni seria de longe o pior conjunto de 1990... e um dos mais lentos da F1.

Após o fiasco, o time foi para a temporada 91 com uma equipe formada por... 6 pessoas!!! Totalmente sem dinheiro, o novo Coloni C4 foi feito com a ajuda de estudantes de engenharia da Universidade de Peruggia!!! (isso sim é trabalho de faculdade, hein? O estágio dos meus sonhos, hauhauhau)
RESULTADO: logicamente a equipe não se classificou para nenhuma corrida, mas heroicamente participou das 16 pré qualificações da temporada 91.

OBS:Parece estranho como a Subaru conseguiu fazer uma motorzeco desse, capaz de ser rejeitado pela Minardi (na época uma equipe que tinha acabado de marcar seu primeiro ponto em 4 anos na F1)... motor tão fraco que conseguiu afundar um "Titanic de papel" como a Coloni!!!!!!!
Mais curioso ainda foi, apenas um ano depois, a Porshe ter conseguido se superar e quase levar a Footwork à falência. Nome não é tudo, né?

OBS: Semente do que depois ficou mundialmente conhecida como Andrea Moda F1, a Coloni deixou a categoria, mas continuou no automobilismo. Atualmente a Coloni Motorsports compete na GP2.


Um abraço,
Fernando ringel
feringel@yahoo.com.br

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: xadrez


__Em 88, finalmente Walter Brum realizou o sonho de estrear sua equipe de F1... e de uma maneira inusitada para um time novato. Vítima de uma personalidade difícilima + muito azar + politicagem da F1 = Stefano Modena, o campeão da F3000 em 87, (praticamente confirmado na Benetton) na Eurobrum!!!

Muito modesta, a equipe começou a temporada com seu carro completamente branco. Após algumas classificações somadas a atenção da mídia nos esforços desesperaos de Modena e em algumas barbeiragens do argentino Larrauri, no final do ano, o ER-188 ostentava a pintura "tabuleiro de xaderz amarelo e branco" da foto acima, rsrsrsrsrs.

Seis anos depois, a Larrousse conseguiu o patrocínio da cervejaria Kronenbourg para as primeiras corridas de 1994. Na foto acima, vemos Olivier Beretta no GP do Pacífico, um dos 6 (!!!) pilotos que dirigiram o fraco LH94 na última temporada da equipe francesa.

Olivier, piloto protegido de Nelson Piquet, é herdeiro das Armas de Fogo Beretta, multinacional italiana especializada em fabricar, er, armas de fogo e munição, pagou para correr na Larrousse e não fez feio, mas após o GP de Monza o dinheiro acabou e... The End para o francês na F1.
A Larrousse voltou ao verde com que começou a temporada e foi assim até o GP da Austrália, última corrida da equipe na categoria.

Quanto as pinturas dos modelos, são raras fotos de frente, quem dirá do alto desse Eurobrum, mas se você colocar o ER-188 e o Larrousse LH94 lado a lado, e vistos de cima, vai reparar que as pinturas são idênticas, salvo a diferença na cor...

OBS: Só para finalizar, uma coincidência entre as duas equipes com pintura xadrez: enquanto a Eurobrum iniciava sua história na categoria, com essa (bela) pintura, a Larrousse dava seus últimos suspiros.


Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

sábado, 21 de novembro de 2009

CHARGE:


Um abraço (e bom final de semana para todos vcs, amigos e leitores do VEL MAX),
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

LEITORES VIP: VEL MAX Pictures!

__Há muito tempo queria estrear essa nova série, só com videos inéditos. Bom, enquanto isso não acontecia, outras idéias (novas séries) foram sendo colocadas em prática por aqui, mas eis que ontém recebi o seguinte e-mail:


"Olá Fernando! Fiz um Piquet versão Mortal Kombat, você já viu?

Um forte abraço e parabéns pelo blog!
Wellington Pereira Bezerra"

__Não sei vocês, mas eu comecei a rir, e quase cair da cadeira quando vi o Piquet fazendo chifrinho no Scorpion....
Daí para frente achei tudo muito bem sacado, e muito bem montado, até que quase caí de novo quando... UU-IIIIII, o Nelsinho apareceu! Huhauhauhauhauhau.
Achei genial! Mandei para alguns amigos pelo MSN, que também raxaram com o video e escrevi um e-mail para o autor da obra de arte, perguntando como ele fez a montagem.
Pouco depois recebi a seguinte mensagem:
"Fala Fernando!Que rápido!

Que bom que gostou! Pode colocar no blog sim! E está autorizado também na sua nova futura série "VEL MAX Pictures" (tem como colocar alguma menção do criador?)
*Fiz milagre no precário Windows Movie Maker.rsrs (as legendas são do próprio Youtube)

Abração e continue com a linha hilária e de muito bom gosto que você segue em seu blog!
Well"
Em função da colaboração (com "c" maiúsculo do Wellinton pereira), decidi estrear o VEL MAX Pictures numa versão demonstração, antes do que eu estava planejando.
Quando tudo estiver pronto (em breve) vocês verão ( e se tudo der certo, vocês vão rir) da versão full, ehhehehe.
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Quer aparecer aqui no VEL MAX e ser um LEITOR VIP? Então mande sua colaboração (via e-mail ou MSN, feringel@yahoo.com.br) seja uma montagem, uma foto que você achou interessante, uma idéia, mesmo uma crítica. Fique a vontade, aqui "A CASA É SUA".
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Um abraço,
Fernando Ringel

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Leitores VIP: TEXTO

Por Wellington Lucas

__O que é “Smailliw”? Esse foi o pensamento de quase todos que viram o nome da equipe na tabela de inscrição para as 500 milhas de Indianápolis. Enquanto o pessoal da imprensa se virava para descobrir qual era a pronúncia correta do que mais parecia um erro de digitação que o nome de uma equipe, no paddock, começavam a surgir boatos sobre o time estreante.

Dentre várias histórias, a versão que mais fazia sentido dizia que a Smailliw seria apenas um time de fachada, uma espécie de testa de ferro, um “teste pra valer” de uma das mais importantes equipes da F1, na Indy.

Agora, se isso é verdade ou não, você vai ter que ler este texto até a última linha para descobrir, até porque muito antes disso, a equipe teria de disputar os treinos para TENTAR se classificar.

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Por motivos contratuais e pelo conflito de datas entre os calendários da F1 e da Indy, tudo foi feito em sigilo. Por isso, foi criado um novo nome, uma brincadeira usando as letras do nome da tradicionalíssima equipe da F1. Coisa de James Bond.

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Tudo pronto! O chassis usado na F1 em 2009 foi “tunnado” para o regulamento da Indy e pintado de azul escuro, para a festa dos fotógrafos e curiosos que ainda não tinham a mínima idéia de que equipe era aquela, e muito menos como se pronunciava Smailliw.

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Atrá$$$$ do máximo de atenção da mídia, a idéia era contratar uma dupla de pilotos americanos, de preferência com muita experiência em ovais, especialmente superspeedways... e que estivessem desempregados (pelo menos a filosofia pão dura quanto aos pilotos a equipe trouxe intacta da F1). A solução não saiu tão barata como se pensava, mas satisfez tanto os mecânicos quanto o pessoal que tentaria conseguir patrocínio para o time: no primeiro carro Graham Rahal e como seu companheiro o supercampeão da Nascar, Jeff Gordon.

Algum tempo depois, Gordon disse que aceitaria pilotar até de graça, pois queria ter a sensação de correr em Indianápolis pela última vez...

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Mas isso aconteceu depois da corrida, né? Voltando um pouquinho o “filme”, no Pole Day, surpreendendo a todos, a Smailliw classifica seus dois pilotos: Graham Rahal em quarto (!!!) e Jeff Gordon, qualificado no Second Day, em décimo oitavo.

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Dia 23 de Maio, tudo estava pronto para largada da Indy 500, mas as nuvens de chuva deram um banho de água fria na torcida... encharcando a pista.

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Empolgados com a classificação de seus dois carros, o pessoal da Smailliw, em tom de brincadeira, esnobou as equipes da Indy (AO VIVO PELA TV AMERICANA!), “voltem aqui seus covardes! Por que vocês estão guardando os carros? Aqui nos Estados Unidos os carros são feitos de açúcar? Coloquem pneus de chuva e disputem a corrida como homens!”

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No paddock teve muita gente que não gostou nem um pouco da “brincadeira”, mas como corridas são disputados dentro da pista, longe de qualquer bate boca, na segunda, deu para sentir no corpo a vibração do som, quando o locutor disse, “ladies and Gentleman, start your engines!”.

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Os gritos vindos das arquibancadas quase abafavam os motores dos 33 carros que se preparavam para a largada. Após a curva 4, já na reta principal, os pilotos cruzaram em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL (eheheh, olha o merchandising do Fernando... hauahuah) e finalmente bandeira verde!

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Rahal saindo em quarto, antes da primeira curva já estava na liderança. Jeff Gordon pegando muitas posições já está em quinto lugar! Como a Smailliw estaa estreando na Indy, correndo pela primeira vez com seu chassis em um oval, niguém estava dando muita atenção para ela. Muitos acreditavam que seu desempenho se tratava de uma armação: ser o mais veloz possível enquanto os carros não quebrassem.

No mais, salvo algumas mudanças de posição, o pelotão da frente continuou assim até que na volta 57, Hideki Mutoh testou os soft walls da curva 1.

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A bandeira amarela perdurou até a volta 72 e a corrida foi reiniciada com Graham Rahal na ponta e Hélio CastroNeves, “babando”, em segundo.

Quando o brasileiro se preparava para ultrapassar o piloto da Smailliw ... advinha o que aconteceu? Outra bandeira amarela, dessa vez provocada por um enrosco entre Scott Dixon da Ganassi e Oriol Servia da Newmann-Haas Lanigan.

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Nos boxes Vitor Meira da A.J. Foyt e Danica Patrick da Andretti Green resolveram brincar de “bate-bate”. RESULTADO: bandeira amarela até a volta 95.

Neste momento, o pelotão da frente era composto por Graham Rahal e Ryan Briscoe (correndo com o número 3), seguidos por Jeff Gordon e Robby “Flash” Gordon, em um breve retorno Indy.

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Aí... como diria Téo José, “recomeçamos em altíssima velocidade”. BANDEIRA VERDE! Rahal não suportou nem uma volta após a relargada: Hélinho ultrapassou o americano na curva 3, por fora!

Na volta seguinte numa disputa roda a roda a lá Al Unser Jr e Emerson Fittipaldi na Indy 500 de 89, Hélio dá um “beijinho” no muro de Brickyard. Após o “selinho”, o brasileiro parou nos boxes e voltou para a pista desesperado para não levar uma volta dos líderes.

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Enquanto o piloto da Penske percorre a reta oposta em VELOCIDADE MÁXIMA TOTAL (olha aí mais um “merchin” do Fernando, ahuahuahau) o resto do grid faz a curva 4, todos colados...

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Na reta principal, volta 175, é dada a bandeira verde! A partir daí o que se viu foi uma luta volta a volta entre Briscoe e Rahal. Você já ouviu falar de uma disputa roda a roda que durasse 25 voltas? Sem acidente? Foi o que o pilotos da Penske e Smailliw fizeram até que... bandeira branca!! Última volta!!!

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Assim como fez Gordon Johncock em cima de Rick Mears na Indy 500 de 1982, Rahal fecha a porta discriminadamente para Briscoe na curva 1. Já na reta oposta, se aproveitando do vácuo, Briscoe tenta mais uma vez por fora. Os dois fazem a curva três emparelhados. Ultima curva! Lado a lado, os dois se aproximam rapidamente da retardatária Milka Dulno. Rahal faz a curva por fora enquanto Briscoe tenta ultrapassar os dois por dentro.

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Na saída da curva 4, todos de pé. Como se pudesse entrar na pista e empurrar o carro do filho, quase entrando na pista, Bobby Rahal pula e grita nos boxes da Smalliw...

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Como se fossem Al Unser Jr e Scott Godyear na Indy 500 de 1992, os carros cruzam a linha de chegada sem que se tenha plena certeza de quem ganhou... porém, os números não mentem e a Smailliw venceu em sua estréia em Indianápolis! Os gritos da torcida chegavam a abafar o som dos carros! A sensação geral era de que presenciamos momentos históricos!

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Nas cerimônias pós-corrida, Briscoe foi atrás de Rahal. Durante o bate-boca, não fossem separados pelos fiscais, os dois teriam saído no braço! Como nenhum dos pilotos foi bobo de tirar o capacete, apesar dos palavrões, ninguém saiu machucado.

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Já no pódio, limpando o “bigode de leite”, finalmente Graham Rahal desfez o mistério: “Smailliw nada mais é que Williams escrito ao contrário.”

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Em uma mão, o piloto amercicano levou o troféu e na outra a garrafa de leite. Se despedindo das câmeras, mandou um tchauzinho e um abraço para um senhor chamado... Frank Williams.

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OBS: Essa corrida é fictícia. Tudo aconteceu em um sonho que tive de madrugada.

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OBS2: Eu á falei para o Wellington parar de tomar metanol enquanto lê seus antigos anuários da Indy, huahuahua.

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Depois de vencer em Monaco e Indianápolis, só falta Le Mans para a equipe do tio Frank conquistar a Triplice Coroa do automobilismo. Já pensou? Quando o Wellington Lucas sonhar com a corrida da Williams em Le Mans a gente posta a continuação da “SAGA SMAILLIW” aqui no VEL MAX, eheheh.

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Um abraço,

Criação da história: Wellington Lucas Costa

Adaptação do texto (+ alguns upgrades): Fernando Ringel


feringel@yahoo.com.br

domingo, 15 de novembro de 2009

A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: amarelo, verde e... vermelho???

__É isso mesmo, nessa EVOLUÇÃO, o piloto do meio é o irlandês Eddie Irvine! Ele era tão fã de Ayrton Senna que usou um capacete praticamente idêntico ao do brasileiro, desde sua estréia no automobilismo internacional, na F3 em 1983 , passando por F 3000 internacional (onde a foto acima foi tirada, em 1989), F 3000 Japonesa até que Eddie finalmente estreou na F1, no GP do Japão de 1993. Em uma ocasião mais que especial, e também para evitar ser confundido com Senna, Irvine manteve o mesmo desenho do capacete de Ayrton, apenas mudando o verde, amerelo e azul por vermelho e verde, cores da bandeira irlandesa.
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Através do dinheiro ganho na F 3000 Japonesa, Eddie conseguiu pagar para correr, na também irlandesa Jordan Grand Prix, as últimas duas corridas de 1993. "Enjoado" de tanto correr em Suzuka, Irvine fez de tudo um pouco na corrida. Brigou de igual para igual com Damon Hill (de Williams "do outro mundo e tudo) e quando era retardatário, reultrapassou o lider, e ídolo, Ayrton Senna. O irlandês acabou sendo novamente ultrapassado por Senna, mas ficou ali, "fungando no cangote" do piloto brasileiro até a bandeirada final.
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Senna venceu e Irvine estreou com um impressionante sexto lugar, marcando junto com o companheiro Rubens Barrichello, os primeiros pontos da Jordan naquele ano. Este foi o melhor resultado da equipe em toda a temporada!
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Depois da corrida, Senna foi tirar satisfações com Irvine, que feliz da vida (e provavelmente meio "caneado"), provocou o brasileiro... e acabou levando um soco no olho!
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Em termos de marketing, quer estréia melhor que essa? Correndo praticamente em casa, duelou durante boa parte da corrida com os figurões da temporada, incluindo o herói nacional Ayrton Senna, marca pontos e, (em função do soco) ainda é notícia nos meios de comunicação que não cobriam a F1?
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Mesmo que não tenha sido um marketing totalmente positivo, talvez nem David Ogilvy ou Whashington Olivetto conseguiriam atrair mais atenção da mídia para um piloto praticamente desconhecido. Mesmo após um desempenho apagado na Austrália, última corrida do ano, Eddie foi contratado pela Jordan para toda a temporada 94!
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Sempre muito rápido, especialmente nos treinos, o estilo extremamente agressivo, que lhe valeu atá suspensão pelo excesso de acidentes, demontrou o quanto muito além de gostar do capacete, havia uma identificação do Irvine com a maneira como Ayrton Senna pilotava.

No anos seguintes, o piloto irlandês seguiu na F1, cada vez mais calmo, usando seu capacete vermelho e verde até 1999 quando, após ser vice campeão e de saída da Ferrari, assinou com a Jaguar. Em homenagem à equipe, passou a usar um capacate preto, com um tigre pintado no topo e nas laterais... mas essa história a gente conta em um outro post, sempre aqui no VEL MAX!
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Um abraço,
Fernando Ringel
feringel@yahoo.com.br